(2º Bimestre – tema I) O REAPARECIMENTO DE DOENÇAS ERRADICADAS NO BRASIL

ATENÇÃO: LEIA ABAIXO DO TEXTO MOTIVADOR A PROPOSTA DE ACORDO COM SUA SÉRIE.

Clique aqui e veja sugestões de Interdisciplinaridade e leituras para esse tema.

TEXTO I

As doenças reemergentes são aquelas que já são conhecidas há muitos anos, mas que de repente têm apresentado números elevados de incidência. Exemplo desses aumentos são os surtos de dengue. Somente nos primeiros cinco meses de 2011 no Paraná, foram registrados, segundo a Secretaria de Estado de Saúde, mais de 23 mil novos casos da doença.

“Também podemos citar os novos casos de tuberculose e os diferentes tipos de meningites, como a meningocócica A, B, C e viral”, expõe Marion.

Especialistas acreditam que a volta de certas doenças coincide com o modelo de desenvolvimento econômico das sociedades, baseado na exploração do trabalho, tensão social, nas questões do meio ambiente e nas mudanças climáticas. A grande desigualdade social, a fome, desemprego, pobreza e condições de vida das populações pobres também são um dos fatores para a volta desses vírus.

Pesquisadores de todo o mundo temem o que pode acontecer no futuro, principalmente quando se baseiam na teoria de que, ao ocorrer uma epidemia em um país, logo outros correm riscos. Por essa razão é preciso conscientizar a população quanto às formas de prevenção, já que grande parte dessas doenças são de transmissão respiratórias.

Disponível em: http://redeglobo.globo.com/como-sera/noticia/2015/12/entenda-porque-doencas-controladas-e-erradicadas-voltam-aparecer.html Acesso em 05 março 2018.

TEXTO II

O pesquisador e gastroenterologista Andrew Wakefield associou a vacina Tríplice Viral ao autismo em um artigo publicado em 1998. Desde então, o movimento antivacinação vem crescendo e doenças que já haviam sido erradicadas voltaram a ser registradas em países onde esses grupos se tornaram mais fortes. Entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015, foram registrados 26 casos de sarampo em quatro estados dos EUA. O número equivale a 10% do total estimado para o ano todo no país, que já havia considerado a doença erradicada há 15 anos. No Brasil, o surto mais recente foi registrado este ano no Ceará. Até junho de 2015, foram registrados 161 casos no estado nordestino. A organização de política internacional, Council on Foreign Relations (CFR), desenvolveu um mapa do mundo no qual mostra que, entre os anos de 2008 e 2015, os surtos de doenças que podem ser prevenidas por vacinas.

No Brasil, os grupos antivacina ainda não tem tanta força. O assunto passou a ser visto com mais atenção em 2011, quando uma criança não vacinada contraiu o sarampo e transmitiu a doença para mais sete bebês menores de um ano. Ao todo, 26 pessoas foram contagiadas na região da Vila Madalena em São Paulo, onde o caso ocorreu. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, uma em cada cinco crianças ainda não são imunizadas com vacinas e cerca de um milhão e meio morrem todos os anos devido a doenças que poderiam ter sido prevenidas.

Disponível em: http://cotidiano.sites.ufsc.br/doencas-erradicadas-voltam-a-aparecer-pelo-mundo/ Acesso em 05 março 2018.

TEXTO III

DOENÇAS ERRADICADAS QUE VOLTARAM A PREOCUPAR

Recentemente, várias doenças que eram consideradas controladas no mundo voltaram a se manifestar de modo mais intenso. Confira um panorama da situação de cada uma delas:

SÍFILIS

Entre 2005 e 2014, mais de 100 mil casos foram registrados entre gestantes no Brasil. A doença sexualmente transmissível é causada por uma bactéria e, no caso de mulheres grávidas, pode ser transmitida ao bebê – caracterizando a sífilis congênita.

As projeções para 2016 são ainda mais assustadoras: estima-se que possam ocorrer cerca de 42 mil casos de sífilis em gestantes. É preocupante também o fato de que a penicilina – medicamento utilizado no tratamento – está em escassez no mercado.

A doença se tornou conhecida na Europa no final do século 15 e sua veloz disseminação por todo o continente a transformou em uma das principais pragas mundiais. Como qualquer outra doença sexualmente transmissível, pode ser evitada através da prática do sexo seguro, com uso de preservativo.

ESCARLATINA

Também causada por uma infecção bacteriana, é uma doença que acomete, principalmente, crianças dos cinco aos doze anos. Ela causa dor de garganta e manchas vermelhas na pele. Até então, era considerada um problema característico do século 20. Em 2015, porém, o número de casos no Reino Unido superou os registros de 1967.

A doença é facilmente tratável por meio de antibióticos, mas os cientistas agora estudam a possibilidade de que a bactéria possa ter criado resistência a eles. Prevenir, portanto, ainda é o melhor remédio. Por se tratar de uma bactéria transmitida pelo contato próximo entre as pessoas, é importante evitar o compartilhamento de objetos.

GRIPE A

Desde que provocou uma pandemia em 2009, a H1N1 – conhecida como gripe A – continua nos holofotes. Transmitida por um vírus influenza do tipo A, é considerada uma doença respiratória e contagiosa, com casos registrados na Europa, América do Norte,  Central e do Sul.

No Brasil, mesmo que a vacina disponibilizada contra a gripe já previna da H1N1, o número de casos ainda é expressivo. Só em São Paulo, durante os três primeiros meses de 2016, já foram identificados 157 infectados.

Disponível em: https://fortissima.com.br/2016/03/22/entenda-como-doencas-erradicadas-podem-voltar-a-se-manifestar-14826622/ Acesso em 05 março 2018.

Fonte dos texto: www. imaginie.com.br

1º ano médio- Notícia: Escreva uma notícia sobre o aparecimento de uma doença já tida como erradicada na sua cidade. Não invente doenças, pesquise sobre casos recentes.

2º ano médio- Carta Argumentativa: Escreva uma Carta ao secretário de saúde da cidade, solicitando ações para solucionar o surto de doenças já erradicadas na cidade. Não invente nomes, pesquise.

3º ano médio – Editorial: escreve um editorial, em nome do jornal local da cidade, criticando a falta de ações e informações à população sobre a volta de doenças erradicadas no Brasil. Não invente nomes, pesquise.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *