DESAFIOS PARA O TRATAMENTO DE DEPENDENTES QUÍMICOS NO BRASIL

TEXTO I

O governo federal lançou nesta quarta-feira (25) edital no valor total de R$ 87,3 milhões para a contratação de entidades privadas que acolhem pessoas que sofrem com a dependência de álcool e outras drogas, as chamadas comunidades terapêuticas. O objetivo é contratar 7 mil vagas capazes de atender a cerca de 20 mil pessoas por ano, em todas as regiões do país. O programa é uma iniciativa interministerial que envolve o Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Política sobre Drogas (Senad); o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS); o Ministério da Saúde; e o Ministério do Trabalho. Um comitê gestor, formando por quatro representantes de cada pasta, acompanhará a execução da política pública.

Disponível em: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/brasil/2018/04/26/interna_brasil,749976/vagas-para-tratamento-de-dependentesquimicos-devem-aumentar-apos-edit.shtml Acesso em 17 maio 2018.

TEXTO II

O Brasil está enfrentando atualmente um crescimento no abuso de drogas que precisa ser lidado. Todavia, os países emergentes não podem se dar ao luxo de gastar os seus recursos na implementação de uma política de proibição eficiente dado que nem mesmo os países desenvolvidos, apesar de todos os seus recursos, têm sido capazes de fazê-lo.

A implementação do controle através da legalização, por outro lado, é muito mais simples e a autofinanciável. O suposto aumento nos gastos com a saúde pública poderia ser facilmente coberto pela verba economizada com o fim do combate ao tráfico ostensivo (o orçamento para segurança pública no estado do Rio de Janeiro será de R$ 11,6 bilhões em 2016, mais de 14% do total, valor que é superado apenas pela saúde e educação) e com a diminuição do ineficiente e custoso sistema presidiário (um preso custa em média R$ 2.500 por mês, enquanto que um estudante universitário das instituições públicas custa menos de um terço desse valor – aproximadamente R$ 790 por mês).

Como em um sistema legalizado grande parte da fiscalização das regras é deixada para a cadeia de produção, um aparelho de controle consideravelmente mais leve.

Disponível em: https://exame.abril.com.br/negocios/dino/drogas-com-numeros-alarmantes-brasil-segue-em-sentido-contrario-as-tendencias-detratamento-em-clinica-de-recuperacao-para-dependencia-quimica/
Acesso em 17 maio 2018.

TEXTO III

Disponível em: http://www.municipiosbaianos.com.br/noticia01.asp?tp=1&nID=5786
Acesso em 17 maio 2018.

TEXTO IV

Disponível em: http://hojeemdia.com.br/primeiro-plano/gastos-do-sus-com-dependentes-qu%C3%ADmicos-chegam-a-r-9-1-bilh%C3%B5es-em-umad%C3%A9cada-1.440635.
Acesso em 17 maio 2018.

A PERSISTÊNCIA DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NA SOCIEDADE BRASILEIRA

CLIQUE AQUI E VEJA LISTA DE FILMES QUE ABORDAM ESSE TEMA
TEXTO I

Nos 30 anos decorridos entre 1980 e 2010 foram assassinadas no país acima de 92 mil mulheres, 43,7 mil só na última década. O número de mortes nesse período passou de 1.353 para 4.465, que representa um aumento de 230%, mais que triplicando o quantitativo de mulheres vítimas de assassinato no país.

Disponível em: http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2012/MapaViolencia2012_atual_mulheres.pdf> Acesso em: 26 out. 2015

TEXTO II

TEXTO III

TEXTO IV

Interdisciplinaridade: Tema Bullying

TURMA DA MÔNICA (1970-ATUALIDADE)

Uma das histórias em quadrinhos mais icônicas do Brasil, que conquista fãs há quase 50 anos, retrata muitos assuntos sobre a sociedade sob a ótica dos vários personagens. A conturbada relação entre Cebolinha e Mônica, os dois principais do gibi, representa o bullying: constantemente, ele a xinga, por meio de nomes pejorativos, e ela revida por meio da violência. Mônica tenta esconder, mas sente-se muito magoada com a situação que enfrenta diariamente.

PERSONAGENS PRINCIPAIS DA HISTÓRIA EM QUADRINHOS, COM MÔNICA E CEBOLINHA AO CENTRO. IMAGEM: REPRODUÇÃO – UOL JOGOS.

FREAKS AND GEEKS (1999)

A série, de apenas uma temporada, além de ter conquistado o público, foi responsável por apresentar muitos atores para Hollywood, como Linda Cardellini (de Scooby Doo), Jason Segel (de How I Met Your Mother), Busy Philipps (de Cougar Town) e John Francis Daley (de Bones). O clássico cotidiano escolar foi retratado com verossimilhança, assim como o bullying sofrido por alguns personagens, que tinham de conviver com os inconvenientes “valentões” do Ensino Médio. Um dos episódios mostra a aula de Educação Física, na qual Alan, o bullie (pessoa que faz o bullying), junta-se a seus amigos e usa o jogo como circunstância para atirar a bola fortemente em Sam, Bill e Neal, que são os alvos principais dos xingamentos diários.

ELENCO DE FREAKS AND GEEKS. FOTO: REPRODUÇÃO

TREINE A REDAÇÃO COM ESSE TEMA

AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL (LIVRO DE 1999, FILME DE 2012)

O livro e o filme, ambos aclamados pela crítica e público adolescente, são feitos sob a ótica do personagem principal, Charlie. O adjetivo “invisível” diz respeito à sua sensação acerca das pessoas de sua escola, que não percebem sua presença diariamente. Mesmo ele não sendo muito popular e conhecido, consegue contornar sua situação juntando-se a outras pessoas semelhantes a ele, que também sofriam certa exclusão no cotidiano escolar. Assim, ele descobre uma “vantagem de ser invisível”, e consegue superar o bullying que sofria anteriormente.

CENA DO FILME (COM CHARLIE AO CENTRO), BASEADO NO LIVRO DE STEPHEN CHBOSKY. FOTO: REPRODUÇÃO

MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA ESCOLAR DO NED (2004-2007)

A famosa série da Nickelodeon que cativou o público, encerrada há mais de 10 anos, se passa no colégio James K. Polk. A produção retrata o cotidiano de Ned e seus dois melhores amigos, Simon Nelson-Cook (“Cookie”) e Jennifer Mosely (“Moze”). Constantemente, os dois meninos – e mais colegas de sala – sofrem bullying do valentão Billy Loomer e seus parceiros. Esses não perdem a oportunidade de importuná-los, fazendo com que passem por situações constrangedoras, muitas vezes em público.

EFEITOS DO BULLYING NA SOCIEDADE

Clique aqui para mais referências sobre o assunto:

TEXTO I

Massacre de Realengo (7 de abril de 2011)

Um dos casos mais famosos no Brasil deu força à luta contra o bullying por aqui. É que os maus tratos por parte dos colegas são apontados como a principal causa dos crimes cometidos por Wellington Menezes de Oliveira. O jovem, que tinha problemas psicológicos e poucos amigos, entrou na Escola Municipal Tasso da Silveira, na periferia do Rio de Janeiro, identificando-se como um palestrante. Dentro de uma sala de aula, disparou mais de 100 tiros contra vários alunos, com a intenção de imobilizar os meninos e matar as meninas. Um policial que patrulhava a região foi avisado por um dos estudantes que ficou ferido e conseguiu alcançar Wellington, que se matou em seguida. Doze adolescentes morreram. Meninos e meninas. O crime recebeu uma vasta cobertura da imprensa, que divulgou fotografias e cartas deixadas por Wellington.

Disponível em: http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/8-mass…do/> Acesso em 12 jun.2015 Acesso em 12 jun.2015

TEXTO II

O Ministério Público do Rio Grande do Sul anunciou nesta terça (8) que o jogo de videogame “Bully” está proibido no estado. A empresa JPF Magazine está proibida de importar, distribuir e comercializar o produto.(…)

Segundo o comunicado do Ministério Público, o jogo foi proibido por retratar “fundamentalmente, situações ditadas pela violência, provocação, corrupção, humilhação e professores inescrupulosos, nocivo à formação de crianças e adolescentes e ao público em geral”.

Lançado para o PlayStation 2 em 2006, “Bully” ganhou uma nova versão para Xbox 360 e Wii em 2008.(…) O jogo, criado pela Rockstar Games, mesma produtora da série “Grand theft auto”, narra a história de Jimmy Hopkins em uma escola fictícia norte-americana. Além de se virar para “sobreviver” entre valentões e professores autoritários, o jogador também enfrenta provas de inglês e química para passar de ano.

Disponível em: http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL24970-7084,00-ONG+BRASILIENSE+QUER+PROIBIR+JOGO+BULLY+NO+BRASIL.html Acesso em 12 jun. 2015.

TEXTO III

Os caminhos para se combater a intolerância no Brasil

Texto 1

Os Parâmetros Curriculares Nacionais explicam que, com o tema pluralidade cultural, “propõe-se uma concepção que busca explicitar a diversidade étnica e cultural que compõe a sociedade brasileira, compreender suas relações, marcadas por desigualdades socioeconômicas e apontar transformações necessárias, oferecendo elementos para a compreensão de que valorizar as diferenças étnicas e culturais não significa aderir aos valores do outro, mas respeitá-los como expressão da diversidade, respeito que é, em si, devido a todo ser humano, por sua dignidade intrínseca, sem qualquer discriminação. A afirmação da diversidade é traço fundamental na construção de uma identidade nacional que se põe e repõe permanentemente, tendo a ética como elemento definidor das relações sociais e interpessoais” Fonte: (PCN, v.10, 1997, p.19).

TEXTO 2

Estudo realizado pela Comunica Que Muda, plataforma digital da Nova/sb, identificou dez tipos principais de intolerância no Facebook, Twitter e Instagram e também em páginas de blogs e comentários de sites, na internet. No total, foram analisadas 393.284 menções feitas por internautas de todo o Brasil, entre os meses de abril e junho.

 

COMO SÃO AVALIADAS AS COMPETÊNCIAS DO ENEM NA REDAÇÃO?

Preparar os alunos para uma redação nota 1000 no ENEM não é tarefa das mais fáceis — tanto para o estudante quanto para os professores que se dedicam a esse desafio. Mas é plenamente possível para ambos, diga-se de passagem. E esse bom resultado passa por um trabalho árduo, construído ao longo de muito tempo. Mas são os educadores das séries finais que têm o compromisso maior de aparar as arestas do conhecimento.

Para ajudá-lo nessa missão importante, preparamos este post que esclarece as diferenças entre os níveis de avaliação em cada uma das cinco competências exigidas na prova de redação do ENEM. Entender com mais propriedade o que está sendo avaliado auxilia a direcionar melhor as aulas, despertando maior interesse e engajamento por parte do aluno.

Antes de relacionarmos as cinco competências do ENEM, esclarecemos que a prova de redação vale 1000 pontos no total (dividindo esse valor entre os 5 aspectos, cada um deles tem peso de 200 pontos). No resultado final da prova, a redação tem peso de 20%. Para você entender melhor cada nível dentro das competências, visualize a seguinte pontuação:

  • Não considerada: 0 pontos
  • Precário: 40 pontos
  • Insuficiente: 80 pontos
  • Mediano: 120 pontos
  • Bom: 160 pontos
  • Ótimo: 200 pontos

COMPETÊNCIA I — DEMONSTRAR DOMÍNIO DA NORMA CULTA DA LÍNGUA PORTUGUESA

Em linhas gerais, esse item avalia se o candidato tem noções claras sobre a distinção da modalidade escrita e a oral. Com a internet, os estudantes têm trocado mensagens de texto com frequência, é verdade. O desafio é que nestas plataformas o uso da língua portuguesa é empregado de maneira mais coloquial do que o modo formal, que é o exigido em avaliações como a do ENEM. Fazer os alunos compreenderem essa diferença e, principalmente, do peso que isso tem na prova de redação vai ajudá-los bastante a ter uma pontuação melhor neste item específico.
O candidato tem essa competência desconsiderada (ou seja, tira nota zero neste item), quando mostra total falta de conhecimento da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa. O desempenho é considerado precário quando são notados desvios gramaticais graves e recorrentes, que passam pela ortografia, pontuação, concordância, acentuação e assim por diante. Além disso, o candidato que recebe essa qualificação apresenta no texto muitas gírias e marcas de oralidade.
É insuficiente o desempenho do candidato nesta competência quando são notados muitos desvios gramaticais, como escolha de registro e de convenções de escrita e ainda muito traço de oralidade e algumas gírias ao longo da construção textual. A avaliação mediana considera que o aluno teve alguns desvios da Língua Portuguesa — mesmo que sejam poucos erros considerados graves ou gravíssimos, ou, ainda, vários deslizes leves. O fato de não haver uso adequado da concordância verbal ou nominal não impede o candidato de enquadrar-se nesse nível na referida competência, desde que não sejam configuradas falta de domínio da norma culta.
O candidato que possui um bom nível nessa competência traz no texto poucos desvios gramaticais leves. Até por isso se há uma falha ou outra de concordância verbal ou nominal na prova de redação, é dado um peso menor, por entender que o aluno compreendeu o conteúdo e trata-se de uma falha eventual. No caso de um desempenho ótimo, o estudante demonstra um excelente domínio da Língua Portuguesa, com pouco ou nenhum desvio gramatical (são aceitos em caso de excepcionalidade, ou seja, quando não há reincidência do erro no mesmo texto).

COMPETÊNCIA II — COMPREENDER A PROPOSTA DE REDAÇÃO E APLICAR CONCEITOS DAS VÁRIAS ÁREAS DE CONHECIMENTO PARA DESENVOLVER O TEMA, DENTRO DOS LIMITES ESTRUTURAIS DO TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO.

Falha bastante frequente nas redações do ENEM, essa competência é outro desafio que tem tomado bastante atenção do professor em sala de aula. Esse critério avalia bem a capacidade de interpretação do texto que o candidato possui, pois ao fugir do tema ele demonstra um indício de não ter conseguido compreender a proposta da prova. Pelo fato de terem textos de apoio na exposição do tema, mesmo que não tenha domínio sobre o assunto, o aluno em tese tem condições de atender a esse pré-requisito.
O desempenho é desconsiderado completamente (nota zero) quando o autor do texto foge completamente ao tema e não apresenta a estrutura completa da dissertação argumentativa, tipo de texto exigido para a prova do ENEM (temos um post que explica em detalhe, aos alunos, quais são os principais gêneros e tipos textuais). O desempenho precário é percebido pelos avaliadores quando o inscrito apresenta o tema, mas tangencia o assunto. Trocando em miúdos: fica numa superficialidade que beira o desconhecimento do tema (um forte indício de que faltaram condições de interpretação). Outra característica da redação enquadrada nesse nível é apresentar traços constantes de outros tipos textuais (tais como narração ou descrição, por exemplo).
A avaliação é considerada insuficiente nesta competência quando o candidato reproduz cópia de trechos do material de apoio (também conhecidos como textos motivadores). Outra percepção dos examinadores é a ausência da estrutura textual dissertativa-argumentativa, sem ter claros os aspectos de introdução, argumentação e conclusão. Mediana é a qualificação atribuída aos candidatos com argumentação óbvia ou previsível e com mais clareza sobre a estrutura de redação exigida na prova do ENEM, embora ainda não apresente com propriedade os componentes desse tipo textual.
O desempenho é considerado bom quando o inscrito possui uma argumentação consistente, com linha de raciocínio que atende ao formato do texto dissertativo-argumentativo, passando pela proposiçãoargumentação e conclusão. O desempenho máximo, ou ótimo, é atribuído pelos avaliadores quando há argumentação consistente, notada a partir de um repertório sociocultural e com zelo e domínio das etapas que compõem o tipo de texto da prova do ENEM.

COMPETÊNCIA III – SELECIONAR, RELACIONAR, ORGANIZAR E INTERPRETAR INFORMAÇÕES, FATOS, OPINIÕES E ARGUMENTOS EM DEFESA DE UM PONTO DE VISTA.

Essa competência está intimamente ligada à capacidade de compreensão do tema e a relação dele com o repertório sociocultural do inscrito. A preparação do aluno para esse item passa, acima de tudo, pela vivência e experiências adquiridas ao longo de sua vida escolar. Mas sempre pode ser potencializada essa qualidade a partir de exercícios de leitura, debates e outras estratégias (como a do cinema na escola, que tratamos por aqui). Nessa competência é esperado do aluno que ele organize o conhecimento que possui em defesa de um ponto de vista pessoal dentro do tema estipulado.
A nota zero é atribuída à prova de redação do candidato que apresenta informações, fatos e opiniões não relacionados ao tema, sem que haja defesa de ponto de vista. O desempenho precário do inscrito é percebido quando há pouca relação dos dados apresentados com o tema e, ainda, opiniões incoerentes, que levam o autor a não defender um ponto de vista. O nível insuficiente é entendido pelos examinadores quando há exposição de informações e fatos sobre o tema, mas de maneira desorganizada e contraditória. Outro elemento percebido é que o conhecimento apresentado restringem-se aos dados trazidos nos textos motivadores.
É considerado mediano o texto que traz informações, fatos e opiniões relacionamentos ao tema, mas ainda centrados apenas nos argumentos propiciados pelos textos de apoio. O que difere da redação que recebe uma avaliação boa nesta competência. Nela, o inscrito traz o conteúdo dentro do tema, de maneira organizada, e com indícios de autoria e defesa de ponto de vista. O ótimo desempenho é notado quando o candidato traz os dados todos totalmente relacionados ao assunto proposto, de modo organizado e consistente.

COMPETÊNCIA IV – DEMONSTRAR CONHECIMENTO DOS MECANISMOS LINGUÍSTICOS NECESSÁRIOS PARA A CONSTRUÇÃO DA ARGUMENTAÇÃO.

Um dos pontos fortes do texto dissertativo, a argumentação recebe uma atenção especial nessa competência. Os 200 pontos desse item são destinados aos candidatos que apresentam uma excelente capacidade de estruturar o texto e apresentar, de maneira coesa e fundamentada, os argumentos. Esses requisitos facilitarão no processo de defesa de ponto de vista.
nota zero é atribuída ao texto que não dispõe de marcas de articulação e com ideias totalmente fragmentadas, sem apresentar uma ordem lógica e clara. O desempenho precário é percebido nas redações cujos autores apresentam as informações um pouco mais coesas, mas ainda bem fragmentadas. Já o nível insuficiente desta competência é notado em textos que apresentam inadequações na formatação e pouco conhecimento de recursos de coesivos (conjunto de mecanismos linguísticos que ajudam a estabelecer relações de sentido no texto).
Os examinadores qualificam como mediana, nesta competência, a redação que apresenta articulação das partes do texto abaixo do adequado, cujo repertório do autor é pouco diversificado dos recursos que dão lógica e clareza. Diferentemente do candidato que tem um desempenho bom neste item. Eles reproduzem no texto poucas inadequações de argumentação e trazem, com clareza, as informações e repertório diversificado. No quesito, é enquadrado como ótimo o inscrito que consegue articular muito bem o texto, utilizando-se de conhecimento diversificado sobre o assunto e com vários recursos que garantem a lógica e clareza.

COMPETÊNCIA V – ELABORAR PROPOSTA DE SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA ABORDADO, MOSTRANDO RESPEITO AOS VALORES HUMANOS E CONSIDERANDO A DIVERSIDADE SOCIOCULTURAL.

Essa proposta é a que tem, nas últimas edições do ENEM, apresentado o pior desempenho na média dos inscritos. A expectativa é a de que o candidato proponha alguma ideia para solucionar um problema relacionado do tema. Nesse quesito, os examinadores redobram as exigências para fazer com que as propostas estejam em concordância com os direitos humanos, considerando valores universais de cidadania, liberdade e diversidade sociocultural.
Os textos que têm nota zero nessa competência não apresentam proposta de intervenção ou a que é trazida pelo autor não faz relação nenhuma ao tema tratado. É encaixada no nível precário a redação que apresenta uma proposta de intervenção vaga ou muito abrangente, relacionada apenas ao assunto central. Já no item insuficiente, o candidato traz uma proposta que não está articulada com a discussão desenvolvida no texto.
O desempenho mediano é atribuído ao aluno que traz ao texto uma proposta de intervenção mais conectada ao tema e à argumentação trazida. O que difere dos que se enquadram na avaliação boa, cuja redação dispõe de uma proposta ligada ao tema e é mais sintonizada ao que foi relacionado nas linhas anteriores. E, por fim, o desempenho ótimo é atribuído aos estudantes que apresentam uma proposta de intervenção detalhada e com total relação ao assunto central, alinhavando aquilo que foi trazido pelo autor ao longo de seu texto.

Retirado de imaginie.com.br

O QUE É TESE?

tese é um elemento essencial na composição do texto. Não apresentá-la significa não se adequar de forma eficiente ao gênero dissertativo-argumentativo, o que compromete significativamente a nota da redação. Mas, afinal, o que é tese e como elaborá-la? Leia as dicas a seguir e esclareça suas dúvidas! 😉

  • Define-se tese como opinião, o seu ponto de vista sobre o tema proposto. Pode ser apresentada por meio de declarações afirmativas ou negativas.
  • Por que a tese é tão importante? O texto é constituído de argumentos para justificar aquilo que você acredita ser a situação-problema. Portanto, é por meio dela que você indica, logo na introdução, o que será exposto nos parágrafos de desenvolvimento.
  • Você deverá defender a tese ao longo do texto; mostrar, com sua argumentação, a relevância e validade da discussão que você propõe.
  • Mesmo que seja a sua opinião, a tese deverá ser defendida de forma impessoal. Nada de usar expressões como “eu acho que…”, “acredito que as causas do problema sejam…”, dentre outras.
  • Considerando o tópico acima, modalize seu discurso de forma a expor a tese como um fato, uma verdade.
  • Sua função é a de persuadir o leitor a respeito daquilo que você acredita, então pense bem se será capaz de sustentar aquele pensamento. Reflita se há argumentos consistentes para fundamentar a tese proposta.
  • Tese também é posicionamento crítico. Isso significa que você não deve se ater a ideias próprias do senso comum. Demonstre autoria, seja crítico e reflexivo ao expor sua opinião.
  • Você pode defender qualquer tese, desde que ela respeite os Direitos Humanos e a Diversidade Cultural.
  • Uma dica é pensar bem e escolher primeiro o que irá fundamentar como argumento. Depois disso, elabore uma tese que roteirize as ideias para os parágrafos seguintes. Veja o exemplo:

Suponhamos que o tema seja “Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no brasil?” (Conheça o tema AQUI). Ao refletir sobre o assunto, julgo ser relevante dizer que as causas para que as epidemias aconteçam estão relacionadas à ocupação desordenada dos centros urbanos e degradação ambiental e apresento tal hipótese em minha introdução. Depois disso, começo o processo de destrinchamento da informação:

  • No primeiro parágrafo de desenvolvimento, fundamento minha tese sobre a acelerada urbanização.
  • No segundo parágrafo, justifico o problema da degradação ambiental.

Essa é uma estratégia de organização textual, que direciona o leitor, demonstra que você planejou bem a escrita da redação e tem boa capacidade de estabelecer coesão entre as partes do texto.

Observe o exemplo de introdução a seguir sobre o tema “Perigos da obsolescência programada”:

O sistema capitalista, nascido tímido nos berços feudais com o excedente da produção em forma de escambo entre os agricultores, tomou proporções gigantescas e lucro maior ainda a partir Revoluções Industriais. Hoje, para manter a média das vendas, os empresários diversificam a cada dia mais as funcionalidades de seus produtos, além de programarem sua obsolescência, tornando necessário ao consumidor voltar a adquirir novos rapidamente. Esse fato é causado pela necessidade de manter o lucro dos grandes empresários, porém agride a saúde da população e a do meio ambiente, que não tolera tamanho nível de agressão.

Perceba que o que está em itálico é a contextualização do tema, feita por meio de uma alusão histórica. Já o que está em negrito é a opinião do autor, a tese, afirmação do que ele considera ser a causa do problema em discussão. 😉

Apresentar uma boa tese tem tudo a ver com a capacidade de fazer uma boa introdução, considerando que ela é parte da composição deste parágrafo.

Retirado de imaginie. com.br

SISTEMA DE COTAS PARA ACESSO À EDUCAÇÃO: AVANÇO OU RETROCESSO?

A Lei de Cotas nas universidades , Lei nº 12.711, completa 5 anos em 29 de agosto e têm sido atingidas antes mesmo do previsto pelas 128 instituições federais de ensino que participam do sistema.

A lei reserva no mínimo 50% das vagas das instituições federais de ensino superior e técnico para estudantes de escolas públicas, que são preenchidas por candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas, em proporção no mínimo igual à presença desses grupos na população total da unidade da Federação onde fica a instituição.

Em 2013, o percentual de vagas para cotistas foi de 33%, índice que aumentou para 40% em 2014. Para se ter uma ideia do avanço, a meta de atingir 50% está prevista para 2016. Do percentual de 2013, os negros ficaram com 17,25%. O número subiu para 21,51% em 2014.

Até agora, de acordo com projeção da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), a medida já abriu aproximadamente 150 mil vagas para negros.

A norma também garante que, das vagas reservadas a escolas públicas, metade será destinada a estudantes de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo.

Disponível em: http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/35544 Acesso em 07 dezembro 2017.

VEJA EXEMPLOS DE REDAÇÃO DO TEMA

TEXTO II

A nova lei pode provocar muitas mudanças nos âmbitos da sociedade e da educação. As opiniões ainda estão divididas entre ser ou não a favor da adoção dessas novas medidas, mas a grande questão é: o que isso vai afetar na educação brasileira? Muitos educadores e reitores têm discutido a proposta do governo, mas nem todos são a favor das novas medidas.

Para a presidente da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), Helena Nader, uma legislação imposta sobre a autonomia universitária não é a solução para os problemas enfrentados pela educação. A presidente se diz a favor dos programas de ações afirmativas, já que o país tem uma grande dívida histórica com a sociedade, porém, ela enfatiza que a nova lei ignora todas as iniciativas que estão em andamento nas universidades federais. “Não consigo entender um projeto dessa magnitude ter sido aprovado por uma votação simbólica e como medida emergencial”, afirma.

A presidente explica que a sociedade é quem mais perde com a imposição. “A universidade não poderá opinar na educação, o que é um desrespeito com toda a sociedade. Por que alguns têm que prestar exames e outros não?”, questiona. Além disso, ela se preocupa com o fato da possível acomodação gerada nas escolas com a nova lei. Com as vagas reservadas, e o aumento de jovens no Ensino Superior, o governo pode alegar que não há necessidade de melhorar a educação.

Disponível em: http://noticias.universia.com.br/vida-universitaria/noticia/2012/08/14/958617/cotas-nas-universidades-federais-justica-ou-injustica-social-veja-opinies-e-comente.html Acesso em 07 dezembro 2017.

TEXTO III

Dezenas de brancos estão ingressando no curso de medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), um dos melhores do país, fazendo uso fraudulento do sistema de cotas da instituição, criado em 2009. A queixa parte de alunos e é endossada pelo movimento negro e pelas entidades estudantis.

O caso mais inquietante entre a comunidade acadêmica é do calouro Vinicius Loures, 23. Embora ele tenha se autodeclarado negro na inscrição, chamam a atenção seus cabelos loiros e a pele e olhos muito claros.

Além disso, Loures, que já fez trabalhos como modelo publicitário, não teria nenhuma relação social e cultural com a realidade negra. Procurado, ele se limitou a dizer que “sobre esse assunto, não tenho nada a declarar”.

Agatha Oluwakemi da Silva Soyombo, 20, negra filha de pai nigeriano, entrou na medicina sem a política de cotas. Ela lamentou que haja uso inadequado da autodeclaração e deturpação do benefício, que considera legítimo.

“É muito difícil entrar no curso de medicina. Fiz três anos de cursinho e não vou julgar ninguém. O que barra uma pessoa a não se autodeclarar negra é sua ética”, diz.

O que ela não tolera, diz, é ouvir que, no Brasil, todos são pardos e miscigenados. “Quem são os seguidos pelos seguranças no shopping? Quem é inferiorizado pelo tipo de seu cabelo ou pelo formato do nariz? É preciso ser mais criterioso, para além de uma declaração.”

Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2017/09/1921245-brancos-usam-cota-para-negros-e-entram-no-curso-de-medicina-da-ufmg.shtml Acesso em 07 dezembro 2017.