Tarefa de literatura para os 8ºs anos para a semana de 06.11 a 09.11

Via Láctea – Soneto XIII

Olavo Bilac

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…

E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”

E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas”.

COMPREENSÃO DO TEXTO

01) O poeta conversa diretamente com o leitor no seguinte verso:

a) “Ora (direis) ouvir estrelas!”

b) “E abro as janelas, pálido de espanto…”

c) “E conversamos toda a noite,”

d) “Inda as procuro pelo céu deserto.”

 

02) No soneto, o poeta ao estabelecer um diálogo com o leitor tem a intenção de criar uma

a) identificação.

b) dúvida.

c) rejeição.

d) oposição.

 

03) O poema , na segunda estrofe, apresenta rima entre as seguintes palavras:

a) certo/desperto; entanto/espanto.

b) enquanto/pranto; aberto/deserto.

c) sigo/contigo; dela/estrela.

d) estrela/vê-la; / contigo/amigo.

 

04) O verso que compara a nebulosa do sistema solar à cobertura dos anjos em procissão é:

a) “E conversamos toda a noite, enquanto”

b) “A Via Láctea, como um pálido aberto,”

c) “Direis agora: Tresloucado amigo!”

d) “Inda as procuro pelo céu deserto.”

 

05) O poema pode ser considerado como um hino

a) ao amor.

b) à vida.

c) ao leitor.

d) à amada.

Tarefa de redação para os 8ºs anos para a semana de 30.10 a 02.11

Responder no blog como Carta do Leitor, seguindo as características.

Jornal britânico causa polêmica com imagem do Cristo Redentor armado

Imagem ilustra uma extensa matéria do The Guardian sobre a Operação Lava-Jato; arcebisbo do Rio diz que charge “ofende o povo brasileiro”

O jornal britânico The Guardian publicou uma extensa reportagem sobre a Operação Lava-Jato. O que chamou a atenção dos brasileiros, porém, foi a imagem que ilustra a matéria: o Cristo Redentor armado e segurando um saco de dinheiro.
Em entrevista ao jornal RJTV, da Rede Globo, o arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, repudiou a ilustração. “O Cristo Redentor é símbolo de uma nação e de uma fé. Ao representar o Redentor dessa forma, o jornal The Guardian ofende o povo brasileiro. Cristo nos ensinou exatamente o contrário. Nos ensinou a amar o próximo, a fazer o bem ao outro e a ser despojado. E [o jornal] não sabe respeitar o povo brasileiro, tampouco os cristãos. É lamentável. Nós lamentamos muito isso e pedimos que seja respeitada a imagem de Cristo”, afirmou.

Na reportagem, o jornal detalha toda a história da operação, desde seu começo, em março de 2014. Nada sobre os recentes escândalos políticos no país foi deixado de fora. Desde a prisão de Nestor Cerveró, até a delação do empresário da JBS Joesley Batista, passando pela morte do relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, Teori zavascki e pelos áudios do senador e ex-ministro Romero Jucá (PMDB-RR), dizendo que era preciso “estancar a sangria”.
Logo no título, a publicação questiona se a Operação seria “o maior escândalo de corrupção da história”. “O caso passaria a descobrir pagamentos ilegais de mais de 5 bilhões de libras (cerca de R$ 20 bilhões) a executivos e partidos políticos, colocaria bilionários na prisão, levaria um presidente para o tribunal e causaria danos irreparáveis às finanças e à reputação de algumas das maiores empresas do mundo. Também viria a expor uma cultura de corrupção sistêmica na política brasileira e provocaria uma reação feroz do establishment, suficiente para derrubar um governo e deixar outro à beira do colapso”, afirma o jornal.
Também há menções ao juiz Sérgio Moro, definido como “jovem e ambicioso” e à cidade de Curtiba, berço da Operação: “para os parâmetros brasileiros, a 845km de distância, ela não fica tão longe do Rio, mas culturalmente, são dois mundos distintos. Curitiba é conhecida como a Londres brasileira, porque as pessoas são consideradas mais inclinadas a se apegarem às leis do que os residentes das maiores cidades mais ao norte”.
Por fim, o jornal alerta que, ao mesmo tempo em que há a esperança de que a Lava-Jato faça do Brasil “uma nação mais justa e eficiente”, há o risco de a Operação “abalar a fragil democracia do país e abrir caminho para uma teocracia evangélica de direita ou o retorno de uma ditadura”.
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2017/06/02/internas_polbraeco,599801/jornal-britanico-causa-polemica-com-cristo-redentor-armado.shtml

Tarefa de redação para os 7ºs anos para a semana de 09.10 a 12.10

Tarefa: Escreva seu comentário sobre o texto abaixo nos comentários abaixo. Siga as orientações da pág. 42 do almanaque de textos.

Tablets e celulares podem transmitir doenças?

Você teria coragem de levar o assento da privada ou o sapato de um estranho para a sua cama? Não, né? Mas sempre lê alguma notícia no tablet ou troca mensagens pelo celular antes de dormir, certo? Então prepare-se para esta notícia: esses aparelhos eletrônicos carregam mais micro-organismos que o vaso sanitário, inclusive bactérias causadoras de doenças e infecções hospitalares.

Embora existam poucas análises envolvendo tablets, não faltam pesquisas sobre a contaminação dos celulares. Uma delas foi divulgada em 2012 por pesquisadores da Universidade do Arizona. Segundo eles, esses aparelhos contêm dez vezes mais bactérias que um banheiro.

“O celular só perde, em contaminação, para os carrinhos de supermercados e para mouses e teclados de computadores”, afirma o microbiologista Roberto Figueiredo, conhecido como Dr. Bactéria.

Em quantidade de micro-organismos, o aparelho ganha de longe de solas de sapato, apoios de ônibus, corrimãos de escadas rolantes, tampos de vasos sanitários e escovas de dentes, segundo o especialista. Ganha até dos panos de prato molhados, que por sua vez têm um milhão de bactérias a mais que os assentos de privada. E, segundo o Dr. Bactéria, tanto faz se o aparelho tem tela de touch screen ou teclado — o nível de contaminação é o mesmo.

Até ebola

Não é de se espantar que computadores, smartphones e tablets sejam fontes de doenças, algumas bem graves. Roberto Figueiredo avisa que, na literatura, há caso até de transmissão do vírus ebola pelo celular.

Em análises de laboratório, Roberto Figueiredo e sua equipe já encontraram, nos aparelhos, bactérias como a Staphylococcus aureus, que pode provocar intoxicações alimentares, conjuntivite, sinusite, laringite e infecções com pus; a Escherichia coli, que é indicadora de contaminação fecal e pode causar diarreias e vômitos; e até a Pseudomonas aeruginosa, associada a infecções hospitalares, entre outras doenças.

O motivo de tanta contaminação é simples: além da proximidade com a boca, muita gente não lava as mãos da forma correta e na frequência adequada. Sem contar que celulares e tablets têm substituído revistas e jornais no banheiro.

Mouses e teclados de computador são ainda piores, segundo Figueiredo, porque acumulam, além de saliva e coliformes fecais, restos de comida e bebida, que também são alimentos para as bactérias.

Uma pesquisa divulgada pela especialista em higiene Lisa Ackerley, da Universidade de Salford, diz que dois em cada três trabalhadores do Reino Unido almoçam no computador. E 20% nunca limpam o mouse. No Brasil, o cenário não deve ser muito diferente.

Basta uma tosse ou uma coceira no nariz e pronto, vírus e bactérias vão logo para as superfícies mais tocadas. E alguns desses micro-organismos podem sobreviver por até 24 horas, como alerta Ackerley em uma reportagem do jornal britânico Daily Mail.

Limpeza

Para evitar contrair doenças pelo contato com esses micro-organismos, a principal recomendação é lavar as mãos corretamente — com sabão, por no mínimo 20 segundos e secando bem depois. E o ritual deve ser repetido não só depois de usar o banheiro, como também antes de comer e de começar a trabalhar, especialmente se você usa transporte público.

E quanto aos celulares e tablets, companheiros inseparáveis até nos momentos mais íntimos? Vale lembrar que os manuais desses equipamentos sempre trazem advertências contra o uso de água e de produtos de limpeza comuns.

Dr. Bactéria dá a dica: umedecer um lenço de papel toalha com álcool isopropílico e passar por todo aparelho. Mas atenção: esse tipo de produto costuma ser encontrado em lojas especializadas, e é diferente do álcool etílico que você compra no supermercado.

Mesmo com um produto adequado, é bom ser comedido na quantidade. “É só umedecer, e não encharcar — você mata bactérias pelo contato e não por afogamento”, ressalta Figueiredo. Para pessoas ligadas à área da saúde, como dentistas, médicos e enfermeiros, é preciso higienizar o aparelho diariamente. Já outras pessoas podem fazer a limpeza só uma vez por semana.

https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2014/12/16/clique-ciencia-tablets-e-celulares-podem-transmitir-doencas.htm