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COMO TIRAR 1000 NA REDAÇÃO DO ENEM

A banca de correção do Enem tem sido cada vez mais criteriosa e exigente. Conseguir uma nota 1000 no texto não está fácil: na edição do exame ano passado, apenas 53 candidatos dentre os 725.330 que fizeram a prova conseguiram a nota máxima. 14 deles são alunos que estudaram com a IMAGINIE! Nosso objetivo é que você faça parte da porcentagem que se dá bem! Neste post, você irá compreender qual é o olhar do corretor sobre o texto na hora da correção, para que você saiba o que ele espera de você para dar uma nota boa. Confira:

  • A primeira avaliação do corretor começa pela LETRA, ORGANIZAÇÃO E PROPORÇÃO DOS PARÁGRAFOS. Olhando de forma geral e superficial o texto, ele já começa a avaliar alguns aspectos. Se o candidato tem uma letra que dificulta a compreensão, certamente o avaliador tende a ficar um pouco desmotivado, afinal, terá que decifrar as ideias ao longo do texto. Parágrafos extremamente discrepantes em termos de tamanho também passam uma impressão de desordem e pouco cuidado com a estruturação. Capriche na letra, organize-se no rascunho e saiba dividir o número de linhas para o número de parágrafos.
  • No primeiro parágrafo, o corretor espera ser cativado. Assim como o começo de um livro pode ser decisivo para fazer com que você queira, de fato, lê-lo até o fim, uma INTRODUÇÃO BEM ELABORADA faz com que o seu avaliador crie boas expectativas a respeito de suas ideias. Faça alusões históricas, cite um pensador relevante, chame a atenção do seu leitor! 😉
  • O olhar do corretor já está treinado para identificar TESE NA INTRODUÇÃO, afinal, não apresentá-la compromete, e muito, a nota do aluno, por não atender a uma característica fundamental do gênero. Seja claro ao denotar sua opinião a respeito do assunto em pauta, já direcionando sobre quais aspectos irá desenvolver a argumentação.
  • Ao terminar a leitura do primeiro parágrafo, o corretor irá avaliar de que forma você introduz o desenvolvimento, esperando que faça o USO DE CONECTIVOS E EXPRESSÕES COESIVAS, que denotam a capacidade de estabelecer conexão entre um parágrafo e outro.
  • O argumento deve ser devidamente introduzido nos parágrafos de desenvolvimento por meio de um TÓPICO FRASAL. Ele indica a ideia central a ser discutida e direciona o corretor a analisar se o aluno irá focar na resposta àquele argumento de forma completa.
  • A sequenciação de ideias, para COMPROVAR O ARGUMENTO escolhido, será cobrada pelo corretor. Preze pela estruturação do pensamento de forma a convencer o leitor de que seu ponto de vista é válido.
  • EXEMPLOS, além de contextualizar o leitor sobre o assunto, denotam o seu conhecimento sobre a situação. O corretor se vê situado sobre como aquilo que está sendo discutido acontece, e essa estratégia é valorizada.
  • APRESENTAR CONSEQUÊNCIAS do problema mostra para o corretor que você compreende a dimensão e gravidade do que afirma ser um problema, e ele irá avaliar sua capacidade de apresentar essa relação.
  • Assim como o texto no geral, os parágrafos devem ter um início, meio e fim. Portanto, não se esqueça de FINALIZAR OS PARÁGRAFOS, como forma de indicar o propósito de ter apresentado aquela ideia.
  • Caso a tese seja do tipo roteiro, o corretor irá avaliar se o texto SEGUE UMA ORDEM DE PENSAMENTO. Argumentos mais fracos devem vir primeiro, os mais fortes depois.
  • A VARIEDADE DE CONECTIVOS também será cobrada. O avaliador quer perceber o conhecimento de variados operadores argumentativos, repertório vocabular diversificado. Estude e grave mais de um conectivos de cada sentido.
  • AVISAR QUE ESTÁ TERMINANDO O TEXTO por meio do já citado, no tópico acima, conectivo é essencial. Uma das observações mais importantes por parte do corretor é se o texto é coeso, possui relações entre as partes bem estabelecidas.
  • As PROPOSTAS DE INTERVENÇÃO COMPLETAS garantirão ao candidato a nota máxima na competência específica que a avalia. Para isso, o corretor deverá ler no parágrafo final QUEM resolverá os problemas que você apresentou, DE QUE FORMA e qual a FINALIDADE depois da efetivação da sua ideia.
  • O corretor irá refletir ao final da correção de seu texto se você denotou AUTORIA, FUGINDO DO SENSO COMUM. A reflexão crítica do assunto traz credibilidade ao que foi dito. Pense nisso, invista no estudos dos diversos assuntos sociais para ser capaz de extrapolar os textos motivadores e diferenciar sua argumentação das demais.
  • Tenha AUTORREVISÃO para não deixar passar erros de ortografia, acentuação e pontuação e perder pontos de bobeira na competência que avalia a norma culta. Nesse processo, será possível observar, também, se seu texto possui linearidade de pensamento, coerência.

(VIA IMAGINIE)

A democratização do acesso à cultura em questão no Brasil

Sabe-se que a Constituição é a lei fundamental e suprema de uma nação, ditando a sua forma de organização e seus princípios basilares. Os Direitos Culturais, além de serem direito s humanos previstos expressamente na Declaração Universal de Direitos Humanos (1948), no Brasil encontram-se devidamente normatizados na Constituição Federal de 1988 devido à sua relevância como fator de singularizarão da pessoa humana. Como afirma Bernardo Novais da Mata Machado, “os direitos culturais são parte integrante dos direitos humanos, cuja história remonta à Revolução Francesa e à sua Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (1789), que sustentou serem os indivíduos portadores de direitos inerentes à pessoa humana, tais como direito à vida e à liberdade.” Fato é que a cultura reflete o modo de vida de uma sociedade, além de interferir em seu modo de pensar e agir, sendo fator de fortalecimento da identidade de um povo e indubitavelmente de desenvolvimento humano. Conforme afirma José Márcio Barros, a “cultura refere-se tanto ao modo de vida total de um povo – isso inclui tudo aquilo que é socialmente aprendido e transmitido, quanto ao processo de cultivo e desenvolvimento mental,  subjetivo e espiritual, através de práticas e subjetividades específicas, comumente chamadas de manifestações artísticas” Nesse sentido, com o intuito de garantir o direito à cultura, assim diz a Constituição: Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais. § 1.o O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional. § 2.o A lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação para os diferentes segmentos étnicos nacionais.

Disponível em: http://observatoriodadiversidade.org.br/site/ o-direito-de-acesso-a-cultura-e-a- constituicao-federal

TEXTO 2:

Desigualdades no acesso à produção cultural: Entretenimento: a minoria dos brasileiros frequenta cinema uma vez no ano. Quase todos os brasileiros nunca frequentaram museus ou jamais frequentaram alguma exposição de arte. Mais de 70% dos brasileiros nunca assistiram a um espetáculo de dança, embora muitos saiam para dançar. Grande parte dos municípios não possui salas de cinema, teatro, museus e espaços culturais multiuso. Livros e Bibliotecas: o brasileiro praticamente não tem o hábito de leitura. A maioria dos livros estão concentrados nas mãos de muito poucos. O preço médio do livro de leitura é muito elevado quando se compara com a renda do brasileiro nas classes C/D/E. Muitos municípios brasileiros não têm biblioteca, a maioria destes se localiza no Nordeste, e apenas dois no Sudeste. Acesso à Internet: uma grande porcentagem de brasileiros não possui computador em casa, destes, a maioria não tem qualquer acesso à internet (nem no trabalho, nem na escola).

Profissionais da Cultura: a metade da população ocupada na área de cultura não têm carteira assinada ou trabalha por conta própria.

(Fonte: Ministério da Cultura – IBGE – IPEA). Disponível em: http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/culture/culture-anddevelopment/access-to-culture/

TEXTO 3:

O Ministério da Cultura mostrou-se necessário ao Brasil. Hoje temos estudos e projetos brasileiros como referência em organizações internacionais que tratam dos problemas dos direitos autorais em ambiente digital. Somos (ou tínhamos sido) pioneiros na luta em defesa dos criadores, que se viram sem saber o quê, como, quanto e quando receberão pela divulgação de sua obra em plataformas de streaming. A Diretoria de Direitos Intelectuais (DDI) do MinC vinha se tornando um “think tank” especializado nesses assuntos. Sem falar na situação do audiovisual, que se tornou uma atividade superavitária; nos Pontos de Cultura, que buscam acompanhar e proteger centros de criação artística em todo o território nacional; na atenção ao patrimônio histórico. Sem altas verbas (muito ao contrário), o MinC tem mostrado que o país passou a dar à produção cultural o valor que ela merece.

http://oglobo.globo.com/cultura/artigo-sem-festa-por-caetano-veloso-19308827

Os desafios no uso das novas tecnologias em salas de aula

Texto 1

A professora de Matemática Elisângela Stocco, que trabalha em duas escolas públicas, é conhecida pelos alunos pela frase: “guardem o celular”. “Não sou totalmente contra o uso do celular em sala de aula. Mas acredito que tudo passa por evolução e maturidade. Os nossos jovens e crianças não têm discernimento suficiente para usar esse instrumento como um recurso para auxiliar seu aprendizado e construir seu conhecimento. Ainda é usado basicamente como entretenimento. O maior desafio do professor é manter o interesse, concentração e atenção. Então o uso do celular vem contra o seus objetivos”, defende. Elisângela considera que os professores buscam uma adaptação, tentando encontrar uma maneira de introduzir essas ferramentas tecnológicas no ensino. No entanto, acredita que é uma tarefa complicada por exigir controle rígido sobre o que os alunos acessam. “Mesmo quando a aula envolve o uso da internet, existe a necessidade de fiscalização e isso gera desconforto, frustração para o professor, pois todo seu planejamento buscando atingir os educandos cai em vigilância constante e a atividade, que deveria ser agradável e rica em aprendizado, acaba abatendo o seu ânimo e o entusiasmo”, identifica.

Enquanto a maioria das escolas veta a utilização com a justificativa de que os dispositivos podem dispersar a atenção e prejudicar o aprendizado, outras optaram por torná-los um recurso pedagógico. Numa escola da rede particular, foi criado, em 2014, um projeto chamado Escola 2.0. Esse projeto, além de melhorar a rede de computadores e internet, introduziu tablets nas aulas. Os tablets são usados em dupla por todos os alunos para a profundar o conteúdo. Essa dinamização é acusada por ampliar os saberes em todas as áreas do conhecimento.

Adaptado de http://diariodamanha.com/noticias/ver/21564/ Celular+em+sala+de+aula%3A+proibir+ou+permitir

Texto 2:

Um projeto para estimular estudantes da rede pública a usar tecnologia em sala de aula foi lançado hoje (12) na Escola Municipal Malba Tahan, em Irajá, zona norte do Rio de Janeiro. O projeto Recode em Escolas foi criado pela organização não governamental (ONG) Comitê pela Democratização da Informática (CDI) em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e trabalha com os professores da rede pública, procurando sensibilizá-los para o uso das tecnologias e para que passem a enxergar objetos, como o celular e o tablet, como ferramentas para auxiliá-los em sala de aula para melhorar o desempenho dos alunos. A gerente do Recode em Escolas, Carla Branco, disse que o objetivo é que aparelhos como celular e o tablet sejam inseridos na prática da sala de aula. Para ela, o projeto torna o processo de ensinar e aprender mais interativo. Carla diz que, com o projeto, a secretaria e o CDI dão aos jovens a oportunidade de eles poderem se inscrever em disciplinas eletivas, oferecidas no contraturno.

Na Escola Municipal Malba Tahan, foram capacitados 11 professores, que levam para os alunos, na sala de aula, conteúdos com games (jogos) e competições em disciplinas eletivas. O projeto aproveita o modelo vigente nessa escola, que é o Ginásio Carioca, que tem um período mais estendido de aulas. “É um modelo diferente, com uma carga de aulas maior e melhor para formação dos meninos”, disse Carla. No período fora do horário regular, entram as disciplinas eletivas.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2016-07/ projeto-estimula-estudantes-usar-tecnologias-em-sala-de-aula

Mobilidade urbana no século XXI: o ir e vir em questão na sociedade brasileira

Os movimentos e protestos populares a que o Brasil assistiu nos meses de junho e julho de 2013 trouxeram à tona a questão da mobilidade urbana e da acessibilidade, que está implicada (e diretamente) na formação e construção da identidade do indivíduo. Chaves na sociabilização dos habitantes de uma cidade, elas propiciam o acesso a seus recursos mais importantes: o capital social, cultural e econômico. Assim, o direito à cidade é um dos direitos maiores das sociedades modernas. Uma das condições decisivas para que a acessibilidade aos bens urbanos se efetive é a mobilidade urbana, algo que vai além de transportes e da mera funcionalidade da cidade. A mobilidade urbana não deve ser pensada apenas pelo viés técnico, como área de domínio dos engenheiros especializados, pois não se trata apenas de ofertar meios de transporte para uma demanda de circulação, instalando equipamentos e tecnologias. É a cidade que precisa ser pensada em conexão com a questão da mobilidade e, de fato, isso não ocorre no Brasil.

Uma questão-chave que precisa ser compreendida: a cidade condiciona as formas de mobilidade, como as condições de mobilidade influem sobre a cidade. Conectar as dimensões nos leva a perguntar: que mobilidade para qual tipo de cidade? A forma da cidade, morfologia urbana, não pode ser abstraída quando se pensa a mobilidade urbana. Mas, por incrível que pareça, tudo o que acompanhamos sobre as questões relativas à mobilidade urbana das cidades brasileiras ignora essa relação.

Disponível em: http://www.cartanaescola.com.br/single/show/157.

Texto 2:

O trânsito se tornou uma das maiores dores de cabeça para a população. O acúmulo de veículos nas ruas causa prejuízos, estresse, acidentes e poluição, e tende a piorar nos próximos anos, caso não sejam adotadas políticas mais eficientes. O problema agravou-se nas últimas décadas graças à concentração de pessoas nas cidades, à falta de planejamento urbano, aos incentivos à indústria automotora e ao maior poder de consumo das famílias. Isso tudo provocou o que os especialistas chamam de crise de mobilidade urbana, que acontece quando o Estado não consegue oferecer condições para que as pessoas se desloquem nas cidades. Segundo o relatório “Estado das Cidades da América Latina e Caribe”, 80% da população latino-americana vive em centros urbanos e 14% (cerca de 65 milhões) habita metrópoles como São Paulo e Cidade do México. Ocorre que esse aumento contínuo da população urbana não foi acompanhado de políticas de urbanização e infraestrutura que resolvessem questões como moradia e transporte. A má qualidade do transporte público e o incentivo ao consumo faz a população optar pelo transporte individual. De acordo com o Observatório das Metrópoles, a frota de veículos nas metrópoles brasileiras dobrou nos últimos dez anos, com um crescimento médio de 77%. Os dados revelam que o número de automóveis e motocicletas nas 12 principais capitais do país aumentou de 11,5 milhões para 20,5 milhões, entre 2001 e 2011. Esses números correspondem a 44% da frota nacional. Trecho disponível em http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/ atualidades/ mobilidade-urbana-como-solucionar-o-problema-do-transito-nas-metropoles.htm

Texto 3

O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil

Clique aqui para ler artigo com exemplos para ajudar na argumentação

Texto 1

Projetos sociais que têm o esporte como ferramenta de inclusão social são um importante aliado na formação de crianças e adolescentes. Nas diferentes modalidades o trabalho resgata valores que são fundamentais para o desenvolvimento e a aprendizagem dos jovens, seja no futebol, no basquete, ou no vôlei. Tanto que, no Brasil, é grande o número de instituições do terceiro setor que se dedica a atividades na área; e até esportes pouco populares por aqui, como badminton e hockey de grama, por exemplo, estão presentes em iniciativas nos diferentes estados do país.

Disponível em: http://redeglobo.globo.com/acao/noticia/2013/10/por-meio-doesporte-ongs-de-todo-o-pais-promovem-inclusao-social.html. Adaptado.

Texto 2

O novo ministro do Esporte, George Hilton, disse hoje (2) que o esporte no país deixou de ser apenas uma vitrine para o talento brasileiro e se transformou em um meio de inclusão social que deve estar ao alcance de todos. Durante a cerimônia de transmissão de cargo, Hilton avaliou que, nos últimos anos, o Brasil se tornou mais do que o país do esporte. No entanto, segundo ele, o esporte nunca deixou de ser parte importante do país e dos brasileiros. “Vou dar atenção especial ao esporte social, ao esporte de inclusão, ao esporte educacional e ao esporte comunitário. Quero intensificar a parceria com o Ministério da Educação para consolidar o programa Atleta na Escola”, prometeu. “Este é o caminho para o desenvolvimento sustentável do esporte brasileiro”. O novo ministro lembrou que o nascer da pasta, há 12 anos, não foi fácil e que o esporte é considerado por ele um setor historicamente relegado dentro do poder público. Uma das prioridades, segundo Hilton, será ampliar o debate no Congresso Nacional para a renovação da Lei de Incentivo ao Esporte, cujo prazo de validade se expira este ano.

“Atendi ao chamado da presidenta sabendo que é um grande desafio dar continuidade ao trabalho que vem sendo feito”, disse. “Mas temos hoje altivo e consolidado um ministério exclusivo para representar os anseio da comunidade esportiva e conduzir políticas públicas no mundo do esporte”, concluiu.

Disponível em: https://www.brasil247.com/pt/247/esporte/165367/George-Hilton-querreforçar-esporte-como-inclusão-social.htm

As manifestações de violência dentro dos estádios de futebol

Texto 1

O lateral baiano Daniel Alves, do Barcelona, participou de duas jogadas que garantiram a vitória do time contra o Villarreal neste domingo, pelo Campeonato Espanhol. Porém, o bom desempenho foi acompanhado de ofensas por parte da torcida adversária, que jogou bananas em direção ao jogador. Alves, em vez de mostrar descontentamento, respondeu ao insulto de maneira inusitada: ao se preparar para cobrar um escanteio, o jogador se abaixou, pegou uma das bananas e comeu. Em seguida, fez a cobrança e continuou jogando como se nada tivesse acontecido. Neste domingo, o Barcelona ganhou de 3 a 2 sobre o Villarreal. Após o jogo, Daniel Alves comentou a recorrente provocação racista: “Estou na Espanha há 11 anos e há 11 anos é dessa maneira. Temos de rir dessa gente atrasada”. No fim de março, torcedores do clube catalão Espanyol emitiram sons imitando macacos e jogaram uma casca de banana no campo, como forma de desestabilizar os jogadores brasileiros Neymar e Daniel Alves. A investida desleal também não surtiu efeito: a partida foi vencida pelo Barça no estádio do time adversário.”

Disponível em: http://veja.abril.com.br/noticia/esporte/alvo-de-racismo-na-espanhadaniel-alves-come-banana-jogada-por- torcedor/

Texto 2:

A exemplo do tráfico de drogas e dos assassinatos, a rivalidade entre torcidas organizadas tem provocado um resultado nefasto em todo o Brasil. A intolerância entre os membros dessas facções, aliada a outros delitos como tráfico de drogas e roubos, têm resultado em uma onda de violência nos últimos anos que parece não ter fim. Levantamento feito pelo Diário do Nordeste, na semana passada, mostra que, em cinco anos, cerca de 20 pessoas, a maioria jovens e adolescentes, foram mortos em Fortaleza em decorrência deste motivo. “Na verdade, não são torcedores, são marginais infiltrados dentro dessas torcidas organizadas, onde, já ficou constatado, há muitas pessoas envolvidas em tráfico de drogas, assaltos, roubo de carros e outros delitos”, explica o delegado Jairo Façanha Pequeno, diretor do Departamento de Polícia Especializada (DPE). Segundo ele, o caso ocorrido no domingo, dia 14, ainda está sob investigação, e, pelo menos, duas pessoas apontadas como suspeitas do caso já foram detidas, uma delas, minutos depois do crime que teve como vítimas Glauber de Sousa Damasceno, 30; e Felipe Mesquita de Matos. “Eles (as vítimas) foram mortos com tiros na cabeça, é possível que os motivos desses crimes sejam outros já que há características de uma execução sumária, pois foram tiros na cabeça”. Conforme o levantamento feito pela Reportagem, os assassinatos entre torcedores rivais vêm se arrastando ao longo dos anos. Em 13 de agosto de 2008, o adolescente Jéfferson Cabral da Silva, 17 anos, foi morto dentro de um ônibus que, transportava de volta para o Rio Grande do Norte torcedores do América de Natal, cujo time tinha havia jogado, em Fortaleza, contra o Ceará Sporting. O crime ocorreu quando o coletivo, que trafegava pela CE-040, em Aquiraz, foi interceptado por um carro onde estavam os atiradores. Somente em 2008, foram seis pessoas mortas na Grande Fortaleza em decorrência da rivalidade de torcidas. Em 2012, mais 12 mortos, conforme registros da Polícia e da Imprensa.

Disponível em: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/policia/ intolerancia-e-rivalidade-entre-as-torcidas-deixam-rastro-de-violencia-1.276403

Os limites da liberdade de expressão no mundo contemporâneo

Texto 1

Recentemente um amigo postou uma piada em seu mural do Facebook. Fiz um comentário no post dele, remetendo a uma situação da época em que trabalhamos juntos. Imediatamente um rapaz postou um comentário extremamente ríspido em resposta à minha brincadeira, sendo que ele sequer tinha como entender o significado da mesma, por desconhecer a situação que a gerou. Respondi em tom ameno, o que foi rebatido com novo comentário que, dessa vez, foi ainda mais grosseiro. Respirei fundo e respondi que o espaço em específico do post era para brincadeiras e não para alfinetadas. Além disso, eu não o conhecia e, em se tratando disso, gostaria que as formalidades e respeito fossem mantidos. Nova resposta do sujeito, que dessa vez conseguiu se superar na falta completa de noção de fair play, limite, cordialidade e respeito a uma desconhecida (eu, no caso) e também ao seu próprio amigo (o amigo em comum). Minha opção foi apagar meus comentários e enviar mensagem privada ao amigo que o sujeito e eu temos em comum, citando que considerei deselegante a atitude do rapaz e que em respeito a ele (meu amigo) eu não iria seguir a discussão, afinal, não se tratava do meu mural, do meu espaço. O amigo em questão respondeu que considerou minha atitude correta, e então falamos um pouco sobre essa onda de liberdade não dada que está assolando as redes.

Então, pergunto: que liberdade é essa que as pessoas tomaram ao atravessar conversas entre A e B, falar tudo o que pensam muitas vezes sem entender o que está sendo dito por outras pessoas, xingar, ser mal-educadas, agressivas, intolerantes? As redes sociais não deixam de ser extensões de nossos espaços reais, e eu me sinto invadida e incomodada com alguns comentários e atitudes que certas pessoas tomam, ainda mais pessoas que não conheço. Por certas vezes, qualquer um de nós pode ultrapassar algum limite sem perceber e, ok, fatos isolados podem ser perdoados. Mas a constância desse tipo de comportamento não é legal e pode indicar até mesmo algum tipo de transtorno psíquico. Liberdade com os outros, assim como a própria, se conquista. Se não dei, não tome. Se sinalizei o limite, não insista. Espaço e respeito, virtual ou não, todo mundo quer o seu e precisa saber conviver com o dos outros. É a velha máxima do “seu espaço termina onde inicia o meu”, lembram?

Disponível em: http://sweetestpersonblog.com/2012/04/12/limite-e-respeito-nas-redes-sociais/. Acesso em 21 jan 2015 (adaptado).

Texto 2:

O silêncio desapareceu na esquina da irracionalidade com a intolerância, no cruzamento do cinismo com a cara de pau. Deu lugar à hiperinflação das opiniões raivosas, dos julgamentos sumários, das explicações esdrúxulas. Aquela, acredite, é pior que a escalada frenética dos preços, velha conhecida dos brasileiros, sepultada há duas décadas. A cobiçada visibilidade nas redes sociais ou a mera incapacidade de emudecer detonaram o movimento. E a barulheira se espalhou. O habitual já não é a contrição, mas o falatório. Ao fim da semana de tristezas enfileiradas, #ficaadica: é preciso o silêncio. Diante do inexplicável, que venham o olhar solidário, o calar respeitoso. Não é caso de um minuto, mas de horas, quem sabe, dias de silêncio. A vontade de opinar instantaneamente exterminou a discussão cordial, o debate embasado. E momentos dramáticos tornam-se campeonatos de grosseria, ralis de vergonha alheia. No raiar de 2015, exemplos se sucedem. Quartafeira passada, em Paris, homens armados de AK-47 adentraram a redação do semanário “Charlie Hebdo”, fuzilaram uma dúzia de pessoas, entre jornalistas e policiais; feriram outras 11. Uma França aturdida fez um minuto de silêncio no dia seguinte. A Internet não se calou um segundo. Montado o ringue, a rede mundial pôs de um lado os radicais da liberdade; de outro, o esquadrão da relatividade. Foi um Fla-Flu de ofensas. A obsessão pelo confronto aniquilou o diálogo, fez desaparecer a busca pelo consenso. Caiu em desuso o ditado que ensina: “Melhor ouvir tal coisa do que ser surdo”. Nos dias de hoje, só interessa falar. Na Babel das redes sociais, a gentileza foi soterrada. Bastou um escrever #JeSuisCharlie (#EuSouCharlie), slogan da corrente de luto pelos chargistas mortos, para outro devolver com um #Nãosouetenhoraivadequemé. No lugar de argumentações civilizadas, imperou o mesmo festival de agressões que, nas eleições de 2014, semeou o ódio e destruiu amizades.

Sim, é legítimo defender com paixão a liberdade de expressão, bem como se indignar com uma charge, uma frase, uma criação artística considerada de mau gosto ou ofensiva. Não é incomum o humor resvalar para interpretações racistas, homofóbicas, machistas ou de intolerância religiosa. Cabe de um tudo no pote de mágoas. Há uma gama de reações ao alcance de quem se sentir desrespeitado. O leque inclui de campanhas de protesto a boicote comercial, de pressão sobre patrocinadores a medidas judiciais. Tampouco sobram razões para defender a livre expressão do pensamento. Mas nada justifica, em nenhum dos lados do debate, as ofensas pessoais, a brutalidade difamatória, a violência física ou, como na tragédia francesa, os homicídios em série. (…) Quando não há nada de bom a ser dito, o silêncio é sagrado.

Disponível em: http://oglobo.globo.com/sociedade/sagrado-silencio-15019891. Acesso em 21 jan 2015 (adaptado).

Texto 3:

O sistema prisional brasileiro e seus efeitos no século XXI

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Texto 1

Em 1989, a gravação de um vídeo sobre aids me levou à Casa de Detenção de São Paulo, o antigo Carandiru. Ao entrar no presídio, fui tomado por uma excitação infantil tão perturbadora que voltei duas semanas mais tarde para falar com o diretor. Nessa conversa acertamos que eu iniciaria um trabalho voluntário de atendimento médico e palestras educativas, tarefa que me permitiu penetrar fundo na vida do maior presídio da América Latina, experiência descrita no livro Estação Carandiru, adaptado para o cinema por Hector Babenco. Fui médico voluntário na Detenção durante treze anos, até a implosão no final de 2002. No começo, encontrei muita dificuldade no relacionamento com os funcionários; não porque me tratassem mal, pelo contrário, eram gentis e atenciosos, mas desconfiados. (…) A desconfiança tinha razões: alienígenas criam problemas nas cadeias, microambientes sociais regidos por um código de leis de tradição oral, complexo a ponto de prever todos os acontecimentos imagináveis sem necessidade de haver uma linha sequer por escrito. O novato é antes de tudo um ingênuo nesse universo em que a interpretação acurada dos fatos exige o olhar cauteloso de homens calejados. Com o passar dos anos, fiz amigos entre eles, alguns dos quais se tornaram íntimos. Duas razões contribuíram para que me aceitassem como personagem do meio, ou “do Sistema”, como costumam referir-se aos funcionários do Sistema Penitenciário. A primeira foi o exercício da medicina. Homens como eles ganham mal e dependem da assistência dos hospitais públicos. Perdi a conta de quantas consultas, de quantos conselhos sobre a saúde de familiares me foram pedidos e do número de internações e tratamentos que tentei conseguir — muitas vezes em vão. A segunda foi por iniciativas menos nobres. A natureza do trabalho dos guardas de presídio pouco os diferencia da condição do prisioneiro, exceto o fato de que saem em liberdade no A segunda foi por iniciativas menos nobres. A natureza do trabalho dos guardas de presídio pouco os diferencia da condição do prisioneiro, exceto o fato de que saem em liberdade no fim do dia, ocasião em que o bar é lenitivo irresistível para as agruras do expediente diário. (…) Demolida a Detenção, a convite do funcionário Guilherme Rodrigues passei a atender na Penitenciária do Estado, prédio construído pelo arquiteto Ramos de Azevedo nos anos 1920, hoje tombado pelo Patrimônio Histórico. Escolhi a Penitenciária por ser acessível de metrô, por ter mais de 3 mil presos e por ser dirigida pelo dr. Maurício Guarnieri, com quem eu tinha trabalhado na Detenção. Situada na parte de trás do Complexo do Carandiru, na avenida Ataliba Leonel, a Penitenciária do Estado um dia foi orgulho dos paulistas. Nas décadas de 1920 a 1940 não havia visitante ilustre na cidade que não fosse levado para conhecer as dependências do presídio considerado modelo internacional, não só pelas linhas arquitetônicas, mas pela filosofia de “regeneração” dos sentenciados baseada no binômio silêncio e trabalho. O prédio tem três pavilhões de quatro andares unidos por uma galeria central que os divide em duas alas Red. de celas: as pares e as ímpares, cada uma das quais termina numa oficina de trabalho; no fundo, um cinema grande, um campo de futebol e áreas para o cultivo de hortaliças. Quando cheguei, o clima era de franca decadência: paredes infiltradas de umidade, ação elétrica exteriorizada repleta de gambiarras, grades enferrujadas, o velho cinema em ruínas, nem resquício das hortas, e o campo de futebol desativado para evitar resgates aéreos.

Projetadas para ocupação individual, as celas abrigavam dois homens cada uma, situação ainda assim incomparavelmente mais confortável que a dos xadrezes coletivos do Carandiru e dos Centros de Detenção Provisória. Os funcionários mais antigos lamentavam a deterioração. Como disse Guilherme Rodrigues, ex-diretor-geral da Penitenciária, no início dos anos 2000: — No passado, isso aqui era um brinco, tudo limpinho, organizado. Dava gosto trabalhar. Nós entrávamos para o trabalho diário em formação militar, o de trás marchava com a mão no ombro do companheiro da frente, como se estivéssemos no exército. Trecho de “Carcereiros”, de Drauzio Varella. Companhia das Letras: 2012.

Texto 2

A desestruturação do sistema prisional traz à baila o descrédito da prevenção e da reabilitação do condenado. Nesse sentido, a sociedade brasileira encontrase em momento de extrema perplexidade em face do paradoxo que é o atual sistema carcerário brasileiro, pois de um lado temos o acentuado avanço da violência, o clamor pelo recrudescimento de pena e, do outro lado, a superpopulação prisional e as nefastas mazelas carcerárias. Vários fatores culminaram para que chegássemos a um precário sistema prisional. Entretanto, o abandono, a falta de investimento e o descaso do poder público ao longo dos anos vieram por agravar ainda mais o caos chamado sistema prisional brasileiro. Sendo assim, a prisão que outrora surgiu como um instrumento substitutivo da pena de morte, das torturas públicas e cruéis, atualmente não consegue efetivar o fim correcional da pena, passando a ser apenas uma escola de aperfeiçoamento do crime, além de ter como característica um ambiente degradante e pernicioso, acometido dos mais degenerados vícios, sendo impossível a ressocialização de qualquer ser humano. Trecho disponível em: http://revistavisaojuridica.uol.com.br/advogados-leisjurisprudencia/59/artigo213019-5.asp

Texto 3:

Pessoas feridas, celas superlotadas e uma alimentação precária. Essas são as principais lembranças que o padre Valdir João Silveira, coordenador nacional da Pastoral Carcerária, tem das três visitas que fez ao Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Amazonas, 56 pessoas morreram em um conflito entre membros de duas facções criminosas nesse presídio durante um motim que durou cerca de 17 horas. Uma inspeção feita pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em outubro de 2016 classificou a unidade como “péssima”. “Aquilo é uma fábrica de tortura, que produz violência e cria monstros. É um ambiente de tensão e barbárie constante”, afirmou o padre Valdir Silveira em entrevista à BBC Brasil. De acordo com ele, durante as três visitas que fez ao local em 2015 encontrou pessoas com ferimentos e doentes. Mas, segundo o padre, os internos não fizeram nenhuma denúncia por medo de represálias e, desde então, só recebeu relatos de que a situação se agravou ainda mais na unidade. Silveira afirma, porém, que encontrou situação semelhante em diversos presídios do país. “Você vê isso em todos os Estados. É uma bomba-relógio que pode explodir a qualquer momento no país inteiro. No presídio do Humaitá, também no Amazonas, a situação é ainda mais precária”, relata ele. Trecho disponível em: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-38492771

A precarização do patrimônio histórico brasileiro e suas implicações

Só 2 de 13 planos de governo para a Presidência citam preservação de museus A maioria dos planos de governo dos 13 candidatos à Presidência não cita a preservação de museus e patrimônio cultural brasileiro, tema que ganhou destaque devido ao trágico incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, neste domingo. Este, porém, não foi o primeiro alerta sobre as dificuldades estruturais de museus e acervos públicos. O Museu do Ipiranga, um dos mais importantes de São Paulo, está fechado desde 2013, devido a problemas em sua estrutura. Em 2013, um incêndio consumiu parte do Museu de Ciências Naturais da PUC de Minas Gerais. Em 2015, as chamas destruíram o do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. Apenas dois planos de governo falam de preservação de museus: o de Marina Silva (Rede) e o de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – cuja candidatura foi rejeitada em julgamento do Tribunal Superior Eleitoral realizado na última sexta-feira. “A política cultural deve (…) garantir a proteção do patrimônio histórico, para as presentes e futuras gerações”, diz o plano de governo de Marina. “Nos comprometemos a oferecer condições de funcionamento a museus, arquivos e bibliotecas; valorizar os registros escritos, sonoros e visuais de tradições orais e da produção contemporânea.”

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-45400684

Texto 2

A tragédia do incêndio no Museu Nacional não é inédita na história do Brasil. Outros incêndios em instituições científicas já haviam causado dano ao avanço do conhecimento no país. Relembre: Museu da Língua Portuguesa: Em 21 de dezembro de 2015, atingiu principalmente a torre do museu, instalado no prédio da Estação da Luz. Deixou uma vítima e, além de destruir parcialmente o imóvel, consumiu todo seu acervo, em sua maioria, digital. Memorial da América Latina: Destruiu em 29 de novembro de 2013 os interiores do auditório Simón Bolívar, parte integrante do complexo do Memorial da América Latina, deixando 11 bombeiros feridos. Além do prédio, a principal obra atingida foi uma tapeçaria da artista Tomie Ohtake que recobria inteiramente uma de suas paredes. Instituto Butantã: Em 15 de maio de 2010, destruiu um dos maiores acervos vivos de cobras tropicais do mundo, estimado em 80 mil exemplares, além de milhares de aranhas e escorpiões. Museu de Arte Moderna do Rio: Em 8 de julho de 1978, destruiu quase todo o acervo, incluindo obras de Picasso e Dali, além de todos os volumes da biblioteca de artes visuais. O prejuízo foi avaliado recentemente em R$ 60 milhões.

TEXTO 3 

O abandono de prédios tombados pela União, estado e municípios, ou de valor histórico, embora não reconhecido pelos órgãos de proteção, é um dos pontos nevrálgicos do patrimônio cultural. Essa triste realidade lidera a lista de investigações do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que concluiu levantamento sobre indicadores da situação extrajudicial em 255 comarcas mineiras. Destacando que 86% das promotorias de Justiça no estado (dados de 2014) atuam na defesa do patrimônio cultural, o titular da Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC/MPMG), Marcos Paulo de Souza Miranda, estima em 25% o percentual de procedimentos relacionados exclusivamente à degradação de igrejas, capelas, casarões, prédios públicos e outros monumentos.
fonte: https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/03/16/interna_gerais,627904/abandono-e-o-maior-problema.shtml

A relevância de uma infância saudável na formação do cidadão brasileiro

Investir no cuidado e na educação da criança, garantindo seu pleno desenvolvimento na primeira infância, é base de todas as demais competências para uma vida digna como um futuro cidadão, consciente de seus direitos e deveres e a melhor e mais eficaz forma de fomentar a saúde social. Segundo James J. Heckman, da Universidade de Chicago, Prêmio Nobel de Economia no ano de 2000, investir na primeira infância é o caminho mais lógico para reduzir déficits e fortalecer a economia, além de ser uma efetiva estratégia para reduzir custos sociais e promover o crescimento econômico. De acordo com Heckman “um momento crítico para moldar a produtividade é desde o nascimento até os 5 anos de idade, quando o cérebro rapidamente constrói a fundação do caráter cognitivo e habilidades necessárias para o sucesso na escola, saúde, carreira e vida. A educação infantil estimula habilidades cognitivas, juntamente com atenção, motivação, autocontrole e sociabilidade, isto é, o caráter do indivíduo que transforma o conhecimento em know-how e as pessoas em cidadãos produtivos”. Fonte: https://zeroaseis.org.br/o-instituto/primeira-infancia/

Texto 2

LEI Nº 13.431, DE 4 DE ABRIL DE 2017. Art. 1o  Esta Lei normatiza e organiza o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência, cria mecanismos para prevenir e coibir a violência, nos termos do art. 227 da Constituição Federal, da Convenção sobre os Direitos da Criança e seus protocolos adicionais, da Resolução no 20/2005 do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas e de outros diplomas internacionais, e estabelece medidas de assistência e proteção à criança e ao adolescente em situação de violência.  Art. 2o  A criança e o adolescente gozam dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhes asseguradas a proteção integral e as oportunidades e facilidades para viver sem violência e preservar sua saúde física e mental e seu desenvolvimento moral, intelectual e social, e gozam de direitos específicos à sua condição de vítima ou testemunha. Parágrafo único.  A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios desenvolverão políticas integradas e coordenadas que visem a garantir os direitos humanos da criança e do adolescente no âmbito das relações domésticas, familiares e sociais, para resguardá-los de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, abuso, crueldade e opressão.  Art. 3o  Na aplicação e interpretação desta Lei, serão considerados os fins sociais a que ela se destina e, especialmente, as condições peculiares da criança e do adolescente como pessoas em desenvolvimento, às quais o Estado, a família e a sociedade devem assegurar a fruição dos direitos fundamentais com absoluta prioridade.