Arquivos mensais: novembro 2016

Trabalhos audiovisuais do 2º ano

TEMA: FACEBOOK E WHATSAPP: NOS TORNAMOS ESCRAVOS DA TECNOLOGIA QUE CRIAMOS?

Você já deve estar farto de encarar aquele tipo de situação em que seu amigo está com você, mas não larga o celular e parece que ele nem está presente — talvez você mesmo tenha esse tipo de comportamento.

A questão é que nós parecemos escravos de uma tecnologia que criamos. Não vivemos mais no mundo real, mas uma vida virtual em que tudo é maravilhoso, tudo é perfeito, em que damos unfollownaqueles que não concordam conosco ou naqueles com os quais não concordamos.

O que o impacto dessas tecnologias está fazendo com o mundo em que vivemos? Há pontos positivos? Com certeza, mas os pontos negativos também são evidentes.

Você pode se perguntar se a comunicação é mais fácil, mais fria, se estamos perdendo nossa humanidade, etc.

 

Gostou??

Em breve o próximo vídeo.. ^^

Intolerância religiosa, tema do Enem 2016

Deus é Fiel. Ele Promete e Cumpre….

Modelos……
“Dai a Cesar o que é de Cesar”

O decorrer do curso histórico foi marcado pela união entre religião e Estado. De forma que, tal ligação, de tão significativa, tornou-se indissociável por séculos, amputando liberdades e autonomias. Entretanto, a influência que era exercida por essas instituições – uma sobre a outra – com o tempo enfraqueceu-se, abrindo espaço para o surgimento de um Estado laico, que cresce sob o desafio de tornar-se verdadeiramente neutro.
Das teocracias aos Estados confessionais, por muito tempo o poder do Estado confundiu-se com o poder religioso. Nesse contexto, instaurou-se a censura, destruindo a autonomia e aniquilando o direito à liberdade de esferas filosóficas a espirituais. Com o transpassar dos séculos, na busca de uma harmonização que privilegiasse a liberdade e que houvesse um domínio próprio e independente da comunidade política e igreja, surgiram pensadores como John Locke, que afirmava que o Estado nada pode em matéria puramente espiritual, e a igreja nada pode em matéria temporal. Partindo desse viés, na tentativa de sair da esfera de influência direta das religiões, o Estado tornou-se laico – sendo o Brasil um deles. O fortalecimento do laicismo estatal brasileiro fica evidenciado no reconhecimento pelo supremo tribunal federal (STF) da união estável entre cônjuges do mesmo sexo, ato que vai de encontro aos dogmas religiosos.
Apesar do crescente fortalecimento da neutralidade estatal perante a religião, ainda há estigmas a serem rompidos. Nesse sentido, o número de políticos no congresso ligados à religiosidade, que a usam na tentativa de influenciar muitas decisões tomadas no Brasil atualmente, é considerável. Desde políticos que propõe emendas, com o objetivo de acrescentar associações religiosas capazes de propor ações de constitucionalidade e inconstitucionalidade no STF às políticas que cogitam a possibilidade de uma “cura gay”. Somando-se a tais fatos, gerou-se uma polêmica em torno da legalização do aborto em casos de anencefalia, de um lado um Estado laico discutindo política e saúde pública, do outro, religiosos contrários a tal descriminalização, por considerarem um pecado contra a vida.
Para o pensador Eduardo Galeano, os Estados laicos são os responsáveis pela implementação da tolerância e das liberdades no âmbito interno da democracia. Contrariando essa lógica, percebe-se que o Estado somente possui laicidade na proporção de sua intolerância. Nesse sentido, se faz preciso, na Era das Conquistas de direitos plenos, a luta para que a liberdade religiosa não seja uma perspectiva, mas uma prerrogativa de Estado.

Igreja da Fé
Na história da humanidade, a influência religiosa sobre o indivíduo foi, e ainda é, inegável. Com poderes inquestionáveis sobre a mente humana, a igreja representava a força dominante na sociedade, sendo impossível dissociar o desenvolvimento humano da influência da religião. Com a chegada da Era Tecnológica, essa premissa foi contrariada, permitindo o estabelecimento de novos valores humanos.
Pode-se afirmar, de fato, que a religião escreveu a história da humanidade. Importantes acontecimentos, que determinaram, no passado, o que hoje se vive no presente, só se tornaram possíveis devido ao poder religioso que comandava a humanidade. Desde a expansão marítima, que teve como um dos principais motivos o catolicismo, à contemporaneidade, onde o capitalismo teve um avanço enorme graças ao Protestantismo, a fé move o homem e constrói sua evolução ao longo dos séculos.
No segundo milênio, entretanto, o avanço da ciência leva o homem a questionar valores incutidos pela igreja, desmistificando crenças invioláveis e minando, assim, a instituição religiosa. Contrariando essa lógica, embora a razão tenha ganhado força e espaço na sociedade, ela nunca conseguiu desconectar o homem de sua religiosidade, a qual ainda o guia em suas ações e instintos, como aconteceu no caso da Primavera Árabe, que eclodiu em 2011, onde a onda de protestos populares teve forte influência do Islamismo.
Torna-se perceptível, portanto, que, por mais que tenha avançado a ciência, a religião ainda suscita a humanidade. Embora a Igreja tenha perdido sua categoria de culto político dominante, a Era Tecnológica contribuiu para o surgimento de uma época onde o fortalecimento da crença dá origem a uma igreja universal. A Igreja da Fé.

Múltiplos monoteísmos
No limiar do século XXI, a sociedade é confrontada com inúmeras culturas religiosas. Contrariando as expectativas iniciais de que a religião acabaria por enfraquecer perante a evolução da ciência e da lógica, ela está extremamente viva na contemporaneidade. Assim, os homens continuam indo para guerras e sendo mortos entre bênçãos e orações.
Desde o surgimento das primeiras civilizações a religiosidade desempenha um papel central na vida dos homens. Partindo dessa máxima, o mítico surge como sustentação para a vida e para os atos racionais dos seres humanos. A sociedade pós-moderna amplia essa base com uma pluralidade de culturas religiosas, e o acesso fácil a qualquer cultura, seja por meio físico ou virtual, acaba por estimular a necessidade de o homem conhecer melhor o seu interior. Com a internet e a movimentação de pessoas, um hindu é questionado mais facilmente sobre o porquê de ele crer em vários deuses e o protestante apenas em um deus.
A religião é, historicamente, o instrumento mais amplo e efetivo de legitimação. De César e seu império ao Iraque e suas facções, o sangue derramado em guerras é lavado com água benta e abençoado com palavras santas. Sustentando essa égide, o muçulmano, em sua essência, ratifica o expansionismo violento através do Jihad, uma espécie de “esforço” para levar a teoria do Islã a outras culturas, assim como Santo Agostinho expôs a doutrina da guerra justa no cristianismo, servindo de justificativa para as Cruzadas e para as guerras preventivas contra o Terror na contemporaneidade.
Platão apregoava que a espiritualidade independente de qualquer crença e deve ser levada seriamente com total convicção de que foi uma escolha pessoal. No bojo dessa premissa, o homem pós-moderno alimenta a cultura da fé e se faz crente tão quanto os seus antepassados, mesmo tendo ao seu redor uma cultura imperante de superficialidade e individualismo.

Aula de revisão 2º ano 07.11.2016

Objetivo: Identificar, interpretar e analisar a estrutura de um TEXTO dissertativo argumentativo.

 

Saber que um texto dissertativo deve ter, em sua estrutura, uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão pode não ser suficiente para garantir, no momento da escrita, a produção de um texto bem articulado. Com o auxílio de uma proposta de redação da UNICAMP, você vai analisar como cada uma dessas partes pode ser estruturada.

 

Progresso e evolução: grandes diferenças

A partir do séculos XIX, a visão do mundo pelo homem sofreu uma mudança substancial. A Terra, antes observada com olhos místicos e supersticiosos de uma herança medieval, sofria grandes modificações econômicas, sociais, políticas e culturais, já que a Revolução Industrial havia mudado as relações de trabalho, de produção, da utilização do conhecimento técnico. Logicamente essas mudanças influenciaram na visão que esse homem tinha, tanto da Terra como dele próprio. A palavra-chave referente à relação homem-mundo nesse período foi, portanto, mudança.

O desenvolvimento de teorias científicas, a partir daí, passa a ter grande expressão. A descoberta da célula, o desenvolvimento da máquina a vapor, as teorias atômicas, cada nova descoberta deixou suas marcas nas relações do homem. O grande exemplo desse fato está na publicação da Origem das espécies, de Darwin. O conceito de seleção natural, transposto para a sociedade, gerou o que é chamado de “darwinismo social”, onde os mais aptos na sociedade, teriam, naturalmente, os direitos aos privilégios de que sempre usufruíram, justificando com uma teoria do “mundo biológico” a ideologia do capital.

Essa visão pragmática do mundo, alimentada pela euforia do cientificismo e pelo positivismo, reforçou a visão antropocêntrica (e por vezes eurocêntrica) do homem da época, justificando o que hoje se julga atrocidade sob o rótulo de “evolução e civilização”. O grande equívoco do homem contemporâneo foi confundir “mudança” com “progresso”.

Os mais entusiastas diriam que o progresso é inquestionável ao se observar a que ponto chegamos no desenvolvimento tecnológico. Pode-se fazer o que jamais se sonhara: domina-se a tecnologia, a bioengenharia, a astronomia. A cada dia uma nova pesquisa desponta e novas descobertas vêm à tona. Porém, as grandes descobertas não necessariamente definem o progresso.

A cada grande descoberta do homem pode-se citar pelo menos um problema causado. A grande descoberta do petróleo, combustível de grande potencial energético, trouxe impactos ambientais muitas vezes irreversíveis. O desenvolvimento da radioatividade, apesar dos benefícios da radiografia e radioterapia, ainda é responsável por muitos casos de câncer. Até os antibióticos, heróis do combate à tuberculose no início do século, estão ficando incapazes perante as resistentes superbactérias.

É claro que não se trata de negar o desenvolvimento alcançado, nem ser purista, acreditando que as mudanças foram negativas. A questão é encarar a evolução como um processo de múltiplos caminhos, sem ápice ou base. A evolução seria, antes de tudo, um processo adaptativo às condições dadas. Vale a pena lembrar que nossa inteligência, apesar de ter desenvolvido tantos aparatos, é capaz de nos autodestruir num desastre nuclear, enquanto as baratas, invertebrados irracionais, sobreviveriam.

É preciso adotar uma postura crítica diante das mudanças que têm ocorrido no mundo. O progresso só será real se puder ser compartilhado pela maioria das pessoas. Enquanto isso, pode-se chama-lo de evolução, a qual pode assumir uma face bastante perversa para os nossos descendentes.

MENDES, Maira Tavares. Vestibular UNICAMP, redações 2003. Campinas: Editora da Unicamp, 2003, p.75.

 

  1. A tarefa proposta pela Unicamp tinha como expectativa que os candidatos analisassem a relação entre mudança, progresso e evolução. A dissertação transcrita acima atende a essa expectativa? Justifique.
  1. Em diversos momentos, o texto da autora se apoia nas informações complementares do tema. Identifique nos parágrafos ou passagens do texto pelo menos um trecho aos qual ela se apoia. Sugestão: siga o modelo:
Parágrafo / passagem Aspecto recuperado e utilizados no texto. Parágrafo / passagem Aspecto recuperado e utilizados no texto.
1º – “A partir do séc XIX, a visão do mundo pelo homem sofreu uma mudança substancial. […A] Revolução Industrial havia mudado as relações de trabalho, de produção, da utilização do conhecimento técnico. […]” -Processo de transformação do modo como o ser humano se relaciona com o mndo a partir da teoria da evolução.

-Visão, predominante no séc XIX, do progresso como arte do processo evolutivo natural.

-Afirmação da evolução humana como algo inerente à natureza e destinado ao aperfeiçoamento.

 

  1. Com base nas nossas análises em sala de aula, remonte o projeto de texto que orientou essa dissertação. Com base no esquema, faça um que represente a trajetória argumentativa desenvolvida no texto.

 

 

INTRODUÇÃO

DESENVOLVIMENTO  

 

CONCLUSÃO  

 

 

  1. Para desenvolver o tema, a autora da dissertação precisava introduzir duas ideias a partir de uma perspectiva histórica. Por quê?
  1. O 2º parágrafo tem a função de expandir o contexto introduzido no 1º parágrafo, explicando-o. ele poderia ser diferente? Em outras palavras: a autora do texto, uma vez criado o parágrafo inicial, poderia ter seguido um rumo diferente em termos analíticos?
  1. O 3º parágrafo “divide” o texto em duas partes: a introdução, que estabelece a linha de análise, e o encaminhamento da conclusão, que defende a ideia da evolução como um processo adaptativo. Por que ele tem uma função tão importante na articulação das partes do texto?
  1. A conclusão apresentada no texto foi devidamente preparada pelos parágrafos que a antecedem? Explique.