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TEMAS 2º BIMESTRE 2019 – ALGUMAS INTERDISCIPLINARIDADES

 

Clique aqui e assista vídeo sobre a Revolta da Vacina.

Indicação de filmes que falam sobre adoção. Clique no título do filme para ler sobre.

Um sonho Possível

Meu Malvado Favorito

Juno

Indicação de filmes sobre violência urbana:

– Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, retrata a transformação da comunidade Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, em uma perigosa favela dominada pelo tráfico.

O documentário Ônibus 174, de José Padilha, conta a história de Sandro do Nascimento, que em 2000 sequestrou um ônibus no Rio de Janeiro e manteve os passageiros como reféns.

– Do mesmo diretor há Tropa de Elite, um dos filmes mais vistos do cinema brasileiro, que narra a história de Capitão Nascimento e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), no Rio de Janeiro.

Indicação de filmes sobre Autismo:

Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador (1993)

Primeira indicação ao Oscar de Leonardo DiCaprio, na época com 19 anos, o filme traz o ator interpretando Arnie, o irmão caçula autista de Gilbert Grape (Johnny Depp). Após a morte do pai, Grape precisa cuidar do irmão e da mãe (Darlene Cates), além de sustentar a família. Sem entender as expectativas sociais, Arnie sempre se mete em algum problema, sendo super-protegido pelo irmão.

Rain Man (1999)

Raymond (Dustin Hoffman) é um homem autista com grandes habilidades matemáticas, cuja existência era desconhecida pelo irmão Charlie (Tom Cruise) até a morte do pai deles. Hoffman foi premiado como Melhor Ator no Oscar pela atuação no filme, que levou para casa outras três estatuetas.

Forrest Gump – O Contador de Histórias (1994)

Uma das dúvidas que ronda o personagem interpretado por Tom Hanks neste drama é se ele é ou não autista. No filme, Forrest Gump é apresentado apenas como uma pessoa com baixo QI. Contudo, para alguns profissionais de análise comportamental que trabalham com indivíduos no espectro do autismo, as atitudes de Gump oferecem sinais do transtorno.

Nem Hanks ou o diretor Robert Zemeckis chegaram a comentar se o personagem é ou não autista. Além disso, o autor da obra original, Winston Groom, publicou o romance em 1986, época na qual o autismo era pouco compreendido e não amplamente reconhecido pela maioria. Groom também nunca fez afirmações sobre o assunto, fazendo com que as especulações corram sem nenhuma certeza.

Indicação de filmes sobre escassez de água

O Livro do Eli (2010)

Num mundo devastado pela guerra, as pessoas tentam sobreviver da forma que conseguem. Quem tem mais influência, é claro, controla tudo – até a água. Eli (Denzel Washington) possui um dos poucos exemplares restantes da Bílbia, que se tornou um objeto importante para manter os poderosos no controle.

Rango (2011)

Indicado ao Oscar de Melhor Animação, Rango conta a história de um camaleão que vira xerife por acaso numa cidade à la Velho Oeste. Ainda que não mergulhe tanto na questão da água, deixa bem claro que os personagens precisam muito dela – tanto que é o bem mais precioso da vila. Quando o galão com toda a água é roubado, cabe a Rango (Johnny Deep) salvar a população da falta de água.

 Waterworld: O Segredo das Águas (1995)

Na verdade, o que mais tem em Waterworld é água. O único problema é que ela não é própria para consumo, o que faz da água potável um tesouro inestimável. Os oceanos cobriram a Terra depois que as calotas polares foram derretidas. Sem tecnologia nenhuma para tratar a água, o personagem de Kevin Costner bebe água reciclada da própria urina. Dá pra imaginar?

Indicação de filmes sobre assédio sexual

O Quarto de Jack

Com traços da famosa história de Natascha Kampusch, o filme conta a trajetória de uma mulher que é sequestrada ainda adolescente e acaba tendo que criar seu filho, fruto do relacionamento com o seu sequestrador, dentro do cativeiro. Um dos pontos mais sensíveis da narrativa é o fato de o menino, chamado Jack, presenciar os momentos em que sua mãe é violentada sexualmente por seu pai. Na premiação de 2016, o longa levou a estatueta de Melhor Atriz pela atuação de Brie Larson.

Preciosa – Uma História de Esperança

Vencedor nas categorias Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Atriz Coadjuvante, o filme gira em torno da vida de Claireece “Preciosa” Jones, uma adolescente norte-americana que engravidou e contraiu HIV após ser vítima de abusos sexuais cometidos por seu pai. Considerado chocante, o roteiro traz uma realidade dura e chama atenção para um tipo de violência física e psicológica que acontece dentro dos lares de crianças e adolescentes.

 

TEMA 8: CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DA VIOLÊNCIA NO ESPORTE BRASILEIRO

TEXTO I

Pisoteamento, arrastão, empurra-empurra, agressões, vandalismo e até mesmo furto a um torcedor que estava caído no asfalto após ter sido atropelado nas imediações do Maracanã. As cenas de selvageria protagonizadas no último dia 13 de dezembro tiveram como estopim uma invasão de milhares de torcedores sem ingresso, que furaram o bloqueio policial e transformaram o maior estádio do Brasil em terra de ninguém.

Um reflexo não só do quadro de insegurança que assola o Estado do Rio de Janeiro, mas também de como a violência social se embrenha pelo esporte mais popular do país. Em 2017, foram registrados 104 episódios violentos relacionados ao futebol brasileiro, que resultaram em 11 mortes de torcedores – outros sete casos ainda estão sob investigação.
Os dados são fruto de um levantamento anual realizado pela Pesquisa de Mestrado da Universo, coordenada por Mauricio Murad, professor e doutor em sociologia do esporte, que estuda o comportamento de torcidas. “Os distúrbios mais recentes no Maracanã apenas confirmam a incapacidade das autoridades em lidar com a violência no futebol”, afirma o pesquisador. Após o incidente na final da Sul- Americana, o Flamengo foi denunciado pelo Tribunal de Disciplina da Conmebol e pode ser punido com multa, perda de mando de campo ou até exclusão de campeonatos.

A diretoria do clube responsabilizou a Polícia Militar do Rio de Janeiro, alegando que a corporação “tem encontrado muitas dificuldades do ponto de vista de estrutura e contingente para realizar seu trabalho nas praças esportivas e outros pontos do estado”.Ainda argumentou, em nota oficial, que havia solicitado antes da partida o máximo efetivo policial à PM, que, por sua vez, entendeu que a forma de concessão de ingressos a sócios adotada pelo Flamengo, por meio de apresentação do cartão de crédito nas catracas, impossibilitou o bloqueio das ruas no entorno do estádio. O Ministério Público do Estado solicitou a abertura de uma investigação para apurar falhas de segurança no evento.

A VIOLÊNCIA NO FUTEBOL COMO UM RETRATO DO BRASIL. 

Disponível em: < http://obviousmag.org/archives/2014/01/causas_e_consequencias_da_violencia_no_esporte.html#ixzz5TIXEdqCl.> Acesso em: 07 out. 2018.

 

TEXTO II

Não há dúvidas de que a violência no esporte advém de uma face da sociedade que engloba a violência no cotidiano. O esporte que, teoricamente, deveria sublimar a violência, passou a ser a própria forma de manifestação desse fenômeno. Infelizmente, tem sido cada vez mais frequente a violência no esporte. Seja em qual modalidade for, seja em que país for, o esporte tem ocupado um lugar de destaque nos noticiários há muito tempo, muitas vezes, pelos motivos errados, violência e agressividade, sejam elas pelos próprios esportistas, sejam pelos torcedores, sejam pelos policiais ou autoridades que tentam acalmar os ânimos dos dois lados.

E a violência no esporte vai muito além dos estádios, ginásios ou arenas esportivas, elas começam antes, nas ruas, nos bares, no trânsito, na internet. A violência no esporte existe em todas as formas, seja violência verbal ou física. O Bullying no esporte tomou proporções enormes, principalmente com o advento da internet, na qual manifestar-se contra ou a favor de um determinado time é jogar-se aos leões. Sem falar no vandalismo que se aplica à quase todas as situações de violência no esporte. […]

No entanto, algumas providências já foram adotadas, como por exemplo o cadastramento de torcedores, o incentivo da presença das famílias nos torneios, a proibição de identificação de torcidas uniformizadas. São medidas enérgicas e responsáveis que podem ajudar o esporte a livrar-se da violência.

CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DA VIOLÊNCIA NO ESPORTE.

Disponível em:<http://obviousmag.org/archives/2014/01/causas_e_consequencias_da_violencia_no_esporte.html#ixzz5TIXEdqCl>. Acesso em: 07 out. 2018.

 

TEXTO III

Disponível em:< https://esportes.r7.com/futebol/brigas-entre-torcidas-de-grandes-clubes-ja-deixaram-mais-de-100-mortos-no-brasil-07122014>. Acesso em: 07 out. 2018.

 

TEXTO IV

 

Disponível em:<https://www.uol/esporte/especiais/especial-violencia-torcedores.htm#imagem-1> Acesso em: 07 out. 2018.

TEMA EXTRA 1: DESAFIOS PARA GARANTIR A VACINAÇÃO DOS BRASILEIROS

TEXTO I

Desde 2013, a cobertura de vacinação para doenças como caxumba, sarampo e rubéola vem caindo ano a ano em todo o país e ameaça criar bolsões de pessoas suscetíveis a doenças antigas, mas fatais. O desabastecimento de vacinas essenciais, municípios com menos recursos para gerir programas de imunização e pais que se recusam a vacinar seus filhos são alguns dos fatores que podem estar por trás da drástica queda nas taxas de vacinação do país.

 

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-41045273 Acesso em 18 julho 2018

TEXTO II

O Ministério da Saúde informou, por meio de nota, que “tem atuado fortemente na disseminação de informações junto à sociedade alertando sobre os riscos de baixa coberturas”. Disse também que a queda nas coberturas vacinais, principalmente em crianças menores de cinco anos, acendeu uma luz vermelha no País e que elas são a principal preocupação da pasta neste momento. […]

O Ministério disse que os recursos para vacinação passaram de R$ 761,1 milhões, em 2010, para R$ 4,5 bilhões em 2017. Para 2018, a previsão é de R$ 4,7 bilhões. Afirmou também que aumentou em 60% o valor do recurso de campanha campanhas publicitárias de vacinação, passando de R$ 33,6 milhões, em 2015, para R$ 53,6 milhões em 2017. Até junho, foram investidos R$ 31,9 milhões.

Disponível em: https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,taxas-de-vacinacao-aumentam-no-mundo-mas-caem-no-brasil-ha-3-anos,70002405638 Acesso em 18 julho 2018 Adaptado

TEXTO III

Disponível em: http://vigia.pa.gov.br/campanha-de-vacinacao/ Acesso em 18 julho 2018

TEXTO IV

Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/pt/ Acesso em 18 julho 2018

TEMA EXTRA 2: IMPASSES NO PROCESSO DE ADOÇÃO NO BRASIL

EXTO I

O que é adoção de crianças e adolescentes?

É a criação de um vínculo afetivo que permanecerá por toda a vida, com uma criança ou adolescente. Apesar da ausência do laço genético, o futuro filho será inserido no seio familiar e receberá todo o afeto da família. Legalmente, é um procedimento pelo qual alguém estabelece um vínculo de filiação com uma criança ou adolescente, de modo definitivo.

A adoção é regulamentada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e prioriza as necessidades e os interesses da criança ou adolescente. Isso porque ela é uma alternativa de proteção a esses jovens nos casos de alienação parental, por exemplo.

Sua função é garantir, além de outras coisas, o direito à convivência familiar e comunitária. É importante destacar que nossa Constituição não faz distinção entre filhos adotivos e de sangue, providos ou não da relação do casamento. Todos devem ser destinatários do amparo e do afeto familiar para que se desenvolvam da melhor forma possível.

 

Disponível em: https://www.childfundbrasil.org.br/blog/como-adotar-uma-crianca/

 

TEXTO II

Quase 66% dos brasileiros dispostos a adotar não querem acolher irmãos

Crianças e adolescentes com irmãos acima de 15 anos passam juventude quase inteira em abrigos públicos à espera de uma família; aos 18 anos, os jovens precisam deixar os abrigos. […] Atualmente, o número de pessoas interessadas em adotar é doze vezes maior que a quantidade de crianças disponíveis para adoção. Ainda assim, muitas delas passam a vida em abrigos públicos, sem um lar. De acordo com o Cadastro Nacional de Adoção, existem 4.881 crianças cadastradas para adoção no país. Dessas, 3.206 (65,68%) têm irmãos. No entanto, entre os 40.306 brasileiros interessados em adotar, 26.556 (65,89%) não querem crianças com irmãos. Os dados mostram o descompasso histórico entre o perfil desejado de futuros pais diante dos futuros filhos adotivos.

 

Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2018/03/04/interna-brasil,663018/como-adotar-uma-crianca-no-brasil.shtml

 

TEXTO III

Disponível em: https://tirasarmandinho.tumblr.com/post/161242317709/25-de-maio-dia-nacional-da-ado%C3%A7%C3%A3o

O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Clique aqui para ler artigo com exemplos para ajudar na argumentação

Texto 1

Projetos sociais que têm o esporte como ferramenta de inclusão social são um importante aliado na formação de crianças e adolescentes. Nas diferentes modalidades o trabalho resgata valores que são fundamentais para o desenvolvimento e a aprendizagem dos jovens, seja no futebol, no basquete, ou no vôlei. Tanto que, no Brasil, é grande o número de instituições do terceiro setor que se dedica a atividades na área; e até esportes pouco populares por aqui, como badminton e hockey de grama, por exemplo, estão presentes em iniciativas nos diferentes estados do país.

Disponível em: http://redeglobo.globo.com/acao/noticia/2013/10/por-meio-doesporte-ongs-de-todo-o-pais-promovem-inclusao-social.html. Adaptado.

Texto 2

O novo ministro do Esporte, George Hilton, disse hoje (2) que o esporte no país deixou de ser apenas uma vitrine para o talento brasileiro e se transformou em um meio de inclusão social que deve estar ao alcance de todos. Durante a cerimônia de transmissão de cargo, Hilton avaliou que, nos últimos anos, o Brasil se tornou mais do que o país do esporte. No entanto, segundo ele, o esporte nunca deixou de ser parte importante do país e dos brasileiros. “Vou dar atenção especial ao esporte social, ao esporte de inclusão, ao esporte educacional e ao esporte comunitário. Quero intensificar a parceria com o Ministério da Educação para consolidar o programa Atleta na Escola”, prometeu. “Este é o caminho para o desenvolvimento sustentável do esporte brasileiro”. O novo ministro lembrou que o nascer da pasta, há 12 anos, não foi fácil e que o esporte é considerado por ele um setor historicamente relegado dentro do poder público. Uma das prioridades, segundo Hilton, será ampliar o debate no Congresso Nacional para a renovação da Lei de Incentivo ao Esporte, cujo prazo de validade se expira este ano.

“Atendi ao chamado da presidenta sabendo que é um grande desafio dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito”, disse. “Mas temos hoje altivo e consolidado um ministério exclusivo para representar os anseio da comunidade esportiva e conduzir políticas públicas no mundo do esporte”, concluiu.

Disponível em: https://www.brasil247.com/pt/247/esporte/165367/George-Hilton-querreforçar-esporte-como-inclusão-social.htm

As manifestações de violência dentro dos estádios de futebol

Texto 1

O lateral baiano Daniel Alves, do Barcelona, participou de duas jogadas que garantiram a vitória do time contra o Villarreal neste domingo, pelo Campeonato Espanhol. Porém, o bom desempenho foi acompanhado de ofensas por parte da torcida adversária, que jogou bananas em direção ao jogador. Alves, em vez de mostrar descontentamento, respondeu ao insulto de maneira inusitada: ao se preparar para cobrar um escanteio, o jogador se abaixou, pegou uma das bananas e comeu. Em seguida, fez a cobrança e continuou jogando como se nada tivesse acontecido. Neste domingo, o Barcelona ganhou de 3 a 2 sobre o Villarreal. Após o jogo, Daniel Alves comentou a recorrente provocação racista: “Estou na Espanha há 11 anos e há 11 anos é dessa maneira. Temos de rir dessa gente atrasada”. No fim de março, torcedores do clube catalão Espanyol emitiram sons imitando macacos e jogaram uma casca de banana no campo, como forma de desestabilizar os jogadores brasileiros Neymar e Daniel Alves. A investida desleal também não surtiu efeito: a partida foi vencida pelo Barça no estádio do time adversário.”

Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/alvo-de-racismo-na-espanhadaniel-alves-come-banana-jogada-por- torcedor/

Texto 2:

A exemplo do tráfico de drogas e dos assassinatos, a rivalidade entre torcidas organizadas tem provocado um resultado nefasto em todo o Brasil. A intolerância entre os membros dessas facções, aliada a outros delitos como tráfico de drogas e roubos, têm resultado em uma onda de violência nos últimos anos que parece não ter fim. Levantamento feito pelo Diário do Nordeste, na semana passada, mostra que, em cinco anos, cerca de 20 pessoas, a maioria jovens e adolescentes, foram mortos em Fortaleza em decorrência deste motivo. “Na verdade, não são torcedores, são marginais infiltrados dentro dessas torcidas organizadas, onde, já ficou constatado, há muitas pessoas envolvidas em tráfico de drogas, assaltos, roubo de carros e outros delitos”, explica o delegado Jairo Façanha Pequeno, diretor do Departamento de Polícia Especializada (DPE). Segundo ele, o caso ocorrido no domingo, dia 14, ainda está sob investigação, e, pelo menos, duas pessoas apontadas como suspeitas do caso já foram detidas, uma delas, minutos depois do crime que teve como vítimas Glauber de Sousa Damasceno, 30; e Felipe Mesquita de Matos. “Eles (as vítimas) foram mortos com tiros na cabeça, é possível que os motivos desses crimes sejam outros já que há características de uma execução sumária, pois foram tiros na cabeça”. Conforme o levantamento feito pela Reportagem, os assassinatos entre torcedores rivais vêm se arrastando ao longo dos anos. Em 13 de agosto de 2008, o adolescente Jéfferson Cabral da Silva, 17 anos, foi morto dentro de um ônibus que, transportava de volta para o Rio Grande do Norte torcedores do América de Natal, cujo time tinha havia jogado, em Fortaleza, contra o Ceará Sporting. O crime ocorreu quando o coletivo, que trafegava pela CE-040, em Aquiraz, foi interceptado por um carro onde estavam os atiradores. Somente em 2008, foram seis pessoas mortas na Grande Fortaleza em decorrência da rivalidade de torcidas. Em 2012, mais 12 mortos, conforme registros da Polícia e da Imprensa.

Disponível em: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/policia/ intolerancia-e-rivalidade-entre-as-torcidas-deixam-rastro-de-violencia-1.276403

Os limites da liberdade de expressão no mundo contemporâneo

Texto 1

Recentemente um amigo postou uma piada em seu mural do Facebook. Fiz um comentário no post dele, remetendo a uma situação da época em que trabalhamos juntos. Imediatamente um rapaz postou um comentário extremamente ríspido em resposta à minha brincadeira, sendo que ele sequer tinha como entender o significado da mesma, por desconhecer a situação que a gerou. Respondi em tom ameno, o que foi rebatido com novo comentário que, dessa vez, foi ainda mais grosseiro. Respirei fundo e respondi que o espaço em específico do post era para brincadeiras e não para alfinetadas. Além disso, eu não o conhecia e, em se tratando disso, gostaria que as formalidades e respeito fossem mantidos. Nova resposta do sujeito, que dessa vez conseguiu se superar na falta completa de noção de fair play, limite, cordialidade e respeito a uma desconhecida (eu, no caso) e também ao seu próprio amigo (o amigo em comum). Minha opção foi apagar meus comentários e enviar mensagem privada ao amigo que o sujeito e eu temos em comum, citando que considerei deselegante a atitude do rapaz e que em respeito a ele (meu amigo) eu não iria seguir a discussão, afinal, não se tratava do meu mural, do meu espaço. O amigo em questão respondeu que considerou minha atitude correta, e então falamos um pouco sobre essa onda de liberdade não dada que está assolando as redes.

Então, pergunto: que liberdade é essa que as pessoas tomaram ao atravessar conversas entre A e B, falar tudo o que pensam muitas vezes sem entender o que está sendo dito por outras pessoas, xingar, ser mal-educadas, agressivas, intolerantes? As redes sociais não deixam de ser extensões de nossos espaços reais, e eu me sinto invadida e incomodada com alguns comentários e atitudes que certas pessoas tomam, ainda mais pessoas que não conheço. Por certas vezes, qualquer um de nós pode ultrapassar algum limite sem perceber e, ok, fatos isolados podem ser perdoados. Mas a constância desse tipo de comportamento não é legal e pode indicar até mesmo algum tipo de transtorno psíquico. Liberdade com os outros, assim como a própria, se conquista. Se não dei, não tome. Se sinalizei o limite, não insista. Espaço e respeito, virtual ou não, todo mundo quer o seu e precisa saber conviver com o dos outros. É a velha máxima do “seu espaço termina onde inicia o meu”, lembram?

Disponível em: http://sweetestpersonblog.com/2012/04/12/limite-e-respeito-nas-redes-sociais/. Acesso em 21 jan 2015 (adaptado).

Texto 2:

O silêncio desapareceu na esquina da irracionalidade com a intolerância, no cruzamento do cinismo com a cara de pau. Deu lugar à hiperinflação das opiniões raivosas, dos julgamentos sumários, das explicações esdrúxulas. Aquela, acredite, é pior que a escalada frenética dos preços, velha conhecida dos brasileiros, sepultada há duas décadas. A cobiçada visibilidade nas redes sociais ou a mera incapacidade de emudecer detonaram o movimento. E a barulheira se espalhou. O habitual já não é a contrição, mas o falatório. Ao fim da semana de tristezas enfileiradas, #ficaadica: é preciso o silêncio. Diante do inexplicável, que venham o olhar solidário, o calar respeitoso. Não é caso de um minuto, mas de horas, quem sabe, dias de silêncio. A vontade de opinar instantaneamente exterminou a discussão cordial, o debate embasado. E momentos dramáticos tornam-se campeonatos de grosseria, ralis de vergonha alheia. No raiar de 2015, exemplos se sucedem. Quartafeira passada, em Paris, homens armados de AK-47 adentraram a redação do semanário “Charlie Hebdo”, fuzilaram uma dúzia de pessoas, entre jornalistas e policiais; feriram outras 11. Uma França aturdida fez um minuto de silêncio no dia seguinte. A Internet não se calou um segundo. Montado o ringue, a rede mundial pôs de um lado os radicais da liberdade; de outro, o esquadrão da relatividade. Foi um Fla-Flu de ofensas. A obsessão pelo confronto aniquilou o diálogo, fez desaparecer a busca pelo consenso. Caiu em desuso o ditado que ensina: “Melhor ouvir tal coisa do que ser surdo”. Nos dias de hoje, só interessa falar. Na Babel das redes sociais, a gentileza foi soterrada. Bastou um escrever #JeSuisCharlie (#EuSouCharlie), slogan da corrente de luto pelos chargistas mortos, para outro devolver com um #Nãosouetenhoraivadequemé. No lugar de argumentações civilizadas, imperou o mesmo festival de agressões que, nas eleições de 2014, semeou o ódio e destruiu amizades.

Sim, é legítimo defender com paixão a liberdade de expressão, bem como se indignar com uma charge, uma frase, uma criação artística considerada de mau gosto ou ofensiva. Não é incomum o humor resvalar para interpretações racistas, homofóbicas, machistas ou de intolerância religiosa. Cabe de um tudo no pote de mágoas. Há uma gama de reações ao alcance de quem se sentir desrespeitado. O leque inclui de campanhas de protesto a boicote comercial, de pressão sobre patrocinadores a medidas judiciais. Tampouco sobram razões para defender a livre expressão do pensamento. Mas nada justifica, em nenhum dos lados do debate, as ofensas pessoais, a brutalidade difamatória, a violência física ou, como na tragédia francesa, os homicídios em série. (…) Quando não há nada de bom a ser dito, o silêncio é sagrado.

Disponível em: http://oglobo.globo.com/sociedade/sagrado-silencio-15019891. Acesso em 21 jan 2015 (adaptado).

Texto 3:

O sistema prisional brasileiro e seus efeitos no século XXI

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Texto 1

Em 1989, a gravação de um vídeo sobre aids me levou à Casa de Detenção de São Paulo, o antigo Carandiru. Ao entrar no presídio, fui tomado por uma excitação infantil tão perturbadora que voltei duas semanas mais tarde para falar com o diretor. Nessa conversa acertamos que eu iniciaria um trabalho voluntário de atendimento médico e palestras educativas, tarefa que me permitiu penetrar fundo na vida do maior presídio da América Latina, experiência descrita no livro Estação Carandiru, adaptado para o cinema por Hector Babenco. Fui médico voluntário na Detenção durante treze anos, até a implosão no final de 2002. No começo, encontrei muita dificuldade no relacionamento com os funcionários; não porque me tratassem mal, pelo contrário, eram gentis e atenciosos, mas desconfiados. (…) A desconfiança tinha razões: alienígenas criam problemas nas cadeias, microambientes sociais regidos por um código de leis de tradição oral, complexo a ponto de prever todos os acontecimentos imagináveis sem necessidade de haver uma linha sequer por escrito. O novato é antes de tudo um ingênuo nesse universo em que a interpretação acurada dos fatos exige o olhar cauteloso de homens calejados. Com o passar dos anos, fiz amigos entre eles, alguns dos quais se tornaram íntimos. Duas razões contribuíram para que me aceitassem como personagem do meio, ou “do Sistema”, como costumam referir-se aos funcionários do Sistema Penitenciário. A primeira foi o exercício da medicina. Homens como eles ganham mal e dependem da assistência dos hospitais públicos. Perdi a conta de quantas consultas, de quantos conselhos sobre a saúde de familiares me foram pedidos e do número de internações e tratamentos que tentei conseguir — muitas vezes em vão. A segunda foi por iniciativas menos nobres. A natureza do trabalho dos guardas de presídio pouco os diferencia da condição do prisioneiro, exceto o fato de que saem em liberdade no A segunda foi por iniciativas menos nobres. A natureza do trabalho dos guardas de presídio pouco os diferencia da condição do prisioneiro, exceto o fato de que saem em liberdade no fim do dia, ocasião em que o bar é lenitivo irresistível para as agruras do expediente diário. (…) Demolida a Detenção, a convite do funcionário Guilherme Rodrigues passei a atender na Penitenciária do Estado, prédio construído pelo arquiteto Ramos de Azevedo nos anos 1920, hoje tombado pelo Patrimônio Histórico. Escolhi a Penitenciária por ser acessível de metrô, por ter mais de 3 mil presos e por ser dirigida pelo dr. Maurício Guarnieri, com quem eu tinha trabalhado na Detenção. Situada na parte de trás do Complexo do Carandiru, na avenida Ataliba Leonel, a Penitenciária do Estado um dia foi orgulho dos paulistas. Nas décadas de 1920 a 1940 não havia visitante ilustre na cidade que não fosse levado para conhecer as dependências do presídio considerado modelo internacional, não só pelas linhas arquitetônicas, mas pela filosofia de “regeneração” dos sentenciados baseada no binômio silêncio e trabalho. O prédio tem três pavilhões de quatro andares unidos por uma galeria central que os divide em duas alas Red. de celas: as pares e as ímpares, cada uma das quais termina numa oficina de trabalho; no fundo, um cinema grande, um campo de futebol e áreas para o cultivo de hortaliças. Quando cheguei, o clima era de franca decadência: paredes infiltradas de umidade, ação elétrica exteriorizada repleta de gambiarras, grades enferrujadas, o velho cinema em ruínas, nem resquício das hortas, e o campo de futebol desativado para evitar resgates aéreos.

Projetadas para ocupação individual, as celas abrigavam dois homens cada uma, situação ainda assim incomparavelmente mais confortável que a dos xadrezes coletivos do Carandiru e dos Centros de Detenção Provisória. Os funcionários mais antigos lamentavam a deterioração. Como disse Guilherme Rodrigues, ex-diretor-geral da Penitenciária, no início dos anos 2000: — No passado, isso aqui era um brinco, tudo limpinho, organizado. Dava gosto trabalhar. Nós entrávamos para o trabalho diário em formação militar, o de trás marchava com a mão no ombro do companheiro da frente, como se estivéssemos no exército. Trecho de “Carcereiros”, de Drauzio Varella. Companhia das Letras: 2012.

Texto 2

A desestruturação do sistema prisional traz à baila o descrédito da prevenção e da reabilitação do condenado. Nesse sentido, a sociedade brasileira encontrase em momento de extrema perplexidade em face do paradoxo que é o atual sistema carcerário brasileiro, pois de um lado temos o acentuado avanço da violência, o clamor pelo recrudescimento de pena e, do outro lado, a superpopulação prisional e as nefastas mazelas carcerárias. Vários fatores culminaram para que chegássemos a um precário sistema prisional. Entretanto, o abandono, a falta de investimento e o descaso do poder público ao longo dos anos vieram por agravar ainda mais o caos chamado sistema prisional brasileiro. Sendo assim, a prisão que outrora surgiu como um instrumento substitutivo da pena de morte, das torturas públicas e cruéis, atualmente não consegue efetivar o fim correcional da pena, passando a ser apenas uma escola de aperfeiçoamento do crime, além de ter como característica um ambiente degradante e pernicioso, acometido dos mais degenerados vícios, sendo impossível a ressocialização de qualquer ser humano. Trecho disponível em: http://revistavisaojuridica.uol.com.br/advogados-leisjurisprudencia/59/artigo213019-5.asp

Texto 3:

Pessoas feridas, celas superlotadas e uma alimentação precária. Essas são as principais lembranças que o padre Valdir João Silveira, coordenador nacional da Pastoral Carcerária, tem das três visitas que fez ao Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Amazonas, 56 pessoas morreram em um conflito entre membros de duas facções criminosas nesse presídio durante um motim que durou cerca de 17 horas. Uma inspeção feita pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em outubro de 2016 classificou a unidade como “péssima”. “Aquilo é uma fábrica de tortura, que produz violência e cria monstros. É um ambiente de tensão e barbárie constante”, afirmou o padre Valdir Silveira em entrevista à BBC Brasil. De acordo com ele, durante as três visitas que fez ao local em 2015 encontrou pessoas com ferimentos e doentes. Mas, segundo o padre, os internos não fizeram nenhuma denúncia por medo de represálias e, desde então, só recebeu relatos de que a situação se agravou ainda mais na unidade. Silveira afirma, porém, que encontrou situação semelhante em diversos presídios do país. “Você vê isso em todos os Estados. É uma bomba-relógio que pode explodir a qualquer momento no país inteiro. No presídio do Humaitá, também no Amazonas, a situação é ainda mais precária”, relata ele. Trecho disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-38492771

A relevância de uma infância saudável na formação do cidadão brasileiro

Investir no cuidado e na educação da criança, garantindo seu pleno desenvolvimento na primeira infância, é base de todas as demais competências para uma vida digna como um futuro cidadão, consciente de seus direitos e deveres e a melhor e mais eficaz forma de fomentar a saúde social. Segundo James J. Heckman, da Universidade de Chicago, Prêmio Nobel de Economia no ano de 2000, investir na primeira infância é o caminho mais lógico para reduzir déficits e fortalecer a economia, além de ser uma efetiva estratégia para reduzir custos sociais e promover o crescimento econômico. De acordo com Heckman “um momento crítico para moldar a produtividade é desde o nascimento até os 5 anos de idade, quando o cérebro rapidamente constrói a fundação do caráter cognitivo e habilidades necessárias para o sucesso na escola, saúde, carreira e vida. A educação infantil estimula habilidades cognitivas, juntamente com atenção, motivação, autocontrole e sociabilidade, isto é, o caráter do indivíduo que transforma o conhecimento em know-how e as pessoas em cidadãos produtivos”. Fonte: https://zeroaseis.org.br/o-instituto/primeira-infancia/

Texto 2

LEI Nº 13.431, DE 4 DE ABRIL DE 2017. Art. 1o  Esta Lei normatiza e organiza o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência, cria mecanismos para prevenir e coibir a violência, nos termos do art. 227 da Constituição Federal, da Convenção sobre os Direitos da Criança e seus protocolos adicionais, da Resolução no 20/2005 do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas e de outros diplomas internacionais, e estabelece medidas de assistência e proteção à criança e ao adolescente em situação de violência.  Art. 2o  A criança e o adolescente gozam dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhes asseguradas a proteção integral e as oportunidades e facilidades para viver sem violência e preservar sua saúde física e mental e seu desenvolvimento moral, intelectual e social, e gozam de direitos específicos à sua condição de vítima ou testemunha. Parágrafo único.  A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios desenvolverão políticas integradas e coordenadas que visem a garantir os direitos humanos da criança e do adolescente no âmbito das relações domésticas, familiares e sociais, para resguardá-los de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, abuso, crueldade e opressão.  Art. 3o  Na aplicação e interpretação desta Lei, serão considerados os fins sociais a que ela se destina e, especialmente, as condições peculiares da criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento, às quais o Estado, a família e a sociedade devem assegurar a fruição dos direitos fundamentais com absoluta prioridade.

TEMA DE REDAÇÃO: AS MOEDAS VIRTUAIS E A REVOLUÇÃO DAS RELAÇÕES ECONÔMICAS

TEXTO I

A moeda virtual foi definida em 2012 pelo Banco Central Europeu como “um tipo de dinheiro não regulamentado, digital, emitido e controlado por seus desenvolvedores e utilizado e aceito entre os membros de uma comunidade virtual específica. Não se pode confundir com moeda eletrônica. As moedas eletrônicas são recursos armazenados em dispositivo ou sistema eletrônico que permitem ao usuário final efetuar transações de pagamento em moeda nacional. Já as moedas virtuais não têm garantia de conversão para a moeda oficial e não há nenhum mecanismo governamental que garanta o valor em moeda oficial, ficando todo o risco de sua aceitação nas mãos dos usuários. A variação dos preços das moedas virtuais pode ser muito grande pois o volume de transações efetuadas com elas ainda é baixo e a baixa aceitação da mesma como meio de troca prejudica o seu pleno uso pelos usuários.

Segundo o Banco Central do Brasil, o uso das chamadas moedas virtuais ainda não tem se mostrado capaz de oferecer riscos ao Sistema Financeiro Nacional mas o seu acompanhamento se faz necessário pela possibilidade de uso destas moedas virtuais em atividades ilícitas e para fins de adoção de eventuais medidas no âmbito de sua competência legal, se for o caso.

Disponível em:  https://www.conteudojuridico.com.br/pdf/cj049399.pdfAcesso em 29 janeiro 2018

TEXTO II

A chamada Quarta Revolução Industrial está alterando profundamente tudo ao nosso redor, até mesmo a maneira como vivemos. Esta revolução promete criar uma maior eficiência em todos os setores da indústria e maximizar espetacularmente o bem-estar humano. No entanto, para a Quarta Revolução Industrial para ser bem sucedida, um diálogo aberto, sem fronteiras, e um protocolo de pagamento devem estar no local. Este protocolo é o Bitcoin e o Blockchain.

A Quarta Revolução Industrial traz uma abrangente mudança a uma magnitude nunca antes experimentado. Essencialmente, esta revolução está mudando os seres humanos.

Klaus Schwab, Fundador e Presidente Executivo do importatíssimo World Economic Forum, comentou: “Uma das principais características da Quarta Revolução Industrial é que isso não muda o que estamos fazendo, mas sim a forma como estamos fazendo.”

[…]

O Bitcoin e sua tecnologia subjacente, o blockchain, são outras inovações tecnológicas chaves nessa mudança. De fato, como Schwab disse, “Blockchains são o coração da Quarta Revolução Industrial“.

O impacto destas novas tecnologias também afetarão as economias e indústrias dramaticamente. Por exemplo, o advento do Bitcoin revelou como antiquados o atual sistema bancário e a moeda fiduciária são.

Na verdade, o modelo econômico emergente torna as ortodoxias econômicas mais do que obsoletas. Debates sobre o capitalismo contra o socialismo ou o keynesianismo contra o liberalismo não são mais relevantes.

[…]

A Quarta Revolução Industrial certamente apresenta desafios colossais como um todo e, particularmente, nos sistemas financeiros. Coincidentemente, o Bitcoin e sua tecnologia blockchain são ideais para implementar a mudança de modo global e criar uma nova economia.

O Bitcoin pode abastecer essa nova economia, permitindo que milhões de dispositivos inteligentes executem transações financeiras transparentes e sem nenhum problema, sem intervenção humana, no universo da Internet das coisas.

Disponível em: https://guiadobitcoin.com.br/o-bitcoin-e-o-blockchain-bem-vindo-a-quarta-revolucao-industrial/ Acesso em 29 janeiro 2018

TEXTO III

O estouro da bolha da internet ou qualquer outro episódio de “exuberância irracional” são fenômenos triviais diante da complexidade e das implicações potenciais do bitcoin. O sistema é uma ideia verdadeiramente revolucionária. Em outubro de 2008, um usuário de uma lista de discussão chamado Satoshi Nakamoto, cuja identidade real até hoje é desconhecida, compartilhou um paperem que ele (ou ela, ou eles) descreveu um “sistema de transações eletrônicas que não depende de

confiança”. Experiências prévias com moedas virtuais já tinham fracassado, em grande parte porque se baseavam numa autoridade central, como qualquer moeda que circula no mundo hoje.

Disponível em: https://exame.abril.com.br/revista-exame/delirio-ou-revolucao/ Acesso em 29 janeiro 2018 

TEXTO IV

(Retirado do site www.imaginie.com.br)