Tarefa de Literatura dos 7ºs anos para a semana de 12.03 a 15.03

copiar e responder as questões no caderno.

O escorpião e a rã

Parado ao sol, o escorpião olhava ao redor da montanha onde morava. “Positivamente, tenho de me mudar daqui” – pensou.
Esperou a madrugada chegar, lançou-se por caminhos empoeirados até atingir a floresta. Escalou rochedos, cruzou bosques e, finalmente, chegou às margens do rio largo e caudaloso.
“Que imensidão de águas! A outra margem parece tão convidativa… Se eu soubesse nadar…”
Subiu longo trecho da margem, desceu novamente, olhou para trás. Aquele rio certamente não teria medi de escorpião. A travessia era impossível.
“Não vai dar. Tenho de reconsiderar minha decisão” – lamentou.
Estava quase desistindo quando viu a rã sobre a relva, bem próxima à correnteza. Os olhos do escorpião brilharam:
“Ora, ora… Acho que encontrei a solução!” – pensou rápido.
— Olá, rãzinha! Me diga uma coisa: você é capaz de atravessar este rio?
— Ih, já fiz essa travessia muitas vezes até a outra margem. Mas por que você pergunta? — disse a rã, desconfiada.
— Ah, deve ser tão agradável do outro lado — disse. Pena eu não saber nadar.
A rã já estava com os olhos arregalados:
“Será que ele vai me pedir…?”
— Se eu pedisse um favor, você me faria? — disse o escorpião mansamente.
— Que favor? — murmurou a rã.
— Bem — o tom da voz era mais brando ainda –, bem, você me carregaria nas costas até a outra margem?
A rã hesitou:
— Como é que eu vou ter certeza de que você não vai me matar?
— Ora, não tenha medo. Evidentemente, se eu matar você, também morrerei — argumentou o escorpião.
— Mas… e se quando estivermos saindo daqui você me matar e pular de volta para a margem?
— Nesse caso eu não cruzaria o rio nem atingiria meu destino — replicou o escorpião.
— E como vou saber se você não vai me matar quando atingirmos a outra margem? — perguntou a rã.
— Ora, ora… quando chegarmos ao outro lado eu estarei tão agradecido pela sua ajuda que não vou pagar essa gentileza com a morte.
Os argumentos do escorpião eram muito lógicos. A rã ponderou, ponderou, e, afinal, convenceu-se.
O escorpião acomodou-se nas costas macias da agora companheira de viagem e começou a travessia. A rã nadava suavemente e o escorpião quase chegou a cochilar. Perdeu-se em pensamentos e planos futuros, olhando a extensão enorme do rio. De repente se deu conta de que estava dependendo de alguém, de que ficaria devendo um favor para a rãzinha. Reagiu, ergueu o ferrão.
“Antes a morte que tal sorte” – pensou.
A rã sentiu uma violenta dor nas costas e, com o rabo do olho, viu o escorpião recolher o ferrão.
Um torpor cada vez mais acentuado começava a invadir-lhe o corpo.
— Seu tolo! — gritou a rã. — Agora nós dois vamos morrer! Por que fez isso?
O escorpião deu uma risadinha sarcástica e sacudiu o corpo.
— Desculpe, mas eu não pude evitar. Essa é a minha natureza.

Esopo

07) Essa fábula trata principalmente de dois sentimentos humanos. Quais?

08) Copie a fala do escorpião que certamente foi a mais difícil para ele dizer à rã, explicando seu raciocínio:

09) Nesta fábula, a expressão “carregar nas costas” foi empregada no sentido conotativo ou denotativo? Justifique sua resposta:

10) Construa uma frase em que tal expressão apareça com sentido diferente, explicando:

11) Você acha que algumas pessoas poderosas são capazes de qualquer coisa para manter seu poder?

12) O que você faria no lugar da rã? E do escorpião?

13) Escreva uma moral para essa fábula.

Publicado por

Jackelini

Sou professora, amo o que faço, não me conformo com o mundo onde vivo e por isso leciono...

2 comentários sobre “Tarefa de Literatura dos 7ºs anos para a semana de 12.03 a 15.03”

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