A relação entre a cultura de estupro e a violência sexual

Texto 1

 O que é a cultura do estupro e por que é preciso falar sobre ela

Caso de estupro coletivo no Rio colocou em evidência o debate sobre o conjunto de crenças que coloca a culpa na vítima

O estupro coletivo de uma jovem de 16 anos no Rio de Janeiro e a divulgação do vídeo do crime em redes sociais colocou em evidência o debate público sobre cultura do estupro, o mecanismo de aceitação e replicação de conceitos que normalizam o estupro com base em construções sociais sobre gênero e sexualidade.

A cultura do estupro só é possível em um contexto em que haja profunda desigualdade de gênero. Para que ela exista, é preciso que haja uma constante desumanização da mulher e objetificação de seu corpo.

Como funciona a cultura do estupro

A cultura do estupro é uma construção que envolve crenças e normas de comportamento, estabelecidas a partir de valores específicos, que acabam banalizando, legitimando e tolerando a violência sexual contra a mulher.

A maioria dessas normas está calcada na noção de que o valor da mulher como ser humano está atrelado a uma lista de condutas que envolvem, frequentemente, uma moralidade relacionada à sexualidade.

O problema está na subjetividade desse conjunto de condutas e na maneira como elas se prestam a controlar o corpo, a liberdade e a sexualidade da mulher. A existência dessas normas já caracteriza uma falta de direito da mulher sobre o próprio corpo e suas vontades.

A partir daí, socialmente aceita-se que ela seja desumanizada e seja vista como um objeto. É por isso que há a ideia de que existem mulheres “com valor” e “sem valor” – só objetos perdem valor.

Outro elemento que aparece quando o valor da mulher é conectado com o controle de sua sexualidade é a ideia de que é necessário preservar sua castidade para ser vista como digna de valor e respeito.

A discussão sobre consentimento passa pelo controle da sexualidade feminina e, ainda hoje, a ideia de que “quando mulher fala ‘não’, quer dizer ‘sim’”, que segue corrente no senso comum, ajuda a compor esse quadro.

É esse pano de fundo que, diante da notícia de um estupro, permite comentários que questionam a roupa que a vítima usava, o que ela fazia na rua à noite ou se ela não teria “provocado” o agressor. Nesse contexto, a culpa do estupro muitas vezes é atribuída à mulher e a responsabilidade de evitá-lo também é sua responsabilidade.

O estuprador como ‘monstro’

A cultura do estupro estimula a crença de que, se a mulher é estuprada, de alguma maneira a culpa foi dela. Se não é possível encontrar razões dentro dessa lista de condutas para culpá-la, então assume-se que o agressor tem algum tipo de patologia – “um monstro”.

No entanto, a noção de que apenas “monstros”, portadores de uma patologia, sejam capazes de cometer um estupro não explica a imensa prevalência deste crime no mundo. No Brasil, de acordo com o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, todos os anos 50 mil pessoas são estupradas.

Acredita-se, contudo, que o número seja cerca de dez vezes maior. O estupro é um dos crimes mais subnotificados no mundo todo. O motivo: o mecanismo que culpa a mulher pelo estupro faz com que ela também se sinta culpada pela violência que sofreu.

Além disso, há a noção de que existe um valor da mulher atrelado ao seu corpo e à não violação dele. Por isso, mulheres sentem receio de falar sobre o que sofreram por  vergonha.

Por fim, o aparato institucional de denúncia e atendimento ainda não está totalmente preparado para lidar com casos dessa natureza.

Nos EUA, o Centro de Controle e Prevenção de doenças estima que uma a cada cinco mulheres serão estupradas em algum momento da vida. E ¾ das vítimas são estupradas por homens que as conhecem, e não por um estranho em um beco escuro.

O que é a cultura do estupro e por que é preciso falar sobre ela. Extraído e adaptado dehttps://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/05/27/O-que-%C3%A9-a-cultura-do-estupro-e-por-que-%C3%A9-preciso-falar-sobre-ela

Texto 2

 O estupro do poder

O menino de 9 anos começou a chorar quando contou o que havia acontecido com ele. Alguns dias antes, enquanto procurava por comida junto com um amiguinho, encontrou dois adultos que falaram que tinham alguns alimentos sobrando e que poderiam dividir um pouco com eles – em troca de um pequeno favor. O favor? Que os meninos fizessem sexo oral nos adultos. Sem comer há dias, as crianças acabaram cedendo. Depois de ganhar a comida, traumatizados, os pequenos não conseguiram voltar para casa e acabaram abandonando seus lares. A história acima aconteceu em 2014, os meninos de 9 anos eram moradores de um campo de refugiados na República Centro-Africana e os adultos que os extorquiram por comida eram soldados franceses de uma força de paz da ONU. E a história não para por aí: segundo um relatório interno da própria Organização, outras 11 crianças no país africano foram estupradas analmente ou forçadas a fazer sexo oral em membros da força de paz, tudo em troca de comida.

Quase que pior que as histórias de estupro foi o que a ONU fez com o relatório que continha essas denúncias. O documento foi encaminhado de funcionário a funcionário a funcionário – sem que ninguém tomasse nenhuma providência. Repetidamente, o caso foi sendo abafado. Foi apenas quando a papelada caiu nas mãos de Anders Kompass, um oficial de direitos humanos da ONU na Suíça, que alguém agiu. Kompass vazou as informações para o governo francês, que finalmente abriu uma investigação na República Centro-Africana. Aí, sim, a ONU se viu obrigada a tomar uma atitude: afastou Kompass do cargo.

Como silenciamos o estupro. 
Extraído e adaptado de http://super.abril.com.br/comportamento/como-silenciamos-o-estupro

Texto 3

Texto 4

Os caminhos para combater o uso de drogas no Brasil

TEXTO I

Quem é pai ou mãe tem preocupações constantes, não importa a idade de seus filhos. Porém, nos últimos anos, não existe assombração maior para familiares do que o fantasma do crack – droga derivada da cocaína, adaptada para ser fumada, o que torna seu efeito rápido e devastador no organismo do consumidor. O vício acontece numa velocidade absurda; pesquisas apontam que em um mês o usuário passa de eventual a dependente. E os pesadelos começam: veloz perda da realidade, necessidade cada vez mais frequente de consumir a droga, e também ergue-se uma barreira de convivência entre o usuário e sua família, afinal ele não consegue se relacionar mais com as pessoas. Considerada em passado recente a droga das populações menos favorecidas, o perfil do usuário vem mudando a cada ano, atingindo todas as classes sociais. Segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, entre 2006 e 2008, o número de usuários de crack com renda familiar acima de 10.000 reais aumentou 139,5%. Em algumas das mais caras clínicas particulares de tratamento de dependências químicas em São Paulo, cerca de 60% das internações são de usuários de crack. É importante se avaliar o aspecto social nos tratamentos, visto que o crack, por ser ilícito, é distribuído em um cenário de marginalidade e violência. Para conseguir saciar o vício, o usuário perde a noção do perigo e envolve-se constantemente em situações de alto risco. Segundo dados da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp –, a mortalidade associada ao crack é de 30%, sendo que metade das vítimas morre em confrontos violentos com traficantes ou policiais, e isso deve ser levado em conta na hora de planejar o tratamento adequado para cada usuário.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/crack-uma-epidemia-devastadora Acesso em 18 julho 2017

TEXTO II

Ivone Ponczek, diretora do Núcleo de Estudo e Pesquisa em Atenção ao Uso de Drogas (Nepad) da Universidade do Estado do Rio (Uerj), afirma ser um retrocesso a proposta do deputado Osmar Terra (PMDB-RS). Ela compara a aprovação do projeto de lei com a polêmica nomeação do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) à Comissão de Direitos Humanos da Câmara. “É tão questionável quanto à situação dele (Feliciano)”, afirma. O projeto de lei 7.663/2010 prevê, entre outras ações, a internação involuntária de usuários de droga. Como a senhora avalia a proposta? É um retrocesso. Sou contra. Tivemos um enorme ganho com a atual legislação que descriminaliza os usuários de drogas. Entendo que esses dependentes precisam de tratamento e não de punição. Em relação ao tráfico (o projeto do deputado Osmar Terra aumenta a pena para este tipo de crime), acho que os responsáveis devem ser punidos. Agora, tem que resguardar os usuários de drogas. O dependente precisa de médico. Se (o projeto) for aprovado, voltaremos à fase anterior da reforma psiquiátrica. Como resolver o problema então? A única maneira de resolver o problema é o tratamento. Acho que tem poucas instituições, principalmente para internação. Mas temos que entender que a internação não deve ser uma medida de isolamento da sociedade, de exclusão. A internação tem que ser por indicação médica. É transformar a ideia de punição a um direito que a Constituição garante à saúde, que não é cumprida no nosso país.

Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/drogasa-unica-maneira-de-resolver-problema-o-tratamento-8123310 Acesso em 18 julho 2017

Texto III

O culto à padronização corporal no Brasil

TEXTO I
Obsessão pelo corpo perfeito pode provocar transtornos alimentares
POR ANA PAULA SCINOCCA
A busca pelo corpo perfeito pode gerar consequências sérias e contribuir para o desenvolvimento de transtornos
alimentares. É preciso equilíbrio acima de tudo. Para falar sobre o tema, entrevistamos a psicóloga clínica analista do
comportamento Marina Oliveira.
Quais são os tipos de transtornos alimentares?
Marina Oliveira -Os principais tipos de transtornos alimentares são: anorexia, bulimia e vigorexia. A anorexia é
caracterizada por uma perda intensa de peso decorrente de uma dieta alimentar extremamente rígida, com uma busca
desenfreada pela magreza seguida de alteração da imagem corporal, no qual o indivíduo se vê diante do espelho, como sendo
gordo quando na verdade está magro. A atividade física também é intensa e demasiada. Assim como a anorexia, na bulimia o
sujeito também tem uma grande preocupação com o peso e a imagem corporal, porém ele não deixa de se alimentar, o que se
pode observar é que ele ingere uma quantidade excessiva, compulsiva e inadequada de alimentos e posteriormente busca
métodos compensatórios para não engordar como: vômitos auto induzidos, uso de laxantes, diuréticos e inibidores de apetite.
A vigorexia é um novo transtorno alimentar, caracterizado pela distorção da imagem corporal e pela prática excessiva de
atividade física onde busca-se evitar a atividade aeróbica com medo de perder a massa magra e uma obsessiva preocupação
com o corpo, seguida de uma dieta hipercalórica com uso de suplementos e em alguns casos anabolizantes. Os indivíduos
portadores da vigorexia se descrevem como sendo fracos e pequenos, quando na verdade apresentam uma musculatura intensa
e acima da média.
Como saber se a linha entre a busca pela saúde foi ultrapassada e virou uma obsessão pelo corpo perfeito?
Marina Oliveira – Quando gera prejuízos para o indivíduo e as pessoas que o cercam. Por exemplo, na anorexia a
pessoa deixa de ir a casamentos, bares e restaurantes, ou seja, perde o convívio social na tentativa de evitar se alimentar.
Resultado de uma alimentação pobre em nutrientes, a pessoa fica estressada com uma maior facilidade, no caso de mulheres
deixam de menstruar, desenvolvem a osteoporose precoce, redução do batimento cardíaco, baixa pressão arterial e em alguns
casos pode levar ao óbito.
[…]
Qual o tratamento recomendado em casos de transtornos alimentares?
Maria Oliveira – O tratamento recomendado para os diversos tipos de transtornos alimentares é um trabalho com uma
equipe multidisciplinar com nutricionista, psiquiatra, educador físico e um psicólogo que atue na abordagem comportamental
ou que utilize as ferramentas EMDR e Brainspotting.
Disponível em: http://emais.estadao.com.br/blogs/vigilante-da-causa-magra/obsessao-pelo-corpo-perfeito-pode-provocar-transtornos-alimentares/
Acesso em 14 julho 2017

Texto 2:

A questão do analfabetismo funcional no Brasil

Começo o post deste tema com essa imagem, que mostra que, não somente nas redes sociais, mais em todas as comunicações verbais e escritas, há problemas graves de interpretação de texto. O que faz 21% da população brasileira ser analfabeta funcional.

Então, caros alunos, eu peço: leiam bem tudo com atenção antes de começarem a escrever. Se ficarem com dúvidas, mandem um comments.

Texto 1

Definida como a incapacidade que uma pessoa demonstra ao não compreender textos simples, muitos brasileiros, mesmo se achando “capacitados” por possuírem um diploma de determinado nível de escolaridade, só conseguem decodificar, minimamente, letras, frases isoladas, algumas sentenças e textos curtos, demonstrando uma absoluta dificuldade de interpretação de textos.

No Brasil, menos de 70% daqueles que possuem diploma de nível superior conseguem ser proficientes na leitura e escrita, ou seja, demonstrar habilidade e competência na leitura e na produção de textos. E Somente 8 em cada 100 pessoas têm um perfeito domínio da leitura e produção de qualquer tipo de texto.

Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/academico/analfabetismo-funcional– no-brasil/103313/

TEXTO 2

…”O analfabeto funcional, um conceito difundido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), não consegue entender o que lê e nem elaborar um enunciado, por mais curto que seja, sobre um assunto genérico. O termo revela distorções existentes na educação das sociedades que antes não eram conhecidas, pois os estudos se limitavam a distinguir quem sabe de quem não sabe ler. O Instituto Paulo Montenegro, ligado ao Ibope, faz, desde 2001, um levantamento chamado Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), que apontou em 2005 que apenas 26% da população brasileira  consegue ler e escrever plenamente. Ou seja, três em cada quatro brasileiros têm algum nível de analfabetismo ou analfabetismo funcional.

Fonte: http://professora-karin.blogspot.com.br/2012/08/analfabetismo-funcional.html

O acesso à produção cultural em questão no Brasil

Olá, pessoal, como vocês estão?

Preparados para o tema da semana? Antes dos texto, assistam ao vídeo abaixo e entendam o conceito de cultura. Neste tema, vocês precisam escrever sobre o acesso à produção cultural no Brasil, Pensem nas questões: todos têm acesso ao mesmo tipo de cultura? Teatro e cinema estão acessíveis a todos? Quem gosta de funk tem menos “cultura” do que quem ouve Caetano Veloso? 

 

Na introdução, já sabem: como é o acesso da sociedade á produção textual, deem uma causa/consequência.

Abraços.

Profª.: Jussara

Texto 1

“Cultura” é um conceito usado genericamente para falar da totalidade dos valores e das práticas humanas. Neste sentido, cultura é tudo o que é produzido pelo ser humano enquanto não é próprio da natureza. Em um segundo sentido, costumamos chamar de cultura um tipo de recorte para definir práticas relacionadas às artes e às chamadas ciências humanas voltadas à pesquisa de cunho antropológico e social.  Marcia Tiburi, 2009

Fonte: http://goo.gl/gwM0tB

Texto 2

Entretenimento: a minoria dos brasileiros frequenta cinema uma vez no ano. Quase todos os brasileiros nunca frequentaram museus ou jamais frequentaram alguma exposição de arte. Mais de 70% dos brasileiros nunca assistiram a um espetáculo de dança, embora muitos saiam para dançar. Grande parte dos municípios não possui salas de cinema, teatro, museus e espaços culturais multiuso.

Livros e Bibliotecas: o brasileiro praticamente não tem o hábito de leitura. A maioria dos livros estão concentrados nas mãos de muito poucos. O preço médio do livro de leitura é muito elevado quando se compara com a renda do brasileiro nas classes C/D/E. Muitos municípios brasileiros não têm biblioteca, a maioria destes se localiza no Nordeste, e apenas dois no Sudeste.

Acesso à Internet: uma grande porcentagem de brasileiros não possui computador em casa, destes, a maioria não tem qualquer acesso à internet (nem no trabalho, nem na escola). Profissionais da Cultura: a metade da população ocupada na área de cultura não têm carteira assinada ou trabalha por conta própria.

Fonte: Unesco, 2015. Disponível em: http://goo.gl/VVslIX

Texto 3

O Vale-Cultura foi criado para beneficiar prioritariamente os trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos. Com ele, o trabalhador pode comprar ingressos de teatro, cinema, museus, espetáculos, shows, circo, CDs, DVDs, livros, revistas, jornais, entre outros. O Vale-Cultura também poderá pagar mensalidades de cursos de audiovisual, dança, circo, fotografia, música, literatura, teatro, entre outras atividades culturais.

O benefício é concedido pelo empregador aos seus trabalhadores com vínculo empregatício formal com empregador por meio de um cartão magnético pré-pago, válido em todo território nacional, no valor de R$ 50,00 mensais.

Para os trabalhadores que quiserem adquirir produtos ou serviços culturais que custam mais de R$ 50,00, uma boa notícia: o crédito é cumulativo, ou seja, não expira nem tem prazo de validade. Assim, é possível fazer uma poupança para viabilizar a compra desejada.

Fonte: Ministério da Cultura, 2015 Disponível em: http://goo.gl/ctX5tR

A questão da Reforma do Ensino Médio

Olá, alunos!

Abaixo, tem o texto motivador do tema da semana. Mas se você ainda não entendeu direito o que é essa reforma, CLIQUE AQUI.

Texto 1

A reforma flexibiliza o conteúdo que será ensinado aos alunos, muda a distribuição do conteúdo das 13 disciplinas tradicionais ao longo dos três anos do ciclo, dá novo peso ao ensino técnico e incentiva a ampliação de escolas de tempo integral. O currículo do ensino médio será definido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), atualmente em elaboração. Mas a nova lei já determina como a carga horária do ensino médio será dividida. Tudo o que será lecionado vai estar dentro de uma das seguintes áreas, que são chamadas de “itinerários formativos”: linguagens e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias ; ciências da natureza e suas tecnologias;ciências humanas e sociais aplicadas ; formação técnica e profissional

As escolas, pela reforma, não são obrigadas a oferecer aos alunos todas as cinco áreas, mas deverão oferecer ao menos um dos itinerários formativos. No ensino médio, a carga deve agora ser ampliada progressivamente até atingir 1,4 mil horas anuais. Atualmente, o total é de 800 horas por ano, de acordo com o MEC. (…)

A principal polêmica diz respeito às disciplinas obrigatórias do ensino médio. Até então, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) só citava explicitamente, em trechos diversos, as disciplinas de português, matemática, artes, educação física, filosofia e sociologia como obrigatórias nos três anos do ensino médio. Na versão original enviada pelo governo, a MP mudou isso, e retirou do texto as disciplinas de artes, educação física, filosofia e sociologia. Outro alvo de críticas foi a permissão para que professores sem diploma específico ministrem aulas. O texto aprovado no Congresso manteve a autorização para que profissionais com “notório saber”, reconhecidos pelo sistema de ensino, possam dar aulas exclusivamente para cursos de formação técnica e profissional, desde que os cursos estejam ligados às áreas de atuação deles.

Fonte: http://g1.globo.com/educacao/noticia/entenda-a-reforma-do-ensino-medio.ghtml

TEXTO 2

Ex-ministros que passaram pela chefia do Ministério da Educação nos últimos anos comentaram, a pedido do G1, a medida provisória de reforma do ensino médio, publicada pelo governo Temer na semana passada. Aloizio Mercadante, Renato Janine Ribeiro e Henrique Paim demonstraram preocupação sobre como a flexibilização do currículo pode, caso não seja bem delimitada, significar que alguns estudantes tenham, na prática, mais opções que outros, o que aumentaria a desigualdade educacional no Brasil.

Aloizio Mercadante, que se pronunciou sobre a medida provisória em um comunicado divulgado para a imprensa, afirmou que “a oferta de itinerários alternativos e a eleição de disciplinas opcionais pelo estudante, sem a fixação do que deve ser oferecido a todos como dever do estado, vai legalizar a desigualdade de oportunidades de aprender”. O ministro disse que o texto, do jeito que foi publicado, representa “revestir com a norma legal a desigualdade de oportunidades de aprendizagem, o que, na pratica, atinge todos os brasileiros, especialmente, os mais pobres”, e afirmou ainda que “a MP fala em dialogar com o interesse dos estudantes, nada mais consensual. Porém, delega as secretarias estaduais de educação, que possuem condições extremamente heterogêneas, a completa liberdade para definir os itinerários formativos e as disciplinas optativas. Essa medida representa o risco concreto de um verdadeiro apartheid escolar no Brasil”.

Fonte: http://g1.globo.com/educacao/noticia/novo-ensino-medio-pode-aumentar-desigualdade-dizem-ex-ministros.ghtml

Argumentos de autoridade: como funcionam?

Para deixar seu texto ainda mais consistente e embasado em quem entende do assunto, nada melhor do que usar argumentos de autoridade. Também conhecidos como Interdisciplinaridade, esses argumentos mostram ideias associadas ao tema e à discussão que você levantou, ressaltando e reforçando seu posicionamento.

Deve ter uma fonte confiável, não vale inventar um pensador X ou Y e achar que ninguém vai procurar saber se ele existe. Professor pode não saber tudo, mas sabe o principal: usar o Google. É facílimo saber se esse argumentador existe ou não.

Instituições de Pesquisa ou de Informação também valem, mas os dados apresentados têm de ser precisos.

Mas, professora, como vou lembrar de um bom argumento na hora da prova? Leitura é a resposta que você procura, jovem. Leia bastante, assista a filme e séries que sejam de conteúdo relevante, leia sites e jornais de notícias e com o texto você vai criando uma reserva de argumentos que consideramos “coringa”, aqueles que se encaixam em diversos temas e você usa em qualquer discussão levantada na sua produção textual.

Exemplo de argumento de autoridade:

“O cinema nacional conquistou nos últimos anos qualidade e faturamento nunca vistos antes. ‘Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça’ – a famosa frase-conceito do diretor Glauber Rocha – virou uma fórmula eficiente para explicar os R$ 130 milhões que o cinema brasileiro faturou no ano passado”.

Boa escrita!00

Filmes e séries para ajudar na hora de produzir sua redação

Alunos,

Nada enche mais os olhos de um corretor de redação do que ver um texto bem escrito, com referências corretas e de acordo com o tema trabalhado. Mas somente de Aristóteles vive o pensador contemporâneo: filmes e séries também dão um bom tom na hora de escrever sua redação. Mostram conhecimento de mundo, independência do texto motivador e capacidade de raciocínio e dinamismo.

Separei alguns bons filmes e séries de acordo com alguns temas que poderão ser cobrados de vocês em suas produções. Se ainda não os viu, aproveite que têm (quase todos) na Netflix. Ou você pode procurar no seu amigo Google. Se já viu, veja novamente. Eles são bons mesmo.

Tema: Intolerância e Pluralidade

Deus não está Morto ( 1 e 2): conta a história de cristãos que são submetidos à intolerância religiosa e provam que sua fé é maior do que a compreensão humana.

A Onda: filme alemão que retrata de forma contundente o modelo autocrata (arbitrário e intolerante) de se governar, similar ao regime nazista.

Promessas de um Novo Mundo: documentário que mostra entrevistas com crianças judias e palestinas, e seus pontos de vista sobre  o conflito entre Israel e Palestina, tendo como temática a morte de amigos e parentes e seus sonhos.

Tema: Imigração

O Visitante: um professor viaja a Nova York para dar uma palestra e ao chegar, descobre um músico sírio e uma comerciante senegalesa vivendo em seu apartamento.

How I Met you Mother: sim, essa série de humor trata de maneira sutil, porém bastante clara a forma que canadenses considerados inferiores aos estadunidenses.

Tema: Meio-ambiente

Uma Verdade Inconveniente: documentário do ex- candidato a presidência dos EUAs  Al Gore sobre os problemas ambientais de forma didática e clara, alertando sobre um futuro problemático para o planeta.

Wall-E: filme futurista sobre um robozinho fofo, porém que vive no lixo tóxico e tecnológico deixado pelos humanos devido ao alto consumo ao longo dos anos. De quebra, a animação ainda trabalha também a temática da obesidade e o sedentarismo.

Tema: Mundo digital

A Rede Social:  história de Mark Zuckerberg, que criou o Facebook, a rede social mais famosa do planeta. O filme mostra algumas das ações controversas que levaram Mark a se tornar um jovem milionário.

Série: Scream: Essa série mostra as facilidade e os perigos aos quais estamos submetidos através das redes sociais.

Tema; Globalização e capitalismo

Babel: mostra a interdependência entre acontecimentos em diferentes continentes.

Essas são algumas sugestões. Você tem alguma sugestão? Poste no cometários e compartilhe conosco!

Abraços.

Profª: Jussara

Concurso cultural: Blog Sou Mil

Oi, alunos, tudo bom?

Nosso blog tem um nome bem bacana, afinal o nosso desejo é que todos você seja nota mil na redação. Mas que tal dar um nome mais bacana ainda? Escreva no comentários a sua sugestão, o nome do blog pode ser o seu!

O concurso acontece até dia 30/09 e o resultado sairá dia 06/10, com o nome do campeão!

Vamos lá e caprichem na criatividade!

Abraços

Profª.: Jussara

Posts com temas e dicas para alunos do Colégio Adventista de Uberlândia.