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Trabalho do filme: “O Menino do Pijama Listrado”

Para a realização deste trabalho, siga as orientações abaixo:

​Assista ao filme: "O Menino do Pijama Listrado" - JUNTO COM SUA FAMÍLIA

​Mais informações do trabalho e do filme:

Leia o texto: "Nazismo: Doutrinando a Juventude" clicando aqui.


Juntamente com sua família, comente neste post, respondendo às perguntas abaixo:

1- Seu nome completo
2 – Qual o papel da família na Alemanha para a difusão da doutrina nazista?
3 – No filme, após a morte de Bruno, você pensa que o pai dele odiou mais aos judeus ou deixou de odiá-los? Por quê?
4 – Em sua opinião, existe hoje no Brasil algum pensamento de que há raças melhores do que outras? Explique.

O menino do pijama listrado

Assista ao filme “O menino do pijama listrado” [ clique aqui para sinopse e trailer] junto com a sua família.

Após assistir o filme, em conjunto com sua família, ler o texto “Doutrinando a Juventude (Enciclopédia do Holocausto)” [clique aqui para ler o texto]

Acesse o site do Dudow e responda as perguntas do Fórum.

e responda em forma de comentários neste mesmo post:

  • 1 – Qual o papel da família na Alemanha nazista para a difusão da doutrina nazista?
  • 2 – No filme, após a morte de seu filho, você pensa que ele odiou mais aos judeus ou deixou de odiá-los? Por quê?
  • 3 – Em sua opinião, existe hoje no Brasil algum pensamento de há raças melhores que outras? Explique.

 

*Atenção: as perguntas acima é para responder no site do Dudow!

BIOGRAFIA DE ANNE FRANK

Manuscrito, individual. Mínimo: 30 linhas.
DATA DA ENTREGA: 15/05/2017       VALOR: 3,0 pontos

Realizar um resumo do livro em texto único (não separar por perguntas), onde responderá às perguntas:

Qual o contexto em que foi escrito o livro?

Por que Anne Frank foi para um Anexo Secreto? O que ela fazia lá?

Como era o campo de concentração de Bergen-Belsen?

Como Anne Frank morreu?

Leia a frase de Anne Frank: “É uma maravilha eu não ter abandonado todos os meus ideais, que parecem tão absurdos e pouco práticos. Se me prendo a eles, porém, é porque ainda acredito, apesar de tudo, que as pessoas têm bom coração.”

O que é necessário, mesmo com todo o sofrimento de Anne Frank, ela ainda conseguir fazer a afirmação acima? Explique.

Filhos e netos de nazistas relatam trauma de lidar com passado sombrio

Para os alemães que trazem na assinatura sobrenomes como Himmler, Goering e Goeth, que pertenceram a membros infames do Partido Nazista, a Segunda Guerra Mundial é ainda um assunto rodeado de traumas e um período obscuro nas memórias de família.

Rainer Hoess é neto de Rudolf Hoess, (que não deve ser confundido com o vice-líder nazista Rudolf Hess) primeiro comandante do campo de concentração de Auschwitz. Seu pai cresceu em uma vila anexa ao campo, a pouca distância das câmaras de gás, onde brincava, junto com os irmãos, com brinquedos fabricados pelos prisioneiros.

Rainer se lembra quando sua mãe mostrou a ele, ainda quando criança, um baú à prova de fogo, com uma grande suástica na tampa. No baú, muitas fotos de família mostrando seu pai, criança, brincando com os irmãos nos jardins da casa onde moravam.

A avó de Rainer pedia aos filhos que lavassem os morangos que comiam. As frutas eram cultivadas no campo e, segundo a avó de Rainer, tinham o cheiro das cinzas dos fornos de Auschwitz.

“É difícil explicar a culpa, mesmo que não exista razão de eu sentir culpa. Mas eu ainda carrego isto, eu carrego a culpa em minha mente”, contou Rainer Hoess.

“Também sinto vergonha, é claro, pelo que minha família, meu avô fez a milhares de outras famílias.”O pai, filho de Rudolf Hoess, nunca abandonou a ideologia nazista e Rainer perdeu o contato com ele.

Visita

Rainer Hoess | Cinephil Maya Productions

Rainer Hoess só foi ao campo de concentração de Auschwitz, na Alemanha, aos 40 anos de idade

Foi apenas depois dos 40 anos que Rainer finalmente visitou Auschwitz, para enfrentar “a realidade do horror e das mentiras que tive todos estes anos em minha família”.

Ao ver a casa onde o pai passou a infância, Rainer conseguia apenas repetir a palavra “insanidade” e, no centro de visitantes, se encontrou com descendentes das vítimas de Auschwitz.

Muitos dos descendentes choraram ao contar suas histórias e uma jovem israelense não conseguia acreditar que Rainer tinha ido até o campo para falar com eles.

Enquanto ele falava de sua culpa e vergonha, um sobrevivente disse a Rainer que os familiares dos nazistas não devem ser culpados pelas atrocidades.

“Receber a aprovação de alguém que sobreviveu àqueles horrores e saber com certeza que não foi você, que você não fez aquilo. Pela primeira vez você não sente o medo ou vergonha, mas felicidade, alegria”, disse.

Livro

Katrin Himmler resolveu escrever um livro para lidar com a culpa de ter Heinrich Himmler em sua família.

Himmler, um dos arquitetos do Holocausto, era tio-avô de Katrin. O avô e outro irmão também eram membros do Partido Nazista.

“É um fardo muito pesado ter alguém como ele na família, tão próximo. É algo que fica com você”, disse.

Ela escreveu o livro The Himmler Brothers: A German Family History (“Os Irmãos Himmler: História de uma Família Alemã”, em tradução livre), em uma tentativa de “trazer algo positivo” para o nome Himmler.

Rudolf Hess (dir.) e Hermann Goering (esquerda) durante o julgamento de Nuremberg (Arquivo/AP)

Rudolf Hess (dir.) e Hermann Goering durante o julgamento de Nuremberg

“Tentei da melhor forma me distanciar disto, enfrentar de forma crítica. Eu não preciso mais ficar envergonhada desta conexão de família.”

Para Katrin, os descendentes de criminosos de guerra nazistas parecem ter duas opções extremas.

“A maioria decide cortar totalmente a relação com os pais, para que possam tocar suas vidas, para que a história não os destrua. Ou então optam pela lealdade e amor incondicionais, e limpar todas as coisas negativas.”

Ela mesma pensou que tinha um bom relacionamento com o pai até que decidiu pesquisar o passado da família. Ele tinha muita dificuldade em falar do passado.

“Eu só entendi como era difícil para ele quando percebi o quanto era difícil para mim aceitar que minha própria avó era uma nazista.”

“Eu a amava muito,(…) foi muito difícil quando encontrei as cartas dela e descobri que ela mantinha contato com os velhos nazistas e que ela enviou uma correspondência para um criminoso de guerra condenado à morte. Me deixou doente.”

‘Lista de Schindler’

Monika Hertwig é filha de Amon Goeth, o comandante sádico do campo de concentração de Plastow, interpretado pelo ator britânico Ralph Fiennes no filme A Lista de Schindler, de Steven Spielberg.

Ela era apenas um bebê quando Goeth foi julgado e condenado à morte. Monika foi criada pela mãe e, durante a infância, tinha uma visão distorcida do que acontecia em Plastow.

“Eu tinha esta imagem que criei (que) os judeus em Plastow e Amon eram uma família.”

Monika Goeth | Cinephil Maya Productions

Monika Goeth chegou a ser chicoteada com um fio elétrico na adolescência ao questionar seu passado

Quando era adolescente, ela questionou a mãe e foi chicoteada com um fio elétrico.

Apenas quando assistiu ao filme de Spielberg, Monika soube de todo o horror causado por seu pai e contou que “foi como ser atingida”.

“Eu pensava que isto (o filme) tinha que parar, em algum momento eles tem que parar de atirar, pois se não pararem, vou enlouquecer aqui dentro deste cinema.”

Ela saiu da sala em choque.

Esterilização

Já Bettina Goering, sobrinha-neta de Hermann Goering, o primeiro na linha de poder do Partido Nazista depois de Adolf Hitler, optou por uma medida bem mais drástica para lidar com o legado de sua família.

Ela e o irmão optaram pela esterilização.

“Nós dois fizemos… para que não existam mais Goerings. Quando meu irmão fez, ele me disse: ‘Cortei a linha'”, explicou Bettina.

Perturbada pela semelhança com o tio-avô, ela deixou a Alemanha há mais de 30 anos e agora vive em um local remoto do Estado americano do Novo México.

“É mais fácil lidar com o passado de minha família à distância”, disse.

Fonte: BBC Brasil.

Nazismo: Doutrinando a Juventude

Doutrinando a Juventude (Enciclopédia do Holocausto)

Membro da "Juventude Hitlerista" posa para uma foto em Bruehl, na Renânia, em 1934. Em 1939, a associação aos grupos de jovens nazistas torna-se obrigatória para todos os meninos e meninas entre 10 e 18 anos.

Membro da “Juventude Hitlerista” posa para uma foto em Bruehl, na Renânia, em 1934. Em 1939, a associação aos grupos de jovens nazistas torna-se obrigatória para todos os meninos e meninas entre 10 e 18 anos.

  • Fotografia

Muitos desses meninos e meninas que se juntam às nossas organizações aos 10 anos de idade, pela primeira vez na vida recebem um pouco de ar puro; depois de quatro anos [inseridos na organização] “Povo Jovem” eles unem-se à “Juventude Hitlerista, onde permanecem por mais quatro. Se, ainda assim, eles não tenham se tornado nacional-socialistas por completo, eles entram para o “Serviço de Mão-de-Obra”, e ali são lapidados por seis ou sete meses mais… E se ainda sobrar [dentro deles] alguma consciência de classe ou status social, . . as Wehrmacht [forças armadas alemãs] cuidarão disto”.

Adolf Hitler (1938)

A partir da década de 1920, o Partido Nazista concentrou suas atividades junto aos jovens alemães como público alvo de sua propaganda. As mensagens enfatizavam que o Partido era um movimento jovem: dinâmico, resistente, olhando para o futuro e cheio de esperanças. Milhões de jovens alemães foram convencidos do valor positivo do nazismo em salas de aula e através de atividades extra-curriculares. Em janeiro de 1933, a Juventude Hitlerista contava com 50.000 membros, mas no final daquele mesmo ano aquele número já havia ultrapassado 2 milhões de participantes. Em 1936, o número de associados à Juventude Hitlerista já havia chegado à casa dos 5.4 milhões, até que a associação tornou-se compulsória em 1939. As autoridades alemãs da época proibiam ou dissolviam as demais organizações jovens vistas como concorrentes.

A Educação no Regime Nazista

No Terceiro Reich, a educação serviu para doutrinar os alunos com a visão do mundo Nacional-Socialista. Os acadêmicos” e “educadores” nazistas glorificavam os povos nórdicos e outras raças por eles designadas como “arianas”, denegrindo os judeus e outros povos chamados de inferiores como “raças bastardas”, parasitas, incapazes de criar uma cultura ou civilização [OBS: esquecendo-se propositalmente da civilização judaico-cristã]. Após 1933, a administração do sistema das escolas públicas do regime nazista expulsou os professores considerados judeus e aqueles considerados “não confiáveis politicamente”. Os que não foram expulsos, não só não apoiaram seus antigos colegas, como permaneram em seus postos e ainda se uniram à Liga de Professores Nacional-Socialistas, i.e. nazista. No ano de 1936, 97% dos professores das escolas públicas já haviam se filiado à mencionada Liga (cerca de 300.000 pessoas). Na verdade, dentre as categorias profissionais filiadas ao Partido Nazista, a dos educadores foi a de maior número.

Nas salas de aula e nas atividades da Juventude Hitlerista, a educação era direcionada para produzir alemães racistas, obedientes e preparados para se sacrificar até a morte pelo Führer e pela nação nazista. A devoção a Adolf Hitler era um componente-chave do doutrinamento da Juventude Hitlerista. Os jovens alemães comemoravam o aniversário de seu líder, no dia 20 de abril, como feriado nacional, para conseguir a adesão de mais associados. Os adolescentes alemães juravam lealdade a Hitler e se comprometiam a servir à nação e ao seu líder como soldados no futuro.

As escolas cumpriram uma função de enorme importância na disseminação das ideias nazistas entre os jovens. Enquanto os censores proibiam o uso de livros tradicionais das salas de aula, os educadores nazistas introduziam novos textos e ensinavam aos estudantes o amor a Hitler, a obediência à autoridade do Estado, o militarismo, o racismo e o anti-semitismo.

Desde o primeiro dia na escola, as crianças alemãs eram inculcadas com o culto a Adolf Hitler, e o retrato de seu líder estava sempre pendurado nas paredes de todas as salas de aula. Os textos estudantis frequentemente descreviam a emoção de uma criança ao ver o líder alemão pela primeira vez.

Jogos de tabuleiros e brinquedos infantis serviram também como forma de disseminar a propaganda racial e política nazista para os jovens alemães. Os brinquedos eram utilizados como veículos de propaganda para doutrinar as crianças para aceitar uma doutrina militarista.

Organizações Juvenis

A “Juventude Hitlerista” e a “Liga das Meninas Alemãs” foram as principais entidades através das quais os nazistas perpassaram sua propaganda para formular as crenças, e dirigir o pensamento e as ações dos jovens alemães. Os líderes juvenis utilizavam atividades em grupo rigorosamente controladas e ensinavam como desenvolver eventos de cunho propagandístico, tais como efetuar comícios de massa repletos de rituais e espetáculo, de forma a criar a ilusão de uma comunidade nacional que ultrapassasse todas as divisões religiosas e de classe que caracterizavam a Alemanha antes de 1933.

Fundada em 1926, a “Juventude Hitlerista” tinha por objetivo original treinar os jovens para entrar nas “Tropas de Choque”, as SA, uma formação para-militar do Partido Nazista [criada para intimidar os oponentes do regime]. A partir de 1933, quando o nazismo chegou ao poder, os líderes juvenis buscavam integrar aqueles jovens à comunidade nacional nazista e prepará-los para servirem como soldados nas forças armadas ou, posteriormente, nas SS.

Em 1936, a associação aos grupos de jovens nazistas tornou-se compulsória para todos os jovens de 10 a 17 anos. As reuniões eram após as aulas nas escolas, e as viagens de acampamento nos finais de semana, sempre patrocinadas pela “Juventude Hitlerista” e pela “Liga das Meninas Alemãs, que os treinavam para se tornarem leais ao Partido Nazista e aos futuros líderes do estado nacional-socialista. Até setembro de 1939 mais de 765.000 jovens ocuparam cargos de liderança nas organizações de jovens nazistas, as quais os preparavam para funções em postos militares ou como burocratas nas organizações de ocupação alemã [em territórios estrangeiros].

A “Juventude Hitlerista” combinava esportes e atividades ao ar livre com o doutrinamento ideológico. Da mesma forma, a “Liga das Meninas Alemãs” enfatizava o atletismo em equipe, tais como a ginástica rítmica, considerada pelas autoridades de saúde alemãs menos pesadas para o corpo feminino e mais adequadas para prepará-lo para a maternidade. A exibição pública dos valores nazistas encorajava jovens homens e mulheres a abandonarem sua individualidade em prol dos objetivos da coletividade “ariana”.

Serviço Militar

Quando atingiam 18 anos, os jovens do sexo masculino eram obrigados a se apresentar imediatamente às forças armadas ou ao Serviço de Mão-de-obra do Reich, atividades para as quais a “Juventude Hitlerista” os havia preparado. O material de propaganda incitava a uma devoção ainda mais fanática à ideologia nazista que anteriormente, mesmo quando os militares alemães sofriam derrota após derrota.

Em setembro de 1944, quando os exércitos dos países Aliados atravessaram as fronteiras alemãs e entraram em seu território, o regime nazista convocou jovens abaixo de 16 anos para defender o Reich, juntamente com idosos acima de 60, para as unidades entituladas Volkssturm (Tormenta Popular).

Após a rendição incondicional das forças armadas alemãs em maio de 1945, alguns jovens alemães continuaram lutando em uma forma de guerrilha conhecida como “Lobisomens”. No ano seguinte, as autoridades da ocupação dos países Aliados exigiram que os jovens alemães passassem por um processo de “desnazificação” e treinamento para a democracia, desenvolvidos especialmente para combater os efeitos de doze anos de propaganda nazista.

Fonte: Enciclopédia do Holocausto.