(Tema 3) Interdisciplinaridade e dicas

Olá, alunos.

Para o tema 3, GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA EM EVIDÊNCIA NO BRASIL , vejas algumas dicas de filmes, artigos e matérias para ajudar a compor sua produção textual.

Filme: Juno (2008): Juno MacGuff (Ellen Page) é uma jovem de 16 anos que acidentalmente engravidou de Paulie Bleeker (Michael Cera), um grande amigo com quem transou apenas uma vez. Inicialmente ela decide fazer um aborto, mas ao chegar na clínica muda de idéia. Junto com sua amiga Leah (Olivia Thirlby) ela passa a procurar em jornais um casal a quem possa entregar o bebê assim que ele nascer, já que não se considera em condições de criá-lo. É assim que conhece Vanessa (Jennifer Garner) e Mark (Jason Bateman), um casal com boas condições financeiras que está disposto a bancar todas as despesas médicas de Juno, além de dar-lhe uma compensação financeira caso ela queira. Juno recusa o dinheiro para si, mas decide que Vanessa e Mark ficarão com seu filho.

Brasil Atual: Entre as crianças até 14 anos, 40% vivem em situação de pobreza no Brasil

O Globo:  Brasil tem gravidez na adolescência acima da média

(2º Bimestre – Tema III) GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA EM EVIDÊNCIA NO BRASIL

Clique aqui e veja conteúdo para ajudar na construção da sua produção textual.

TEXTO I

A taxa mundial de gravidez adolescente é estimada em 46 nascimentos para cada 1 mil meninas de 15 a 19 anos, enquanto a taxa na América Latina e no Caribe é estimada em 65,5 nascimentos, superada apenas pela África Subsaariana, segundo o relatório “Aceleração do progresso para a redução da gravidez na adolescência na América Latina e no Caribe“.
No Brasil, a taxa é de 68,4.
“As taxas de fertilidade entre adolescentes continuam sendo altas. Afetam principalmente as populações que vivem em condições de vulnerabilidade e demonstram as desigualdades existentes entre e dentro dos países. A gravidez na adolescência pode ter um efeito profundo na saúde das meninas durante a vida”, disse Carissa F. Etienne, diretora da OPAS.
“Não apenas cria obstáculos para seu desenvolvimento psicossocial, como se associa a resultados deficientes na saúde e a um maior risco de morte materna. Além disso, seus filhos têm mais risco de ter uma saúde mais frágil e cair na pobreza”, declarou.
A mortalidade materna é uma das principais causas da morte entre adolescentes e jovens de 15 a 24 anos na região das Américas. A título de exemplo, em 2014, morreram cerca de 1,9 mil adolescentes e jovens como resultado de problemas de saúde durante a gravidez, parto e pós-parto.

[…]

O relatório dá uma série de recomendações para reduzir a gravidez adolescente, que envolvem desde ações para criar leis e normas, até trabalhos de educação no nível individual, familiar e comunitário.
Entre as recomendações, o relatório sugere promover medidas e normas que proíbam o casamento infantil e as uniões precoces antes dos 18 anos; apoiar programas de prevenção à gravidez baseados em evidências que envolvam vários setores e que trabalhem com os grupos mais vulneráveis; aumentar o uso de contraceptivos.
Outras medidas incluem prevenir as relações sexuais sob coação; reduzir significativamente a interrupção de gestações em condições perigosas; aumentar o atendimento qualificado antes, durante e depois do parto; incluir as jovens no desenho e implementação dos programas de prevenção da gravidez adolescente; criar e manter um entorno favorável para a igualdade de gênero, a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos das adolescentes.

Disponível em: https://nacoesunidas.org/taxa-de-gravidez-adolescente-no-brasil-esta-acima-da-media-latino-americana-e-caribenha/ Acesso em 05 março 2018)

TEXTO II

— As meninas hoje recebem muito mais informação sobre as doenças transmitidas sexualmente nas aulas de educação de saúde na escola do que sobre prevenção de gravidez. Elas não percebem como é fácil uma jovem ficar grávida. São necessários apenas de cinco a oito atos sexuais sem proteção para resultar em gravidez. Uma adolescente pode ficar grávida sem ter relações. Nossa biologia está configurada para promovê-la — afirma a doutora Philippa Gordon, pediatra da cidade de Nova York que atende adolescentes.
Em geral, conversar com adultos sobre sexo é embaraçoso para os adolescentes e complicado para os pais, que podem preferir que professores e médicos forneçam os detalhes necessários. Na verdade, alguns jovens podem estar conseguindo essas informações de maneira sub-reptícia, assistindo a pornografia. Embora as escolas reconheçam a importância de prevenir a gravidez na adolescência, muitas vezes são prejudicadas pela crença equivocada de que informar os jovens sobre contracepção pode encorajá-los a se tornar sexualmente ativos.
[…]

O fato é que, com ou sem educação sexual, ao chegarem ao último ano do Ensino Médio, quase 50% dos garotos e garotas já se tornaram ativos sexualmente e precisam de informações mais precisas e atualizadas, além de mais acesso aos contraceptivos. Além disso, os adolescentes que não estão adequadamente informados sobre prevenção, ou que só ouvem falar de abstinência, têm mais possibilidade de engravidar do que aqueles que conhecem as opções de controle de natalidade, incluindo a contracepção de emergência, e como consegui-las.
Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2018/03/gravidez-na-adolescencia-informacao-e-a-melhor-saida-para-evitar-uma-gestacaoindesejada-cje8rd1ok016n01qows0tcnsc.html Acesso em 05 março 2018

(TEMA 2) Interdisciplinaridade e dicas

Olá, alunos.

Vejam abaixo links de notícias sobre o tema A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA NO BRASIL e frases de pensadores para usarem na interdisciplinaridade.

Observação importante: em caso do gênero a ser trabalho ser o Resumo, não usa-se outro texto a não ser o motivador.

Zero Hora:  Vestibular: ensino a distância garante mais independência ao aluno

Diário de Uberlândia: Conselhos de saúde são contra EaD

Terra: Uso de metodologias ativas e novas tecnologias cresce na educação a distância

Frases:

A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces.

Aristóteles

O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.

Immanuel Kant

Educação é aquilo que a maior parte das pessoas recebe, muitos transmitem e poucos possuem.

Karl Kraus

Se você acha que educação é cara, experimente a ignorância.

Derek Bok

Sessenta anos atrás, eu sabia tudo. Hoje sei que nada sei. A educação é a descoberta progressiva da nossa ignorância.

Will Durant

A educação do homem começa no momento do seu nascimento; antes de falar, antes de entender, já se instrui.

Jean-Jacques Rousseau

A boa educação é moeda de ouro. Em toda a parte tem valor.

Padre Antônio Vieira

Conhece outras interdisciplinaridades? Compartilhe-as nos comentários ou em sala com seus colegas!

Boa redação.

(2º Bimestre – tema II) A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA NO BRASIL

Clique aqui e veja matérias, artigos e frases para usar na interdisciplinaridade do seu texto.

TEXTO I

Educação a Distância – EaD tem ganhado espaço no cenário educacional do Brasil, apresentando-se como modalidade minimizadora de questões como deslocamento e ativismo, obrigando à presença do educando em um ambiente físico de aprendizagem com carga horária e frequência estabelecida, sendo fator determinante para aprovação. A flexibilidade é uma vantagem, mas pode transformar-se em desvantagem pelo exercício de autonomia por parte do educando, requerendo disciplina para abordagem, exploração e socialização dos questionamentos e conhecimentos adquiridos.
A EaD possui relevância social, pois permite o acesso daqueles que têm dificuldades em ser inseridos na Educação
Superior por residirem distante das universidades, por indisponibilidade de tempo ou até mesmo devido aos horários tradicionais de aula, o que demanda mais tempo do aluno em um curso presencial. A EaD oferece maior vantagem à democratização da educação, rompendo barreiras geográficas, sociais e culturais, provendo a formação sistêmica do conhecimento.
[…] A Educação a Distância foi conceituada no Brasil por  meio do citado Decreto nº 5.622 (Brasil, 2005):
Art. 1º: Para os fins deste Decreto, caracteriza a Educação a Distância como modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos.
Amparada nessa conceituação, a Educação à Distância delineou um papel colaborativo contemporâneo fundamental para a Educação, proporcionando diversos avanços por possibilitar a superação dos limites de espaço e tempo inerentes às formas tradicionais da educação presencial, graças, sobretudo, à utilização de tecnologias de informação e comunicação (TICs) atualmente disponíveis, com destaque para a internet. Foi responsável também por instigar e massificar uma característica edificante na EaD, autoaprendizagem, conforme podemos depreender do que está na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, pelo Decreto n.º 2.494, de 10 de fevereiro de 1998 (publicado no DOU de 11 de fevereiro de 1998), que assim define:
Educação a Distância é uma forma de ensino que possibilita a autoaprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados e veiculados pelos diversos meios de comunicação (MEC, 2003). Os meios de comunicação são os responsáveis pela alteração do conceito de presencialidade do educador (presença física), assim como sua responsabilidade do “ensinar” (LDB).
Disponível em: http://educacaopublica.cederj.edu.br/revista/artigos/educacao-a-distancia-desafio-e-perspectivas Acesso em 12 fevereiro 2018

TEXTO II

Educação a Distância (EAD) é a modalidade de ensino que mais cresce no Brasil. Segundo dados do Ministério da Educação (MEC), das 3,3 milhões de matrículas no ensino superior, registradas entre os anos de 2003 e 2013, um terço correspondia a cursos a distância, sendo a maioria na rede privada de ensino. De 49.911 alunos em 2003, o número saltou para 1.153.572, dez anos depois. Desse total, 86% correspondia a instituições particulares de educação superior. Em 2014, segundo dados Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), o total de matriculados já ultrapassava a marca de 3,8 milhões.
Segundo o Professor Doutor Luciano Sathler, Diretor da Associação Brasileira de Educação a Distância(ABED) e Diretor de EAD da Universidade Metodista, os motivos para essa expansão são diversos, sendo os principais o Decreto Nº 5622, de 2005, que reconhece a EAD como uma modalidade de ensino, e sua consequente regulação pelo MEC, em 2006. […] Para o professor, entre os benefícios oferecidos por essa modalidade estão as mensalidades mais acessíveis, os horários flexíveis e a possibilidade de estudar em qualquer lugar. “Temos um público adulto muito grande, já que a população brasileira está envelhecendo, e eles, geralmente, preferem a educação a distância, pois dá flexibilidade de tempo e espaço, e também de ritmo de estudos”, conta Sathler.

Disponível em: http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2016/02/22/1136578/educacao-distancia-cresce-brasil-segundo-censo-mec.html Acesso em 12 fevereiro 2018

Textos retirados de: www.imaginie.com.br

(2º Bimestre – tema I) O REAPARECIMENTO DE DOENÇAS ERRADICADAS NO BRASIL

ATENÇÃO: LEIA ABAIXO DO TEXTO MOTIVADOR A PROPOSTA DE ACORDO COM SUA SÉRIE.

Clique aqui e veja sugestões de Interdisciplinaridade e leituras para esse tema.

TEXTO I

As doenças reemergentes são aquelas que já são conhecidas há muitos anos, mas que de repente têm apresentado números elevados de incidência. Exemplo desses aumentos são os surtos de dengue. Somente nos primeiros cinco meses de 2011 no Paraná, foram registrados, segundo a Secretaria de Estado de Saúde, mais de 23 mil novos casos da doença.

“Também podemos citar os novos casos de tuberculose e os diferentes tipos de meningites, como a meningocócica A, B, C e viral”, expõe Marion.

Especialistas acreditam que a volta de certas doenças coincide com o modelo de desenvolvimento econômico das sociedades, baseado na exploração do trabalho, tensão social, nas questões do meio ambiente e nas mudanças climáticas. A grande desigualdade social, a fome, desemprego, pobreza e condições de vida das populações pobres também são um dos fatores para a volta desses vírus.

Pesquisadores de todo o mundo temem o que pode acontecer no futuro, principalmente quando se baseiam na teoria de que, ao ocorrer uma epidemia em um país, logo outros correm riscos. Por essa razão é preciso conscientizar a população quanto às formas de prevenção, já que grande parte dessas doenças são de transmissão respiratórias.

Disponível em: http://redeglobo.globo.com/como-sera/noticia/2015/12/entenda-porque-doencas-controladas-e-erradicadas-voltam-aparecer.html Acesso em 05 março 2018.

TEXTO II

O pesquisador e gastroenterologista Andrew Wakefield associou a vacina Tríplice Viral ao autismo em um artigo publicado em 1998. Desde então, o movimento antivacinação vem crescendo e doenças que já haviam sido erradicadas voltaram a ser registradas em países onde esses grupos se tornaram mais fortes. Entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015, foram registrados 26 casos de sarampo em quatro estados dos EUA. O número equivale a 10% do total estimado para o ano todo no país, que já havia considerado a doença erradicada há 15 anos. No Brasil, o surto mais recente foi registrado este ano no Ceará. Até junho de 2015, foram registrados 161 casos no estado nordestino. A organização de política internacional, Council on Foreign Relations (CFR), desenvolveu um mapa do mundo no qual mostra que, entre os anos de 2008 e 2015, os surtos de doenças que podem ser prevenidas por vacinas.

No Brasil, os grupos antivacina ainda não tem tanta força. O assunto passou a ser visto com mais atenção em 2011, quando uma criança não vacinada contraiu o sarampo e transmitiu a doença para mais sete bebês menores de um ano. Ao todo, 26 pessoas foram contagiadas na região da Vila Madalena em São Paulo, onde o caso ocorreu. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, uma em cada cinco crianças ainda não são imunizadas com vacinas e cerca de um milhão e meio morrem todos os anos devido a doenças que poderiam ter sido prevenidas.

Disponível em: http://cotidiano.sites.ufsc.br/doencas-erradicadas-voltam-a-aparecer-pelo-mundo/ Acesso em 05 março 2018.

TEXTO III

DOENÇAS ERRADICADAS QUE VOLTARAM A PREOCUPAR

Recentemente, várias doenças que eram consideradas controladas no mundo voltaram a se manifestar de modo mais intenso. Confira um panorama da situação de cada uma delas:

SÍFILIS

Entre 2005 e 2014, mais de 100 mil casos foram registrados entre gestantes no Brasil. A doença sexualmente transmissível é causada por uma bactéria e, no caso de mulheres grávidas, pode ser transmitida ao bebê – caracterizando a sífilis congênita.

As projeções para 2016 são ainda mais assustadoras: estima-se que possam ocorrer cerca de 42 mil casos de sífilis em gestantes. É preocupante também o fato de que a penicilina – medicamento utilizado no tratamento – está em escassez no mercado.

A doença se tornou conhecida na Europa no final do século 15 e sua veloz disseminação por todo o continente a transformou em uma das principais pragas mundiais. Como qualquer outra doença sexualmente transmissível, pode ser evitada através da prática do sexo seguro, com uso de preservativo.

ESCARLATINA

Também causada por uma infecção bacteriana, é uma doença que acomete, principalmente, crianças dos cinco aos doze anos. Ela causa dor de garganta e manchas vermelhas na pele. Até então, era considerada um problema característico do século 20. Em 2015, porém, o número de casos no Reino Unido superou os registros de 1967.

A doença é facilmente tratável por meio de antibióticos, mas os cientistas agora estudam a possibilidade de que a bactéria possa ter criado resistência a eles. Prevenir, portanto, ainda é o melhor remédio. Por se tratar de uma bactéria transmitida pelo contato próximo entre as pessoas, é importante evitar o compartilhamento de objetos.

GRIPE A

Desde que provocou uma pandemia em 2009, a H1N1 – conhecida como gripe A – continua nos holofotes. Transmitida por um vírus influenza do tipo A, é considerada uma doença respiratória e contagiosa, com casos registrados na Europa, América do Norte,  Central e do Sul.

No Brasil, mesmo que a vacina disponibilizada contra a gripe já previna da H1N1, o número de casos ainda é expressivo. Só em São Paulo, durante os três primeiros meses de 2016, já foram identificados 157 infectados.

Disponível em: https://fortissima.com.br/2016/03/22/entenda-como-doencas-erradicadas-podem-voltar-a-se-manifestar-14826622/ Acesso em 05 março 2018.

Fonte dos texto: www. imaginie.com.br

1º ano médio- Notícia: Escreva uma notícia sobre o aparecimento de uma doença já tida como erradicada na sua cidade. Não invente doenças, pesquise sobre casos recentes.

2º ano médio- Carta Argumentativa: Escreva uma Carta ao secretário de saúde da cidade, solicitando ações para solucionar o surto de doenças já erradicadas na cidade. Não invente nomes, pesquise.

3º ano médio – Editorial: escreve um editorial, em nome do jornal local da cidade, criticando a falta de ações e informações à população sobre a volta de doenças erradicadas no Brasil. Não invente nomes, pesquise.

Estrutura e modelo de Editorial

Oi, alunos.

Vamos relembrar a estrutura básica da redação escrita no Gênero Tipo Editorial:

Objetivo – comunicar a opinião institucional de um veículo de comunicação e buscar a adesão do leitor à posição defendida ao longo do editorial.
Estrutura – dissertativa-argumentativa (com justificativa pelo escritor do motivo do tema ser abordado).
Argumentação – semelhante à dissertação, com argumentos comprovados, pois trata-se de um veículo de comunicação, ou seja, há sanções legais aplicáveis.
Pessoa do discurso – 1ª pessoa do plural e, no caso da UFU, exige-se o uso de uma linguagem impessoal, portanto em 3ª pessoa.
Linguagem – clara, objetiva e adequada à norma padrão. Verbos predominantemente no presente do indicativo. É desaconselhável o uso de gírias, coloquialidades e oralidades mesmo entre aspas.
Máscara – obrigatória e institucional (“este jornal”).
Assinatura – proibida, tal como é praxe nos jornais diários.

Estrutura do texto

Após escolhermos o tema, devemos entender qual será o lugar no mundo desse texto. Ou seja, se esse editorial é de uma revista mensal, ou se ele é para ser divulgado semanalmente num jornal.

Independente da escolha, devemos seguir a estrutura básica desse tipo de texto: introdução, desenvolvimento e conclusão.

Introdução

Na introdução, focamos as ideias principais que serão desenvolvidas no editorial. Ou seja, aqui é o momento de apresentar ao leitor os principais temas que serão abordados. Esse momento é muito importante para despertar no leitor a vontade de terminar de ler seu texto.

Desenvolvimento

Essa é uma das partes mais importantes do texto, em que utilizamos a argumentação para apresentar ao leitor nosso ponto de vista sobre determinado assunto.

Para isso, podemos pesquisar e realizar um levantamento sobre os principais dados relacionados com o assunto escolhido.

Dessa forma, se o tema for “mês de natal”, você poderá pesquisar algo sobre a história, algumas curiosidades e tradições dessa data.

Ainda que seja um texto argumentativo, convém utilizar a terceira pessoa, ao invés da primeira. No entanto, há editoriais assinados por redatores em que eles utilizam a primeira pessoa.

No desenvolvimento, a argumentação ocorre por meio de opiniões, dados e exemplos sobre o que se pretende abordar.

No caso de editorias de revistas, nessa parte o editor escreverá sobre os principais temas das seções: nutrição, saúde e bem-estar, beleza, dicas de receitas, etc.

Ou seja, ele faz um apanhado geral, um resumo, sobre o que o leitor encontrará ali, lhe convidando a ler cada artigo.

Conclusão

Como todo o texto, o editorial necessita de uma conclusão que requer um pouco mais de criatividade do emissor. Nesse sentido, podemos sugerir algumas alternativas para nosso leitor. Além disso, podemos terminar com uma reflexão e dado interessante sobre o tema redigido.

A conclusão é uma parte fundamental para arrematar as ideias que foram expostas. No caso do editorial de um jornal, o escritor pode propor uma nova solução. Ou ainda, ele pode terminar de maneira criativa e instigando a reflexão de seus leitores, por exemplo, com uma pergunta.

Já na finalização de um editorial de revista, o editor convida o leitor a participar da leitura. Assim, ele pode terminar o editorial com alguma mensagem de carinho e ainda, utilizar a expressão: boa leitura!

Fonte: Toda Matéria

Vejam abaixo alguns modelos de redações escritas no Gênero Editorial (clique no título):

Venezuela no abismo

Região dá exemplo ao ampliar o Ficha Limpa

 

Estrutura e modelos de Notícia

Notícia é um gênero textual jornalístico e não literário que está presente em nosso dia-a-dia, sendo encontrada principalmente nos meios de comunicação.

Características
Texto de cunho informativo
Textos descritivos e/ou narrativos
Textos relativamente curtos
Veiculado nos meios de comunicação
Linguagem formal, clara e objetiva
Textos com títulos (principal e auxiliar)
Textos em terceira pessoa (impessoais)
Discurso indireto
Esse gênero é axiomático, ou seja, afirma-se como verdadeiro ( O jornalista não argumenta, somente expõe os fatos)
Verbos no passado;
Título no presente;
Texto sintético com orações e períodos escritos preferencialmente curtos e na ordem direta;
Pode ter a presença de um discurso citado, que é a reprodução da fala da pessoa envolvida (discurso direto), ou de um discurso reportado, que significa o relato da fala feito pelo jornalista (discurso indireto).
A paráfrase exigida pela UFU nos gêneros textuais do vestibular deve ter ao menos 2 linhas ou algo entre 20 e 30 palavras.

Estrutura textual
Manchete ou título – título principal do assunto;
Lead (Lide) – é o primeiro parágrafo da notícia e deve conter uma síntese do que há de maior importância no acontecimento, desenvolvendo também as informações da manchete. Nele são respondidas invariavelmente questões como: quem? O quê? Quando? Onde? Como? Por quê?;
Sublide – é o parágrafo seguinte ao lide. Ele continua a dar as informações mais importantes para a compreensão do fato que virou notícia;
Corpo – é necessário mostrar os efeitos e consequências do fato narrado, no entanto isso deve ser feito de forma breve e objetiva. Além disso, nesse momento é fundamental a citação das partes envolvidas no evento noticiado com igual espaço e abordagem para garantir a imparcialidade da notícia. A presença das falas de testemunhas na notícia pode ser também importante.

Modelos de notícias:

G1: Vídeo indica que noiva e tripulantes tiveram menos de 1 minuto para deixar helicóptero antes de explosão em Vinhedo

Veja: Força tarefa prepara abrigo para venezuelanos que vivem nas ruas

Notícia impressa: Estudantes analisam águas do rio Caceribu

Estrutura e modelos de Relato

Estrutura:

Título: ainda que não seja necessário em todos os relatos, há alguns indicados com um título referente ao tema que será abordado.
Tema: primeiramente é importante delimitar o tema (assunto) que será abordado no relato pessoal, seja um evento que ocorreu, uma fase da vida, uma conquista, uma superação, ou até mesmo uma história triste.
Introdução: pequeno trecho em que aparecem as principais ideias que se quer relatar. Nessa parte é possível encontrar o local, tempo e personagens que fazem parte da narrativa.
Contexto: observe em que contexto se passa o relato que será narrado. Fique atento a utilização dos tempos verbais no presente e no passado e ainda ao espaço (local) que ocorrem os fatos.
Personagens: observe no seu relato quais são as pessoas envolvidas e de qual maneira devemos mencioná-las no texto. Por exemplo se elas são relevantes e fazem parte do acontecimento.
Desfecho: após apresentar a sequência de fatos (ordem dos acontecimentos), é extremamente importante pensar numa conclusão para seu relato, seja uma questão que surgiu com a escrita, ou mesmo uma sugestão para as pessoas enfrentam tal problema.

Exemplo 1: Trecho de Relato Pessoal Escrito da Artista Plástica Martha Cavalcanti Poppe

“Meu nome é Martha Cavalcanti Poppe, nome de casada, eu nasci no dia 16 de abril de 1940 no Rio de Janeiro. Meus pais se chamam Carmem Cordeiro Cavalcanti, de Pernambuco, e Fernando de Lima Cavalcanti, também de Pernambuco, minha família toda é de Pernambuco, eu é que nasci aqui por acaso.

A família da minha mãe é Pernambuco, mas ela tinha origens mais ancestrais, cearenses, mas a família toda era de Pernambuco, e do meu pai, o meu pai era de uma família de usineiros pernambucanos, e eles, quando vieram aqui para o Rio, quando saíram de Recife vieram para o Rio para tentar uma nova vida.

Nunca tive muito contato com os meus avós, por causa das idades, minha relação era muito íntima, muito ligada aos meus pais, e quando eu fiz mais ou menos oito anos, desde seis anos de idade que maior prazer sempre foi desenhar, eu comecei a aprender a pintar com uma pintora impressionista brasileira chamada Georgina de Albuquerque.

Quando eu fiz 17 anos é que eu fiquei muito, fiquei interessada em fazer a Belas Artes e sempre tive muito apoio dos pais em relação a isso, meu pai era um desenhista, desenhava muito bem, a minha mãe, ela bordava, costurava e também tinha muito talento para desenho, eles sempre foram muito ligados a essa parte artística.”

6 MODELOS DE INTRODUÇÃO PARA UTILIZAR EM SUA REDAÇÃO

Há inúmeras formas de iniciar o texto, e cabe a você, portanto, escolher a mais adequada ao seu estilo de escrita e argumentação. Observe, a seguir, alguns tipos de introdução e suas especificidades:

CITAÇÃO – VOCÊ PODE INICIAR O TEXTO COM UMA CITAÇÃO RELEVANTE RELACIONADA AO TEMA.

Exemplo:

O educador e filósofo brasileiro Paulo Freire afirmava que “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Analisando o pensamento e relacionando-o à realidade da educação no Brasil, percebe-se a necessidade de um olhar mais atento para o aprimoramento do sistema de ensino, considerando sua importância para a promoção de uma sociedade mais crítica e reflexiva, que, por consequência, tende a ser mais justa, igualitária e humanizada. (Tema: Desafios da educação no Brasil do século XXI)

DEFINIÇÃO – ESTA É UMA FORMA SIMPLES E INTERESSANTE DE INICIAR O TEXTO: DEFININDO, OU SEJA, EXPLICANDO O ASSUNTO.

Exemplo:

Define-se como sedentário o indivíduo que não pratica atividades físicas no seu cotidiano. Doenças como obesidade, diabetes, aumento do colesterol e problemas cardíacos são algumas das que podem aparecer como consequência deste mau hábito. (…) (Tema: Sedentarismo: o grande mal do século?)

EXEMPLIFICAÇÃO – NESTE CASO, VOCÊ INICIA O TEXTO COM ALGUM DADO ESTATÍSTICO, UMA NOTÍCIA, LEI OU CONHECIMENTO DE MUNDO QUE DIZ RESPEITO AO TEMA.

Exemplo:

Segundo a Constituição Federal de 1988, no seu artigo 196, é dever do Estado garantir o acesso à saúde, bem como é responsável pelas medidas públicas para zelar pelo bem-estar físico de todos os cidadãos brasileiros. Assim, faz-se necessário que o Poder Público atente-se para o sedentarismo enquanto situação que põe em risco a saúde de milhares de cidadãos do país. (Tema: Sedentarismo: o grande mal do século?)

ALUSÃO HISTÓRICA – NESTE MODELO DE INTRODUÇÃO, VOCÊ APRESENTA UM FATO HISTÓRICO QUE REMETE AO TEMA E COMPARA-O À DISCUSSÃO NA ATUALIDADE. O ENEM COBRA DO ALUNO A CAPACIDADE DE DEMONSTRAR CONHECIMENTOS DE MUNDO E UM BOM REPERTÓRIO SOCIOCULTURAL, FAZENDO DESTA ALTERNATIVA UMA BOA FORMA DE DAR CREDIBILIDADE À SUA ARGUMENTAÇÃO.

Exemplo:

A intolerância religiosa é um problema recorrente na história da humanidade. Na Idade Média, por exemplo, os Tribunais do Santo Ofício – também chamados de Inquisição – julgavam e condenavam as pessoas que não acreditavam na religião católica. Apesar de o Brasil ser um país laico, tem-se, atualmente, um contexto análogo a essa situação: ainda persistem os casos de discriminação e preconceitos sofridos por algumas religiões. Sendo assim, encontrar caminhos para combater a intolerância religiosa, no Brasil, é um desafio que precisa ser enfrentado pela sociedade civil e pelo Estado. (Tema: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil)

AFIRMATIVA – NESTE CASO, VOCÊ FAZ UMA ESPÉCIE DE DECLARAÇÃO SOBRE O ASSUNTO LOGO NO INÍCIO, COM UMA FRASE DE IMPACTO, MAS QUE NÃO SEJA EXAGERADA. O OBJETIVO É CHAMAR A ATENÇÃO DO LEITOR, POR EXEMPLO, COM UMA AFIRMAÇÃO CRÍTICA.

Exemplo:

O Brasil é uma nação historicamente machista e violenta, o que é perceptível ao analisarmos a persistência das agressões contra as mulheres mesmo depois das recentes medidas legais. (…) (Tema: A persistência da violência contra a mulher)

COMPARATIVA – NESTE MODELO DE INTRODUÇÃO, VOCÊ PODE COMPARAR O TEMA COM ALGO SEMELHANTE OU OPOSTO AO QUE SE DISCUTE.

Exemplo:

Os Estados Unidos, referência em desenvolvimento tecnológico, são um bom exemplo de que a educação de qualidade e com a valorização adequada gera bons frutos. Em contrapartida, no Brasil a realidade tem sido bem distinta. O baixo piso salarial dos professores explicita essa falta de reconhecimento aos profissionais da educação. Tal desvalorização é fruto de baixos investimentos governamentais, aliado ao passado histórico brasileiro. (Tema: O histórico desafio de valorizar o professor)

Veja as dicas abaixo:  

  • A INTRODUÇÃO DEVE CONTEXTUALIZAR O TEMA NA ÍNTEGRA: Seja esclarecedor. Não parta do pressuposto de o que leitor teve acesso aos textos motivadores como você. Se ele não souber nem mesmo o tema, deverá descobrir por meio da sua introdução. Portanto, não seja vago, subjetivo. Exemplo: se o tema for “A persistência da violência contra a mulher”, você não deve citar apenas a problemática do ato contra a figura feminina, mas também suas implicações a respeito de tal prática ainda permanecer em sociedade – persistência.
  • A INTRODUÇÃO DEVE CONTER, OBRIGATORIAMENTE, UMA TESE: A tese representa o seu ponto de vista sobre o assunto a ser discutido. Ela deve indicar a problematização que você fará a respeito do tema. Esquecer da tese é considerado um erro grave e compromete significativamente a sua nota.
  • SEJA OBJETIVO: É importante ressaltar que você não deve, ainda, desenvolver suas ideias, pois essa parte virá depois. Pense na introdução como um roteiro para os próximos parágrafos.
  • A INTRODUÇÃO DEVE TER 5 OU 6 LINHAS: É preciso ser breve, mas não deixe a introdução incompleta, portanto, organize-se, tendo em vista todos os detalhes que precisam estar no parágrafo. Nunca faça parágrafo frasal, que é aquele composto por apenas um período!
  • SELECIONE O QUE COLOCAR NA INTRODUÇÃO: Lembre-se de que todas as informações devem ser retomadas, mesmo que de forma breve, em algum momento do texto, já que fazem parte da composição geral e não podem ficar como “pontas soltas” na redação. Além disso, pondere bem se a informação é apropriada para a introdução ou se poderia ser encaixada em algum outro momento do texto, como argumento, por exemplo.

(www.imaginie.com.br)

(TEMA 1) Interdisciplinaridade e dicas

Olá, alunos!

Para ajudar vocês sobre o tema 1 deste bimestre,  O REAPARECIMENTO DE DOENÇAS ERRADICADAS NO BRASIL, seguem matérias de jornais e revistas sobre doenças:

Estadão: OMS alerta para proliferação de surto de sarampo na fronteira entre Brasil e Venezuela

Folha de São Paulo: Suely Campos: De Roraima para Brasília

O Globo:  Turistas podem trazer doenças erradicadas de volta ao Brasil.