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Trabalhos audiovisuais do 2º ano

TEMA: FACEBOOK E WHATSAPP: NOS TORNAMOS ESCRAVOS DA TECNOLOGIA QUE CRIAMOS?

Você já deve estar farto de encarar aquele tipo de situação em que seu amigo está com você, mas não larga o celular e parece que ele nem está presente — talvez você mesmo tenha esse tipo de comportamento.

A questão é que nós parecemos escravos de uma tecnologia que criamos. Não vivemos mais no mundo real, mas uma vida virtual em que tudo é maravilhoso, tudo é perfeito, em que damos unfollownaqueles que não concordam conosco ou naqueles com os quais não concordamos.

O que o impacto dessas tecnologias está fazendo com o mundo em que vivemos? Há pontos positivos? Com certeza, mas os pontos negativos também são evidentes.

Você pode se perguntar se a comunicação é mais fácil, mais fria, se estamos perdendo nossa humanidade, etc.

 

Gostou??

Em breve o próximo vídeo.. ^^

Intolerância religiosa, tema do Enem 2016

Deus é Fiel. Ele Promete e Cumpre….

Modelos……
“Dai a Cesar o que é de Cesar”

O decorrer do curso histórico foi marcado pela união entre religião e Estado. De forma que, tal ligação, de tão significativa, tornou-se indissociável por séculos, amputando liberdades e autonomias. Entretanto, a influência que era exercida por essas instituições – uma sobre a outra – com o tempo enfraqueceu-se, abrindo espaço para o surgimento de um Estado laico, que cresce sob o desafio de tornar-se verdadeiramente neutro.
Das teocracias aos Estados confessionais, por muito tempo o poder do Estado confundiu-se com o poder religioso. Nesse contexto, instaurou-se a censura, destruindo a autonomia e aniquilando o direito à liberdade de esferas filosóficas a espirituais. Com o transpassar dos séculos, na busca de uma harmonização que privilegiasse a liberdade e que houvesse um domínio próprio e independente da comunidade política e igreja, surgiram pensadores como John Locke, que afirmava que o Estado nada pode em matéria puramente espiritual, e a igreja nada pode em matéria temporal. Partindo desse viés, na tentativa de sair da esfera de influência direta das religiões, o Estado tornou-se laico – sendo o Brasil um deles. O fortalecimento do laicismo estatal brasileiro fica evidenciado no reconhecimento pelo supremo tribunal federal (STF) da união estável entre cônjuges do mesmo sexo, ato que vai de encontro aos dogmas religiosos.
Apesar do crescente fortalecimento da neutralidade estatal perante a religião, ainda há estigmas a serem rompidos. Nesse sentido, o número de políticos no congresso ligados à religiosidade, que a usam na tentativa de influenciar muitas decisões tomadas no Brasil atualmente, é considerável. Desde políticos que propõe emendas, com o objetivo de acrescentar associações religiosas capazes de propor ações de constitucionalidade e inconstitucionalidade no STF às políticas que cogitam a possibilidade de uma “cura gay”. Somando-se a tais fatos, gerou-se uma polêmica em torno da legalização do aborto em casos de anencefalia, de um lado um Estado laico discutindo política e saúde pública, do outro, religiosos contrários a tal descriminalização, por considerarem um pecado contra a vida.
Para o pensador Eduardo Galeano, os Estados laicos são os responsáveis pela implementação da tolerância e das liberdades no âmbito interno da democracia. Contrariando essa lógica, percebe-se que o Estado somente possui laicidade na proporção de sua intolerância. Nesse sentido, se faz preciso, na Era das Conquistas de direitos plenos, a luta para que a liberdade religiosa não seja uma perspectiva, mas uma prerrogativa de Estado.

Igreja da Fé
Na história da humanidade, a influência religiosa sobre o indivíduo foi, e ainda é, inegável. Com poderes inquestionáveis sobre a mente humana, a igreja representava a força dominante na sociedade, sendo impossível dissociar o desenvolvimento humano da influência da religião. Com a chegada da Era Tecnológica, essa premissa foi contrariada, permitindo o estabelecimento de novos valores humanos.
Pode-se afirmar, de fato, que a religião escreveu a história da humanidade. Importantes acontecimentos, que determinaram, no passado, o que hoje se vive no presente, só se tornaram possíveis devido ao poder religioso que comandava a humanidade. Desde a expansão marítima, que teve como um dos principais motivos o catolicismo, à contemporaneidade, onde o capitalismo teve um avanço enorme graças ao Protestantismo, a fé move o homem e constrói sua evolução ao longo dos séculos.
No segundo milênio, entretanto, o avanço da ciência leva o homem a questionar valores incutidos pela igreja, desmistificando crenças invioláveis e minando, assim, a instituição religiosa. Contrariando essa lógica, embora a razão tenha ganhado força e espaço na sociedade, ela nunca conseguiu desconectar o homem de sua religiosidade, a qual ainda o guia em suas ações e instintos, como aconteceu no caso da Primavera Árabe, que eclodiu em 2011, onde a onda de protestos populares teve forte influência do Islamismo.
Torna-se perceptível, portanto, que, por mais que tenha avançado a ciência, a religião ainda suscita a humanidade. Embora a Igreja tenha perdido sua categoria de culto político dominante, a Era Tecnológica contribuiu para o surgimento de uma época onde o fortalecimento da crença dá origem a uma igreja universal. A Igreja da Fé.

Múltiplos monoteísmos
No limiar do século XXI, a sociedade é confrontada com inúmeras culturas religiosas. Contrariando as expectativas iniciais de que a religião acabaria por enfraquecer perante a evolução da ciência e da lógica, ela está extremamente viva na contemporaneidade. Assim, os homens continuam indo para guerras e sendo mortos entre bênçãos e orações.
Desde o surgimento das primeiras civilizações a religiosidade desempenha um papel central na vida dos homens. Partindo dessa máxima, o mítico surge como sustentação para a vida e para os atos racionais dos seres humanos. A sociedade pós-moderna amplia essa base com uma pluralidade de culturas religiosas, e o acesso fácil a qualquer cultura, seja por meio físico ou virtual, acaba por estimular a necessidade de o homem conhecer melhor o seu interior. Com a internet e a movimentação de pessoas, um hindu é questionado mais facilmente sobre o porquê de ele crer em vários deuses e o protestante apenas em um deus.
A religião é, historicamente, o instrumento mais amplo e efetivo de legitimação. De César e seu império ao Iraque e suas facções, o sangue derramado em guerras é lavado com água benta e abençoado com palavras santas. Sustentando essa égide, o muçulmano, em sua essência, ratifica o expansionismo violento através do Jihad, uma espécie de “esforço” para levar a teoria do Islã a outras culturas, assim como Santo Agostinho expôs a doutrina da guerra justa no cristianismo, servindo de justificativa para as Cruzadas e para as guerras preventivas contra o Terror na contemporaneidade.
Platão apregoava que a espiritualidade independente de qualquer crença e deve ser levada seriamente com total convicção de que foi uma escolha pessoal. No bojo dessa premissa, o homem pós-moderno alimenta a cultura da fé e se faz crente tão quanto os seus antepassados, mesmo tendo ao seu redor uma cultura imperante de superficialidade e individualismo.

Aula de revisão 2º ano 07.11.2016

Objetivo: Identificar, interpretar e analisar a estrutura de um TEXTO dissertativo argumentativo.

 

Saber que um texto dissertativo deve ter, em sua estrutura, uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão pode não ser suficiente para garantir, no momento da escrita, a produção de um texto bem articulado. Com o auxílio de uma proposta de redação da UNICAMP, você vai analisar como cada uma dessas partes pode ser estruturada.

 

Progresso e evolução: grandes diferenças

A partir do séculos XIX, a visão do mundo pelo homem sofreu uma mudança substancial. A Terra, antes observada com olhos místicos e supersticiosos de uma herança medieval, sofria grandes modificações econômicas, sociais, políticas e culturais, já que a Revolução Industrial havia mudado as relações de trabalho, de produção, da utilização do conhecimento técnico. Logicamente essas mudanças influenciaram na visão que esse homem tinha, tanto da Terra como dele próprio. A palavra-chave referente à relação homem-mundo nesse período foi, portanto, mudança.

O desenvolvimento de teorias científicas, a partir daí, passa a ter grande expressão. A descoberta da célula, o desenvolvimento da máquina a vapor, as teorias atômicas, cada nova descoberta deixou suas marcas nas relações do homem. O grande exemplo desse fato está na publicação da Origem das espécies, de Darwin. O conceito de seleção natural, transposto para a sociedade, gerou o que é chamado de “darwinismo social”, onde os mais aptos na sociedade, teriam, naturalmente, os direitos aos privilégios de que sempre usufruíram, justificando com uma teoria do “mundo biológico” a ideologia do capital.

Essa visão pragmática do mundo, alimentada pela euforia do cientificismo e pelo positivismo, reforçou a visão antropocêntrica (e por vezes eurocêntrica) do homem da época, justificando o que hoje se julga atrocidade sob o rótulo de “evolução e civilização”. O grande equívoco do homem contemporâneo foi confundir “mudança” com “progresso”.

Os mais entusiastas diriam que o progresso é inquestionável ao se observar a que ponto chegamos no desenvolvimento tecnológico. Pode-se fazer o que jamais se sonhara: domina-se a tecnologia, a bioengenharia, a astronomia. A cada dia uma nova pesquisa desponta e novas descobertas vêm à tona. Porém, as grandes descobertas não necessariamente definem o progresso.

A cada grande descoberta do homem pode-se citar pelo menos um problema causado. A grande descoberta do petróleo, combustível de grande potencial energético, trouxe impactos ambientais muitas vezes irreversíveis. O desenvolvimento da radioatividade, apesar dos benefícios da radiografia e radioterapia, ainda é responsável por muitos casos de câncer. Até os antibióticos, heróis do combate à tuberculose no início do século, estão ficando incapazes perante as resistentes superbactérias.

É claro que não se trata de negar o desenvolvimento alcançado, nem ser purista, acreditando que as mudanças foram negativas. A questão é encarar a evolução como um processo de múltiplos caminhos, sem ápice ou base. A evolução seria, antes de tudo, um processo adaptativo às condições dadas. Vale a pena lembrar que nossa inteligência, apesar de ter desenvolvido tantos aparatos, é capaz de nos autodestruir num desastre nuclear, enquanto as baratas, invertebrados irracionais, sobreviveriam.

É preciso adotar uma postura crítica diante das mudanças que têm ocorrido no mundo. O progresso só será real se puder ser compartilhado pela maioria das pessoas. Enquanto isso, pode-se chama-lo de evolução, a qual pode assumir uma face bastante perversa para os nossos descendentes.

MENDES, Maira Tavares. Vestibular UNICAMP, redações 2003. Campinas: Editora da Unicamp, 2003, p.75.

 

  1. A tarefa proposta pela Unicamp tinha como expectativa que os candidatos analisassem a relação entre mudança, progresso e evolução. A dissertação transcrita acima atende a essa expectativa? Justifique.
  1. Em diversos momentos, o texto da autora se apoia nas informações complementares do tema. Identifique nos parágrafos ou passagens do texto pelo menos um trecho aos qual ela se apoia. Sugestão: siga o modelo:
Parágrafo / passagem Aspecto recuperado e utilizados no texto. Parágrafo / passagem Aspecto recuperado e utilizados no texto.
1º – “A partir do séc XIX, a visão do mundo pelo homem sofreu uma mudança substancial. […A] Revolução Industrial havia mudado as relações de trabalho, de produção, da utilização do conhecimento técnico. […]” -Processo de transformação do modo como o ser humano se relaciona com o mndo a partir da teoria da evolução.

-Visão, predominante no séc XIX, do progresso como arte do processo evolutivo natural.

-Afirmação da evolução humana como algo inerente à natureza e destinado ao aperfeiçoamento.

 

  1. Com base nas nossas análises em sala de aula, remonte o projeto de texto que orientou essa dissertação. Com base no esquema, faça um que represente a trajetória argumentativa desenvolvida no texto.

 

 

INTRODUÇÃO

DESENVOLVIMENTO  

 

CONCLUSÃO  

 

 

  1. Para desenvolver o tema, a autora da dissertação precisava introduzir duas ideias a partir de uma perspectiva histórica. Por quê?
  1. O 2º parágrafo tem a função de expandir o contexto introduzido no 1º parágrafo, explicando-o. ele poderia ser diferente? Em outras palavras: a autora do texto, uma vez criado o parágrafo inicial, poderia ter seguido um rumo diferente em termos analíticos?
  1. O 3º parágrafo “divide” o texto em duas partes: a introdução, que estabelece a linha de análise, e o encaminhamento da conclusão, que defende a ideia da evolução como um processo adaptativo. Por que ele tem uma função tão importante na articulação das partes do texto?
  1. A conclusão apresentada no texto foi devidamente preparada pelos parágrafos que a antecedem? Explique.

Exercícios de fixação 2º ano – AULA 19.10.2016

1– Assinale a opção que preenche, de forma coesa e coerente, as lacunas do texto abaixo.

O fenômeno da globalização econômica ocasionou uma série ampla e complexa de mudanças sociais no nível interno e externo da sociedade, afetando, em especial, o poder regulador do Estado. _________________ a estonteante rapidez e abrangência _________ tais mudanças ocorrem, é preciso considerar que em qualquer sociedade, em todos os tempos, a mudança existiu como algo inerente ao sistema social.

(Adaptado de texto da Revista do TCU, nº82)


a) Não obstante – com que
b) Portanto – de que
c) De maneira que – a que
d) Porquanto – ao que
e) Quando – de que

2– Marque a seqüência que completa corretamente as lacunas para que o trecho a seguir seja coerente.

A visão sistêmica exclui o diálogo, de resto necessário numa sociedade ________ forma de codificação das relações sociais encontrou no dinheiro uma linguagem universal. A validade dessa linguagem não precisa ser questionada, ________ o sistema funciona na base de imperativos automáticos que jamais foram objeto de discussão dos interessados.

(Barbara Freytag, A Teoria Crítica Ontem e Hoje, pág. 61, com adaptações)


a) em que – posto que
b) onde – em que
c) cuja – já que
d) na qual – todavia
e) já que – porque

3. Leia o texto a seguir e assinale a opção que dá seqüência com coerência e coesão.

Em nossos dias, a ética ressurge e se revigora em muitas áreas da sociedade industrial e pós-industrial. Ela procura novos caminhos para os cidadãos e as organizações, encarando construtivamente as inúmeras modificações que são verificadas no quadro referencial de valores. A dignidade do indivíduo passa a aferir-se pela relação deste com seus semelhantes, muito em especial com as organizações de que participa e com a própria sociedade em que está inserido.
(José de Ávila Aguiar Coimbra – Fronteiras da Ética, São Paulo, Editora SENAC, 2002).


a) A sociedade moderna, no entanto, proclamou sua independência em relação a esse pensamento religioso predominante.

b) Mesmo hoje, nem sempre são muito claros os limites entre essa moral e a ética, pois vários pensadores partem de conceitos diferentes.

c) Não é de estranhar, pois, que tanto a administração pública quanto a iniciativa privada estejam ocupando-se de problemas éticos e suas respectivas soluções.

d) A ciência também produz a ignorância na medida em que as especializações caminham para fora dos grandes contextos reais, das realidades e suas respectivas soluções.

e) Paradoxalmente, cada avanço dos conhecimentos científicos, unidirecionais produz mais desorientação e perplexidade na esfera das ações a implementar, para as quais se pressupõe acerto e segurança.

4– Assinale a opção que não constitui uma articulação coesa e coerente para as duas partes do texto.

O capital humano é a grande âncora do desenvolvimento na Sociedade de Serviços, alimentada pelo conhecimento, pela informação e pela comunicação, que se configuram como peças-chave na economia e na sociedade do século XXI. _____________,no mundo pós-moderno, um país ou uma comunidade equivale à sua densidade e potencial educacional, cultural e científico-tecnológico, capazes de gerar serviços, informações, conhecimentos e bens tangíveis e intangíveis, que criem as condições necessárias para inovar, criar, inventar.

(Aspásia Camargo, “Um novo paradigma de desenvolvimento”)

a) Diante dessas considerações,
b) É necessário considerar a idéia oposta de que,
c) Partindo-se dessas premissas,
d) Tendo como pressupostos essas afirmações,
e) Aceitando-se essa premissa, é preciso considerar que,

5– Assinale a opção que não representa uma continuação coesa e coerente para o trecho abaixo.

É preciso garantir que as crianças não apenas fiquem na escola, mas aprendam, e o principal caminho para isso, além de investimentos em equipamentos, é o professor. É preciso fazer com que o professor seja um profissional bem remunerado, bem preparado e dedicado, ou seja, investir na cabeça, no coração e no bolso do professor.

a) Qualquer esforço dessa natureza já tem sido feito há muitos anos e comprovou que os resultados são irrelevantes, pois não há uma importação de tecnologia educacional.

b) Tal investimento não custaria mais, em 15 anos, do que o equivalente a duas Itaipus.

c) Esse esforço financeiro custaria muito menos do que o que será preciso gastar daqui a 20 ou 30 anos para corrigir os desastres decorrentes da falta de educação.

d) Isso custaria muitas vezes menos que o que foi gasto para criar a infra-estrutura econômica.

e) Um empreendimento dessa natureza exige como uma condição preliminar: uma grande coalizão nacional, entre partidos, lideranças, Estados, Municípios e União, todos voltados para o objetivo de chegarmos a 2022, o segundo centenário da Independência, sem a vergonha do analfabetismo.
(Adaptado de Cristovam Buarque, O Estado de S.Paulo, 09/7/2003)


6- Os trechos abaixo compõem um texto, mas estão desordenados. Ordene-os para que componham um texto coeso e coerente e indique a opção correta.

( ) O primeiro desses presidentes foi Getúlio Vargas, que soube promover, com êxito, o modelo de substituição de importações e abriu o caminho da industrialização brasileira, colocando, em definitivo, um ponto final na vocação exclusivamente agrária herdada dos idos da colônia.

( ) O ciclo econômico subseqüente que nos surpreendeu, sem dúvida, foi a modernização conservadora levada à prática pelos militares, de forte coloração nacionalista e alicerçado nas grandes empresas estatais.

( ) Hoje, depois de todo esse percurso, o Brasil é uma economia que mantém a enorme vitalidade do passado, porém, há mais de duas décadas, procura, sem encontrar, o fio para sair do labirinto da estagnação e retomar novamente o caminho do desenvolvimento e da correção dos desequilíbrios sociais, que se agravam a cada dia.

( ) Com JK, o país afirmou a sua confiança na capacidade de realizar e pôde negociar em igualdade com os grandes investidores internacionais, mostrando, na prática, que oferecia rentabilidade e segurança ao capital.

( ) Em mais de um século, dois presidentes e um ciclo recente da economia atraíram as atenções pelo êxito nos programas de desenvolvimento.

( ) Juscelino Kubitschek veio logo depois com seu programa de 50 anos em 5, tornando a indústria automobilística uma realidade, construindo moderna infra-estrutura e promovendo a arrancada de setores estratégicos, como a siderurgia, o petróleo e a energia elétrica.
(Emerson Kapaz, “Dedos cruzados” in: Revista Política Democrática nº 6, p. 39)

a) 1º – 2º – 4º – 5º – 6º – 3º
b) 2º – 3º – 5º – 1º – 4º – 6º
c) 2º – 5º – 6º – 4º – 1º – 3º
d) 5º – 2º – 4º – 6º – 3º – 1º
e) 3º – 5º – 2º – 1º – 4º – 6º

7. Se cada período sintático do texto for representado, respectivamente, pelas letras X, Y, W e Z, as relações semânticas que se estabelecem no trecho correspondem às idéias expressas pelos seguintes conectivos:

a) X e Y mas W e Z.
b) X porque Y porém W logo Z.
c) X mas Y e W porque Z.
d) Não só X mas também Y porque W e Z.
e) Tanto X como Y e W embora Z.

8. Indique a opção que completa com coerência e coesão o trecho a seguir.

Na hierarquia dos problemas nacionais, nenhum sobreleva em importância e gravidade ao da educação. Nem mesmo os de caráter econômico lhe podem disputar a primazia nos planos de reconstrução nacional. Pois, se a evolução orgânica do sistema de um país depende de suas condições econômicas,

a) subordina-se o problema pedagógico à questão maior da filosofia da educação e dos fins a que devem se propor as escolas em todos os níveis de ensino.

b) é impossível desenvolver as forças econômicas ou de produção sem o preparo intensivo das forças culturais.

c) são elas as reais condutoras do processo histórico de arregimentação das forças de renovação nacional.

d) o entrelaçamento das reformas econômicas e educacionais constitui fator de somenos relevância para o soerguimento da cultura nacional.

e) às quais se associam os projetos de reorganização do sistema educacional com vistas à renovação cultural da sociedade brasileira.
Atenção: as próximas questões são de Verdadeiro ou Falso.

Como se tornar o número 1


Chegar ao posto mais alto de uma empresa não é tarefa para acomodados. Exige talento, dedicação, persistência e principalmente uma boa dose de sacrifício. Segundo consultores de recursos humanos, é justamente esse empenho e espírito de liderança que as empresas valorizam nos ocupantes de cargos mais altos. “A pessoa deve ter iniciativa, capacidade de tomar decisões, fazer as coisas acontecerem”, diz o diretor da Top Human Resources, de São Paulo.

A qualificação profissional também é um dos principais aspectos para se alcançar o posto mais alto. “Qualquer executivo tem de investir sempre em sua educação”, enfatiza outro diretor de recursos humanos. “Senão você será um computador sem software”, completa.

Traçar metas profissionais é outro aspecto fundamental para quem quer chegar ao topo. Nesse caso, a ambição acaba sendo uma boa aliada.

A intuição também é uma boa arma na hora de dar um palpite em uma reunião. E, quem sabe, pode valer aquela promoção esperada…

Conhecer passo a passo cada etapa do processo de produção da empresa e do setor é um dos principais fatores que levaram M.C.P. a uma carreira bem-sucedida.

Ele aponta ainda a importância de valorizar os colegas. “Ninguém consegue as coisas sozinho. É fundamental reconhecer a participação do grupo e sempre motivá-lo”.

A primeira regra da cartilha daqueles que anseiam alcançar um alto cargo em uma corporação, de acordo com esses consultores, é não permanecer estagnado em uma função ou empresa por um longo período.

Daniela Paiva. Emprego e formação profissional. In Correio Braziliense, 23/6/2002.

Considerando o desenvolvimento das idéias do texto acima, julgue a pertinência das inserções sugeridas em cada parágrafo indicado nos itens abaixo, de modo a preservar os argumentos utilizados, as relações de coesão e coerência e a correção gramatical do texto.

9. Ao final do segundo parágrafo: Ciente disso, o economista R. B. nunca passou mais de um ano sem participar de algum tipo de especialização e considera que a aprendizagem é que vai permitir que alguém permaneça na função e obtenha resultados melhores.
10. Ao final do terceiro parágrafo: “Pois, se não sabe o que quer, dificilmente o profissional vai alcançar uma função significativa”, alerta um consultor paulista.
11. Ao final do quarto parágrafo: “Correr riscos com bom senso e ter uma boa percepção são necessários para se tornar um líder”, acrescenta um diretor da Executive Search.
12. Ao final do quinto parágrafo: Ele planejou, detalhe por detalhe, sua carreira de executivo na empresa X, qualificando-se por meio de cursos especializados e dedicando tempo, além do horário de expediente, ao aprimoramento de línguas epesquisas sobre o mercado.
13. Ao final do sexto parágrafo: O executivo da CBI, J. S., concorda com M. C. P. e acrescenta: “Você tem de reconhecer a importância de cada um e as dificuldades de sua equipe”.

Julgue os itens subseqüentes com relação aos recursos de coesão textual e à adequação das palavras e da pontuação utilizadas no texto acima.

14. O adjetivo “acomodados”, no primeiro período, está empregado, textualmente, em oposição ao conjunto de substantivos expressos em “talento, dedicação, persistência e principalmente uma boa dose de sacrifício”, no período seguinte, que, por sua vez, podem ser interpretados como resumidos em “esse empenho”, no terceiro período.

15. Para que o texto fosse adequado ao tema e aos leitores em potencial, o estilo muito informal de linguagem e, especialmente, o título deveria sofrer ajustes retóricos de modo a se tornarem mais coerentes com o gênero argumentativo utilizado.

16. O emprego de outro (terceiro parágrafo), também (quarto parágrafo) e ainda (sexto parágrafo) mostra que diferentes classes gramaticais podem desempenhar a função de manter coesão textual entre os parágrafos e no texto como um todo.

17. Ao usar, tão freqüentemente, o recurso do discurso alheio, o autor do texto toma o cuidado de marcar por aspas aquelas afirmações acerca das quais não tem muita certeza ou que são empregadas com ironia.

18. De acordo com o desenvolvimento da argumentação, a troca de lugar entre o último período sintático do texto e o primeiro preservaria a coerência e a coesão textuais.

Leia o texto a seguir para responder às questões.

Os fragmentos abaixo, adaptados de VEJA, 13/2/2002, constituem um texto, mas estão ordenados aleatoriamente.
I. Para chefes, o caso é ainda mais complexo.Os que acham que seus subordinados nunca entendem o que eles falam precisam ficar atentos à própria conduta. Talvez o problema seja tanto de habilidade quanto de falta de comunicação.

II. E você? Está pronto para coordenar uma equipe ou para relatar a um grupo as propostas de seu departamento? Se a resposta é não, cuide-se. Corra atrás de cursos de liderança, compre livros que lhe ensinem a expressar suas idéias claramente.

III. O caixa da agência bancária é o mais indicado para liderar a equipe que vai propor alteração no desenho da área de atendimento ao público, onde ficam as filas. O faxineiro deve tomar a frente do pessoal que decidirá o local mais adequado para estocar material de limpeza.

IV. Competência técnica é só um ingrediente necessário à liderança. Um bom coordenador tem de conseguir explicar como a tarefa sob seu controle vai contribuir para os resultados da companhia, ou da instituição.

Considerando que a organização de um texto implica a ordenação lógica e coerente de seus fragmentos, julgue os itens a seguir quanto à possibilidade de constituírem seqüências lógicas e coerentes para os fragmentos acima.

19. I, II, IV, III.
20. I, III, II, IV.
21. II, III, IV, I.
22. III, I, II, IV.
23. IV,III, I, II.

IV unidade -PROPOSTA DE REDAÇÃO -9º ano

PROPOSTA DE REDAÇÃO -9º ano

 

Texto 1

A ciência mais imperativa e predominante sobre tudo é a ciência política, pois esta determina quais são as demais ciências que devem ser estudadas na pólis. Nessa medida, a ciência política inclui a finalidade das demais, e, então, essa finalidade deve ser o bem do homem.

Aristóteles. Adaptado.

 

Texto 2

O termo “idiota” aparece em comentários indignados, cada vez mais frequentes no Brasil, como “política é coisa de idiota”. O que podemos constatar é que acabou se invertendo o conceito original de idiota, pois a palavra idiótes, em grego, significa aquele que só vive a vida privada, que recusa a política, que diz não à política.

Talvez devêssemos retomar esse conceito de idiota como aquele que vive fechado dentro de si e só se interessa pela vida no âmbito pessoal. Sua expressão generalizada é: “Não me meto em política”.

  1. S. Cortella e R. J. Ribeiro, Política – para não ser idiota. Adaptado.

 

Texto 3

FILHOS DA ÉPOCA

Somos filhos da época

e a época é política.

Todas as tuas, nossas, vossas coisas

diurnas e noturnas,

são coisas políticas.

Querendo ou não querendo,

teus genes têm um passado político,

tua pele, um matiz político,

teus olhos, um aspecto político.

O que você diz tem ressonância,

o que silencia tem um eco

de um jeito ou de outro,  político.

(…)

Wislawa Szymborska, Poemas

 

Texto 4

As instituições políticas vigentes (por exemplo, partidos políticos, parlamentos, governos) vivem hoje um processo de abandono ou diminuição do seu papel de criadoras de agenda de questões e opções relevantes e, também, do seu papel de propositoras de doutrinas. O que não significa que se amplia a liberdade de opção individual. Significa apenas que essas funções estão sendo decididamente transferidas das instituições políticas (isto é, eleitas e, em princípio, controladas) para forças essencialmente não políticas – primordialmente as do mercado financeiro e do consumo. A agenda de opções mais importantes dificilmente pode ser construída politicamente nas atuais condições. Assim esvaziada, a política perde interesse.

Zygmunt Bauman. Em busca da política. Adaptado.

 

Os textos aqui reproduzidos falam de política, seja para  enfatizar sua necessidade, seja para indicar suas limitações e impasses no mundo atual. Reflita sobre esses textos e redija uma dissertação em prosa, na qual você discuta as ideias neles apresentadas, argumentando de modo a deixar claro o seu ponto de vista sobre o tema Participação política: indispensável ou superada?

 

Instruções:

 

– A redação deve obedecer à norma padrão da língua portuguesa.

– Escreva, no mínimo, 20 e, no máximo, 30 linhas, com letra legível.

– Dê um título a sua redação.

Análise do filme Maze Runner – Correr ou Morrer

          O filme já começa nos prendendo a atenção ao mostrar um jovem rapaz preso em uma caixa que se move rapidamente para cima numa espécie de elevador da morte (essa cena de cara me lembrou Jogos Vorazes, quando os Tributos estão sendo levados para a Arena). Quando a caixa em fim chega ao seu destino, um som que avisa sua chegada faz com que o rapaz seja apresentado à sua nova comunidade. Seu nome é Thomas, mas ele só consegue se lembrar disso tempos depois de chegar à Clareira, lugar habitado somente por garotos e cercado por um labirinto mortal. O rapaz que não tem nenhuma lembrança, assim como os demais que vivem lá, não entende o propósito daquilo tudo.
          Na Clareira só habitam garotos, eles plantam sua comida, constroem seus abrigos e há 3 anos tentam descobrir o motivo de estarem ali e desvendar os mistérios do labirinto que os cerca. Na comunidade eles dividem as tarefas, e uma das mais importantes e perigosas é a dos Corredores. Esses são encarregados de irem todas as manhãs no labirinto e mapear seus corredores para descobrir respostas e uma saída daquele lugar. Quando Thomas chega a Clareira, ele logo é apresentado as regras do lugar e a mais importante é “Nunca entrar no labirinto”, porém a única coisa em que ele se foca é se tornar um Corredor para descobrir os mistérios por trás daquelas paredes.
          Muitas coisas acontecem depois que Thomas chega a comunidade, mas mudanças ainda mais drásticas ocorrem quando uma garota é enviada ao local carregando um bilhete “Ela é a última”. A única garota da Clareira também não se recorda de absolutamente nada, mas é enviada até lá com um propósito, ajudar aquela pequena população a sair daquela prisão.
         Ninguém nunca sobreviveu a uma noite dentro do labirinto que se modifica todos os dias, ainda mais pelo fator: Verdugos. Os Verdugos são uma espécie de aranha com escorpião que foram colocadas dentro do labirinto para matar tudo o que se movimentar lá dentro e com certeza as melhores cenas são as que essas criaturas estrelam.
          Pelo que li em outras resenhas, o filme não foge muito da história do livro e agradou muita gente, mas preciso ser sincera e dizer que para mim foi um filme bom, apenas isso. O final foi interessante e com certeza pede continuação, que já está confirmada, mas na minha opinião faltou alguma coisa, talvez um pouco mais de suspense (adoro!!!).

 

 

QUESTIONAMENTOS:

  1. Qual a 1ª sensação ao chegar a clareira?
  2. Quais as 3 principais regras da clareira?
  3. Diga uma palavra que descreva o espírito de Thomas.
  4. Imagine que você estivesse passando pela mesma realidade do filme. Com quais dos personagens você mais se identificaria? Thomas, Cruel, Albi, Ninho, Gali, Teresa, Chucky ou Dra. Pei.
  5. Fazendo uma relação com a nossa vida, o que seria a clareira, os verdugos e os clareanos?
  6. Qual o significado de medo, pânico, ordem, desordem, certo, errado?
  7. O que você faria se estivesse numa clareira com os personagens?
  8. E se você fosse picado por um verdugo, qual seria a maneira mais ética e correta de proceder? Se coloque no lugar do Ben.
  9. Qual o verdadeiro significado da frase “Cruel é bom”. Exemplifique com fatos do filme e da sociedade atual.
  10. “O que temos de mais importante é um ao outro”. Você concorda  ou é melhor viver sozinho? É melhor ser persistente ou acomodado? Ter pensamentos positivos ou negativos?
  11. O que significa revolucionar? Você se considera um revolucionário?
  12. Você está preso no labirinto com o seu amigo desacordado, você teria a mesma atitude de Thomas ou faria diferente? Explique.
  13. Qual o significado de ver e matar um verdugo?
  14. Questionar regras é algo bom ou ruim? Explique.
  15. Crie um final para o filme. Depois iremos revelar o verdadeiro final.
  16. O que faz a nova geração de jovens serem diferentes?

 

 

Levem na próxima aula, digitado de preferência. Bjs