(2º Bimestre – tema I) O REAPARECIMENTO DE DOENÇAS ERRADICADAS NO BRASIL

ATENÇÃO: LEIA ABAIXO DO TEXTO MOTIVADOR A PROPOSTA DE ACORDO COM SUA SÉRIE.

Clique aqui e veja sugestões de Interdisciplinaridade e leituras para esse tema.

TEXTO I

As doenças reemergentes são aquelas que já são conhecidas há muitos anos, mas que de repente têm apresentado números elevados de incidência. Exemplo desses aumentos são os surtos de dengue. Somente nos primeiros cinco meses de 2011 no Paraná, foram registrados, segundo a Secretaria de Estado de Saúde, mais de 23 mil novos casos da doença.

“Também podemos citar os novos casos de tuberculose e os diferentes tipos de meningites, como a meningocócica A, B, C e viral”, expõe Marion.

Especialistas acreditam que a volta de certas doenças coincide com o modelo de desenvolvimento econômico das sociedades, baseado na exploração do trabalho, tensão social, nas questões do meio ambiente e nas mudanças climáticas. A grande desigualdade social, a fome, desemprego, pobreza e condições de vida das populações pobres também são um dos fatores para a volta desses vírus.

Pesquisadores de todo o mundo temem o que pode acontecer no futuro, principalmente quando se baseiam na teoria de que, ao ocorrer uma epidemia em um país, logo outros correm riscos. Por essa razão é preciso conscientizar a população quanto às formas de prevenção, já que grande parte dessas doenças são de transmissão respiratórias.

Disponível em: http://redeglobo.globo.com/como-sera/noticia/2015/12/entenda-porque-doencas-controladas-e-erradicadas-voltam-aparecer.html Acesso em 05 março 2018.

TEXTO II

O pesquisador e gastroenterologista Andrew Wakefield associou a vacina Tríplice Viral ao autismo em um artigo publicado em 1998. Desde então, o movimento antivacinação vem crescendo e doenças que já haviam sido erradicadas voltaram a ser registradas em países onde esses grupos se tornaram mais fortes. Entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015, foram registrados 26 casos de sarampo em quatro estados dos EUA. O número equivale a 10% do total estimado para o ano todo no país, que já havia considerado a doença erradicada há 15 anos. No Brasil, o surto mais recente foi registrado este ano no Ceará. Até junho de 2015, foram registrados 161 casos no estado nordestino. A organização de política internacional, Council on Foreign Relations (CFR), desenvolveu um mapa do mundo no qual mostra que, entre os anos de 2008 e 2015, os surtos de doenças que podem ser prevenidas por vacinas.

No Brasil, os grupos antivacina ainda não tem tanta força. O assunto passou a ser visto com mais atenção em 2011, quando uma criança não vacinada contraiu o sarampo e transmitiu a doença para mais sete bebês menores de um ano. Ao todo, 26 pessoas foram contagiadas na região da Vila Madalena em São Paulo, onde o caso ocorreu. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, uma em cada cinco crianças ainda não são imunizadas com vacinas e cerca de um milhão e meio morrem todos os anos devido a doenças que poderiam ter sido prevenidas.

Disponível em: http://cotidiano.sites.ufsc.br/doencas-erradicadas-voltam-a-aparecer-pelo-mundo/ Acesso em 05 março 2018.

TEXTO III

DOENÇAS ERRADICADAS QUE VOLTARAM A PREOCUPAR

Recentemente, várias doenças que eram consideradas controladas no mundo voltaram a se manifestar de modo mais intenso. Confira um panorama da situação de cada uma delas:

SÍFILIS

Entre 2005 e 2014, mais de 100 mil casos foram registrados entre gestantes no Brasil. A doença sexualmente transmissível é causada por uma bactéria e, no caso de mulheres grávidas, pode ser transmitida ao bebê – caracterizando a sífilis congênita.

As projeções para 2016 são ainda mais assustadoras: estima-se que possam ocorrer cerca de 42 mil casos de sífilis em gestantes. É preocupante também o fato de que a penicilina – medicamento utilizado no tratamento – está em escassez no mercado.

A doença se tornou conhecida na Europa no final do século 15 e sua veloz disseminação por todo o continente a transformou em uma das principais pragas mundiais. Como qualquer outra doença sexualmente transmissível, pode ser evitada através da prática do sexo seguro, com uso de preservativo.

ESCARLATINA

Também causada por uma infecção bacteriana, é uma doença que acomete, principalmente, crianças dos cinco aos doze anos. Ela causa dor de garganta e manchas vermelhas na pele. Até então, era considerada um problema característico do século 20. Em 2015, porém, o número de casos no Reino Unido superou os registros de 1967.

A doença é facilmente tratável por meio de antibióticos, mas os cientistas agora estudam a possibilidade de que a bactéria possa ter criado resistência a eles. Prevenir, portanto, ainda é o melhor remédio. Por se tratar de uma bactéria transmitida pelo contato próximo entre as pessoas, é importante evitar o compartilhamento de objetos.

GRIPE A

Desde que provocou uma pandemia em 2009, a H1N1 – conhecida como gripe A – continua nos holofotes. Transmitida por um vírus influenza do tipo A, é considerada uma doença respiratória e contagiosa, com casos registrados na Europa, América do Norte,  Central e do Sul.

No Brasil, mesmo que a vacina disponibilizada contra a gripe já previna da H1N1, o número de casos ainda é expressivo. Só em São Paulo, durante os três primeiros meses de 2016, já foram identificados 157 infectados.

Disponível em: https://fortissima.com.br/2016/03/22/entenda-como-doencas-erradicadas-podem-voltar-a-se-manifestar-14826622/ Acesso em 05 março 2018.

Fonte dos texto: www. imaginie.com.br

1º ano médio- Notícia: Escreva uma notícia sobre o aparecimento de uma doença já tida como erradicada na sua cidade. Não invente doenças, pesquise sobre casos recentes.

2º ano médio- Carta Argumentativa: Escreva uma Carta ao secretário de saúde da cidade, solicitando ações para solucionar o surto de doenças já erradicadas na cidade. Não invente nomes, pesquise.

3º ano médio – Editorial: escreve um editorial, em nome do jornal local da cidade, criticando a falta de ações e informações à população sobre a volta de doenças erradicadas no Brasil. Não invente nomes, pesquise.

Estrutura e modelo de Editorial

Oi, alunos.

Vamos relembrar a estrutura básica da redação escrita no Gênero Tipo Editorial:

Objetivo – comunicar a opinião institucional de um veículo de comunicação e buscar a adesão do leitor à posição defendida ao longo do editorial.
Estrutura – dissertativa-argumentativa (com justificativa pelo escritor do motivo do tema ser abordado).
Argumentação – semelhante à dissertação, com argumentos comprovados, pois trata-se de um veículo de comunicação, ou seja, há sanções legais aplicáveis.
Pessoa do discurso – 1ª pessoa do plural e, no caso da UFU, exige-se o uso de uma linguagem impessoal, portanto em 3ª pessoa.
Linguagem – clara, objetiva e adequada à norma padrão. Verbos predominantemente no presente do indicativo. É desaconselhável o uso de gírias, coloquialidades e oralidades mesmo entre aspas.
Máscara – obrigatória e institucional (“este jornal”).
Assinatura – proibida, tal como é praxe nos jornais diários.

Estrutura do texto

Após escolhermos o tema, devemos entender qual será o lugar no mundo desse texto. Ou seja, se esse editorial é de uma revista mensal, ou se ele é para ser divulgado semanalmente num jornal.

Independente da escolha, devemos seguir a estrutura básica desse tipo de texto: introdução, desenvolvimento e conclusão.

Introdução

Na introdução, focamos as ideias principais que serão desenvolvidas no editorial. Ou seja, aqui é o momento de apresentar ao leitor os principais temas que serão abordados. Esse momento é muito importante para despertar no leitor a vontade de terminar de ler seu texto.

Desenvolvimento

Essa é uma das partes mais importantes do texto, em que utilizamos a argumentação para apresentar ao leitor nosso ponto de vista sobre determinado assunto.

Para isso, podemos pesquisar e realizar um levantamento sobre os principais dados relacionados com o assunto escolhido.

Dessa forma, se o tema for “mês de natal”, você poderá pesquisar algo sobre a história, algumas curiosidades e tradições dessa data.

Ainda que seja um texto argumentativo, convém utilizar a terceira pessoa, ao invés da primeira. No entanto, há editoriais assinados por redatores em que eles utilizam a primeira pessoa.

No desenvolvimento, a argumentação ocorre por meio de opiniões, dados e exemplos sobre o que se pretende abordar.

No caso de editorias de revistas, nessa parte o editor escreverá sobre os principais temas das seções: nutrição, saúde e bem-estar, beleza, dicas de receitas, etc.

Ou seja, ele faz um apanhado geral, um resumo, sobre o que o leitor encontrará ali, lhe convidando a ler cada artigo.

Conclusão

Como todo o texto, o editorial necessita de uma conclusão que requer um pouco mais de criatividade do emissor. Nesse sentido, podemos sugerir algumas alternativas para nosso leitor. Além disso, podemos terminar com uma reflexão e dado interessante sobre o tema redigido.

A conclusão é uma parte fundamental para arrematar as ideias que foram expostas. No caso do editorial de um jornal, o escritor pode propor uma nova solução. Ou ainda, ele pode terminar de maneira criativa e instigando a reflexão de seus leitores, por exemplo, com uma pergunta.

Já na finalização de um editorial de revista, o editor convida o leitor a participar da leitura. Assim, ele pode terminar o editorial com alguma mensagem de carinho e ainda, utilizar a expressão: boa leitura!

Fonte: Toda Matéria

Vejam abaixo alguns modelos de redações escritas no Gênero Editorial (clique no título):

Venezuela no abismo

Região dá exemplo ao ampliar o Ficha Limpa

 

Estrutura e modelos de Notícia

Notícia é um gênero textual jornalístico e não literário que está presente em nosso dia-a-dia, sendo encontrada principalmente nos meios de comunicação.

Características
Texto de cunho informativo
Textos descritivos e/ou narrativos
Textos relativamente curtos
Veiculado nos meios de comunicação
Linguagem formal, clara e objetiva
Textos com títulos (principal e auxiliar)
Textos em terceira pessoa (impessoais)
Discurso indireto
Esse gênero é axiomático, ou seja, afirma-se como verdadeiro ( O jornalista não argumenta, somente expõe os fatos)
Verbos no passado;
Título no presente;
Texto sintético com orações e períodos escritos preferencialmente curtos e na ordem direta;
Pode ter a presença de um discurso citado, que é a reprodução da fala da pessoa envolvida (discurso direto), ou de um discurso reportado, que significa o relato da fala feito pelo jornalista (discurso indireto).
A paráfrase exigida pela UFU nos gêneros textuais do vestibular deve ter ao menos 2 linhas ou algo entre 20 e 30 palavras.

Estrutura textual
Manchete ou título – título principal do assunto;
Lead (Lide) – é o primeiro parágrafo da notícia e deve conter uma síntese do que há de maior importância no acontecimento, desenvolvendo também as informações da manchete. Nele são respondidas invariavelmente questões como: quem? O quê? Quando? Onde? Como? Por quê?;
Sublide – é o parágrafo seguinte ao lide. Ele continua a dar as informações mais importantes para a compreensão do fato que virou notícia;
Corpo – é necessário mostrar os efeitos e consequências do fato narrado, no entanto isso deve ser feito de forma breve e objetiva. Além disso, nesse momento é fundamental a citação das partes envolvidas no evento noticiado com igual espaço e abordagem para garantir a imparcialidade da notícia. A presença das falas de testemunhas na notícia pode ser também importante.

Modelos de notícias:

G1: Vídeo indica que noiva e tripulantes tiveram menos de 1 minuto para deixar helicóptero antes de explosão em Vinhedo

Veja: Força tarefa prepara abrigo para venezuelanos que vivem nas ruas

Notícia impressa: Estudantes analisam águas do rio Caceribu

Estrutura e modelos de Relato

Estrutura:

Título: ainda que não seja necessário em todos os relatos, há alguns indicados com um título referente ao tema que será abordado.
Tema: primeiramente é importante delimitar o tema (assunto) que será abordado no relato pessoal, seja um evento que ocorreu, uma fase da vida, uma conquista, uma superação, ou até mesmo uma história triste.
Introdução: pequeno trecho em que aparecem as principais ideias que se quer relatar. Nessa parte é possível encontrar o local, tempo e personagens que fazem parte da narrativa.
Contexto: observe em que contexto se passa o relato que será narrado. Fique atento a utilização dos tempos verbais no presente e no passado e ainda ao espaço (local) que ocorrem os fatos.
Personagens: observe no seu relato quais são as pessoas envolvidas e de qual maneira devemos mencioná-las no texto. Por exemplo se elas são relevantes e fazem parte do acontecimento.
Desfecho: após apresentar a sequência de fatos (ordem dos acontecimentos), é extremamente importante pensar numa conclusão para seu relato, seja uma questão que surgiu com a escrita, ou mesmo uma sugestão para as pessoas enfrentam tal problema.

Exemplo 1: Trecho de Relato Pessoal Escrito da Artista Plástica Martha Cavalcanti Poppe

“Meu nome é Martha Cavalcanti Poppe, nome de casada, eu nasci no dia 16 de abril de 1940 no Rio de Janeiro. Meus pais se chamam Carmem Cordeiro Cavalcanti, de Pernambuco, e Fernando de Lima Cavalcanti, também de Pernambuco, minha família toda é de Pernambuco, eu é que nasci aqui por acaso.

A família da minha mãe é Pernambuco, mas ela tinha origens mais ancestrais, cearenses, mas a família toda era de Pernambuco, e do meu pai, o meu pai era de uma família de usineiros pernambucanos, e eles, quando vieram aqui para o Rio, quando saíram de Recife vieram para o Rio para tentar uma nova vida.

Nunca tive muito contato com os meus avós, por causa das idades, minha relação era muito íntima, muito ligada aos meus pais, e quando eu fiz mais ou menos oito anos, desde seis anos de idade que maior prazer sempre foi desenhar, eu comecei a aprender a pintar com uma pintora impressionista brasileira chamada Georgina de Albuquerque.

Quando eu fiz 17 anos é que eu fiquei muito, fiquei interessada em fazer a Belas Artes e sempre tive muito apoio dos pais em relação a isso, meu pai era um desenhista, desenhava muito bem, a minha mãe, ela bordava, costurava e também tinha muito talento para desenho, eles sempre foram muito ligados a essa parte artística.”

6 MODELOS DE INTRODUÇÃO PARA UTILIZAR EM SUA REDAÇÃO

Há inúmeras formas de iniciar o texto, e cabe a você, portanto, escolher a mais adequada ao seu estilo de escrita e argumentação. Observe, a seguir, alguns tipos de introdução e suas especificidades:

CITAÇÃO – VOCÊ PODE INICIAR O TEXTO COM UMA CITAÇÃO RELEVANTE RELACIONADA AO TEMA.

Exemplo:

O educador e filósofo brasileiro Paulo Freire afirmava que “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Analisando o pensamento e relacionando-o à realidade da educação no Brasil, percebe-se a necessidade de um olhar mais atento para o aprimoramento do sistema de ensino, considerando sua importância para a promoção de uma sociedade mais crítica e reflexiva, que, por consequência, tende a ser mais justa, igualitária e humanizada. (Tema: Desafios da educação no Brasil do século XXI)

DEFINIÇÃO – ESTA É UMA FORMA SIMPLES E INTERESSANTE DE INICIAR O TEXTO: DEFININDO, OU SEJA, EXPLICANDO O ASSUNTO.

Exemplo:

Define-se como sedentário o indivíduo que não pratica atividades físicas no seu cotidiano. Doenças como obesidade, diabetes, aumento do colesterol e problemas cardíacos são algumas das que podem aparecer como consequência deste mau hábito. (…) (Tema: Sedentarismo: o grande mal do século?)

EXEMPLIFICAÇÃO – NESTE CASO, VOCÊ INICIA O TEXTO COM ALGUM DADO ESTATÍSTICO, UMA NOTÍCIA, LEI OU CONHECIMENTO DE MUNDO QUE DIZ RESPEITO AO TEMA.

Exemplo:

Segundo a Constituição Federal de 1988, no seu artigo 196, é dever do Estado garantir o acesso à saúde, bem como é responsável pelas medidas públicas para zelar pelo bem-estar físico de todos os cidadãos brasileiros. Assim, faz-se necessário que o Poder Público atente-se para o sedentarismo enquanto situação que põe em risco a saúde de milhares de cidadãos do país. (Tema: Sedentarismo: o grande mal do século?)

ALUSÃO HISTÓRICA – NESTE MODELO DE INTRODUÇÃO, VOCÊ APRESENTA UM FATO HISTÓRICO QUE REMETE AO TEMA E COMPARA-O À DISCUSSÃO NA ATUALIDADE. O ENEM COBRA DO ALUNO A CAPACIDADE DE DEMONSTRAR CONHECIMENTOS DE MUNDO E UM BOM REPERTÓRIO SOCIOCULTURAL, FAZENDO DESTA ALTERNATIVA UMA BOA FORMA DE DAR CREDIBILIDADE À SUA ARGUMENTAÇÃO.

Exemplo:

A intolerância religiosa é um problema recorrente na história da humanidade. Na Idade Média, por exemplo, os Tribunais do Santo Ofício – também chamados de Inquisição – julgavam e condenavam as pessoas que não acreditavam na religião católica. Apesar de o Brasil ser um país laico, tem-se, atualmente, um contexto análogo a essa situação: ainda persistem os casos de discriminação e preconceitos sofridos por algumas religiões. Sendo assim, encontrar caminhos para combater a intolerância religiosa, no Brasil, é um desafio que precisa ser enfrentado pela sociedade civil e pelo Estado. (Tema: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil)

AFIRMATIVA – NESTE CASO, VOCÊ FAZ UMA ESPÉCIE DE DECLARAÇÃO SOBRE O ASSUNTO LOGO NO INÍCIO, COM UMA FRASE DE IMPACTO, MAS QUE NÃO SEJA EXAGERADA. O OBJETIVO É CHAMAR A ATENÇÃO DO LEITOR, POR EXEMPLO, COM UMA AFIRMAÇÃO CRÍTICA.

Exemplo:

O Brasil é uma nação historicamente machista e violenta, o que é perceptível ao analisarmos a persistência das agressões contra as mulheres mesmo depois das recentes medidas legais. (…) (Tema: A persistência da violência contra a mulher)

COMPARATIVA – NESTE MODELO DE INTRODUÇÃO, VOCÊ PODE COMPARAR O TEMA COM ALGO SEMELHANTE OU OPOSTO AO QUE SE DISCUTE.

Exemplo:

Os Estados Unidos, referência em desenvolvimento tecnológico, são um bom exemplo de que a educação de qualidade e com a valorização adequada gera bons frutos. Em contrapartida, no Brasil a realidade tem sido bem distinta. O baixo piso salarial dos professores explicita essa falta de reconhecimento aos profissionais da educação. Tal desvalorização é fruto de baixos investimentos governamentais, aliado ao passado histórico brasileiro. (Tema: O histórico desafio de valorizar o professor)

Veja as dicas abaixo:  

  • A INTRODUÇÃO DEVE CONTEXTUALIZAR O TEMA NA ÍNTEGRA: Seja esclarecedor. Não parta do pressuposto de o que leitor teve acesso aos textos motivadores como você. Se ele não souber nem mesmo o tema, deverá descobrir por meio da sua introdução. Portanto, não seja vago, subjetivo. Exemplo: se o tema for “A persistência da violência contra a mulher”, você não deve citar apenas a problemática do ato contra a figura feminina, mas também suas implicações a respeito de tal prática ainda permanecer em sociedade – persistência.
  • A INTRODUÇÃO DEVE CONTER, OBRIGATORIAMENTE, UMA TESE: A tese representa o seu ponto de vista sobre o assunto a ser discutido. Ela deve indicar a problematização que você fará a respeito do tema. Esquecer da tese é considerado um erro grave e compromete significativamente a sua nota.
  • SEJA OBJETIVO: É importante ressaltar que você não deve, ainda, desenvolver suas ideias, pois essa parte virá depois. Pense na introdução como um roteiro para os próximos parágrafos.
  • A INTRODUÇÃO DEVE TER 5 OU 6 LINHAS: É preciso ser breve, mas não deixe a introdução incompleta, portanto, organize-se, tendo em vista todos os detalhes que precisam estar no parágrafo. Nunca faça parágrafo frasal, que é aquele composto por apenas um período!
  • SELECIONE O QUE COLOCAR NA INTRODUÇÃO: Lembre-se de que todas as informações devem ser retomadas, mesmo que de forma breve, em algum momento do texto, já que fazem parte da composição geral e não podem ficar como “pontas soltas” na redação. Além disso, pondere bem se a informação é apropriada para a introdução ou se poderia ser encaixada em algum outro momento do texto, como argumento, por exemplo.

(www.imaginie.com.br)

(TEMA 1) Interdisciplinaridade e dicas

Olá, alunos!

Para ajudar vocês sobre o tema 1 deste bimestre,  O REAPARECIMENTO DE DOENÇAS ERRADICADAS NO BRASIL, seguem matérias de jornais e revistas sobre doenças:

Estadão: OMS alerta para proliferação de surto de sarampo na fronteira entre Brasil e Venezuela

Folha de São Paulo: Suely Campos: De Roraima para Brasília

O Globo:  Turistas podem trazer doenças erradicadas de volta ao Brasil.

DÉFICIT HABITACIONAL NO BRASIL

TEXTO I

O déficit habitacional é um número que leva em conta o total de famílias em condições de moradia inadequadas. Em 2008, esse número era de 5,8 milhões, com 82% da população na faixa de renda de até três salários mínimos.

São consideradas inadequadas aquelas construções que precisam ser inteiramente repostas, porque foram feitas com material precário, como as favelas; os casos em que mais de uma família mora na mesma casa, a coabitação; o adensamento excessivo, quando mais de três pessoas dividem o mesmo quarto; ou o ônus excessivo de aluguel, em que uma família compromete mais de 30% da renda com aluguel.

Disponível em: http://noticias.r7.com/economia/noticias/entenda-o-que-e-deficit-habitacional-20100727.html Acesso em: 25 jun 2015

TEXTO II

Disponível em: http://www.diarioregional.com.br/2013/11/26/economia/deficit-habitacional-caiu-2-em-cinco-anos-na-grande-sao-paulo/ Acesso em 25 jun. 2015

TEXTO III

A Favelização é o processo de surgimento e crescimento do número de favelas em uma dada cidade ou local. Trata-se de um problema social, pois tais moradias constituem-se a partir das contradições econômicas, históricas e sociais, o que resulta na formação de casas sem planejamento mínimo, oriundas de invasões e ocupações irregulares.

No entanto, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a favela não nasce “do nada”, ou “da preguiça” que as pessoas possuem em procurar trabalho, ou “da ignorância” delas em habitar zonas irregulares de moradia, como os morros. É preciso deixar de lado essa onda de preconceitos e desinformações para que se possa realmente compreender a questão.

A problemática da formação de favelas no espaço da cidade está diretamente ligada a dois principais fatores: a urbanização e a industrialização.

Disponível em: http://www.mundoeducacao.com/geografia/favelizacao.htm Acesso em: 25 jun. 2015

TEXTO IV

Disponível em: http://www.diariosp.com.br/blog/detalhe/12548/moradia-para-todos Acesso em: 25 jun. 2015

Retirado de www.imaginie.com.br

 

A “UBERIZAÇÃO” DO TRABALHO NA ERA TECNOLÓGICA

TEXTO I

A edição de 2016 do Fórum Econômico Mundial, em curso em Davos, na Suíça, tem como tema central a chamada “Quarta Revolução Industrial”. Essa realidade, que já começamos a experimentar no dia a dia, significa uma economia com forte presença de tecnologias digitais, mobilidade e conectividade de pessoas, na qual as diferenças entre homens e máquinas se dissolvem e cujo valor central é a informação.

WENTZEL, M. Disponível em: <http://www.bbc.com/portuguese/noticias>. Acesso em: 03 out. 2016.

TEXTO II

Basta uma passeada virtual pelas lojas de aplicativos para encontrar de tudo um pouco. Essa enxurrada de serviços criados para encurtar a distância entre a oferta e demanda já ganhou um nome: “uberização”. É herança do Uber, que implantou um conceito de negócio com menos intermediários. “Com certeza vai se espalhar. Não é modismo, é tendência macroeconômica de usar a tecnologia para desenvolver quaisquer serviços. É como um Eros usando sua flecha para fazer a oferta encontrar a demanda certa”, destaca o professor de ciências políticas do Ibmec, Adriano Gianturco.

ARIADNE, Q. Disponível em: <http://www.otempo.com.br/capa/economia>. Acesso em: 03 out. 2016.

TEXTO III

O fim das mesas fixas, o “home office” e, mais recentemente, os escritórios compartilhados refletem a tendência de os profissionais buscarem mais liberdade para produzir – as ferramentas para isso podem ser carregadas no laptop ou até no celular.

CELESTINO, G. Disponível em: <http://classificados.folha.uol.com.br/empregos>. Acesso em 03 out. 2016.

TEXTO IV

A precarização vem aumentando na economia formal, com a redução do trabalhador ao trabalho terceirizado ou temporário, quando ele deixa de estar protegido pelas leis do trabalho.

[…] O trabalho passa a ser organizado cada vez mais no mundo na forma de redes contratuais descentralizadas. Essa é a mudança de paradigma da produção, que é a raiz desse problema da precarização. Não podemos simplesmente desconhecê-la.

UNGER, M. Disponível em: <http://exame.abril.com.br/economia/noticias/precarizacao-do-trabalho-vem-aumentando-diz-unger>. Acesso em: 03 out. 2016.

Retirado do site www.imaginie.com.br

 

TEMA DE REDAÇÃO: AS MOEDAS VIRTUAIS E A REVOLUÇÃO DAS RELAÇÕES ECONÔMICAS

TEXTO I

A moeda virtual foi definida em 2012 pelo Banco Central Europeu como “um tipo de dinheiro não regulamentado, digital, emitido e controlado por seus desenvolvedores e utilizado e aceito entre os membros de uma comunidade virtual específica. Não se pode confundir com moeda eletrônica. As moedas eletrônicas são recursos armazenados em dispositivo ou sistema eletrônico que permitem ao usuário final efetuar transações de pagamento em moeda nacional. Já as moedas virtuais não têm garantia de conversão para a moeda oficial e não há nenhum mecanismo governamental que garanta o valor em moeda oficial, ficando todo o risco de sua aceitação nas mãos dos usuários. A variação dos preços das moedas virtuais pode ser muito grande pois o volume de transações efetuadas com elas ainda é baixo e a baixa aceitação da mesma como meio de troca prejudica o seu pleno uso pelos usuários.

Segundo o Banco Central do Brasil, o uso das chamadas moedas virtuais ainda não tem se mostrado capaz de oferecer riscos ao Sistema Financeiro Nacional mas o seu acompanhamento se faz necessário pela possibilidade de uso destas moedas virtuais em atividades ilícitas e para fins de adoção de eventuais medidas no âmbito de sua competência legal, se for o caso.

Disponível em:  https://www.conteudojuridico.com.br/pdf/cj049399.pdfAcesso em 29 janeiro 2018

TEXTO II

A chamada Quarta Revolução Industrial está alterando profundamente tudo ao nosso redor, até mesmo a maneira como vivemos. Esta revolução promete criar uma maior eficiência em todos os setores da indústria e maximizar espetacularmente o bem-estar humano. No entanto, para a Quarta Revolução Industrial para ser bem sucedida, um diálogo aberto, sem fronteiras, e um protocolo de pagamento devem estar no local. Este protocolo é o Bitcoin e o Blockchain.

A Quarta Revolução Industrial traz uma abrangente mudança a uma magnitude nunca antes experimentado. Essencialmente, esta revolução está mudando os seres humanos.

Klaus Schwab, Fundador e Presidente Executivo do importatíssimo World Economic Forum, comentou: “Uma das principais características da Quarta Revolução Industrial é que isso não muda o que estamos fazendo, mas sim a forma como estamos fazendo.”

[…]

O Bitcoin e sua tecnologia subjacente, o blockchain, são outras inovações tecnológicas chaves nessa mudança. De fato, como Schwab disse, “Blockchains são o coração da Quarta Revolução Industrial“.

O impacto destas novas tecnologias também afetarão as economias e indústrias dramaticamente. Por exemplo, o advento do Bitcoin revelou como antiquados o atual sistema bancário e a moeda fiduciária são.

Na verdade, o modelo econômico emergente torna as ortodoxias econômicas mais do que obsoletas. Debates sobre o capitalismo contra o socialismo ou o keynesianismo contra o liberalismo não são mais relevantes.

[…]

A Quarta Revolução Industrial certamente apresenta desafios colossais como um todo e, particularmente, nos sistemas financeiros. Coincidentemente, o Bitcoin e sua tecnologia blockchain são ideais para implementar a mudança de modo global e criar uma nova economia.

O Bitcoin pode abastecer essa nova economia, permitindo que milhões de dispositivos inteligentes executem transações financeiras transparentes e sem nenhum problema, sem intervenção humana, no universo da Internet das coisas.

Disponível em: https://guiadobitcoin.com.br/o-bitcoin-e-o-blockchain-bem-vindo-a-quarta-revolucao-industrial/ Acesso em 29 janeiro 2018

TEXTO III

O estouro da bolha da internet ou qualquer outro episódio de “exuberância irracional” são fenômenos triviais diante da complexidade e das implicações potenciais do bitcoin. O sistema é uma ideia verdadeiramente revolucionária. Em outubro de 2008, um usuário de uma lista de discussão chamado Satoshi Nakamoto, cuja identidade real até hoje é desconhecida, compartilhou um paperem que ele (ou ela, ou eles) descreveu um “sistema de transações eletrônicas que não depende de

confiança”. Experiências prévias com moedas virtuais já tinham fracassado, em grande parte porque se baseavam numa autoridade central, como qualquer moeda que circula no mundo hoje.

Disponível em: https://exame.abril.com.br/revista-exame/delirio-ou-revolucao/ Acesso em 29 janeiro 2018 

TEXTO IV

(Retirado do site www.imaginie.com.br)

Posts com temas e dicas para alunos do Colégio Adventista de Uberlândia.