O que significa consumo consciente?

No início deste bimestre fizemos a análise do livro paradidático “Compra pra mim” de Manuel Filho. Nele pudemos ver vários temas da atualidade como por exemplo: consumismo, direitos do consumidor, alimentação saudável, reciclagem, propaganda enganosa e consumo consciente, enfim, conceitos abstratos que devemos ter um melhor entendimento, então pensei em lançar um desafio a repeito de consumo consciente.

O que significa “consumo consciente”?

Sua tarefa é deixar nos comentários uma nova pergunta a esse respeito para que juntos descubramos o que realmente está envolvido na ação de consumir com consciência. Ok!?

PRONOMES 2

Como já aprendemos, os pronomes são ferramentas poderosas na coesão/coerência de um texto – falado ou escrito, contudo o mau uso deles pode criar AMBIGUIDADE no texto, esse é o caso do emprego de alguns pronomes, tais como: possessivos, relativos etc.

  • PRONOMES DEMONSTRATIVOS: são aqueles que indicam a posição dos seres em relação às três pessoas do discurso, esta posição pode se referir aos planos: espaciais [próximo ou longe da pessoa que fala], temporais [presente, passado e futuro], contextuais [referência anafórica ou catafórica].
  • Os demonstrativos também se juntam às preposições: de, a e em para formar algumas variações. Ex: de/em+este = deste/neste; de/em+este = desse/nesse; de/em+isto = disto/nisso; d,a/em+aquele = daquele/naquele, àquele e assim por diante, todos os pronomes demonstrativos podem sofrer esta modificação para melhor se adaptarem à frase.
  • Plano espacial
  • ESTE [e flexões]: próximo à 1ªpessoa [quem falar/escreve]. Ex.: Este [meu] celular só dá problema.
  • ESSE [e flexões]: próximo à 2ªpessoa [com quem ou de quem se fala]. Ex.: Esse [seu] celular não para de tocar.
  • AQUELE [e flexões]: distante das duas pessoas. Ex.: Moro próximo àquela árvore lá.
  • Plano temporal
  • ESTE [e flexões]: tempo presente. Ex.: Este ano eu vou para a praia nas férias.
  • ESSE [e flexões]: tempo passado ou futuro. Ex.: Aconteceu/acontecerá o que eu previ por esses
  • AQUELE [e flexões]: passado ou futuro distantes. Ex.: Aquele problema já foi solucionado? /Aquele problema será solucionado um dia.
  • Plano contextual
  • ESTE [e flexões]: referência catafórica [vai ser citado]. Ex.: Estas matérias eu já estudei: física e geografia.
  • ESSE [e flexões]: referência anafórica [foi citado imediatamente antes]. Ex.: Física e geografia, essas matérias eu já estudei.
  • AQUELE [e flexões]: referência anafórica [já foi citado, mas não imediatamente]. Ex.: física e geografia, essa eu já sei, aquela ainda tenho dúvidas.
  • Dependendo do contexto, também podem funcionar como pronomes demonstrativos as seguintes palavras:
  • o, a, os, as (=aquele(s), aquela(s), aquilo, isso)
  • tal (= este, esse e flexões, isso)
  • mesmo, próprio (demonstrativos de reforço)
  • semelhante
  • Somos o que somos.
  • Tal fato é digno de repreensão.
  • Ele mesmo resolveu entregar os documentos.
  • Não se deve fazer justiça pelas próprias mãos.
  • Lucas reparou nisso e doeu-se intimamente de semelhante
  • PRONOMES POSSESSIVOS: São aqueles que se referem às pessoas do discurso, indicando ideia de posse.
  • Emprego dos pronomes possessivos. Não se deve usar pronome possessivo antes de termos que indiquem partes do corpo ou faculdades do juízo, quando estiverem na função de complemento na mesma pessoa gramatical do sujeito:
  • Escovei os dentes. (E não: Escovei os meus dentes.)
  • Quebrei a perna. (E não: Quebrei a minha perna.)
  • Tu pintaste as unhas. (E não: Tu pintaste as tuas unhas.)
  • Perdi o juízo. (E não: Perdi o meu juízo.)

 

  • A palavra SEU que vem antes de nomes de pessoas não é pronome possessivo, mas uma abreviação popular do pronome de tratamento SENHOR:
  • Seu Humberto, o senhor poderia emprestar-me a furadeira?
  • Cuidado com a ambiguidade

Ex.: A professora disse ao diretor que concordava com sua nomeação.

(Nomeação de quem? Da professora ou do diretor?)

Para evitar este tipo de problema devemos usar outro tipo de estrutura deste pronome: a preposição DE + ELE[a] = DELE[a]. Assim:

  • A professora disse ao diretor que concordava com a nomeação DELA. (da professora)
  • A professora disse ao diretor que concordava com a nomeação DELE. (do diretor)
  • PRONOMES INTERROGATIVOS: são usados para fazer perguntas, ou seja, interrogativas diretas ou indiretas, são eles: Que, Quem, Qual[quais], Quantos[as]. Não há observações, o uso dos pronomes interrogativos é simples.

 

  • PRONOMES RELATIVOS: São aqueles que retomam um nome da oração anterior (o antecedente) e o projeta em outra oração.
  • Emprego dos pronomes relativos. Os pronomes relativos virão precedidos de preposição, se a regência assim terminar:

Ex.: Este é o autor a cuja obra me refiro. (referir-se a )

Ex.: Este é o autor de cuja obra gosto. (gostar de)

Ex.: São opiniões a que sou favorável. (favorável a)

  • O pronome relativo quem é empregado com referência a pessoas:

Ex.: Não conheço a garota de quem você gosta.

Ex.: Este é o rapaz a quem você se referiu.

  • Quando possuir antecedente, o pronome relativo quem virá sempre precedido de preposição:

Ex.: Lúcia era a mulher a quem ele amava.

  • É comum a ocorrência do relativo quem sem antecedente claro. (Relativo indefinido)

Quem nasce lá na Vila

Nem sequer vacila” (Noel Rosa)

(=Aquele que nasce lá na vila…)

  • O pronome relativo que pode ser empregado com referência a pessoas ou coisas. Há uma técnica para ajudar na identificação positiva deste pronome relativo que é trocá-lo por – o qual e flexões.

Ex.: Não conheço o rapaz que saiu agora. [Não conheço o rapaz o qual saiu agora]

Ex.: Esta é a saia que Simone comprou. [Esta é a saia a qual Simone comprou]

  • O pronome relativo que é empregado quando precedido de preposição monossilábica. Com as preposições de mais de uma sílaba, usa-se o relativo o qual (e flexões):

Ex.: Estas são as ferramentas de que necessito.

Ex.: Este é o móvel sobre o qual foi colocado o vaso.

  • Com as preposições sem e sob – usa-se o relativo o qual (e flexões):

Ex.: O professor nos apresentou uma condição sem o qual o trabalho não terá sentido.

Ex.: Este é o móvel sob o qual ficou escondido o documento.

  • O pronome relativo cujo (e flexões) é relativo possessivo, equivalendo a do qual (e flexões). Deve concordar com a coisa possuída e não admite a posposição de artigo:

Ex.: Esta é a pessoa em cuja casa me hospedei. (casa da pessoa)

Ex.: Feliz o pai cujos filhos são ajuizados. (filhos do pai)

  • O pronome relativo quanto (e flexões) normalmente tem por antecedente os pronomes indefinidos tudo, tanto etc.; daí o seu valor indefinido:

Ex.: Falou tanto quanto queria.

Ex.: Coloque tantas quantas forem necessárias.

  • O relativo onde é usado para indicar lugar e equivale a em que, no qual (e flexões).

Ex.: Esta é a casa onde moro.

Ex.: Não conheço o lugar onde você está.

  • Onde pode ser usado sem antecedente:

Ex.: Fique onde está.

  • O relativo como é usado para exprimir modo:

Ex.: Não entendo a maneira como ele se comporta.

 

PRONOMES INDEFINIDOS: São aqueles que se referem à terceira pessoa do discurso de modo vago e impreciso.

Variáveis
algum, alguma, alguns, algumas vário, vária, vários, várias
nenhum, nenhuma, nenhuns, nenhumas quanto, quanta, quantos, quantas
todo, toda, todos, todas tanto, tanta, tantos, tantas
outro, outra, outros, outras qualquer, quaisquer
muito, muita, muitos, muitas qual, quais
pouco, pouca, poucos, poucas um, uma, uns, umas
certo, certa, certos, certas
            Invariáveis
algo, alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, menos, mais, quem, cada

Algo, tudo e nada – referem-se a coisas. Alguém, ninguém e outrem – referem-se a pessoas. Mais, menos e cada – referem-se a coisas ou pessoas.

 

PRONOMES 1

Para entendermos os pronomes, seus usos, recursos e finalidades, precisamos entender alguns conceitos:

  • O pronome substitui um nome [substantivo] – [são chamados pronomes substantivos, pois assumem a função sintática do seu referente].

Ex.: “O coreto estava em ruínas, e a população, sob o argumento de que ele faz parte da história da cidade, reivindicou que a prefeitura o reformasse.”

  • Acompanha um nome, determinando/limitando o sentido dele. – [são chamados pronomes adjetivos, pois apenas acompanham seu referente].

Ex.: “Nosso coreto ficou lindo depois da reforma, e ainda preservou seu estilo romântico.”

  • Substitui seguimentos textuais, expressões, partes de frases ou frases inteiras.

Ex.: “Dizer que a reforma do coreto não ficou boa, isso é absurdo! [neste caso “isso” é pronome substantivo, pois está na posição de sujeito do verbo (é), e retoma a frase anterior inteira]

  • ESSES NOMES, PALAVRAS, EXPRESSÕES OU FRASES AOS QUAIS OS PRONOMES SE REFEREM SÃO CHAMADOS DE REFERENTE.

Já aprendemos que a linguagem [verbal/não verbal] surgiu da necessidade de comunicação entre os seres humanos, aprendemos também, que, para haver comunicação são necessários, no mínimo, três elementos fundamentais, que são os integrantes da comunicação. Em gramática esses integrantes se chamam PESSOAS DO DISCURSO. Veja:

1ª pessoa = aquele que fala/escreve; o locutor, emissor, escritor, falante, enunciador.

2ª pessoa = aquele que ouve/lê; o locatário, receptor, leitor, ouvinte, enunciatário.

3ª pessoa = aquilo de que se fala; o assunto, o tema, o motivo, o referente.

 

Sendo assim, veremos primeiro os pronomes pessoais [retos e oblíquos], pois são os representantes das três pessoas do DISCURSO no singular e no plural, podendo exercer a função de sujeito [caso reto] ou de complemento [caso oblíquo].

 

Caso reto

Função de sujeito

Caso oblíquo

Função de complemento

Oblíquos átonos

*usa-se sem preposição

Oblíquos tônicos

*usa-se sempre com preposição

Singular Eu Me Mim, comigo
Tu/você Te, você, se, o/a, lhe Ti, contigo, você, si, consigo
Ele/ela Se, o/a, lhe Se, ele/ela, consigo
Plural Nós Nos Nós, conosco
Vós/vocês Vos, vocês, se, os/as Vós, convosco, vocês, si, consigo
Eles/elas Se, os/as, lhes Si, eles/elas, consigo

 IMPORTANTE: como mostram os exemplos acima, os pronomes substituem ou acompanham um substantivo ou uma expressão inteira, e portanto podem desempenhar a função sintática de seu referente. A tabela acima mostra sistematicamente as posições sintáticas que os pronomes pessoais podem assumir.

 

A tabela acima também mostra a uniformidade de tratamento no uso dos pronomes, há uma variedade de pronomes oblíquos para cada pronome do caso reto. Na variedade padrão [culta] da língua, para indicar, mais de uma vez, uma mesma pessoa gramatical, é necessário manter a uniformidade gramatical, ou seja, deve-se empregar de maneira uniforme os pronomes referentes a essa pessoa. Assim: tu->te->ti->contigo; você->o/a->lhe->se->si->consigo etc.

  • Os pronomes pessoais oblíquos átonos o, a, os, as assumem formas diferentes quando acompanham verbos que terminam em: R, S, Z. passando para as formas lo, la, los las: É preciso defender os animais. [É preciso defende-los]. Preservamos a natureza. [Preservamo-la]. Fiz meu trabalho ontem. [Fi-lo ontem]
  • Ou terminados em sons nasais como: aõ, ãe, am,em. Ex.: Os jogadores inocentaram o técnico. [inocentaram-no]. Põe as camisas na gaveta. [põe-nas na gaveta]

 

Os pronomes também podem indicar se uma ação é reflexiva ou reflexiva recíproca.

  • Ação reflexiva – a ação volta para o seu próprio agente [aquele que pratica a ação].

Ex.: Às vezes me pergunto por que estou aqui.

  • Ação reflexiva reciproca – a ação é trocada entre dois ou mais agentes.

Ex.: Os noivos se beijam no fim da cerimônia.

 

Os pronomes pessoais e a coesão textual: nos atos de comunicação, os pronomes fazem referência às pessoas do discurso, a quem fala/escreve [1ª pessoa], a quem ouve/lê [2ª pessoa] e a elementos textuais: pessoas, coisas, fatos, ideias etc. que já foram citados antes, a esse tipo de referência chamamos: coesão por ANÁFORA [anafórica]. Há também a coesão por CATÁFORA [catafórica], nesse tipo de referência o referente ainda vai aparecer no texto/conversa.