Arquivos mensais: julho 2016

A IMPORTÂNCIA DA PONTUAÇÃO NA REDAÇÃO DO ENEM

Um relato de experiência para  você!

Você está concluindo o Ensino Médio e já sonhando em entrar na faculdade pelo ENEM? Então já deve ter reparado que alguns de seus colegas parecem estudar muito, outros parecem não estudar nada, mas mesmo assim acham que de um jeito ou de outro vão ser aprovados e conseguir a bolsa pelo SISU.

Uns dizem que é preciso fazer cursinho, outros parecem aprender só de ouvir as aulas na escola, mas a verdade é só uma: é muita pressão de todos os lados e muita coisa pra estudar!

Eu sei e você sabe que tirar notas altas é bem difícil. Nessa época perto do ENEM nossos pais ficam cobrando, os professores ficam em cima, fazendo revisão o tempo todo, e toda família parece que só quer saber se estamos estudando.

Se sua família for parecida com a minha, deve ter uns tios chatos que ficam dizendo coisas como “vê se faz Direito ou Engenharia, hein!” ou “estuda pra passar em Medicina, viu!?”. Ninguém merece!

Meu pai, então, ficava dizendo que se eu não conseguisse entrar na faculdade pelo ENEM, ele não ia ter como pagar uma universidade particular. Infelizmente eu sabia que era verdade.

Então eu entendo o que você está passando, sabe? Só que, quando eu estava nessa época da minha vida, eu só queria que alguém tivesse me dado UM conselho: foco na redação!

A IMPORTÂNCIA DA PONTUAÇÃO NA REDAÇÃO DO ENEM

Hoje eu sei. É algo óbvio pra mim.  Mas na época eu não dava a menor bola para a redação – só fazia de vez em quando a pedido da professora de português (se valesse nota, claro), caso contrário, preferia estudar matérias “importantes” como Matemática ou Química.

Quer ver como eu estava enganado? Você tem ideia de como é calculada a nota do ENEM? Acompanhe o raciocínio:

  1. Cada uma das 4 provas objetivas vale 1000 pontos: Linguagens e Códigos, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza;
  2. É tirada uma média da nota dessas 4 provas;
  3. A redação vale mais 1000 pontos;
  4. Soma-se a nota da redação com a média das provas objetivas para calcular sua pontuação geral do ENEM.

Como é calculada a nota do ENEM

Você tem noção do que isso significa? Simplesmente que a redação representa METADE da sua nota do ENEM. Ainda parece pouco? Imagine tirar 1000 nas 4 provas objetivas (o que é impossível devido ao método TRI), mas tirar zero na redação:

1000 + 0 dividido por 2 = 500. Você acha que conseguiria ser aceito em alguma faculdade com essa nota? NUNCA!

Ou seja, você gabaritou tudo, mas foi mal na redação – sua média final despencou. Foi isso que aconteceu com o “gênio” cearense que acertou 172 questões (das 180) do ENEM 2014 e mesmo assim não conseguiu vaga no curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Ceará.

É por isso que desenvolver suas habilidades de escrita para a prova do ENEM é a melhor maneira de chegar mais perto da sua vaga na faculdade pelo SISU.

Para escrever redações cada vez melhores, os professores de todos os cursinhos recomendam o seguinte:

  • Estudar a parte teórica através de um material focado e completo;
  • Escrever redações com frequência, pelo menos 1 por semana;
  • Ter um professor especialista que possa apontar seus erros e mostrar como corrigi-los.

O que eu vou contar agora é a história de dois alunos meus que, assim como você, estavam batalhando para conseguir uma vaga na faculdade pelo ENEM. Preste atenção e veja com qual deles você se identifica.

LEONARDO E MIGUEL – O MITO DO CDF

Leonardo e Miguel eram colegas de turma no terceiro ano do Ensino Médio de uma escola da rede pública. Ambos com 17 anos, vindos de famílias de classe média, sem grandes luxos, mas sem passar grandes necessidades. Ambos faziam planos de entrar na faculdade através de uma boa nota no ENEM.

Leonardo queria o curso de Medicina, enquanto Miguel sonhava com Engenharia Química.

Leonardo era o típico aluno modelo: ia muito bem em todas as provas e estava sempre estudando. Em casa, todos os dias fazia exercícios complementares das matérias que tinha mais dificuldade e ficava muito frustrado quando não gabaritava alguma avaliação.

Os professores, é claro, o adoravam, esperando dele os melhores resultados e um futuro promissor – muitas vezes o chamavam de “gênio”, “intelectual” e adjetivos do tipo.

Sua família não era de muitas posses, mas o pai dele, trabalhando um turno extra, conseguiu pagar um cursinho mediano, que Leonardo passou a frequentar no turno contrário das aulas na escola.

Em poucas palavras, Leonardo estava vivendo só para estudar.

Miguel, por outro lado, nunca foi um aluno nota 10. Ele prestava atenção nas aulas, principalmente na hora da explicação, mas depois ficava disperso e nem sempre fazia os exercícios que os professores recomendavam.

Ele gostava muito de jogos de computador, principalmente os de tiro, como Call of Duty, além das séries de TV como The Walking Dead, Game of Thrones, e documentários do History Channel. Quando estava em casa, quase sempre estava fazendo uma dessas três coisas.

Suas notas não eram baixas, no entanto. Dificilmente ficava abaixo da média da escola, que era 6. Se isso acontecesse, se dedicava um pouco mais no próximo trimestre para recuperar. Como era bem esperto e bom de papo, fazia amizade com os professores e pedia explicações sempre que não entendia algo importante para a prova.

Ele foi indicado por Leonardo no cursinho e ganharia 30% de desconto na matrícula, mas decidiu não fazer, achando que as aulas da escola seriam suficientes – e ele definitivamente não queria passar o dia inteiro estudando.

A única matéria em que Miguel ia melhor que Leonardo era, adivinhe? Redação.

Leonardo nunca deu muita atenção a isso. Preferia estudar matérias como Biologia, Química e Matemática, pois pensava que notas altas nessas áreas garantiriam sua vaga no curso de Medicina de alguma Universidade Federal.

Miguel continuava com suas notas medianas nessas matérias, mas um dia viu num vídeo do Youtube um professor comentando sobre a importância da redação para a nota do ENEM e entendeu como era calculada, representando 50% do “bolo”.

No dia seguinte ele veio falar comigo, perguntando se eu tinha alguma dica para ele estudar redação e desenvolver-se mais rápido nessa matéria. Eu, então, indiquei o melhor curso que conhecia, um que passasse a parte teórica, mas também desse a oportunidade do aluno enviar suas redações para correção de professores especialistas no assunto.

Miguel conversou com a mãe dele, que resolveu investir aquele pequeno valor na educação do filho.

Era agosto, eu lembro até hoje.

Miguel não deixou de jogar, não deixou de assistir TV e não passou a estudar mais – apenas manteve-se na média em todas as matérias. O que ele fez foi assistir a todas as aulas do curso de redação e passou a escrever 1 redação toda semana, enviando para correção e reescrevendo depois da devolução comentada.

Enquanto isso, Leonardo continuava gabaritando as provas de quase todas as matérias, fazendo incontáveis exercícios, indo para a escola de manhã e ao cursinho à tarde (sem contar asaulas-extra de revisão que às vezes se estendiam até 9 da noite).

Chegou o dia do ENEM. Era final de outubro.

No domingo, o último dia de provas, acompanhei meus alunos até o local e fiquei ali aguardando sua saída, para dar aquele apoio moral.

Miguel sempre descontraído e relaxado, olhando mais para as meninas do que qualquer outra coisa; Leonardo um pouco tenso, concentrado e nervoso, pois achava que não tinha ido tão bem no dia anterior.

Na saída da prova, encontrei os dois exaustos. Leonardo disse que tinha achado fácil a prova de Matemática, mas teve dificuldades para desenvolver o tema da redação. Miguel, ao contrário, achou a prova objetiva difícil e teve que chutar algumas questões no final, por falta de tempo, mas usou o conhecimento que tinha adquirido com o curso de redação para escrever um bom texto e achava que tinha se saído bem nisso.

No dia seguinte, ambos voltaram para suas rotinas: Miguel “empurrando com a barriga” e Leonardo firme nos estudos para o vestibular da UFRGS, que seria em janeiro.

Final de ano, formatura, muitas despedidas emocionadas, mas também muita festa, que Miguel aproveitou ao máximo, chegando em casa 6 e meia da manhã, enquanto Leonardo estava dormindo há mais de cinco horas, para não ficar cansado nas aulas do cursinho.

Chegou janeiro e a tão esperada divulgação do resultado do ENEM.

Lembro de ter falado com Leonardo pelo Facebook – como sempre ele estava ansioso e um pouco nervoso. Enquanto isso, Miguel estava na praia e nem lembrava da data de divulgação das notas.

Vou direto ao ponto e mostrar as notas (aproximadas) de cada um:

Pontuação para entrar na faculdade pelo ENEM

A VAGA FOI PARA MIGUEL. E A SUA, VAI PARA QUEM?

Como você pode imaginar, com essa nota Leonardo não conseguiu vaga em nenhuma universidade, enquanto Miguel foi chamado já na primeira chamada do ProUni para uma bolsa de 100% numa faculdade privada para o curso de Engenharia Química.

Veja que Miguel, apesar de ser um aluno mediano, entendeu como funcionava o sistema e tirou proveito desse mecanismo de pontuação. Leonardo, sem entender como as coisas funcionavam, se esforçou muito mais para não conseguir alcançar seu objetivo.

Contei essa história longa para você perceber a importância da redação para a formação da nota do ENEM e para que você pare para pensar e tome uma atitude HOJE. Que caminho você quer tomar? O de Miguel ou de Leonardo?

Se eu fosse você, escolheria mudar o jeito que olho para meus estudos,aproveitar o sistema e sair na frente dos meus concorrentes. Se eu fosse você, escolheria conquistar uma bolsa de estudos pela nota do ENEM e economizar quase 80 mil reais para um dia, na hora certa, investir no meu futuro.

http://redação.definitiva

Mas eu não sou você. Tenha coragem de lançar os dados. Talvez essa seja a hora certa para fazer isso.

TEMÁTICA DA AULA: Os sinais de pontuação e seu uso

TEMA: Os sinais de pontuação e seu uso

PRÉ-REQUISITOS: Gostar de ler.

META: As atividades deste Roteiro tem o objetivo de proporcionar ao estudante estudo sobre o uso correto dos sinais de pontuação.

ATIVIDADES DE ESTUDO:

a) Leia os textos A e B. Faça os exercícios, depois que tiver certeza que entendeu bem as explicações dadas.

b) Por fim, faça uma última leitura e reveja todos os exercícios com o objetivo de fixar os conceitos estudados.

c) Se encontrar dificuldade, procure um professor de português ou um amigo que possa ajudá-lo a esclarecer as dúvidas surgidas no decorrer do estudo.

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ANEXO A – LEITURA EXPRESSIVA

A VIDA ENTRE PARÊNTESES

(Moacyr Scliar. Jornal Zero Hora, 05/02/1992)

Leitor pergunta por que uso tantos parênteses nas minhas crônicas (leitores inteligentes conseguem descobrir no texto particularidades significativas). A pergunta me fez pensar (não chega a ser um evento raro na minha existência, mas pensar entre parênteses não era algo que eu fizesse com freqüência). E então me dei conta de que os sinais gráficos, mais que as letras (por muito importantes que estas sejam), veiculam emoções. Quanta emoção numa exclamação! E pode haver dúvida maior que a do ponto de interrogação? Sobre isso sempre somos reticentes… Mas temos que admitir que certos sinais, como, por exemplo, a vírgula, esta pequenina serpente que, de espaço em espaço, atravessa o caminho, sempre acidentado, de nossa frase, é uma evidência, não muito clara, decerto, mas evidência, sim, de nossa indecisão.

Já os parênteses (a discussão a respeito foi propositalmente omitida no parágrafo anterior) têm uma significação (alguns não admitirão que é uma significação, mas enfim), os parênteses, dizia eu quando os parêntese me interromperam, traduzem não apenas uma forma de escrever, mas, (o que é mais importante), um modo de viver. Sim, porque se pode viver (ainda que não plenamente) entre parênteses. O garoto (ah, esses garotos) que no meio do tema se distrai pensando na sua coleguinha (aquela lindíssima) está vivendo entre parênteses. O executivo, que no meio da tarde (nessas horas que os americanos chamam de “menores” mas que para muitos são as maiores), sai para uma escapada (e deem a esta escapada a interpretação que vocês quiserem) está vivendo como? (a pergunta era para ficar soando retoricamente, mas não me furto a dar aqui a resposta: entre parênteses).

Sim, confesso: gosto de parênteses (deve ser uma espécie de perversão). Uma vez escrevi um livro chamado (O Ciclo das Águas). O título era assim mesmo, entre parênteses, (eu queria simbolizar com isto um ciclo fechado). Deu tanta confusão que, nas edições seguintes, tive de tirar os parênteses (para escapar dos parênteses, só mesmo assim, em novas edições. Lamentável é que a vida tenha uma única edição. Muitas vezes esgotada. Muitas vezes entre parênteses).

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ANEXO B – A EXPRESSIVIDADE DA PONTUAÇÃO

A língua escrita apresenta muitas diferenças em relação à língua falada.

Na fala, podemos contar com uma série de recursos para transmitir nossa mensagem, tais como gestos, tom de voz, expressão facial, entoação. Enfim, quando falamos, nossa mensagem vem reforçada por inúmeros recursos que não temos quando escrevemos. Para tentar reproduzir, na escrita, os recursos de que dispomos na fala, contamos com vários sinais gráficos denominados sinais de pontuação.

Você deve ter observado que no texto do Anexo A, foi usado vários desses sinais para nos informar que tom de voz e entoação das palavras deve ser usado para o entendermos.

Os sinais de pontuação servem para marcar pausas na leitura ou na melodia da frase.

O emprego dos sinais de pontuação não é somente marcado por regras. Existem também razões de ordem subjetiva, ou de estilo, que determinam a pontuação de um texto.

Os sinais de pontuação usados em português são:

  1. vírgula                                    ,
  2. ponto                                      .
  3. ponto-e-vírgula                    ;
  4. dois ponto                              :
  5. ponto de interrogação        ?
  6. ponto de exclamação          !
  7. reticências                            …
  8. travessão                               –
  9. aspas                                    “   ”
  10. parênteses                        (   )

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ANEXO C – O USO DE CADA SINAL DE PONTUAÇÃO

  1. VÍRGULA(, )

Marca uma pausa de curta duração e serve para separar elementos de uma oração e orações de um período.

Quando a frase não segue a ordem natural ou direta (sujeito + predicado + complementos), o uso da virgula se faz necessário para que a mensagem seja interpretada corretamente. Isso acontece quando intercalamos alguma palavra ou expressão entre os termos imediatos, quebrando a sequência natural da frase.

Ex: Fomos, depois do almoço, ao cinema.    (a sequência natural é: Fomos ao cinema depois do almoço)

Além disso, usa-se a virgula:

  1. para separar termos do mesmo valor sintático, usados numa sequência.

Ex: Ela era alta, bonita, simpática, inteligente.

(alta, bonita, simpática, inteligente exercem a mesma função sintática: predicativo do sujeito e estão em sequência, na frase)

  1. nas datas. Ex: Brasília, 04 de janeiro de 2010.
  2. para indicar o supressão do verbo, em uma oração.

Ex: Fomos ao cinema; eles, ao teatro. (foram)

  1. para separar o aposto ou qualquer outra expressão explicativa.

Ex: Jorge Amado, autor de “Gabriela, cravo e canela”, é um excelente escritor brasileiro. (autor de Gabriela, cravo e canela – aposto)

  1. para separar o vocativo.

Ex: Crianças, aqui está o que prometi!

(em qualquer lugar da frase que se coloque o vocativo criança, ele será separado por vírgula: Aqui está, crianças, o que prometi! Aqui está o que prometi, crianças!)

O uso da vírgula, para separar orações em um período composto, segue o mesmo princípio de uso no período simples, em relação às orações que o compõem.

No período composto por coordenação, as orações serão separadas por vírgula quando tiverem o mesmo valor sintático.

Ex: Joana foi ao cinema, comprou pipoca, sentou-se na primeira fila de cadeiras, mas dormiu durante o espetáculo. (neste período, todas as orações têm o mesmo valor sintático – são orações coordenadas – e se apresentam numa sequência).

No período composto por subordinação formado por orações substantivas, adjetivas e/ou adverbiais, o uso da vírgula vai obedecer aos mesmos princípios de uso para separar os termos, como no período simples. Termos da oração na ordem direta, sem vírgulas; na ordem inversa, usa-se a vírgula nas situações exigidas. Ex:

“ O enunciado não se constrói com um amontoado de palavras e orações porque elas se organizam segundo princípios gerais de dependência e de independência sintática e semântica que são recobertos por unidades melódicas e rítmicas que sedimentam estes princípios.” (adaptado)

(Evanildo Bechara, Moderna Gramática Portuguesa. 37a. Edição, Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 2009)

No exemplo acima, não foi usada nenhuma vírgula porque as orações que exercem a função de complemento da oração principal (o enunciado não se constrói com um amontoado de palavras e princípios) foram posicionadas na ordem direta da frase. Entretanto, deve-se evitar a construção de períodos muito longos, mesmo que feitos na ordem direta, para que a mensagem se torne clara ao leitor.

Cabe, ainda, salientar que a vírgula pode alterar a interpretação de uma mensagem. Veja:

–  Não atirem!             – Não, atirem!

Por isso, ao redigir um texto, deve-se cuidar para que a pontuação, principalmente a vírgula, esteja no lugar adequado a fim de evitar mal-entendidos. Como afirma Evanildo Bechara, a frase é um enunciado que obedece a princípios gerais sintáticos, semânticos e melódicos e nem sempre a ordem direta será a melhor alternativa para tornar clara uma mensagem.

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Exercícios.

  1. Use  a vírgula onde for necessário. Depois, coloque na ordem direta ou natural, as frases que estiverem na ordem inversa, mas observando sempre a clareza da informação:
  2. Se estudares serás aprovado; caso contrário não cursarás medicina  o que te deixará frustrado.
  3. Logo depois do nascimento do filho em 21 de janeiro de 2000 os pais foram para o interior.
  4. No primeiro dos  três artigos que publicou na imprensaO presidente nefastosão numerosos os argumentos contra a venda de empresas estatais.
  5. Porque os pais estavam desempregados o menino vendia balas na rua mas o seu sonho era frequentar a escola.
  6. Depois quando já tinham vendido todas as empresas nacionais deram-se conta de que os compradores remeteriam o lucro para o exterior onde ficavam as matrizes.
  7. Sexta-feira às 12 horas iremos esperá-los no aeroporto.
  8. Ele era honesto; o banqueiro desonesto.
  9. Naquela manhã João ia sair para fazer compras.
  10. Assim como há quem reclame do trabalho outros reclamam de não trabalhar.
  11. Os maiores culpados são os que não contestam não lutam pelos seus direitos acham que não há solução que a vida é assim mesmo que cada povo tem o governo que merece.
  12. Sua casa ficava na Favela do Angu na periferia da cidade o que o fazia gastar muito tempo para chegar ao trabalho.
  13. O prefeito mandou construir um obelisco depois patrocinou um desfile de modas.
  14. Este ano como se sabe é ano de eleições. Cabe ao jovem feliz ou não votar com consciência.
  15. Desejosos de escolher a nova diretoria do grêmio da escola Henrique por exclusão acabou votando na chapa de Antônio.
  16. A frase abaixo, foi escrita num testamento deixado para a irmã do falecido. Um irmão, sorrateiramente, modificou a pontuação para que fosse ele, o beneficiado. Escreva como ficaria a nova frase com essa alteração.

Deixo os meus bens: ao meu irmão não, aos sobrinhos nada, aos netos.

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GABARITO

Questão A.

  1. Se estudares, serás aprovado; caso contrário, não cursarás medicina o que te deixará frustrado.

Ordem direta: Serás aprovado se estudares; caso contrário, não cursarás medicina, o que te deixará frustrado.

  1. Logo depois do nascimento do filho em 21 de janeiro de 2000 os pais foram para o interior.

Ordem direta: Os pais foram para o interior em 21 de janeiro de 2000 logo depois do nascimento do filho.

  1. No primeiro dos  três artigos que publicou na imprensa,O presidente nefasto,são numerosos os argumentos contra a venda de empresas estatais.

Ordem direta: Os argumentos contra a venda de empresas estatais são numerosos no primeiro dos três artigos, O presidente nefasto, que publicou na imprensa.

  1. Porque os pais estavam desempregados, o menino vendia balas na rua, mas o seu sonho era frequentar a escola.

Ordem direta: O menino vendia balas na rua porque os pais estavam desempregados, mas o seu sonho era frequentar a escola.

  1. Depois, quando já tinham vendido todas as empresas nacionais, deram-se conta de que os compradores remeteriam o lucro para o exterior onde ficavam as matrizes.

Ordem direta: Depois, deram-se conta de que os compradores remeteriam o lucro para o exterior onde ficavam as matrizes, quando já tinham vendido todas as empresas nacionais.

  1. Sexta-feira, às 12 horas, iremos esperá-los no aeroporto.

Ordem direta: Iremos esperá-los no aeroporto, sexta-feira, às 12 horas.

  1. Ele era honesto; o banqueiro, desonesto. (a frase já está na ordem direta)
  2. Naquela manhã, João ia sair para fazer compras.

Ordem direta: João ia sair para fazer compras naquela manhã.

  1. Assim como há quem reclame do trabalho, outros reclamam de não trabalhar.

Ordem direta: Outros reclamam de não trabalhar assim como há quem reclame do trabalho.

  1. Os maiores culpados são os que não contestam, não lutam pelos seus direitos, acham que não há solução, que a vida é assim mesmo, que cada povo tem o governo que merece. (a frase já está na ordem direta)
  2. Sua casa ficava na Favela do Angu, na periferia da cidade, o que o fazia gastar muito tempo para chegar ao trabalho. (a frase já está na ordem direta)
  3. O prefeito mandou construir um obelisco; depois, patrocinou um desfile de modas.

Ordem direta: O prefeito mandou construir um obelisco; patrocinou um desfile de modas depois.

  1. Este ano, como se sabe, é ano de eleições. Cabe ao jovem, feliz ou não, votar com consciência.

Ordem direta: Este ano é ano de eleições, como se sabe. Cabe ao jovem votar com consciência, feliz ou não.

  1. Desejoso de escolher a nova diretoria do grêmio da escola, Henrique, por exclusão, acabou votando na chapa de Antônio.

Ordem direta: Desejoso de escolher a nova diretoria do grêmio da escola, Henrique acabou votando na chapa de Antonio, por exclusão.

Questão b.

Deixo os meus bens ao meu irmão, não aos sobrinhos, nada aos netos.

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  1. PONTO – ( . )

É usado para:

  1. a)     indicar o fim da frase.
  2. b)     indicar abreviaturas. Ex: Exmo. Sr. Dr. Desembargador Fulano de Tal.

O ponto, numa situação de se ditar um texto para outra pessoa escrevê-lo, é chamado por nomes específicos, dependendo da situação em que se encontra no texto.

Isto me lembra os comandos que eu, aluna das primeiras séries do Ensino Fundamental (antigo Primário, na década de 1950), ouvia de minha professora, quando estava a fazer um exercício de ortografia chamado “ditado”. Funcionava assim: os alunos ficavam atentos à fala da professora, que pronunciava, pausadamente, as palavras do texto. Nós, os alunos, escrevíamos, no caderno, essas palavras (tínhamos que escrevê-las corretamente!). Ao surgir, no texto, o ponto, a professora dizia:

–        Ponto seguido! (para continuarmos a próxima frase na mesma linha da pauta da folha do caderno)

–        Ponto parágrafo! (para escrevermos a próxima frase na outra linha da pauta da folha do caderno, deixando-se um pequeno espaço da margem do papel)

–        Ponto final! (indicava que o texto chegara ao fim)

Na realidade, era uma convenção didática, usada pelos professores da época. Esta convenção ajudou-me a entender, posteriormente, porque existem espaços entre grupos de frase, num texto.

O ponto não indica somente o fim de uma frase ou de um texto.

Quando expomos nossas idéias através da escrita, costumamos separá-las em cada parágrafo do texto e é nesta organização das idéias que entra o ponto “parágrafo” de que falava minha professora, citada linhas atrás.

Quando passamos de um grupo a outro de idéias a respeito de um assunto, marcamos essa transposição pelo ponto “parágrafo”. Deixa-se, então, em branco, o resto da linha em que termina essa exposição e iniciamos a próxima exposição na linha abaixo, com um pequeno recuo de espaço a partir da margem do papel. Com isso, ao lermos um texto, fica mais fácil identificar as idéias do autor e resumir o texto.

  1. PONTO-E-VÍRGULA ( ; )

O ponto-e-vírgula marca uma pausa maior que a vírgula e menor que o ponto. Por ser um sinal intermediário entre a vírgula e o ponto, fica difícil sistematizar seu emprego. Entretanto, há algumas normas para sua utilização.

Usamos o ponto-e-vírgula para:

  1. a) separar orações coordenadas dentro de um período que tenha certa extensão ou que apresentem certa força expressiva.

Ex.: “De repente, armou-se um temporal, que parecia vir o mundo abaixo; o vento era tão forte, que do mar, apesar da escuridão, viam-se contradançar, no espaço, as telhas arrancadas na cidade alta.” (Manuel Antonio de Almeida, Memórias de um sargento de Milícias)

  1. b) para separar os diversos itens de uma enumeração (em leis, decretos, portarias, regulamentos, etc.).

Damos como exemplo, parte do art. 5o. da Constituição Brasileira: Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos.

Art. 5o.  Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;

II – ninguém será submetido à tortura e nem a tratamento desumano ou degradante;

III – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

IV – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

V – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias;

VII – é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;

VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

XI – a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou durante o dia, por determinação judicial;

XII – é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal;

XIII – é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;

XIV – é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional;

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  1. DOIS PONTOS ( : )

Os dois pontos marcam uma sensível suspensão da voz na melodia em uma frase não concluída. Emprega-se antes de:

  1. a)     uma enumeração.

Ex.: Comprou diversas mercadorias no supermercado: artigos de limpeza, gêneros alimentícios e brinquedos.

  1. b)     uma explicação.

Ex.: Quando o vi, fiquei contente: sabia que me traria boas notícias.

  1. c)     Uma citação ou fala de alguém.

Ex: “… vibrava entusiasmado as cordas metálicas de uma viola ordinária, acompanhando (…) os versos que improvisava e outros que trazia de cor:

Lá vai a garça voando

Para as bandas do sertão

Leva Maria no bico

Teresa no coração!”

(Aluisio de Azevedo. O MULATO)

  1. PONTO DE INTERROGAÇÃO ( ? )
  2. Usado sempre no final da frase, serve para marcar as frases interrogativas diretas.

Ex.: “ – E por que não? Que tenho eu com o preconceito dos outros? Que culpa tenho eu de te amar?

(Aluisio de Azevedo, O Mulato)

  1. Pode-se combinar o ponto de interrogação com o ponto de exclamação, quando se quer fazer ma pergunta traduzindo surpresa.

Ex.: – Josefa desmanchou o noivado.

– O quê?!

  1. Há escritores que, para acentuar a atitude de expectativa, num diálogo, usam o ponto de interrogação no lugar de palavras.

Ex.: “ – É… mas está na cara, patrão! Um vidrinho assim, três cruzados. Estou vendo que tenho de vender a paineira.

– ??

– Não vê que Chico Bastião dá dezoito mil reis por ela – e inda um capadinho de choro.”      (Monteiro Lobato, Urupês)

Esses recursos, não só tem valor linguístico como também visam indicar a expressão do rosto e do corpo do falante.

  1. PONTO DE EXCLAMAÇÃO ( ! )

É usado sempre no final da frase para indicar surpresa, espanto, admiração, raiva, desejo, susto, ordem, etc.

No texto abaixo, retirado da obra romântica “Senhora”, de José de Alencar e que foi transformado em novela de televisão (“Essas mulheres”), temos o uso do ponto de exclamação indicando as várias tonalidades da fala dos personagens. A melhor maneira de perceber essas tonalidades é ler o texto em voz alta. É o que chamamos de interpretação do personagem.

“A moça fez um esforço.

– Esse moço, que está justo com a Adelaide Amaral, é o homem a quem eu escolhi para marido. Já vê que não podendo pertencer a duas,e necessário que eu o dispute.

– Conte comigo! acudiu o velho esfregando as mãos, como quem entrevia os benefícios que essa paixão prometia a um tutor hábil.

– Esse moço…

– O nome? perguntou o velho molhando a pena. Aurélia fez um aceno de espera.

– Esse moço chegou ontem; é natural que trate agora dos preparativos para o casamento que está justo há perto de um ano. O senhor deve procurá-lo quanto antes…

– Hoje mesmo!

– E fazer-lhe sua proposta. Estes arranjos são muito comuns no Rio de Janeiro.

– O senhor sabe melhor do que eu como se aviam estas encomendam de noivos.

– Ora, ora!

– Previno-o de que meu nome não deve figurar em tudo isto.

– Ah! Quer conservar o incógnito.

– Até o momento da apresentação. Entretanto pode dizer quanto baste para que não suponham que se trata de alguma velha ou aleijada.

– Percebo! exclamou o velho, rindo. Um casamento romântico.

– Não, senhor; nada de exagerações. Só tem licença para afirmar que a noiva não é velha nem feia.

– Quer preparar a surpresa?

– Talvez. Os termos da proposta…

– Com licença! Desde que deseja conservar o incógnito, não devo aparecer?

Aurélia refletiu um instante.

– Não quero que isto passe do senhor. Caso ele o reconheça como meu tio e tutor, não poderia o senhor convencê-lo que eu não tenho nisso a mínima parte? Que é um negócio da família ou dos parentes?

– Bem lembrado! Eu cá me arranjo; não tenha cuidado.

– Os termos da proposta devem ser estes; atenda bem. A família de tal moça misteriosa deseja casá-la com separação de bens, dando ao noivo a quantia de cem contos de reis de dote. Se não bastarem cem e ele exigir mais, será o dote de duzentos…

– Hão de bastar. Não tenha dúvida.”

– – – – – – – – – – –

  1. RETICÊNCIAS ( … )

As reticências marcam uma interrupção da sequência lógica da frase. Indica principalmente:

  1. a) a suspensão do pensamento.

Ex.: Estive pensando sobre… Bem, não importa agora.

  1. b) certas tonalidades da voz de natureza emocional: hesitação, dúvida, timidez, sarcarmos, etc.

Ex.: “ – É promessa, há de cumprir-se.

– Sei que você fez promessa… mas uma promessa assim… não sei…

Creio que, bem pensado… Você, que acha, prima Justina?”

(Machado de Assis, Dom Casmurro)

  1. TRAVESSÃO ( – )

É usado para:

  1. a) indicar mudança da pessoa que fala, nos diálogos.

Ex.:   Posso falar com você agora?

 Aguarde só um instante.

  1. b) para substituir a vírgula que separa termos intercalados, quando se quer dar-lhes destaque.

Ex.: Pelé  o maior jogador de futebol de todos os tempos  hoje é um  empresário bem-sucedido.

  1. ASPAS ( “ ” )

Emprega-se, principalmente, no início e no fim de uma citação ou expressão, para distingui-la do resto do contexto.

Ex:

. Algum sábio já afirmou: “Agir na paixão é embarcar durante a tempestade”.

. Estavam no “hall” do hotel.

. “Escrava Isaura” é o título de uma novela brasileira conhecida mundialmente.

  1. PARÊNTESES (  )

Usa-se os parênteses para inserir, no texto:

  1. a) uma explicação.
  2. b) uma reflexão ou comentário sobre o que se afirma.

Você pode ver exemplos contidos no texto de Moacir Sclair, no início deste Roteiro.

Exercícios.

Reescreva o texto abaixo, usando a pontuação adequada, inclusive criando parágrafos.

Um homem ontem chegou à porta do circo e se apresentou o dono do circo disse já tem emprego mas explique o seguinte como se tornou domador de elefantes muito encabulado o domador respondeu eu era domador de pulgas porém a vista foi enfraquecendo enfraquecendo

GABARITO

Um homem, ontem, chegou à porta do circo e se apresentou.

O dono do circo disse:

– Já tem emprego. Mas, explique o seguinte: como se tornou domador de elefantes?

Muito encabulado o domador respondeu:

– Eu era domador de pulgas, porém, a vista foi enfraquecendo, enfraquecendo…

___________________________________________________________

LEITURA REFLEXIVA         –          PONTOS

No início era um ponto. Ponto de partida. O ponto onde a tangente toca a circunferência, e faz-se a vida. Ponto pacífico.

O círculo é a timidez do ponto. A linha é o ponto desvairado. O travessão é o ponto-ante-ponto, a primeira exploração embevecida, a infância. Ligando palavras. Nasceu num ponto qualquer do mapa. Sua mãe levou pontos depois do parto. A linha reta que é o caminho mais chato entre o parto e o ponto final, preferiu o ziguezague. Teve uma vida pontilhada: os pontos que caíam nos exames, os pontos que subiam na Bolsa, os pontos de macumba, os pontapés. Mas sempre foi pontual.

O ponto é a vírgula sem rabo.

A vírgula não é como o ponto e vírgula (ponto vírgula) a vírgula qualquer um usa mas o ponto e virgula requer prática e discernimento (virgula) modéstia à parte (ponto).

Nova linha. Fez ponto em frente à casa da namorada, uma circunferência com vários pontos positivos, como sua a mãe apontada acima. Não dormiu no ponto, acabou convidado para entrar quando já estava a ponto de desistir, pontificou sobre vários pontos, não demora já era apontado como íntimo da casa, jogava cartas (pontinho) com a família, parecia pontífice, não desapontou. Casaram. Tinham muitos pontos em comum.

O sexo! Ponto de exclamação. Querida, estou a ponto de … não! Cuidado. Ponto fraco. A tangente toca a circunferência. Outro ponto no mapa. Parto. Pontos.

Tiveram muitos pontos em comum. Os outros caçoavam: que pontaria! Discordavam num ponto: a pílula.

Zig-zag-zig-zag. Os ponteiros andando. Um dia, no futebol – jogava na ponta – sentiu umas pontadas. Coração. O ponto-chave. O medico insistiu num ponto: pára. Mas como? Chegara a um ponto que não podia parar, era um ponto projetado no espaço, a vida é um ponto com raiva, parar como? A que ponto? Saiu encurvado. Como um ponto de interrogação.

Só uma solução, dois pontos: os 13 pontos da loteria. Senão era um ponto morto. A linha reta do eletro, outro ponto pacífico, o ponto no infinito onde as paralelas, a distancia mais curta entre, cheguei a um ponto em que, meus Deus… três pontinhos.

Jogou o que tinha num ponto de bicho e o que não tinha num ponto lotérico. Não deu ponto.

Em casa a circunferência e os sete pontinhos. Resolveu pingar os pontos nos is. Melhor deixar uma viúva no ponto.

De um ponto de ônibus mergulhou, de ponta-cabeça, na ponta de um táxi, ou de um ponto de táxi na ponta de um ônibus, é um ponto discutível. Entregou os pontos.

(Luis Fernando Veríssimo. O popular. Rio de Janeiro, José Olympio, 1973)

 

Proposta de redação: Participação política dispensável ou superada?

Texto 1
A ciência mais imperativa e predominante sobre tudo é a ciência política, pois esta
determina quais são as demais ciências que devem ser estudadas na pólis. Nessa
medida, a ciência política inclui a finalidade das demais, e, então, essa finalidade
deve ser o bem do homem.
Aristóteles. Adaptado.
Texto 2
O termo “idiota” aparece em comentários indignados, cada vez mais frequentes no
Brasil, como “política é coisa de idiota”. O que podemos constatar é que acabou
se invertendo o conceito original de idiota, pois a palavra idiótes, em grego,
significa aquele que só vive a vida privada, que recusa a política, que diz não à
política.
Talvez devêssemos retomar esse conceito de idiota como aquele que vive
fechado dentro de si e só se interessa pela vida no âmbito pessoal. Sua expressão
generalizada é: “Não me meto em política”.
M. S. Cortella e R. J. Ribeiro, Política – para não ser idiota. Adaptado.
Texto 3
FILHOS DA ÉPOCA
Somos filhos da época
e a época é política.
Todas as tuas, nossas, vossas coisas
diurnas e noturnas,
são coisas políticas.
Querendo ou não querendo,
teus genes têm um passado político,
tua pele, um matiz político,
teus olhos, um aspecto político.
O que você diz tem ressonância,
o que silencia tem um eco
de um jeito ou de outro, político.
(…)
Wislawa Szymborska, Poemas.
Texto 4
As instituições políticas vigentes (por exemplo, partidos políticos, parlamentos,
governos) vivem hoje um processo de abandono ou diminuição do seu papel de
criadoras de agenda de questões e opções relevantes e, também, do seu papel de
propositoras de doutrinas. O que não significa que se amplia a liberdade de opção
individual. Significa apenas que essas funções estão sendo decididamente
transferidas das instituições políticas (isto é, eleitas e, em princípio, controladas)
para forças essencialmente não políticas _ primordialmente as do mercado
financeiro e do consumo. A agenda de opções mais importantes dificilmente pode
ser construída politicamente nas atuais condições. Assim esvaziada, a política
perde interesse.
Zygmunt Bauman. Em busca da política. Adaptado.
Texto 5

2
Os textos aqui reproduzidos falam de política, seja para enfatizar sua
necessidade, seja para indicar suas limitações e impasses no mundo atual. Reflita
sobre esses textos e redija uma dissertação em prosa, na qual você discuta as
ideias neles apresentadas, argumentando de modo a deixar claro o seu ponto de
vista sobre o tema
Participação política: indispensável ou superada?
Instruções:
_ A redação deve obedecer à norma padrão da língua portuguesa.
_ Escreva, no mínimo, 20 e, no máximo, 30 linhas, com letra legível.
_ Dê um título a sua redação.

Proposta de redação: Poluição ambiental

Leia os textos 1 e 2 e, em seguida, desenvolva uma das sugestões de produção:
Sugestão A: Produza um artigo de opinião em que você aborda a crescente poluição ambiental, considerando, ainda, a necessidade de medidas por parte dos líderes mundiais para, ao menos, amenizar o problema.
Sugestão B: Imagine que você mora em um país que apresenta baixos índices de poluição ambiental por conta de medidas adotadas pelo governo e escreva uma carta a um amigo contando como elas contribuíram para uma melhor qualidade de vida da população.
TEXTO 1
Planeta está em ‘zona de perigo’ com alta concentração de CO2, diz ONU.
A concentração de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, que superou pela primeira vez a marca de 400 partes por milhão (ppm) na última semana, deixa o planeta em uma “zona de perigo”, advertiu nesta segunda-feira (13) a secretária-executiva para o clima das Nações Unidas, Christiana Figueres.
“Com 400 ppm de CO2 na atmosfera, superamos o limite histórico e entramos em uma zona de perigo”, afirma Figueres, citada em um comunicado divulgado em Bonn, na Alemanha, sede da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês)
“O mundo tem que acordar e perceber o que isto significa para a segurança dos seres humanos, para seu bem-estar e seu desenvolvimento econômico”, completa Figueres, que destacou também que “ainda existe uma oportunidade para evitar os piores efeitos da mudança climática” e fez um pedido à comunidade internacional para dar uma “resposta política capaz de enfrentar este desafio”.
Ela lembrou também da rodada de negociação climática entre os países, que deve ocorrer no fim do ano na Polônia, que terá como foco a construção de um novo plano global para conter as altas taxas de CO2 na atmosfera.
O novo tratado (ou protocolo) está previsto para ser assinado em 2015 e entrar em vigor a partir de 2020 – tempo de espera considerado longo por nações vulneráveis para assumir compromissos mais firmes. Ele substituirá o Protocolo de Kyoto, único acordo já ativo pelo qual parte dos países ricos se compromete a reduzir seus gases estufa.
(…)
Limite simbólico Na última quinta-feira (9), o observatório situado no vulcão de Mauna Loa, no Havaí, registrou uma concentração de CO2 de 400,03 ppm, informou a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA, na sigla em inglês).
Apesar de esta ser uma medida pontual, a média anual de 2013 deve superar os 400 ppm, um número simbólico que marca uma tendência inquietante do planeta para o aquecimento, segundo os analistas.
O objetivo fixado pela comunidade internacional em 2009 é manter o aquecimento global a uma elevação máxima da temperatura de 2 ºC em relação aos níveis registrados antes da era industrial. Caso os 2 ºC sejam superados, os cientistas consideram que o planeta entrará em um sistema climático marcado pelos fenômenos extremos.
Com uma média anual de 400 ppm de concentração de CO2, o aquecimento global previsto será de pelo menos 2,4 ºC, segundo o relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). E as perspectivas são pessimistas: as emissões de CO2 na atmosfera não param de aumentar e, caso a tendência persista, a temperatura pode aumentar entre 3 e 5 graus.
Emissões descontroladas Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgado no ano passado alertou que, mesmo se até 2020 os países aplicarem políticas públicas que ajudem a reduzir a emissão de gases de efeito estufa, o limite máximo proposto pelos cientistas para aquela data terá sido ultrapassado. De acordo com o relatório “A lacuna das emissões”, em tradução livre do inglês, mesmo que todos os países cumpram nos próximos oito anos o que foi prometido em acordos climáticos firmados em conferências da ONU, eles ainda emitiriam 8 bilhões de toneladas (gigatoneladas) de gases a mais que o limite proposto para 2020. O teto de emissões fixado por cientistas para 2020 é de 44 gigatoneladas de CO2 equivalente (medida que soma a concentração de dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e outros gases).
No entanto, há um cenário pior, caso nada seja feito. Se, nos próximos oito anos, nenhum governo cumprir o que prometeu e as políticas verdes deixarem de ser vistas como prioridade – acrescentando ainda o desenvolvimento econômico previsto para o período – as emissões de gases ultrapassarão em 14 gigatoneladas o limite calculado pelos cientistas.
Fonte: http://g1.globo.com – Acesso em: 14/056/2013
TEXTO 2
Emissões mundiais de CO2 sobem em 2011 e batem recorde, diz instituto
As emissões globais de dióxido de carbono, em 2011, atingiram novo recorde e subiram para 34 bilhões de toneladas, 2,5% a mais do registrado em 2010, informou nesta terça-feira (13) o Instituto de Energia Renovável da Alemanha (IWR).
O IWR, que fornece consultoria para ministérios alemães, mencionou a atividade recuperada da indústria após o fim da crise econômica global dos últimos anos para justificar o aumento. “Se a tendência atual for mantida, as emissões mundiais de CO2 irão subir outros 20%, para mais de 40 bilhões de toneladas, até 2020”, afirmou o diretor do instituto, Norbert Allnoch.
A China liderou a lista de países emissores em 2011, com 8,87 bilhões de toneladas de CO2, aumento em relação aos 8,33 bilhões lançados na atmosfera em 2010. A produção de dióxido de
carbono na China foi 50% maior que as 6,02 bilhões de toneladas produzidas pelos Estados Unidos no ano passado. A Índia ficou em terceiro, na frente de Rússia, Japão e Alemanha.
País
Emissão de CO2 em 2011 (em toneladas)
China
8,87 bilhões
EUA
6,02 bilhões
Índia
1,78 bilhão
Rússia
1,67 bilhão
Japão
1,31 bilhão
Alemanha
804 milhões
Coreia do Sul
739 milhões
Canadá
628 milhões
Arábia Saudita
609 milhões
Irã
598 milhões
Grã-Bretanha
513 milhões
Brasil
488 milhões
México
464 milhões
Indonésia
453 milhões
África do Sul
452 milhões
Fonte: IWR/Ministério da Economia da Alemanha
Brasil
O Brasil é o 12º em emissão de CO2, segundo o ranking produzido pela IWR. O país liberou 488 milhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera em 2011, mais do que México (464 milhões), Indonésia (453 milhões) e África do Sul (452 milhões).
Em maio, a Agência Internacional de Energia havia afirmado que as emissões globais de CO2 cresceram 3,2% desde o ano passado. A liberação do gás na atmosfera havia subido para 31,6 bilhões de toneladas.
O IWR vem apresentando propostas para frear o aumento do uso de combustíveis fósseis e estabilizar as emissões globais do dióxido de carbono, ao relacionar a produção de cada país ao investimento obrigatório em equipamentos para proteger o clima e energia renovável.
As emissões mundiais de CO2 estão 50% acima do nível de 1990, ano tomado como base pelo Protocolo de Kyoto sobre o clima. O primeiro período de duração do protocolo termina em 31 de dezembro e seguirá direto para um novo período de compromissos.
A extensão do novo período de compromissos deve ser decidida quando líderes mundiais encontrarem-se em Doha, este mês, para uma cúpula da ONU sobre esforços globais para enfrentar a mudança climática.
A cúpula da ONU tem como objetivo finalizar um novo acordo até 2015 para redução de emissões, que entraria em vigor em 2020.
Fonte: http://g1.globo.com – Acesso em: 14/05/2013

Remédios de gente agora também são usados para melhorar a qualidade de vida dos animais

PROPOSTA 15.
INSTRUÇÃO: Leia atentamente os textos seguintes.
Dose pra cachorro
Remédios de gente agora também são usados para melhorar a
qualidade de vida dos animais

Duda Teixeira

Os animais de estimação costumam ficar parecidos com seus donos — e a
semelhança não se limita a trejeitos e hábitos. Muitos cães, que passam o dia
confinados em apartamento, empanturrando-se de comida, tornam-se obesos e
sofrem de depressão. Natural, então, que compartilhem os remédios criados para
os seres humanos. No início deste ano, a Food and Drug Administration (FDA),
agência que controla a venda de alimentos e de remédios nos Estados Unidos,
deu aval a dois novos medicamentos para cães. O primeiro deles, que começará a
ser vendido pela Pfizer neste mês, pretende combater a obesidade canina. Atua
de maneira análoga à de alguns inibidores de apetite vendidos em farmácias, que
limitam a absorção de gordura no intestino. O outro medicamento é uma goma de
mascar com irresistível (para os cães) sabor de bife, que traz na composição a
fluoxetina, a mesma substância do antidepressivo Prozac. A Eli Lilly, fabricante do
produto, estuda outros seis remédios baseados, em parte, em moléculas utilizadas
em medicamentos para humanos. Todos são esperados para os próximos quatro
anos.
O interesse dos grandes laboratórios farmacêuticos nos animais de
estimação explica-se pelo potencial de consumo. Nos Estados Unidos, existem
quase 163 milhões de cães e gatos, cujos donos gastam 5 bilhões de dólares
anualmente com seus companheiros. Nos últimos cinco anos, a FDA aprovou
mais de duas dúzias de remédios para esses animais, muitos deles bem parecidos
com similares criados para uso humano. Na verdade, o homem e o cão
compartilham a mesma fisiologia básica. “Em geral, os medicamentos liberados
para uso humano foram testados antes em animais”, diz o zootecnista Alexandre
Rossi, de São Paulo. A diferença desses novos remédios em relação à
farmacologia veterinária tradicional está no fato de que não pretendem
simplesmente curar doenças. Seu objetivo é melhorar a qualidade de vida dos
bichos, atacando alguns problemas crônicos, como ansiedade, excesso de peso,
má digestão ou tosse.
(Veja, 09.05.2007.)
Arrastão tira cachorros de praias do litoral norte
As Sociedades de Bairros de São Sebastião querem conscientizar donos
sobre perigos causados por animais. Lei proíbe a presença de bichos nas areias,
mas proprietários nem ligam.
As 16 sociedades de bairro das praias de São Sebastião, litoral norte,
fazem hoje um arrastão advertindo sobre o perigo representado pelos cães na
areia.
Uma lei municipal proíbe a entrada de animais na praia, mas poucas
pessoas respeitam a regra. É o caso da decoradora Mey Freitas, que não abre
mão de levar seu cão de estimação à praia de Boiçucanga. “Todo mundo adora o
‘Caco Antibes’.” Segundo ela, o maior problema é com os cães vira-latas. “Meu
cachorro não faz xixi nem cocô na areia.”
Ela admite que prefere pagar multa a deixar o cachorro em casa. Para a
Sociedade Amigos da Praia de Maresias (Somar), a falta de fiscalização e punição
contra este tipo de atitude é o maior inimigo de seus projetos. “Mas hoje vamos
alertar a população”, diz o presidente da Somar, José Roberto Praça de Menezes.
Castração de animais — “Além de causar doenças e morder os banhistas,
os animais rasgam os sacos de lixo espalhando sujeira pela praia toda”, alerta a
secretária da sociedade, Ana Maria de Oliveira. “Além de passeatas, nós também
fazemos uma campanha de castração de animais. Quem leva o bicho ao posto
veterinário ganha uma camiseta.”
(O Estado de S.Paulo, 27.01.2001.)

Rock da cachorra
Eduardo Dussek — Leo Jaime
Uauuu, uauuu, uauuu… Ahhh…
Uauuu, uauuu, uauuu… Ahhh…
Baptuba, uap baptuba
Baptuba, uap baptuba
Baptuba, uau uau uau uau uau
Troque seu cachorro por uma criança pobre
(Baptuba, uap baptuba)
Sem parente, sem carinho, sem ramo, sem cobre
(Baptuba, uap baptuba)
Deixe na história de sua vida uma notícia nobre
Troque seu cachorro (uauuu)
Troque seu cachorro (uauuu)
Troque seu cachorro (uauuu)
Troque seu cachorro (uauuu)
Troque seu cachorro por uma criança pobre
Tem muita gente por aí que está querendo levar uma vida de cão
Eu conheço um garotinho que queria ter nascido pastor-alemão
Esse é o rock de despedida pra minha cachorrinha chamada “Sua-mãe”
É pra Sua-mãe (é pra Sua-mãe)
É pra Sua-mãe (é pra Sua-mãe)
É pra Sua-mãe (é pra Sua-mãe)
É pra Sua-mãe
Esse é o rock de despedida pra cachorra “Sua-mãe”
Seja mais humano, seja menos canino
Dê guarita pro cachorro, mas também dê pro menino
Se não um dia desses você vai amanhecer latindo
Uau, uau, uau

Proposta de Redação: Baseando-se em sua experiência e nos textos apresentados nesta proposta, escreva uma redação, no gênero dissertativo, sobre o seguinte tema:
HÁ EXAGERO NA RELAÇÃO ENTRE HUMANOS E ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO?

Trabalho infantil: exploração ou sobrevivência?

Trabalho infantil é toda forma de trabalho exercido por crianças e adolescentes, abaixo
da idade mínima legal permitida para o trabalho, conforme a legislação de cada país.
O trabalho infantil, em geral, é proibido por lei. Especificamente, as formas mais
nocivas ou cruéis de trabalho infantil não apenas são proibidas, mas também constituem crime.
A exploração do trabalho infantil é comum em países subdesenvolvidos, e países
emergentes como no Brasil, onde nas regiões mais pobres este trabalho é bastante comum. Na maioria das vezes isto ocorre devido à necessidade de ajudar financeiramente a família. Muitas destas famílias são geralmente de pessoas pobres que possuem muitos filhos.
Apesar de existirem legislações que proíbam oficialmente este tipo de trabalho, é
comum nas grandes cidades brasileiras a presença de menores em cruzamentos de vias de
grande tráfego, vendendo bens de pequeno valor monetário.
Apesar de os pais serem oficialmente responsáveis pelos filhos, não é hábito dos juízes
puni-los. A ação da justiça aplica-se mais a quem contrata menores, mesmo assim as penas não chegam a ser aplicadas.
FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Trabalho_infantil Acesso em: 03/04/2013
Fortaleza é a 3ª capital do País em trabalho infantil, segundo MPT
NÚMEROS ABSOLUTOS 12/06/2012 – 08h02
Fortaleza é a 3ª capital do país, analisando os números absolutos, onde mais existem
crianças, entre 10 e 14 anos, trabalhando. É o que apontam os dados do Censo 2012 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), segundo um levantamento feito pelo Ministério
Público do Trabalho (MPT). Ao todo, 8.519 meninos e meninas ainda trabalham na capital
cearense. A capital cearense fica atrás apenas de São Paulo (com 30.869 crianças trabalhando) e Rio de Janeiro (com 10.989). Hoje, 12 de junho, é o Dia Mundial e Nacional de Combate ao
Trabalho Infantil.
FONTE:  http://www.opovo.com.br/app/fortaleza/2012/06/12/noticiafortaleza,2857216/fortaleza-e-a-3- capital-do-pais-em-trabalho-infantil-segundo-mpt.shtml Acesso em: 03/04/2013

1
FONTE: http://www.palavras.blog.br/2009/06/pelo‐fim‐do‐trabalho‐infantil.html Acesso em: 03/04/2013

Artigo: A importância da Redação

Percebemos, com grande satisfação, o interesse do Governo em valorizar a disciplina de Redação, tanto nos concursos públicos quanto, principalmente, no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), carro-chefe do interesse de nossos alunos.

Sabemos muito bem que, se nossos alunos tiverem facilidade para escrever e obedecer às competências exigidas pelo concurso, terão um diferencial bastante elevado em relação aos seus concorrentes.Porém, é visível a dificuldade para os professores dessa disciplina tentar ensinar a escrever corretamente, haja vista que, além do desinteresse por parte dos alunos, nós, brasileiros, não temos o hábito de ler, o que impede a boa prática da Redação. Esse problema é evidente em todas as séries, seja do Fundamental ou do Médio, daí a valorização da disciplina e dos seus professores ser de extrema importância para obtermos êxito nessa empreitada. Então, como resolver?

Durante muito tempo, tentamos resolver tal problema usando métodos que não davam resultado. O aluno continuava achando que, quando recebesse a prova, conseguiria escrever a quantidade de linhas exigidas, com o mínimo de erros de acentuação e pontuação e que iria obter o resultado desejado, pois “Redação não era tão importante”. Hoje, com a valorização da disciplina, o contexto é outro, e os alunos (infelizmente nem todos) acordaram para a realidade. Com a redação valendo, no mínimo, 20% de sua nota no ENEM, quando não chega a 50% de toda a prova, os vestibulandos começaram a se preocupar mais com a produção textual. Em razão disso, fez-se necessário, por parte das instituições de ensino, criar novas técnicas e caminhos para que essa preocupação não se tornasse um temor, acarretando em um problema mais complicado no futuro.

Fomos buscar, então, saídas para essa nova realidade. Começamos a trabalhar Redação como uma ciência, desenvolvendo laboratórios, nos quais os alunos não eram mais só ouvintes, pois agora interagiam, produzindo textos e sendo acompanhados in loco pelo professor, não mais levando temas para casa e trazendo redações prontas. Aumentamos os plantões de professores da disciplina com horário fixo para os alunos virem tirar suas dúvidas quando surgissem. Em todos os testes, sejam mensais, bimestrais ou simulados, passamos a cobrar uma redação. Para valorizar a disciplina, criamos espaço próprio no Boletim, quando antes vinha como complemento da disciplina de Língua Portuguesa. Levamos os textos criados por nossos alunos para participarem de concursos, exposições, mostras etc., o que despertou bastante o interesse dos discentes em escrever, pois viram alguns de seus colegas serem premiados.

Produzimos livros em gráfica, tendo como autores os próprios alunos, e depois convidamos os pais e a comunidade para conhecerem tais trabalhos. Colocamos um professor diferente para a disciplina a partir do 9º ano, o que resultou em algo bastante satisfatório, pois trabalhando apenas uma série de cada vez, o profissional ficou com mais tempo para corrigir as redações, dar apoio às oficinas e conhecer melhor seus alunos.

Quanto ao material, além de ser de excelente qualidade, agregamos a ele temas atuais, encontrados em jornais, revistas, televisão e mídia em geral, despertando, assim, o interesse do aluno em também acompanhar as novidades que aparecem nos cenários nacional e internacional.

Com essas atitudes e a dedicação de nosso corpo docente, estamos conseguindo mudar a ideia e os conceitos de muitos de nossos alunos, fazendo com que levem mais a sério e encarem o que, para muitos, é o fantasma do vestibular: o ENEM e a sua redação. Sabemos o quanto é difícil mudar. Quebrar paradigmas é coisa que não se consegue da noite para o dia. Mas temos a certeza de que, além de melhorarmos a qualidade dos nossos alunos e, consequentemente, transformá-los em candidatos mais competitivos, também estaremos ajudando na sua formação como cidadãos, pois uma pessoa que sabe se expressar, não só através da oratória, mas também através da escrita, terá muito mais facilidade para encarar seus desafios; seja o de agora, que é o ENEM, ou qualquer outro que venha a aparecer no futuro.

Ernesto dos Santos
Diretor Pedagógico do Colégio Contato – AL

Turma do 3º ano – 2016

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Ser professora de Redação para o 3º ano do Ensino Médio é de extrema responsabilidade e um desafio diário. Não é ser apenas um simples professor que estimule a relação com a produção textual. Devo ser uma professora que demonstre a importância da disciplina e que medie o conhecimento, para que eles possam dar os próprios passos ao alcance dos sonhos deles. Para isso, o engajamento com o planejamento de cada aula é primordial para esse trabalho. Algumas vezes nos deparamos com situações inesperadas do dia a dia dos alunos que nos fazem refletir e tentar modificar a metodologia de cada aula. Isso requer vontade, confiança e tempo de estudo. O professor dedica horas do dia e dos finais de semana para que esse trabalho seja efetivado com êxito. É bom ter esses parceiros para chamar de FAMÍLIA TERCEIRÃO!

A cada dia um ensinamento, uma reflexão, uma troca, uma mediação, uma aprendizagem.

VI FECIBA – Festival de Cinema Baiano

O IV Festival de Cinema Baiano, veio pela primeira vez exibir seus curtas e longas na cidade de Itabuna e o Colégio Adventista de Itabuna não poderia ficar de fora dessa!!!

Desde 2011 o FECIBA vem promovendo um deslocamento das discussões a respeito do cinema e do audiovisual baiano para o interior do estado, movimento importante para o fortalecimento das políticas culturais e enfocando a regionalização como um fator importante para a construção da diversidade de identidades dentro do estado da Bahia.

Mais de 10 mil pessoas já circularam nas cinco edições anteriores do festival e assistiram a 221 filmes, entre curtas, médias e longas metragens, número que evidencia a necessidade da formação de plateia, além de aproximar e propiciar a identificação da população sul baiana com o cinema produzido em seu estado, onde ela pode mais facilmente se ver representada.

O FECIBA.6 foi contemplado pelo edital 02/2015 – Agitação Cultural – Dinamização de Espaços Culturais da Bahia, vinculado ao Fundo de Cultura da Bahia – FCBA, promovido pela Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia e a realização do NúProArt – Núcleo de Produções Artísticas e da Voo Audiovisual.

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Essa foto marca como registro desse dia divertido com meus alunos do Ensino Médio.

 

Um salve de AAAAAAMOOOOOOOOOOOR!  ❤ ツ

Uma visita a UESC… organizando visita dos alunos CADI a Instituição.

 

 

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Visando ajudar os futuros ingressantes a melhor conhecer os cursos ofertados pela Universidade, é que a Uesc promoverá, de 15 a 17 de setembro de 2016, a IV Feira das Profissões: Orientações para uma Carreira Profissional com o objetivo de fornecer subsídios aos estudantes do ensino médio, das escolas das redes pública e privada, para que, com a ajuda dos docentes e discentes da Uesc, orientem-se na importante tarefa de optar por uma carreira profissional.

 

Para isto, serão apresentadas as unidades de ensino, os cursos oferecidos, as ações de apoio aos alunos. Serão descritos os perfis dos profissionais formados pelos diversos cursos e sua atuação no mercado de trabalho; os pré-universitários conhecerão detalhes dos cursos de graduação ofertados pela Uesc, nos estandes montados, e poderão tirar dúvidas sobre os cursos, com os estudantes universitários veteranos.

Objetivos: Apresentar uma visão panorâmica da Universidade.
Público Alvo: Estudantes do 3º ano do Ensino Médio de escolas públicas e privadas.

 

Acesse: http://www.uesc.br/eventos/ivfeiradasprofissoes/?