Arquivos mensais: abril 2016

OFICINA DE REDAÇÃO: Gerações

O tema geral  é Gerações. A redação propõe três recortes desse tema.
Propostas:
Cada proposta apresenta um recorte temático a ser trabalhado de acordo com as  instruções específicas.
Escolha uma das três propostas para a redação (dissertação, narração ou carta).

Apresentação da Coletânea
Em toda sociedade convivem gerações diversas, que se relacionam de formas distintas, exigindo de todos o exercício contínuo de lidar com a diferença.
Coletânea 1)

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2)
Para o sociólogo húngaro Karl Mannheim, a geração consiste em um grupo de pessoas nascidas na mesma época, que viveram os mesmos acontecimentos sociais durante a sua formação e crescimento e que partilham a mesma experiência histórica, sendo esta significativa para todo o grupo. Estes fatores dão origem a uma consciência comum, que permanece ao longo do respectivo curso de vida. A interação de uma geração mais nova com as precedentes origina tensões potencializadoras de mudança social. O conceito que aqui está patente atribui à geração uma forte identidade histórica, visível quando nos referimos, por exemplo, à “geração do pósguerra”. O conceito de “geração” impõe a consideração da complexidade dos fatores de estratificação social e da convergência sincrônica de todos eles; a geração não dilui os efeitos de classe, de gênero ou de raça na
caracterização das posições sociais, mas conjuga-se com eles, numa relação que não é meramente aditiva nem complementar, antes se exerce na sua especificidade, ativando ou desativando parcialmente esses efeitos.
(Adaptado de Manuel Jacinto Sarmento, Gerações e alteridade: interrogações a partir da sociologia da infância. Educação e Sociedade, Campinas, vol. 26, n. 91, p. 361-378, Maio/Ago. 2005. Disponível em http://www.cedes.unicamp.br)
3)
A partir do advento do computador, as empresas se reorganizaram rapidamente nos moldes exigidos por essa nova ferramenta de gestão. As organizações procuraram avidamente os “quadros técnicos” e os encontraram na quantidade demandada. Os primeiros quadros “bem formados” tiveram em geral carreiras fulminantes. Suas trajetórias pessoais foram tomadas como referência pelos executivos mais jovens. Aqueles “grandes executivos” foram considerados portadores de uma “visão de conjunto” dos problemas empresariais, que os colocava no campo superior da “administração estratégica”, enquanto o principal atributo da nova geração passa a ser a contemporaneidade tecnológica. Os constrangimentos advindos do choque geracional encarregaram-se de fazer
REDAÇÃO
Comentário 
Esses “jovens” encarnarem essa característica, dando a esse trunfo a maior rentabilidade possível. Assim, exacerbaram-se as diferenças entre os recém-chegados e os antigos ocupantes dos cargos. No plano simbólico, toda a ética construída nas carreiras autodidatas é posta em xeque no conflito que opõe a técnica dos novos executivos contra a lealdade dos antigos funcionários que, no mais das vezes, perdem até a capacidade de
expressar o seu descontentamento, tamanha é a violência simbólica posta em marcha no processo, que não se trava simplesmente em cada ambiente organizacional isolado, mas se generaliza.

(Adaptado de Roberto Grün, Conflitos de geração e competição no mundo do trabalho. Cadernos Pagu. Campinas, vol. 13, p. 63-107, 1999.)
4)
Ao longo da década de 1990, a renda das famílias brasileiras com filhos pequenos deteriorou-se com relação à das famílias de idosos. Ao mesmo tempo, há crescentes evidências de que os idosos aumentaram sua responsabilidade pela provisão econômica de seus filhos adultos e netos. (Ana Maria Goldani, Relações intergeracionais e reconstrução do estado de bem-estar. Por que se deve repensar essa relação para o Brasil, pp. 211.
Disponível em  http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/PopPobreza/GoldaniAnaMariaCapitulo7.pdf).
5)
As relações intergeracionais permitem a transformação e a reconstrução da tradição no espaço dos grupos sociais. A transmissão dos saberes não é linear; ambas as gerações possuem sabedorias que podem ser desconhecidas para a outra geração, e a troca de saberes possibilita vivenciar diversos modos de pensar, de agir e de sentir e, assim, renovar as opiniões e visões acerca do mundo e das pessoas. As gerações se renovam e se
transformam reciprocamente, em um movimento constante de construção e  desconstrução.

(Adaptado de Maria
Clotilde B. N. M. de Carvalho, Diálogo intergeracional entre idosos e crianças. Rio de Janeiro. PUC-RJ, 2007, p 52.)
6)
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Proposta 
Leia a coletânea e elabore sua dissertação a partir do seguinte recorte temático:
A relação entre gerações é frequentemente caracterizada pelo conflito. Entretanto, há outras formas de relacionamento que podem ganhar novos contornos em decorrência de mudanças sociais, tecnológicas, políticas e culturais.
Instruções:
1. Discuta formas pelas quais se estabelecem as relações entre as gerações.
2. Argumente no sentido de mostrar que essas diferentes formas coexistem.
3. Trabalhe seus argumentos de modo a sustentar seu ponto de vista.

Seminário para o 3º ano

Apresentação dia 27/04/16

Cada grupo terá 15 minutos para apresentar em formato de seminário acadêmico. Deverão utilizar data-show (slide, vídeos, imagens e afins).

Alunos, cliquem nas referências abaixo, de acordo com o que for pontuado para os seus respectivos grupos.

Grupo 01: Medicina Indígena

http://bd.trabalhoindigenista.org.br/sites/default/files/LadeiraMI_atencao-cuidados-curas_0.pdf

MUSEU DO ÍNDIO http://www.museudoindio.org.br/

Grupo 02:  Ensino intercultural: Licenciaturas Indígenas e Cotas para indígenas nas universidades

.sobre interculturalidade e ensino superior para indígenas (um texto mais analítico):http://laced.etc.br/site/arquivos/educacao_indigena_Barroso-Hofmann.pdf

.sobre oralidade e escrita na educação indígena (um texto mais reflexivo): http://www.scielo.br/pdf/ep/v34n2/06.pdf

MUSEU DO ÍNDIO http://www.museudoindio.org.br/

Grupo 03: Preservação Ambiental e conhecimento tradicional 

.Texto não tão recente, mas apresenta as questões chave (atenção ao resumo, é um bom guia!)

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40141994000100016

.Uma pequena notícia recente sobre os Pataxó, que ilustra bem a questão: http://racismoambiental.net.br/?p=203545#.Vusa4Fl3prE.facebook

.Um trabalho de etnomapeamento com os Pataxó, aborda o conhecimento sobre a paisagem, relevo, agricultura… Ver página 35:“Conhecendo o território”

http://www.funai.gov.br/arquivos/conteudo/cogedi/pdf/Series/Aragwaksa_Pataxo/Aragwaksa_PlanoGestao_Pataxo.pdf

MUSEU DO ÍNDIO http://www.museudoindio.org.br/

 

Abraço e até a próxima aula.

Atenciosamente, Pró.

A Crônica jornalística – 2º ano

     A crônica é, primordialmente, um texto escrito para ser publicado no jornal. Assim o fato de ser publicada no jornal já lhe determina vida curta, pois à crônica de hoje seguem-se muitas outras nas próximas edições.

    Há semelhanças entre a crônica e o texto exclusivamente informativo. Assim como o repórter, o cronista se inspira nos acontecimentos diários, que constituem a base da crônica. Entretanto, há elementos que distinguem um texto do outro. Após cercar-se desses acontecimentos diários, o cronista dá-lhes um toque próprio, incluindo em seu texto elementos como ficção, fantasia e criticismo, elementos que o texto essencialmente informativo não contém. Com base nisso, pode-se dizer que a crônica situa-se entre o Jornalismo e a Literatura, e o cronista pode ser considerado o poeta dos acontecimentos do dia-a-dia.

   A crônica, na maioria dos casos, é um texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor está “dialogando” com o leitor. Isso faz com que a crônica apresente uma visão totalmente pessoal de um determinado assunto: a visão do cronista. Ao desenvolver seu estilo e ao selecionar as palavras que utiliza em seu texto, o cronista está transmitindo ao leitor a sua visão de mundo. Ele está, na verdade, expondo a sua forma pessoal de compreender os acontecimentos que o cercam. Geralmente, as crônicas apresentam linguagem simples, espontânea, situada entre a linguagem oral e a literária. Isso contribui também para que o leitor se identifique com o cronista, que acaba se tornando o porta-voz daquele que lê.

A crônica jornalística é um gênero híbrido que se caracteriza por relatar de maneira ordenada e detalhada certos fatos ou acontecimentos. Da mesma forma que um ensaio ou os posts de um blog, a crônica é um texto de não-ficção e é bastante utilizada em jornais ou na internet. Por isso, as crônicas jornalísticas são escritas em um estilo adequado, para captar um público amplo que busca uma informação completa acerca de um fato narrado.

A crônica jornalística tem algumas características próprias:

  1. PÚBLICO AMPLO

São destinadas a leitores diversos que estão interessados em conhecer mais a fundo a sucessão narrada.

2. É UM RELATO

Narra de forma detalhada, objetiva e seqüencial um fato que deve chamar a atenção dos leitores.

3. LINGUAGEM SIMPLES

A crônica deve ser escrita numa linguagem acessível a todas as classes de leitores.

4. DIVERSIDADE DE TEMAS

Podem ser sociais, políticas, econômicas, esportivas, etc.

5. MINUCIOSA

O relato é minucioso, cheio de detalhes.

A principal diferença entre a crônica jornalística e a notícia em si é que a última se limita em descrever certa informação. Já a crônica vai mais além, colocando ênfase na forma ou no estilo em que está relatada. Os cronistas procuram oferecer uma história completa sobre o que se sucedeu.

 Finalmente, há crônicas que se caracterizam meramente por informar um acontecido. Por outro lado, existem outras que levam em consideração a opinião e a visão do jornalista que a está escrevendo.

ATIVIDADE

Com base no texto proposto para a sua equipe, responda:

  1. Corrupção e a “bopização” brasileira p.13;
  2. Policiais miraram Geovane e atingiram a corporação p. 17;
  3. Desumanização e saqueadores de encostas p.18;
  4. O mundo nunca teve rumo p. 18;
  5. Álvaro, me adiciona p. 19;
  6. A internet informa: ‘O tradicional é eficiente’ pag. 20;
  7. A crise de meia-idade pag. 21.
TEXTO
1.                  Tipo de texto
2.                  Assunto desenvolvido
3.                  Vocabulário empregado
4.                  O distanciamento do emissor (texto pessoal ou impessoal)
5.                  O objetivo ou função do texto em relação ao leitor.