Concordância Nominal – Equipe 5

  • Quite — Quites

Quite (= livre, desobrigado), adjetivo, deve concordar com o nome a que se refere:

Eu estou quite.

Eu e você estamos quites.

Você está quite com o serviço militar?

  • Meio — meia

Concordam, normalmente, com o substantivo a que se referem:

Compramos meio quilo de alcatra.

É meio-dia e meia. (hora)

→ Observação: Meio, advérbio, é invariável.

Encontrei-a meio triste.

Eles estavam meio nervosos.

  • É proibido, é bom, é necessário

Nos predicados nominais em que ocorre o verbo SER mais um adjetivo, formando expressões do tipo é bom, é necessário, é proibido, é claro etc., há duas construções:

1) Se o sujeito não vem precedido de artigo, ou qualquer modificador, a expressão fica invariável, portanto, no masculino.

É necessário organização.

É proibido entrada. Entrada é proibido.

2) Se o sujeito vem precedido de artigo, ou qualquer modificador, a expressão concorda normalmente com o sujeito.

É necessária a organização.

É proibida a entrada. A entrada é proibida.

  • Bastante — bastantes

Bastantes → Adjetivo = muitos/as

Bastante → Advérbio = muito

Bastantes alunos vieram à aula. (= muitos)

bastantes apartamentos para alugar. (= muitos)

Há vários dias chove bastante. (= muito)

Chove há bastantes dias. (= muitos)

As alunas são bastante esforçadas. (= muito)

  • O mais ……. possível
    Os mais …… possíveis

A expressão o mais (menos, maior, menor, melhor, pior) possível, fica invariável, a não ser que o artigo esteja no plural, caso em que o adjetivo possível também vai para o plural:

Vencia obstáculos o mais difíceis possível.

Vencia obstáculos os mais difíceis possíveis.

Vencia obstáculos o mais possível difíceis.

Vencia obstáculos os mais possíveis difíceis.

  • Um e outro/nem um nem outro

Com estas expressões, deve o substantivo ficar no singular e o adjetivo, no plural:

Um e outro automóvel modernos lograram êxito de vendas.

Nem um nem outro aluno estudiosos ficaram apreensivos.

Um e outro teste fáceis foram resolvidos.

Concordância Nominal – Equipe 4

  • Anexo, incluso, junto, leso

Concordam com a palavra a que se referem:

Remeto-lhe anexas as certidões.

Remeto-lhe anexo o mapa.

Remeto-lhe inclusas as procurações.

Remeto-lhe inclusa a procuração.

Seguem juntas as faturas.

Segue junta a fatura.

«Os parnasianos eram réus de lesa-independência.» (R. Bopp)

Anexas, seguem as fotocópias pedidas.

Observação:

→ «EM ANEXO» é invariável:

Remeto-lhe em anexo as certidões.

→ JUNTO, funcionando como advérbio (juntamente) ou compondo locução prepositiva (junto com, junto de) é invariável.

Junto, remeto-lhe as certidões.

As mercadorias seguem junto com as fotocópias.

  • Pseudo/alerta/menos

Pseudo (prefixo grego usado como adjetivo), menos e alerta, advérbios, são invariáveis:

Os vigias estavam alerta.

Sempre desprezou os pseudoprofetas.

Há menos alunas do que eu imaginava.

Observação: Apenas o advérbio todo pode ser flexionado:

Os meninos chegaram todos molhados.

A menina chegou toda (ou todo) molhada.

PSEUDO (prefixo): hifen antes de H — R — S — Vogal.

  • Mesmo/próprio/obrigado

Concordam com a palavra a que se referem:

Ele mesmo, ela mesma.

Eu próprio, ela própria.

O rapaz disse «Muito obrigado».

A moça disse «Muito obrigada».

Observação: Mesmo, quando significa «de fato», «realmente», é invariável:

Ela fará mesmo parte da banca examinadora

  • Só — Sós — A Sós

→ Só, empregado como adjetivo, significando «sozinho, desacompanhado, solitário, único», deve concordar em número com a palavra que modifica:

Pedro e Teresa partiram sós.

Maria passeou só.

Vocês sós prepararam tudo?

→ Empregado como advérbio, com o sentido de «somente, apenas, unicamente », permanece invariável.

Só eles tiveram coragem.

Vocês só fizeram isso?

→ Observação: A sós é invariável.

Ex.: Gostaria de ficar a sós por uns momentos.

Concordância Nominal – Equipe 3

Adjetivo em Função de Predicativo

O adjetivo, em função de predicativo do sujeito ou do objeto, concorda em gênero e número com o substantivo a que se refere:

— O céu estava nublado.

— Os céus estavam nublados.

— Achei-o simpático.

— Achei-as simpáticas.

Concordando com mais de um substantivo

Quando o adjetivo está posposto a dois ou mais substantivos, vai para o plural e conserva o gênero dos substantivos; se forem de gêneros diferentes, vai para o masculino plural.

Exemplos:

O menino e a menina ficaram mudos diante do espetáculo.

↓                 ↓                        ↓

subst.          subst.              adjetivo no plural

Mãe e filha viajavam caladas.

Pai e filha viajavam calados.

Concordando com mais de um substantivo

Quando o adjetivo está anteposto a dois ou mais substantivos, vai para o plural ou concorda com o mais próximo.

Exemplos:

Tenho como aprovada a aluna e o aluno.

Tenho como aprovados a aluna e o

aluno.

Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar.

Josué 1:9

Concordância Nominal – Equipe 2

Concordância especial

Quando o adjetivo se pospõe a dois ou mais substantivos, concorda em gênero e número com o mais próximo nos seguintes casos:

Substantivos sinônimos

Quando os substantivos são sinônimos entre si, o adjetivo concorda com o mais próximo.

O furor e raiva humana…

A aplicação e amor intenso aos livros fazem dele o primeiro aluno da classe.

Substantivos e gradação

Quando os substantivos se alinham em gradação (progresso ascendente ou descendente de ideias):

“A inteligência, o esforço, a dedicação extraordinária venceu tudo.“

“O seu zelo, a sua intervenção, a sua iniciativa valiosa…“

Exigência do sentido

Quando o sentido assim o exigir:

Trouxe-nos sabão e torta deliciosa.

Conheci meninos e mulheres adultas.

Um só substantivo e mais de um adjetivo

Quando um único substantivo vem qualificado por mais de um adjetivo, ocorrem, de modo geral, as seguintes concordâncias:

  1. O substantivo fica no singular e repete-se o artigo antes de cada adjetivo.

O produto conquistou o mercado europeu e o americano.

Estudo a língua portuguesa e a inglesa.

2 O substantivo vai para o plural e não se repete o artigo antes de cada adjetivo.

O produto conquistou os mercados europeu e americano.

Estudo as línguas portuguesa e inglesa.

Os poderes temporal e espiritual

ou

O poder temporal e o espiritual.

Concordância Nominal – Equipe 1

Concordância do Adjetivo

Regra geral

O adjetivo e as palavras adjetivas (artigo, numeral, pronome adjetivo) concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem.

Anteposto a dois ou mais substantivos

Concorda em gênero e número eom o mais próximo.

Você escolheu bom lugar e hora para o espetáculo.

                            adj. subst. subst.

Era dotado de extraordinária coragem e talento

                                 adj.               subst.        subst.

Observação

Referindo-se a nomes próprios, de parentesco ou a títulos, deve o adjetivo ir para o plural.

Reli os grandes Machado de Assis e José de Alencar.

Posposto a dois ou mais substantivos

Quando o adjetivo se refere a dois ou mais substantivos e vem depois destes, há duas construções possíveisA) O adjetivo concorda com o mais próximo:

Aquele foi um beijo e um abraço demorado.

subst.         adj

B) O adjetivo vai para o plural (se os gêneros são diferentes, prevalece o masculino):

Aquele foi um beijo e um abraço demorados.

subst.           subst.     adj.pl

Observações

Se, no caso do sujeito composto posposto, o verbo vier concordando com o sujeito mais próximo, com ele também concordará o predicativo anteposto àqueles sujeitos.

Estava deserta a vila, a casa, o templo.

 

Estavam desertos a vila, a casa, o templo.

suj. comp.

Se o predicativo se antepuser a dois ou mais núcleos do objeto, pode também concordar com o mais próximo.

Tenho como aprovada a aluna e o aluno.

Tenho como aprovados a aluna e o aluno.

Tenho a aluna e o aluno como aprovados.

Atividade para 9ºs anos

Como Elaborar um bom Resumo

É uma ferramenta útil para estudar, mas dos últimos cinco anos de vestibulares da UFPR todos, absolutamente todos, pediram um resumo, portanto:

Cuide com os erros:

  • não copie e cole;
  • não grife muitas informações.

Não confunda resumo com resenha (esta propõe uma crítica sobre o assunto).

Preste atenção nas dicas a seguir:

žOrganize visualmente as informações

Comece seu resumo mentalizando como organizar visualmente as informações. Afinal, sem esse cuidado, é possível que elas fiquem soltas no texto e acabem causando dúvidas e confusões quanto ao conteúdo.

Alguns métodos podem ser adotados:

Usar post-its para destacar dados específicos ou a importância de determinado assunto.

žCriação de mapas mentais com ideia central e o relacionamento de diversos tópicos a ela.

žA utilização de fichas. Cada uma delas funciona como um bloco ligado a um tema, realçando questões importantes sobre ele. Devido à quantidade reduzida de texto, ela trabalha desenvolvendo e estimulando a sua memória fotográfica.

Escreva com suas próprias palavras

Evite transcrever o conteúdo que está em livros, apostilas e outros materiais de estudo. Ao contrário, faça um exercício de assimilação do que está sendo lido e escreva com suas próprias palavras. Esse processo vai ajudar você a intensificar a sua memorização.

Outro benefício dessa dica é que você vai ampliar a sua capacidade de interpretar textos e saber argumentar mediante o que lhe é exposto — algo que, inclusive, será bastante útil para a prova de redação.

Destaque pontos-chave no resumo para o vestibular

Ao fazer um resumo para o vestibular, é importante que você saiba destacar pontos-chave. Isso é ainda mais necessário em matérias como física, química ou matemática, já que são disciplinas que contam com muitas fórmulas específicas que são utilizadas não apenas para a resolução de uma questão, mas sim de várias.

Dessa forma, você pode se utilizar de técnicas mnemônicas, isto é, macetes para associação e memorização, que funcionam como ganchos para ativar a sua memória.

Faça perguntas (e responda a elas)

Por fim, elabore uma lista de perguntas sobre o que você estudou (e que se encontra no resumo). A ideia é que cada uma delas funcione como um preparativo para o vestibular, tendo, inclusive, potenciais questões que podem vir a cair nele.

Porém, não basta colocá-las no resumo, é preciso respondê-las também. Dessa forma, você torna o conteúdo mais claro e de fácil compreensão, pois reforça os principais conteúdos de cada matéria, e ainda consegue identificar quais assuntos precisam de mais atenção por conta do grau de dificuldade.

Bibliografia

https://blog.ucl.br/como-fazer-um-resumo-incrivel-para-o-vestibular/

Tarefa de redação dos 9ºs anos

Resuma o texto abaixo no caderno.

 

Da arte brasileira de ler o que não está escrito

Cláudio de Moura e Castro (Veja, 08/10/1997)

Terminando os poucos anos de escola oferecidos em seu vilarejo nas montanhas do Líbano, o jovem Wadi Haddad foi mandado para Beirute para continuar sua educação. Ao vê-lo ausente de casa por um par de anos, a vizinha aproximou-se cautelosa de sua mãe, jurou sua amizade à família e perguntou se havia algum problema com o rapaz. Se todos os seus coleguinhas aprenderam a ler, por que ele continuava na escola? Anos depois, Wadi organizou a famosa Conferência de Jontiem, “Educação para Todos”, mas isso é outro assunto. Para a vizinha libanesa, há os que sabem ler e há os que não sabem. Não lhe ocorre que há níveis diferentes de compreensão. Mas infelizmente temos todos o vício de subestimar as dificuldades na arte de ler, ou, melhor dito, na arte de entender o que foi lido. Saiu da escola, sabe ler.

O ensaio de hoje é sobre cartas que recebi dos leitores de VEJA, algumas generosas, outras iradas. Não tento rebater críticas, pois minhas farpas atingem também cartas elogiosas. Falo da arte da leitura. É preocupante ver a liberdade com que alguns leitores interpretam os textos. Muitos se rebelam com o que eu não disse (jamais defendi o sistema de saúde americano). Outros comentam opiniões que não expressei e nem tenho (não sou contra a universidade pública ou a pesquisa). Há os que adivinham as entrelinhas, ignorando as linhas. Indignam-se com o que acham que eu quis dizer, e não com o que eu disse. Alguns decretam que o autor é um horrendo neoliberal e decidem que ele pensa assim ou assado sobre o assunto, mesmo que o texto diga o contrário.

Não generalizo sobre as epístolas recebidas algumas de lógica modelar. Tampouco é errado ou condenável passar a ilações sobre o autor ou sobre as consequências do que está dizendo. Mas nada disso pode passar por cima do que está escrito e da sua lógica. Meus ensaios têm colimado assuntos candentes e controvertidos. Sem uma correta participação da opinião pública educada, dificilmente nos encaminharemos para uma solução. Mas a discussão só avança se a lógica não for afogada pela indignação.

Vale a pena ilustrar esse tipo de leitura com os comentários a um ensaio sobre nosso sistema de saúde (abril de 1997). A essência do ensaio era a inviabilidade econômica e fiscal do sistema preconizado pela Constituição. Lantejoulas e meandros à parte, o ensaio afirmava que a operação de um sistema de saúde gratuito, integral e universal consumiria uma fração do PIB que, de tão alta (até 40%), seria de implantação inverossímil.

Ninguém é obrigado a aceitar essa afirmativa. Mas a lógica impõe quais são as possibilidades de discordar. Para destruir os argumentos, ou se mostra que é viável gastar 40% do PIB com saúde ou é necessário demonstrar que as contas que fiz com André Medici estão erradas. Números equivocados, erros de conta, hipóteses falsas, há muitas fontes possíveis de erro. Mas a lógica do ensaio faz com que só se possa rebatê-lo nos seus próprios termos, isto é, nas contas.

Curiosamente, grande parte das cartas recebidas passou por cima desse imperativo lógico. Fui xingado de malvado e desalmado por uns. Outros fuzilaram o que inferem ser minha ideologia. Os que gostaram crucificaram as autoridades por negar aos necessitados acesso à saúde (igualmente equivocados, pois o ensaio critica as regras e não as inevitáveis consequências de sua aplicação).

Meus comentaristas escrevem corretamente, não pecam contra a ortografia, as crases comparecem assiduamente e a sintaxe não é imolada. Contudo, alguns não sabem ler. Sua imaginação criativa não se detém sobre a aborrecida lógica do texto. É a vitória da semiótica sobre a semântica.