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Os desafios da educação universitária no Brasil

Os alunos da Universidade Estadual da Zona Oeste (Uezo) fizeram uma manifestação na terça-feira (17), na unidade de Campo Grande, no Rio, pedindo mais atenção do governo estadual para com a instituição, que tem enfrentado problemas com a falta de professores, de aulas e até na limpeza do estabelecimento. Em petição pública dirigida ao governador Luiz Fernando Pezão, a universidade afirma que tem sido negligenciada pelo estado, e que só neste ano, já perdeu 30% de seus professores e o governo não autoriza a instituição a dar posse aos profissionais já concursados, nem a fazer novos concursos. “Os docentes não têm regime de dedicação exclusiva, como em todas as universidades públicas do país. Ao contrário de outras instituições, os alunos não têm bolsa de apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico”, diz a petiçãO.

Em nota, a Uezo reclama que a equipe de gestão da universidade tem se cotizado para fazer o pagamento dos serviços de faxina. “O processo licitatório que estava em curso, no início do ano, para a contratação de empresa especializada, teve de ser suspenso em função do decreto estadual 45.109, que determinou um corte de 20% nos gastos públicos. O novo processo licitatório tem previsão de conclusão até o final deste mês”. Segundo a instituição, o orçamento da Uezo para o exercício de 2016 será de R$ 24 milhões, e os cortes previstos na área de investimento são de 99,9%. “Isso impacta na paralisação da construção do novo campus, suspensa desde o início de 2015, e que precisa de R$ 10 milhões para ser retomada em 2016”. O reitor da Uezo, Alex da Silva Sirqueira, reivindicou, em audiência pública realizada pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, no dia 14 de outubro, um orçamento para possibilitar início das obras do campus, a realização de novos concursos, a implantação do regime de dedicação exclusiva dos professores e o reajuste salarial dos técnicos, girando em torno de R$ 43 milhões.

Disponível em: http://noticias.terra.com.br/brasil/alunos-de-universidade-do-rioprotestam-contra-a-falta-de-professores,32bb292ac48fb1eb0ee098712a20422d3pdbg3 zt.html

TEXTO 3:

No Brasil, a formação profissional de nível médio e superior, embora tardiamente, já ocupa o imaginário de mais famílias. Países como os Estados Unidos começaram esse movimento no século 19, com ações de desenvolvimento territorial, como a construção de ferrovias, articuladas com a implantação de escolas secundárias e universidades regionais. Esse fenômeno de crescente valorização da educação no Brasil está associado à redução da desigualdade e à ascensão social. Há que se reconhecer o impacto das políticas de acesso à educação superior e técnica nos últimos anos, que permitiram que mais cidadãos cursassem uma faculdade ou uma escola técnica.]Essa também é a perspectiva das famílias dos trabalhadores. Dados recentes mostram que a saída de jovens entre 18 e 24 anos do mercado de trabalho se deve à busca por novas oportunidades educacionais. Hoje, graças à diversificação da oferta de cursos, o jovem tem dezenas de alternativas de estudo que lhe darão mais chances profissionais.

Entre as políticas de acesso, o Enem é a grande chave para as várias portas da educação. Por isso, o interesse pelo exame é cada vez maior. Quem faz o Enem sabe que sua nota pode garantir desde a certificação do ensino médio até uma bolsa no exterior.

Disponível em: http://noticias.uol.com.br/opiniao/coluna/2014/07/02/enem-e-sisudemocratizaram-acesso-ao-ensino-superior.htm

TEXTO 3:

Com a ampliação de programas de financiamento estudantil, como o Fies, criação do ProUni e a autorização de funcionamento para mais instituições privadas, o sonho do acesso ao ensino superior se tornou realidade para milhares de estudantes. As barreiras de acesso deixavam de ser intransponíveis. No entanto, apesar da facilitação da entrada nas IES, outro problema surgiu: as dificuldades para a formação universitária. Uma pesquisa realizada no Instituto de Psicologia da USP mostrou que estudantes oriundos de escolas públicas que conseguem ingressar em uma universidade privada apresentam dificuldades para se manter no curso, mesmo quando recebem bolsas de estudo. O estudo revelou, ainda, que as dificuldades de universitários egressos da rede pública não se resumiam ao vestibular e acompanham os estudantes por toda a graduação. Isso ocorreria tanto por questões financeiras, como pelo baixo conteúdo educacional adquirido desde o ensino básico, fato que prejudica os universitários no acompanhamento do curso.

Disponível em: http://www.jornalgrandebahia.com.br/2015/07/as-dificuldades-daformacao-universitaria-por-janguie-diniz.html

Os riscos da crise de representatividade

TEXTO 1:

representatividade substantivo feminino

1.qualidade de representativo. 2.qualidade de alguém, de um partido, de um grupo ou de um sindicato, cujo embasamento na população faz que ele possa exprimir-se verdadeiramente em seu nome.

Disponível em:https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chromeinstant&ion=1&espv=2&es_th=1&ie=UTF-8#q

TEXTO 2

Uma das poucas certezas é a de que vivenciamos uma crise de legitimidade das instituições e um profundo mal-estar com a democracia existente no país. O problema central, portanto, me parece ser o da falta de legitimidade das instituições de representação. Há um esgotamento e uma descrença nelas que não é específica do Brasil, mas das democracias representativas de uma maneira geral e especialmente em relação aos partidos políticos. Existe assim uma crise da própria democracia representativa. Essencialmente, os cidadãos não se sentem representados nem pelos partidos e muito menos pelos governos. Uma crise da representação política, visível na descrença e desqualificação do parlamento, dos partidos e dos políticos, especialmente entre os jovens. Pesquisa do Instituto Data Popular publicada no dia 21/6/2013, com 1.502 pessoas entre 18 e 30 anos, em 100 cidades do país, revelou que 75% não confiam nos políticos, nem nos partidos (e 59% também não confiam na justiça). Essa descrença explica, em grande parte, a ausência de partidos nas manifestações e quando presentes (pequenos partidos de esquerda, como PSTU e Psol), foram rejeitados e hostilizados. Houve conflitos em diversas cidades entre militantes de partidos, com suas bandeiras, e os manifestantes.

Isso ocorreu também nas manifestações na Europa e na chamada “primavera árabe”. O que revela que o problema não é específico do Brasil, é mais geral, como disse o sociólogo espanhol Manuel Castells, estudioso dessas manifestações em várias partes do mundo e que publicou recentemente um livro “Indignação e Esperança – Movimentos Sociais na Era da Internet” (Zahar Editora). Para ele, uma das características desses movimentos é a rejeição aos partidos, “há um desprezo geral aos partidos políticos”. Disponível em: http://www.cartapotiguar.com.br/2013/07/02/as-manifestacoes-e-acrise-da-representacao-politica-no-brasil/

Citações para enriquecer sua redação – Parte 1

Zygmunt Bauman: Esse filósofo e sociólogo polonês refletia sobre as relações na chamada pós-modernidade. Uma de suas falas em uma entrevista à revista ISTOÉ foi: “Os tempos são ‘líquidos’ porque tudo muda tão rapidamente. Nada é feito para durar, para ser ‘sólido’.” Veja mais citações de Bauman:

  1. “As redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha.” (Bauman em entrevista ao jornal El País)
  2. “O consumismo de hoje, porém, não diz mais respeito à satisfação das necessidades — nem mesmo as mais sublimes, distantes (alguns diriam, não muito corretamente, ‘artificiais’, ‘inventadas’, ‘derivativas’) necessidades de identificação ou a auto-segurança quanto à ‘adequação’.” (Bauman em Modernidade Líquida)
  3. “Não se pode escapar do consumo: faz parte do seu metabolismo! O problema não é consumir; é o desejo insaciável de continuar consumindo… Desde o paleolítico os humanos perseguem a felicidade… Mas os desejos são infinitos. As relações humanas são sequestradas por essa mania de apropriar-se do máximo possível de coisas.” (Bauman em entrevista ao jornal espanhol La Vanguardia)
  4. “Não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas.” (Bauman em entrevista à revista ISTOÉ)
  5. “Mas foi provado, além de qualquer dúvida razoável, que a nossa induzida intolerância à dor é uma fonte inesgotável de lucros comerciais. Por essa razão, podemos esperar que essa nossa intolerância se agrave ainda mais, em vez de ser atenuada.” (Bauman em entrevista à revista ISTOÉ)
  6. “Os tempos são ‘líquidos’ porque tudo muda tão rapidamente. Nada é feito para durar, para ser ‘sólido’.” (Bauman em entrevista à revista ISTOÉ)
  7. “Tudo é mais fácil na vida virtual, mas perdemos a arte das relações sociais e da amizade”. (Bauman em entrevista ao El País)
  8. “Não é o ideal de perfeição que lubrifica as engrenagens da indústria de cosméticos, mas o desejo de melhorar. E isso significa seguir a moda atual. Todos os aspectos da aparência corporal são, atualmente, objetos da moda, não apenas o cabelo ou a cor dos lábios, mas os tamanhos dos quadris ou dos seios.” (Bauman em entrevista à revista ISTOÉ)
  9. “No líquido cenário da vida moderna, os relacionamentos talvez sejam os representantes mais comuns, agudos, perturbadores e profundamente sentidos da ambivalência.” (Bauman em Modernidade Líquida: sobre a fragilidade dos laços humanos)
  10. “A modernidade líquida em que vivemos traz consigo uma misteriosa fragilidade dos laços humanos – um amor líquido. A segurança inspirada por essa condição estimula desejos conflitantes de estreitar esses laços e ao mesmo tempo mantê-los frouxos.” (Bauman em Modernidade Líquida: sobre a fragilidade dos laços humanos)

Émile Durkheim foi considerado “pai da sociologia” e estudava o comportamento das pessoas em sociedade. O filósofo afirmou que “Nosso egoísmo é, em grande parte, produto da sociedade.”  Veja mais citações:

  1. “É preciso sentir a necessidade da experiência, da observação, ou seja, a necessidade de sair de nós próprios para aceder à escola das coisas, se as queremos conhecer e compreender.”
  2. “Nosso egoísmo é, em grande parte, produto da sociedade.”
  3. “Não há senão diferenças de um certo gênero que tendem uma para a outra; são aquelas que em lugar de se opor e de se excluir, se completam mutuamente.”
  4. “Perseguir um objetivo que por definição é inatingível é condenar-se a um estado de infelicidade perpétua.”
  5. “A religião não é somente um sistema de ideias, ela é antes de tudo um sistema de forças.”
  6. “Quando os costumes são suficientes, as leis são desnecessárias. Quando os costumes são insuficientes, é impossível fazer respeitar as leis.”
  7. “O indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são suas origens e as condições de que depende. E não poderá sabê-la sem ir à escola, começando por observar a matéria bruta que está lá representada.”
  8. “A criança deve exercitar-se a reconhecer [a autoridade] na palavra do educador e a submeter-se ao seu ascendente; é por meio dessa condição que saberá, mais tarde, encontrá-la na sua consciência e aí se conformar a ela.”

O brasileiro Paulo Freire foi um dos nomes mais importantes quando se fala em debate sobre educação. Uma de suas célebres afirmações foi “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”

  1. Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”
  2. “Ninguém nasce feito, é experimentando-nos no mundo que nós nos fazemos.”
  3. “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.”
  4. “A leitura do mundo precede a leitura da palavra.”
  5. “Me movo como educador, porque, primeiro, me movo como gente.”
  6. “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.”
  7. “Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino.”
  8. “O homem, como um ser histórico, inserido num permanente movimento de procura, faz e refaz o seu saber.”
  9. “O diálogo cria base para colaboração.”
  10. “Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo.”
  11. “Quem ensina aprende ao ensinar. E quem aprende ensina ao aprender.”
  12. “A educação, qualquer que seja ela, é sempre uma teoria do conhecimento posta em prática.”
  13. “Onde quer que haja mulheres e homens, há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender.”
  14. “Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes.”
  15. “Só, na verdade, quem pensa certo, mesmo que, às vezes, pense errado, é quem pode ensinar a pensar certo.”
  16. “Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Por isso aprendemos sempre.”
  17. “Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado, mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir mais além dele.”
  18. “Criar o que não existe ainda deve ser a pretensão de todo sujeito que está vivo.”
  19. “Quando o homem compreende a sua realidade, pode levantar hipóteses sobre o desafio dessa realidade e procurar soluções. Assim, pode transformá-la e o seu trabalho pode criar um mundo próprio, seu Eu e as suas circunstâncias.”
  20. “A tarefa mais importante de uma pessoa que vem ao mundo é criar algo.”

 

O peso da nota de redação no Enem

A redação do ENEM contém alguns aspectos diferenciados, como a exigência de uma proposta de intervenção para o tema em debate. Além disso, a redação da prova é a única que sozinha vale 1000 pontos.  As demais provas, todas objetivas, são avaliadas por um sistema chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI), que avalia cada participante segundo a nota de todos os candidatos, não sendo possível, por exemplo, tirar mil na prova de matemática, mesmo que o aluno a tenha gabaritado.

Tirar uma boa nota na redação tem muito mais peso na média final, afinal, é avaliada individualmente, podendo variar entre 0 e 1000!  Devido a isso, a banca de correção do ENEM tem sido cada vez mais criteriosa e exigente, restringido bastante o número de notas máximas. Até um tempo atrás, um aluno que escrevia de forma coesa, coerente e seguia bem os padrões do gênero dissertativo-argumentativo conseguia de forma relativamente fácil a nota máxima. Agora, é preciso pensar fora da casinha, trazer sempre conhecimentos além do texto motivador, interdisciplinaridade, intertextualidade e uma gramática adequada.

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POLÊMICAS ACERCA DA EXPANSÃO DO AGRONEGÓCIO NO BRASIL

TEXTO I

O desenvolvimento sustentável da agropecuária, segundo VEIGA (1994), é aquele que garante a manutenção a longo prazo dos recursos naturais e da produtividade; mínimo de impacto adverso aos produtores; retorno adequado aos investimentos; otimização da produção com mínimo de insumos externos; satisfação das necessidades sociais das famílias e das comunidades rurais e satisfação das necessidades humanas de alimentos e renda.

Com a evolução do agronegócio, as fazendas tornam-se mais especializadas separando as atividades de lavoura e criação do gado.

Houve a intensificação do uso de agroquímicos, fertilizantes e água, sem os devidos cuidados com rochas, solos, água superficiais ou subterrâneas. Os agroquímicos contaminando as águas subterrâneas ou rios podem prejudicar a fauna silvestre e ameaçam a sua qualidade para o consumo humano.

O uso descontrolado de nitratos e fosfatos como fertilizantes produz muita solubilização destes nutrientes na água. Resíduos orgânicos de estercos animais e efluentes de silagem, juntamente com os fertilizantes contribuem para o crescimento de algas nas superfícies das águas num fenômeno conhecido por eutrofização, provocando a diminuição da oxigenação das águas e a morte dos peixes.

[…]

Outra dimensão da degradação ambiental são as devastações da cobertura florestal e o manejo inadequado, que levam à degradação da estrutura física dos solos e, em conseqüência, facilitam os processos da erosão, que também ocorrem por manejo inadequado das criações ou plantios.

A depredação do patrimônio genético tem implicações para as atividades econômicas. Além dos impactos relacionados com a redução da biodiversidade, compromete-se a identificação de espécies, para fins comestíveis, medicinais ou industriais. E se amplia as implicações com o aquecimento global.

A cada diz que passa, os produtores estão mais conscientes das barreiras ambientais de responsabilidade social que vão ter que enfrentar cada vez mais intensamente para colocação de seus produtos no mercado internacional.

Disponível em: https://www.ecodebate.com.br/2010/09/08/impactos-ambientais-gerais-do-agronegocio-artigo-de-roberto-naime/ Acesso em 06 fevereiro 2018

TEXTO II

Para Vicente Almeida, da Embrapa, a alimentação e o ambiente são duas das principais formas de se obter saúde. Em sua apresentação, perguntou se há impactos do agronegócio sobre o ambiente, quais seriam esses impactos e como se expressam na saúde e no ambiente. Segundo ele, trata-se de um conceito construído pela política e pela economia, mas que demanda uma maior produção de conhecimento científico sobre o tema.

Vicente lembra que o processo produtivo do agronegócio gera disputa de território. De acordo com o pesquisador, essa disputa leva à concentração fundiária que, por sua vez, gera riqueza, que gera poder, que ocasiona a fome, a erosão genética e a contaminação do solo, da água e da biodiversidade. O Brasil é o país que mais consome agrotóxicos no mundo. A agricultura promete geração de renda e emprego, mas o que vemos são trabalhadores contaminados, alimento contaminado. É importante avançarmos na negação do atual modelo e incentivarmos uma transição agro ecológica. É preciso analisar os custos que essa mudança traz e suas conseqüências para a população.

Para Marcelo Firpo Porto, pesquisador da ENSP, é necessária a articulação de uma rede de pesquisadores lutando contra o agronegócio, e não somente contra os efeitos do agrotóxico. Para isso, segundo ele, é importante articular saúde, economia, agronomia, política e outros atores para uma transição agro ecológica justa e sustentável. Grandes plantações são uma bomba ecológica, pois agridem a cultura local, geram disputa por território e trazem vários outros danos. Um exemplo da expressão do agronegócio é a soja. Ela tem avançado sobre o cerrado brasileiro e a Amazônia. É a expressão clara da expansão da monocultura e do agronegócio. Envolve diretamente queimadas para a preparação do solo e cria aquele oceano de soja.

Disponível em: http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/site/materia/detalhe/18939 Acesso em 06 fevereiro 2018

TEXTO III

Agronegócio é uma atividade fundamental para a economia brasileira. Tem grande participação no PIB do País, gera milhões de empregos, movimenta diferentes etapas da cadeia produtiva e tem um papel destacado no suprimento de alimentos para o mundo todo, mas práticas inadequadas podem acarretar impactos ambientais, sociais e econômicos que inviabilizem a atividade.

Assim, para garantir a perenidade do agronegócio e seguir explorando as potencialidades do setor sem efeitos colaterais negativos, é preciso integrar as dimensões econômica, ambiental e social, e respeitar as diversidades culturais na forma de pensar e fazer o agronegócio.

AGRONEGÓCIO SUSTENTÁVEL BASEIA-SE NA ADOÇÃO DE BOAS PRÁTICAS SOCIOAMBIENTAIS NA AGRICULTURA, NA PECUÁRIA E DEMAIS ATIVIDADES RURAIS PARA GARANTIR O BEM-ESTAR DE TODA A SOCIEDADE E O EQUILÍBRIO ENTRE PRODUÇÃO E CONSERVAÇÃO. AGRONEGÓCIO.

É FUNDAMENTAL O COMBATE AO TRÁFICO DE PESSOAS

TEXTO I

A Organização das Nações Unidas (ONU), no Protocolo de Palermo (2003), define tráfico de pessoas como “o recrutamento, o transporte, a transferência, o alojamento ou o acolhimento de pessoas, recorrendo-se à ameaça ou ao uso da força ou a outras formas de coação, ao rapto, à fraude, ao engano, ao abuso de autoridade ou à situação de vulnerabilidade ou à entrega ou aceitação de pagamentos ou benefícios para obter o consentimento de uma pessoa que tenha autoridade sobre outra para fins de exploração”.

Segundo a ONU, o tráfico de pessoas movimenta anualmente 32 bilhões de dólares em todo o mundo. Desse valor, 85% provêm da exploração sexual.

Disponível em: http://www.cnj.jus.br/programas-e-acoes/assuntos-fundiarios-trabalho-escravo-e-trafico-de-pessoas/trafico-de-pessoas    Acesso em 29 janeiro 2018

TEXTO II

Disponível em: http://www.justica.gov.br/sua-protecao/trafico-de-pessoas/publicacoes/anexos-relatorios/relatorio-_2013_final_14-08-2015.pdf     Acesso em 29 janeiro 2018

TEXTO III

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) quer a ajuda das redes sociais para combater o tráfico de seres humanos. Um crime que, segundo a agência, está ocorrendo também através dessas plataformas. Em entrevista ao serviço de notícias das Nações Unidas, a ONU News, o diretor de Mídia e Comunicação da OIM, Leonard Doyle, alertou que muitas vítimas são abordadas em sites como o Facebook.

Lembrando que mais de cem migrantes — que tentaram atravessar o Mediterrâneo — desapareceram desde 5 de janeiro de 2018, Doyle afirmou que “é muito difícil persuadir alguém a não escolher uma oportunidade (dessas), especialmente quando se trata de pessoas em situação de dificuldade econômica”.

Contudo, frisou que contrabandistas não se preocupam com a segurança de ninguém e se aproveitam da vulnerabilidade das vítimas para convencê-las a fazer trajetos. Muitas vezes, a abordagem acontece no mundo virtual. “As pessoas ainda acreditam no que leem no Facebook”, lamentou Doyle.

O diretor acrescentou que a OIM “não está em condição de pagar o Facebook para mandar mensagens (de alerta) para as pessoas que ficam sabendo sobre as travessias (de fronteiras) por meio dos contrabandistas”. Além disso, a rede social deixa brechas em seu sistema para a criação de páginas que disfarçam as atividades ilegais de criminosos e, ao mesmo tempo, divulgam os “serviços” desses traficantes de pessoas.

Doyle ressaltou que o Facebook e outras organizações poderiam trabalhar em conjunto com a OIM na prevenção dessas violações. “Empresas de novas mídias e redes sociais podem nos ajudar a explicar os perigos da migração irregular, assim como elas (já) ajudam a explicar os perigos do abuso sexual. Faz parte de ser uma mídia civicamente responsável.”

Disponível em: https://nacoesunidas.org/facebook-tem-responsabilidade-civica-em-divulgar-perigos-do-trafico-de-pessoas-diz-onu/    Acesso em 29 janeiro 2018

TEXTO IV

As Nações Unidas estão levando a luta contra o tráfico de pessoas para o setor aéreo por meio de seu órgão de direitos humanos e da Organização Internacional da Aviação Civil (OACI), que estão finalizando um guia com diretrizes que podem ajudar funcionários de companhias aéreas a identificar e denunciar esse crime.

Considerada a terceira atividade ilegal mais lucrativa do mundo — depois da venda ilegal de armas e de drogas —, o tráfico humano foi responsável por aproximadamente 40,3 milhões de casos de pessoas submetidas a trabalho forçado e escravidão moderna em 2017 globalmente, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Contudo, seu caráter clandestino impede estabelecer estatísticas exatas.

O tráfico de pessoas recruta, transfere, abriga ou recebe mulheres, homens e crianças por meio da força ou do engano para sua exploração em círculos de prostituição, trabalho forçado, servidão doméstica ou remoção de órgãos.

Nesse contexto, o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) está trabalhando com a OACI em diretrizes para treinamento de funcionários de companhias aéreas com o objetivo de identificar e reportar casos de pessoas em situação de tráfico em voos ou dentro de aeroportos.

“A tripulação está em uma posição única para observar passageiros durante períodos de tempo determinados, o que lhe permite utilizar habilidades de observação para identificar potenciais vítimas de tráfico de pessoas”, destacou o documento.

Disponível em: https://nacoesunidas.org/guia-ajudara-funcionarios-de-companhias-aereas-a-identificar-casos-de-trafico-de-pessoas/Acesso em 29 janeiro 2018

TEXTO V

Disponível em: https://www.terra.com.br/noticias/dino/trafico-de-pessoas-quanto-vale-o-ser-humano-na-balanca-comercial-do-lucro,dc8d47631505fbb6cbf693c90654b14fn70wn7w4.html Acesso em 29 janeiro 2018

DESAFIOS PARA O TRATAMENTO DE DEPENDENTES QUÍMICOS NO BRASIL

TEXTO I

O governo federal lançou nesta quarta-feira (25) edital no valor total de R$ 87,3 milhões para a contratação de entidades privadas que acolhem pessoas que sofrem com a dependência de álcool e outras drogas, as chamadas comunidades terapêuticas. O objetivo é contratar 7 mil vagas capazes de atender a cerca de 20 mil pessoas por ano, em todas as regiões do país. O programa é uma iniciativa interministerial que envolve o Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad); o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS); o Ministério da Saúde; e o Ministério do Trabalho. Um comitê gestor, formando por quatro representantes de cada pasta, acompanhará a execução da política pública.

Disponível em: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2018/04/26/interna_brasil,749976/vagas-para-tratamento-de-dependentesquimicos-devem-aumentar-apos-edit.shtml Acesso em 17 maio 2018.

TEXTO II

O Brasil está enfrentando atualmente um crescimento no abuso de drogas que precisa ser lidado. Todavia, os países emergentes não podem se dar ao luxo de gastar os seus recursos na implementação de uma política de proibição eficiente dado que nem mesmo os países desenvolvidos, apesar de todos os seus recursos, têm sido capazes de fazê-lo.

A implementação do controle através da legalização, por outro lado, é muito mais simples e a autofinanciável. O suposto aumento nos gastos com a saúde pública poderia ser facilmente coberto pela verba economizada com o fim do combate ao tráfico ostensivo (o orçamento para segurança pública no estado do Rio de Janeiro será de R$ 11,6 bilhões em 2016, mais de 14% do total, valor que é superado apenas pela saúde e educação) e com a diminuição do ineficiente e custoso sistema presidiário (um preso custa em média R$ 2.500 por mês, enquanto que um estudante universitário das instituições públicas custa menos de um terço desse valor – aproximadamente R$ 790 por mês).

Como em um sistema legalizado grande parte da fiscalização das regras é deixada para a cadeia de produção, um aparelho de controle consideravelmente mais leve.

Disponível em: https://exame.abril.com.br/negocios/dino/drogas-com-numeros-alarmantes-brasil-segue-em-sentido-contrario-as-tendencias-detratamento-em-clinica-de-recuperacao-para-dependencia-quimica/
Acesso em 17 maio 2018.

TEXTO III

Disponível em: http://www.municipiosbaianos.com.br/noticia01.asp?tp=1&nID=5786
Acesso em 17 maio 2018.

TEXTO IV

Disponível em: http://hojeemdia.com.br/primeiro-plano/gastos-do-sus-com-dependentes-qu%C3%ADmicos-chegam-a-r-9-1-bilh%C3%B5es-em-umad%C3%A9cada-1.440635.
Acesso em 17 maio 2018.

A PERSISTÊNCIA DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NA SOCIEDADE BRASILEIRA

CLIQUE AQUI E VEJA LISTA DE FILMES QUE ABORDAM ESSE TEMA
TEXTO I

Nos 30 anos decorridos entre 1980 e 2010 foram assassinadas no país acima de 92 mil mulheres, 43,7 mil só na última década. O número de mortes nesse período passou de 1.353 para 4.465, que representa um aumento de 230%, mais que triplicando o quantitativo de mulheres vítimas de assassinato no país.

Disponível em: http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2012/MapaViolencia2012_atual_mulheres.pdf> Acesso em: 26 out. 2015

TEXTO II

TEXTO III

TEXTO IV

Interdisciplinaridade: Tema Bullying

TURMA DA MÔNICA (1970-ATUALIDADE)

Uma das histórias em quadrinhos mais icônicas do Brasil, que conquista fãs há quase 50 anos, retrata muitos assuntos sobre a sociedade sob a ótica dos vários personagens. A conturbada relação entre Cebolinha e Mônica, os dois principais do gibi, representa o bullying: constantemente, ele a xinga, por meio de nomes pejorativos, e ela revida por meio da violência. Mônica tenta esconder, mas sente-se muito magoada com a situação que enfrenta diariamente.

PERSONAGENS PRINCIPAIS DA HISTÓRIA EM QUADRINHOS, COM MÔNICA E CEBOLINHA AO CENTRO. IMAGEM: REPRODUÇÃO – UOL JOGOS.

FREAKS AND GEEKS (1999)

A série, de apenas uma temporada, além de ter conquistado o público, foi responsável por apresentar muitos atores para Hollywood, como Linda Cardellini (de Scooby Doo), Jason Segel (de How I Met Your Mother), Busy Philipps (de Cougar Town) e John Francis Daley (de Bones). O clássico cotidiano escolar foi retratado com verossimilhança, assim como o bullying sofrido por alguns personagens, que tinham de conviver com os inconvenientes “valentões” do Ensino Médio. Um dos episódios mostra a aula de Educação Física, na qual Alan, o bullie (pessoa que faz o bullying), junta-se a seus amigos e usa o jogo como circunstância para atirar a bola fortemente em Sam, Bill e Neal, que são os alvos principais dos xingamentos diários.

ELENCO DE FREAKS AND GEEKS. FOTO: REPRODUÇÃO

TREINE A REDAÇÃO COM ESSE TEMA

AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL (LIVRO DE 1999, FILME DE 2012)

O livro e o filme, ambos aclamados pela crítica e público adolescente, são feitos sob a ótica do personagem principal, Charlie. O adjetivo “invisível” diz respeito à sua sensação acerca das pessoas de sua escola, que não percebem sua presença diariamente. Mesmo ele não sendo muito popular e conhecido, consegue contornar sua situação juntando-se a outras pessoas semelhantes a ele, que também sofriam certa exclusão no cotidiano escolar. Assim, ele descobre uma “vantagem de ser invisível”, e consegue superar o bullying que sofria anteriormente.

CENA DO FILME (COM CHARLIE AO CENTRO), BASEADO NO LIVRO DE STEPHEN CHBOSKY. FOTO: REPRODUÇÃO

MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA ESCOLAR DO NED (2004-2007)

A famosa série da Nickelodeon que cativou o público, encerrada há mais de 10 anos, se passa no colégio James K. Polk. A produção retrata o cotidiano de Ned e seus dois melhores amigos, Simon Nelson-Cook (“Cookie”) e Jennifer Mosely (“Moze”). Constantemente, os dois meninos – e mais colegas de sala – sofrem bullying do valentão Billy Loomer e seus parceiros. Esses não perdem a oportunidade de importuná-los, fazendo com que passem por situações constrangedoras, muitas vezes em público.

EFEITOS DO BULLYING NA SOCIEDADE

Clique aqui para mais referências sobre o assunto:

TEXTO I

Massacre de Realengo (7 de abril de 2011)

Um dos casos mais famosos no Brasil deu força à luta contra o bullying por aqui. É que os maus tratos por parte dos colegas são apontados como a principal causa dos crimes cometidos por Wellington Menezes de Oliveira. O jovem, que tinha problemas psicológicos e poucos amigos, entrou na Escola Municipal Tasso da Silveira, na periferia do Rio de Janeiro, identificando-se como um palestrante. Dentro de uma sala de aula, disparou mais de 100 tiros contra vários alunos, com a intenção de imobilizar os meninos e matar as meninas. Um policial que patrulhava a região foi avisado por um dos estudantes que ficou ferido e conseguiu alcançar Wellington, que se matou em seguida. Doze adolescentes morreram. Meninos e meninas. O crime recebeu uma vasta cobertura da imprensa, que divulgou fotografias e cartas deixadas por Wellington.

Disponível em: http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/8-mass…do/> Acesso em 12 jun.2015 Acesso em 12 jun.2015

TEXTO II

O Ministério Público do Rio Grande do Sul anunciou nesta terça (8) que o jogo de videogame “Bully” está proibido no estado. A empresa JPF Magazine está proibida de importar, distribuir e comercializar o produto.(…)

Segundo o comunicado do Ministério Público, o jogo foi proibido por retratar “fundamentalmente, situações ditadas pela violência, provocação, corrupção, humilhação e professores inescrupulosos, nocivo à formação de crianças e adolescentes e ao público em geral”.

Lançado para o PlayStation 2 em 2006, “Bully” ganhou uma nova versão para Xbox 360 e Wii em 2008.(…) O jogo, criado pela Rockstar Games, mesma produtora da série “Grand theft auto”, narra a história de Jimmy Hopkins em uma escola fictícia norte-americana. Além de se virar para “sobreviver” entre valentões e professores autoritários, o jogador também enfrenta provas de inglês e química para passar de ano.

Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL24970-7084,00-ONG+BRASILIENSE+QUER+PROIBIR+JOGO+BULLY+NO+BRASIL.html Acesso em 12 jun. 2015.

TEXTO III