(2º Bimestre – Tema IV) CAMINHOS PARA EVITAR QUE O BRASIL VOLTE AO MAPA DA FOME

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TEXTO I

O brasileiro José Graziano da Silva, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a FAO, diz estar preocupado com a possibilidade de o Brasil voltar a ter a fome como um de seus problemas crônicos e estruturais.

“Se o Brasil não conseguir retomar o crescimento econômico, gerar empregos de qualidade e ter um programa de segurança alimentar voltado especificamente para as zonas mais deprimidas, nós podemos, infelizmente, voltar a fazer parte do Mapa da Fome da FAO”, alerta, em entrevista por e-mail ao UOL, da sede mundial da instituição, em Roma (Itália).

Mapa da Fome é um estudo elaborado desde 1990 pela FAO, principal órgão internacional de incentivo a políticas de combate à fome e à promoção do alimento. O mapa reúne e analisa dados sobre a situação da segurança alimentar da população mundial, fazendo diagnósticos por regiões e países.

Disponível em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/11/06/desemprego-pode-recolocar-brasil-no-mapa-da-fome-diz-lider-do-orgao-da-onu-para-alimentacao.htm Acesso em 12 fevereiro 2018

TEXTO II

O relatório da FAO Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e no Caribe 2017 indica que o Brasil será capaz de acabar com a fome, que hoje atinge cerca de 3% da população, até 2030. No entanto, para garantir a segurança alimentar e nutricional, os brasileiros precisam consumir os nutrientes corretos e até mesmo praticar exercícios físicos.

No Brasil, a alimentação é um direito garantido pela Constituição Federal e, mundialmente, o tema é um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, que tem como meta acabar com a fome no mundo até 2030.

“O Brasil está muito bem em termos gerais. Em 2014 saiu do Mapa da Fome, com índice de insegurança alimentar abaixo de 5%. Isso revela uma situação que não é estrutural. São grupos, que precisam de políticas focais. O Brasil não tem mais o problema estrutural da fome como outros países da América Latina”, diz o representante da FAO no Brasil, Alan Bojanic.

[…]

“É importante manter o nível de investimento social que se tinha. A crise, com certeza, é uma ameaça para esses programas. Não é fácil alocar recursos nesse momento, mas vamos torcer para que a economia consiga se recuperar e que haja recursos e investimento efetivo no desenvolvimento rural sustentável, que é a chave [para a segurança alimentar]”, diz Bojanic.

Disponível em: https://istoe.com.br/fora-do-mapa-da-fome-fao-recomenda-que-brasil-invista-em-seguranca-alimentar/ Acesso em 12 fevereiro 2018

TEXTO III           

Especialista em segurança alimentar, o economista Francisco Menezes, coordenador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e consultor da ActionAid Brasil, explica por que o país pode estar prestes a voltar para o Mapa da Fome da ONU

O último dado disponível, de 2014, do IBGE, mostra que o país tinha 7 milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade extrema, o que é menos de 5% da população. Por que vocês acreditam que este número aumentou?
Um dos objetivos do milênio da ONU é o fim da fome. Por isso nos debruçamos sobre a análise das políticas que estão sendo usadas nesse sentido, para produzir um relatório. A fome está muito associada à pobreza extrema e a situação do desemprego se agravou muito. Não só pelo fato de termos 14 milhões de desempregados, mas pelo fato de as populações mais pobres serem as mais prejudicadas. Além disso, o governo cortou R$ 1,1 milhão em benefícios do Bolsa Família, sob a alegação de irregularidades. Num quadro de desemprego, esse nível de redução agrava a situação social.

Em relação às políticas públicas adotadas para a redução da fome, o que a análise de vocês constatou?
Estive agora debruçado sobre a proposta de orçamento para 2018 e ela assusta bastante. Muitos cortes previstos têm um impacto direto no agravamento da situação de pobreza. Como exemplo, eu citaria a redução de 92% das verbas do programa de cisternas no semiárido e de 99% dos recursos voltados para a aquisição de alimentos da agricultura familiar para distribuição em áreas mais carentes. Nós somos observadores e temos que dizer: medidas como essas nos levam à situação de fome.

Disponível em: https://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2017/10/epoca-negocios-entrevista-brasil-pode-voltar-ao-mapa-da-fome-da-onu-diz-economista-do-ibase.html Acesso em 12 fevereiro 2018

Textos retirados de www.imaginie.com.br

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