Humildade – valor em extinção

Mário Sergio Cortella, famoso palestrante, escritor brasileiro e professor da PUC-SP, Pontifícia Universidade de São Paulo, cunhou uma frase bastante interessante sobre a humildade, que é este valor em extinção na sociedade moderna. Ele disse: “Humilde é aquela pessoa que sabe que não sabe tudo, que sabe que outra pessoa sabe o que ela não sabe, que ela e outra pessoa saberão muitas coisas juntas, que ela e outra pessoa nunca saberão tudo que pode ser sabido”. Humildade, este substantivo feminino que tem a característica de tornar as pessoas melhores, está cada vez mais difícil de ser encontrado ou mesmo cultivado. É por esse motivo que hoje os alunos da Escola Adventista do Brooklin aprenderam um pouco mais sobre o valor da humildade.

Em uma sociedade voltada para os caprichos do EU, o valor da humildade é praticamente excluído do ensino comum regular, limitado, as vezes, às igrejas. Mas afinal, o que é humildade?

Segundo Dicionário Online de Português, humildade é simplicidade; qualidade de quem é modesto, simples, humilde. Humildade é modéstia; qualidade de quem tem consciência de suas limitaçõesÉ aqui que enfrentamos as maiores dificuldade para se desenvolver ou se ensinar a humildade, o reconhecimento das limitações. Muitas das “culturas”desenvolvidas nos últimos tempos, exploram o oposto. Simplicidade não é tratada como boa característica, mas sim como sinônimo de fraqueza, por exemplo.

Mais que conhecer suas próprias limitações, humildade tem que ver com reconhecimento. Reconhecer que há pessoas que são mais talentosas sem que isso seja um problema, mas sim um motivador à excelência; Reconhecer que assim como existem pessoas melhores ou mais talentosas, eu tenho meus talentos que outros talvez não tem; Reconhecer que nenhum ser humano consegue viver isolado do resto do mundo e ainda assim manter uma mente saudável, pois não somos uma ilha; Reconhecer que juntos podemos mais e melhor.

Um grande mestre da antiguidade decidiu ensinar aos seus liderados a lição de humildade. Naqueles tempos, ao chegar uma visita, um criado, que geralmente era um escravo, imediatamente vinha até o visitante e lavava-lhe os pés. As ruas não eram pavimentadas e muito menos havia uma empresa pública de limpeza. Esse mestre convidou seus alunos para um jantar especial e antes de iniciar o jantar, ele mesmo pegou um recipiente com água, uma toalha e inclinando-se passou a lavar-lhes os pés. Um dos alunos não acreditou em tamanha humildade e ficou tão constrangido com aquela possibilidade que não queria aceitar o ato. O mestre então lhe disse que aquele era um símbolo de amizade, símbolo de relacionamento que não deveria deixar de existir entre eles.

Seria notícia em todos os meios de comunicação se algum presidente ou líder mundial, por exemplo, assim o fizesse. Mas Jesus deixou este modelo de liderança servidora e principalmente de humildade. Há uma promessa clara em Sua palavra que diz:

“Aquele que deseja ser o primeiro seja aquele que sirva”. Marcos 10:43

Portanto, #ficaadica.

Abraço

PREPARE-SE, 2018 já chegou!

Olá, tudo bem com vocês?

Passei as últimas semanas sem postar devido o período de férias escolares, mas iniciamos o ano e como costumo fazer, no início de cada ano, quero escrever sobre planejamento geral.  Sei que para alguns pode parecer chato, porém reafirmo a necessidade de planejamento caso deseje obter sucesso este ano. 

O planejamento pode ser feito em qualquer área da vida. Pode ser na escola, pode ser no trabalho, pode ser em casa ou em qualquer outra área. Quando planejamos ganhamos muitos benefícios, mesmo que eles não apareçam logo de início. Aqui vão algumas dicas sobre como podemos planejar em 3 passos muito simples:

  1. Defina sua meta. Lembre-se de que a meta deve ser alcançável, mesmo sendo um desafio.
  2. Estabeleça um prazo. Se sua meta for muito desafiadora, aconselho aplicar um princípio do livro – A ARTE DA GUERRA – que diz: “Quando um inimigo for muito poderoso, devemos dividir para conquistar”. Divida a meta em metas menores, assim alcançará seus objetivos.
  3. Planeje o caminho que deverá percorrer para chegar ao resultado final e desfrutar da satisfação da conquista.

Em nossa primeira aula do ano conversamos com os alunos sobre este processo. Para os estudos é extremamente importante a organização e planejamento. Apresentamos 7 dicas de como chegar ao final do ano fazendo muitas amizades e aprendendo tudo o que é necessário para o desenvolvimento acadêmico e social. 

Desafiamos cada aluno a seguir os seguintes conselhos:

a. Seriedade – Levar à sério os momentos de estudo. Encarar com responsabilidade cada etapa e aproveitar o início para garantir as melhores notas;

b. Ter atenção aos detalhes – Muitos alunos perdem pontos em provas e trabalhos devido a falta de atenção. Uma vírgula antes ou depois do zero faz toda diferença;

c. Treine de verdade – Muitos alunos se encontram para estudar, mas acabam conversando mais sobre outras coisas. O momento do estudo deve ser respeitado;

d. Pontualidade – Sei que vários dependem dos pais ou transporte escolar, mas salientei a importancia da pontualidade para agora e para a vida futura;

e. Bobo da corte – A brincadeira é sempre saudável, todavia tem seu momento e lugar;

f. Aprenda com os erros – Podemos aprender com nossos erros, entretanto o melhor é observar e aprender com os erros alheios;

g. Buscar a Deus – Mencionamos da importancia de se apoiar sempre em Deus. Para todos os momentos Ele está disposto a ajudar.

Desejo que este ano de 2018 seja repleto de alegrias e muitas bençãos de Deus.

Abraço

Pr. Pedro Moraes

 

 

Dissonância Cognitiva

Olá, tudo bem?

Em 1956, Leon Festinger, famoso psicólogo norte americano,  escreveu um livro com o título When Profecy Fails (Quando a profecia falha). Nele, descreve o conceito da dissonância cognitiva, que é o desconforto que uma pessoa sente quando está diante de duas ideias que podem ser contraditórias e verdadeiras.

Este conceito pode ser novo para você, mas nosso país tem aprendido (não apreendido) o que é a dissonância cognitiva na observação da política pública por parte dos governantes da nação, especialmente quando vemos toda sorte de reportagens e notícias apresentadas pela mídia sobre os crimes negados a todo custo.

Nunca houve um tempo em que a dissonância estivesse tão presente. Se, por exemplo, acredito que sou uma pessoa que me importo com os outros mas não faço doações a instituições de caridade ou nunca estou disposto a participar de projetos de ajuda humanitária, então tenho uma dissonância cognitiva.

É como na política, pois os discursos são bem preparados por profissionais da piscologia e marketing para iludir o povo. Há um “convencimento” das massas através de programas sociais que oferecem migalhas a quem já não tem nada como uma espécie de comércio eleitoral. Infelizmente dentro das paredes dos palácios governamentais, os que foram “escolhidos”, pela ilusão populista para legislar, a seu bel prazer, em detrimento do mais pobre e menos informados, criam leis que na verdade vão gerar mais discrepância entre as classes tornando os mais ricos cada vez mais distantes dos mais necessitados.

É lamentável a postura de inércia e dissonância de nosso povo que ao mesmo tempo reclama, porém se comporta conforme o ditado popular que diz: a oportunidade faz o ladrão. Claro que esta não é uma regra que se aplica a todos, pois temos muitas pessoas com valores e principios éticos que continuam contribuindo para ver um país melhor.

No conceito da dissonância cognitiva as ideias são conflitantes e há um incômodo fazendo com que a pessoa não se sinta à vontade. Essa realidade não é contemporânia, já vem de longa data na história humana. Veja por exemplo o grande doutor e apóstolo Paulo quando escreveu na carta aos Romanos no capítulo 7:19:

“Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço”.

Consegue perceber a dissonância cognitiva aqui? o apóstolo sabia o que era certo fazer, acreditava e desejava fazer isso, mas alguma coisa mais forte o levava a uma outra prática. Era tão desagradável que ele chegou a declarar: “Quem me livrará do corpo dessa morte?” Ou seja, em mim não vejo solução! Quem poderá me ajudar amudar? Bem, a palavra de Deus apresenta uma única solução – Cristo.

Pode ser que esta seja a realidade hoje de sua vida. Uma constante dissonância cognitiva, mas quero te dizer que há um caminho. Há uma pessoa que pode te ajudar a mudar. Quem sabe não está na hora de mudar? Quem sabe não é o momento de poder ser verdadeiramente quem você gostaria de ser?

Se quiser conhecer mais sobre esse Jesus que já mudou a vida de tantas pessoas, não hesite em nos procurar.

Grande Abraço

Pr. Pedro Moraes

 

O Apocalipse de setembro

Vez ou outra surge na grande mídia e redes sociais algum “profeta” afirmando ter concluído que o mundo irá acabar. Apesar de bastante antiga, nos últimos anos mais e mais predições são “reveladas”. Por exemplo, a alguns anos o Sr. David Morrinson, cientista espacial senior da NASA, a Agencia Espacial Norte Americana, havia desmascarado uma teoria de qe um planeta chamado NABIRU (ou planeta X), estaria em rota de colisão com a terra. Se você navega pela internet, facilmente pode encontrar vídeos sobre esta teoria.

Mais recentemente a notícia do fim do mundo ganhou as páginas dos principais jornais de todo mundo, pois à informação foi somado o dado astronômico da exata data do fim para o dia 23 de setembro de 2017, de acordo com David Meade que clama saber sobre o fim do mundo nesta nova teoria cristã da conspiração. A predição de Meade é baseada em versos e números que a bíblia presenta, neste caso o 33. “Jesus viveu por 33 anos. O nome Elohim, que é o nome de Deus para os judeus, é mencionado 33 vezes na Bíblia […] Estou falando de astronomia e de bíblia e combinando os dois” disse ao The Washington Post.  Além disso, “23 de setembro é o trigéssimo terceiro dia desde agosto com 21 eclipses solares e Meade acredita ser um presságio”. Meade ainda aponta para o livro do Apocailpse e faz uma interpretação completamente sem respeitar os padrões e regras da hermenêutica bíblica. Segundo reportgem, Meade não teria dito que a terra acabaria neste dia 23 de setembro, mas que as coisas iriam mudar, pois a partir deste dia a terra sofreria vários terremotos e furacões e destruição.

Bem, esta não é a primeira vez e não será a última que surgirão pessoas buscando datar este acontecimento. Como cristãos que confiam na palavra de Deus, a Bíblia sagrada, cremos que em um determinado momento o mundo acabará, porém a própria Bíblia não revela o dia nem a hora. Olha o que diz o texto do evangelho de Matheus no capítulo 24 e verso 36: “Quanto ao dia e a hora ninguém sabe…”

Somente Deus tem esta informação, poré a Sua palavra não nos deixa às escuras quanto a este evento. O texto Bíblico é muito claro quando diz que antes do fim haverá guerras e rumores de guerras, terremotos, fomes e doenças. Os pais se voltarão contra os filhos e os filhos contra os pais. O amor se esfriará em quase todos além de outros sinais. Ao observar o mundo não temos dúvidas de que estas coisas estão acontecendo. Mas, não precisamos temer sobre estes acontecimentos e sim se preparar para este dia que será de vitória e alegria. Deus deseja salvar a todos, mas precisamos aceitar a Sua salvação.

Tem vontade de conhecer mais sobre este assunto e outros temas bíblicos? Então não deixe de nos procurar. Teremos o maior prazer em atendê-lo(a).

Abraços
Pr. Pedro Moraes

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Educação, um desafio para todos.

Não é tarefa fácil determinar de quem é a responsabilidade. Muitos dizem ser da sociedade, outros da escola e outros da família, mas de quem é a responsabilidade de educar as futuras gerações?

Pelos últimos dez anos atuando diretamente no ambiente escolar, percebo que os avanços da tecnologia e da ciência moderna não mudaram o fato de haver muitas dúvidas sobre o papel dos atores na educação das crianças, adolecentes e jovens. A maior reclamação que costumo ouvir é: Não existe respeito algum!

É difícil definir alguns termos com precisão, ainda mais quando são utilizados de forma tão ampla no dia a dia da sociedade, podendo sofrer mudanças de significado dependendo da cultura em que está inserido ou o tempo de uso. Por isso vamos nos utilizar de uma ferramenta linguística que nos ajudará a compreendê-lo melhor, a etimologia. Etimologia, do grego antigo ἐτυμολογία, composto de ἔτυμον (origem) e λογία (estudo), é uma ferramenta gramatical que estuda a origem e história das palavras e também seu significado. A palavra respeito vem do latim RESPECTUM que é o particípio passado de RESPICERE, onde RE (novamente) e SPECERE (olhar) dão a ideia de “olhar ao redor” ou “olhar novamente”. Podemos considerar, portanto, que respeito significa um olhar novamente ao redor, analisar, perceber que não estou só e que existe um mundo ao redor, pessoas ao redor. Essa definição pode lançar luz sobre o que é respeito ou o que é respeitar.

Não iremos esgotar aqui o assunto, mas apenas apresentar um ponto de vista sobre essa tão complicada realidade, a falta de respeito. Na última semana recebi, na rede social, uma postagem que mostrava a indignação de uma professora que havia sido agredida por um aluno quando pediu que ele pegasse o livro que estava guardado. A pergunta que surge inevitavelmente é: onde foi parar o respeito?

Uma questão sobre a prática do respeito é que ela deve ser equilibrada ou pode levar a dois extremos: falta de respeito ou excesso de respeito. Quando há falta de respeito o indivíduo não percebeu que não está só no mundo. Não percebeu que deve olhar para o lado, olhar ao redor. Não percebeu que há limites para tudo e que a quebra dos limites trás um prejuízo para todos, inclusive para si mesmo. Do outro lado há o excesso de respeito que se caracteriza pelo medo de que algo aconteça ou superestimação da opinião dos outros. Em outras palavras, não ter opinião própria e por isso concordar com tudo que está sendo falado. Não exerce seu direito de opinar, não faz diferença o que pensa, os outros decidem.

No contexto da educação formal, ou seja, aquela que é dada na instituição de ensino, o respeito é fundamental. Há aqueles que atribuem à escola o dever de ensinar o respeito, outros acreditam ser da família esse papel, outros ainda acreditam que a própria vida ensinará o respeito, mas quem deve ensinar o respeito? Quem deve transmitir esse valor? Esse também foi o questionamento de diversos psicólogos, mestres e doutores em educação ou psicologia, como por exemplo, a doutora em psicologia pela USP, Luciana B. Fevorini:

“percebo que não há, no contexto educacional em que atuo (e, talvez, no contexto educacional como um todo), clareza sobre o papel que a escola deve desempenhar diante das famílias. Como partilhar com as famílias a formação de crianças e jovens? Há um papel formativo também para elas? Se sim, como deve ser desenvolvido?”

Percebe-se, portanto, que até nos círculos acadêmicos há um interesse de se estabelecer, se isso for possível, uma divisão entre o que cabe a cada um na educação dos filhos e alunos.

Não é tarefa fácil delimitar o campo de atuação para a família ou para a escola, mas Cláudio Moura de Castro, economista e articulista da revista Veja (10 de novembro de 2004, p.20), num artigo intitulado: “A vovó na janela”, por exemplo, afirma que o bom resultado dos coreanos em exames internacionais sobre aprendizado de leitura é devido a enorme importância que eles (famílias) atribuem à educação. Vários estudos indicaram que o acompanhamento da vida escolar dos filhos pelos pais é um fator importante para o desenvolvimento acadêmico dos filhos.  Não significa dizer que as famílias de nosso Brasil não se preocupam com os filhos, mas o que percebemos é que muitos pais não sabem como fazer esse acompanhamento de forma benéfica. Em reuniões pedagógicas ou palestras promovidas pela escola em que trabalho, sempre há muitos pais que perguntam: Como posso ensinar os limites para meu filho? Ou ainda, como devo ensinar o respeito ás pessoas, professores e colegas da escola?

Claro, seria ótimo se houvesse uma cartilha ou manual, como nos aparelhos eletrônicos, mas não existe receita pronta. A sabedoria apenas nos diz que o melhor caminho é a preparação prévia, se possível, e observação. Como assim observação? Exatamente! Observar o que deu certo com tantas famílias ao redor e tentar aplicar, orientar. Uma preciosa dica é nunca esquecer que todos os pais passaram pela mesma fase. Estude sobre o assunto, há muitos materiais bons que podem ajudar. Outra boa dica é não considerar a escola como um inimigo, pelo contrário, a escola está para contribuir e ajudar, compartilhar com a educação dos filhos. O professor não tomará o lugar dos pais! Eles devem ser vistos como cooperadores na educação.

Abraço

Pr. Pedro Moraes

Retratos da Paternidade

Este mês é comemorado nacionalmente o dia do Pai. Na verdade, o dia dos pais não é comemorado apenas no Brasil, mas em diversos outros países como Inglaterra e Estados Unidos. As datas são diferentes, sendo no Brasil o segundo domingo de agosto.

A comemoração remonta a antiga civilização da Babilônia, região atualmente conhecida como Iraque. Um tablete de argila teria sido encontrado como um cartão de felicitações de um filho a seu pai. A arqueologia aponta esse filho como sendo um dos filhos do famoso rei Nabucodonosor, rei que também aparece nos relatos da Bíblia. Posteriormente os cristão relacionaram essa “comemoração” com o dia de São José, esposo de Maria e pai de Jesus o Cristo.

Nos Estados Unidos a data foi fixada para o terceiro domingo de junho desde de 1972 pelo então presidente Richard Nixon. Já no Brasil a implementação para o segundo domingo de agosto é atribuída ao jornalista Roberto Marinho, fundador da Rede Globo de Comunicação. Acredita-se que sua intenção primária foi incentivar o comércio com suas vendas e, de certa forma, aumentar as vendas de seu jornal. A data escohida foi o dia de São Joaquim, sendo festejada pela primeira vez no dia 16 de agosto de 1953.

Ainda hoje comemoramos o dia dos pais, mas, você já parou para pensar em como a imagem do pai está desgastada? Na verdade, a imagem de família tradicional cristã, constituida pelo pai, mãe e filhos, está cada vez mais sendo apresentada como algo fora do comum.

É fato que devido à diversos fatores que podemos mencionar em outra postagem, as famílias mudaram em sua composição e a figura paterna foi “fracionada” às necessidades e escolhas das mais diversas. Com isso, me parece que o pai, figura tão importante na família, está esquecido ou menosprezado. Gostaria apenas de mencionar os benefícios que toda uma família recebe, quando essa figura se faz presente e desempenha sua função corretamente.

Os psicólogos e outros profissionais da mente apresentam diversos estudos, facilmente encontrados em sites sérios e confiáveis, que apontam para o resultado trágico na vida dos filhos, esposas e até sociedade, quando o pai falha em sua nobre missão. Por exemplo, a area cerebral que reage à dores provocadas por um ferimento físico é a mesma area que reage quando um filho se sente rejeitado. É crescente o número de famílias em que a mãe assume, ou tenta, o papel do pai como aquele que deveria prover o alimento, proteção, carinho, respeito e amor. Toda noção de limites da educação, a noção das regras e ainda o respeito são valores e comportamentos aprendidos mais facilmente com a presença paterna.

Essa presença deve ir além da dimensão física contemplando a dimensão emocional, afetiva. Na construção dos laços afetivos, especialmente na vida adulta, a base emocional sólida construída no relacionamento com o pai, é de extrema importância. Vamos sim comemorar o dia dos pais! Vamos, além disso, ajudar a sociedade  a valorizar e apoiar este que é um personagem importante na vida de todos nós. Faz pouco tempo ouvi de pessoas que estão abrindo reuniões públicas e privadas para atender, com orientação e capacitação, aos homens e pais da sociedade. Ainda há pessoas que prezam pelos valores e a moral.

Não sei qual foi ou qual é sua experiência com o seu pai. Eu perdi o meu faz 25 anos e precisei buscar as referências em outras pessoas e na minha família, mas foi o Pai do céu que me ensinou e me ensina diariamente a ser um melhor filho, um melhor esposo e pela sua graça, ser um bom pai. Quem sabe ele não te ajude também?

Abraços

Pr. Pedro Moraes

 

Epigenética – a descoberta maravilhosa do amor de Deus

Participei de um programa chamado Restaurando Saúde, promovido pela Igreja Adventista no território da Associação Paulistana, voltado para reeducar e apresentar a cada funcionário os benefícios do estilo de vida saudável. Em uma das palestras, um respeitado médico e professor de medicina na Argentina trouxe o relativamente novo conceito chamado – EPIGENÉTICA. Gostei tanto da apresentação e dos benefícios que esse conhecimento pode trazer, que resolvi compartilhar com vocês acreditando que trará benefícios extraordinários para cada um assim como já trouxe à mim.

Bem, para se discutir sobre epigenética, é necessário falar de DNA ou ácido desoxirribonucleico, que é o material hereditário em seres humanos e praticamente todos os outros organismos. Quase todas as células do corpo de uma pessoa têm o mesmo DNA. Localizado em sua quase totalidade no núcleo da celula, uma pequena quantidade de DNA pode ser encontrado nas mitocôndrias. O DNA humano consiste em cerca de 3 bilhões de bases e mais de 99% dessas bases são iguais em todas as pessoas.A ordem ou seqüência dessas bases determina a informação disponível para a construção e manutenção de um organismo.

Em 1905, o geneticista britânico, Wiliam Bateson (1861-1926) cunhou o termo da genética como o termo relacionado à hereditariedade e variação dos organismos, baseado nos trabalhos de Gregor Mendel (1822-1884). Três décadas depois (1942), o geneticista, biólogo e filósofo Conrad Hal Waddington (1905-1975) definiu “epigenética” como “o ramo da biologia que estuda as interações causais entre genes e seus produtos, que trazem o fenótipo a ser”. Portanto, Epigenética é um termo usado na biologia para se referir a características de organismos unicelulares e multicelulares que são estáveis ao longo de diversas divisões celulares mas que não envolvem mudanças na sequência de DNA do organismo.

Mas, qual é a importância disso para cada um de nós? A herança epigenética é a transmissão de experiências ocorridas com os pais para os filhos e que não ocorre através do DNA. De acordo com os conceitos tradicionais, quando um embrião é formado, seu epigenoma é completamente apagado, e reescrito a partir das informações que estão no seu DNA. A exceção é que, para alguns genes, marcas epigenéticas são mantidas, e passadas de uma geração para a geração seguinte. Isso significa, em termos bem simples, que o estilo de vida de uma pessoa pode alterar aquilo que estaria determinado pela hereditariedade. Por exemplo o câncer que se desenvolve melhor em ambiente ácido e pode ser combatido tornando o ambiente mais alcalino com a correta ingestão de água. 

A boa notícia é que Deus deixou para todos os seres humanos oito remédios especiais que ajudam a ter essa qualidade de vida cada vez mais necessária. Remédios simples e ao alcance de todos que, utilizados corretamente poderão até mesmo salvar uma vida em perigo. Através destes remédios naturais, as marcações genéticas poderão ser reversíveis para melhor! Segundo pesquisas recentes, são os ambientes que controlam o processo de transformação celular. Tais ambientes podem ser: Nutrição, Químicos ou Estresse. Por isso o estilo de vida é tão determinante. Aproveite!

  1. Ingestão adequada de Água;
  2. Exposição à Luz Solar;
  3. Exercício Físico;
  4. Descanso adequado;
  5. Temperança;
  6. Alimentação Saudável;
  7. Ar puro;
  8. Confiança em Deus.

Na palavra de Deus encontramos o seguinte texto:

“O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância”.
João 10:10

Abraço

Pr. Pedro Moraes

Fazendo a Diferença

O livro – When Nations Die – de Jim Nelson Black, apresenta uma séria pesquisa histórica dos acontecimentos que antecederam a queda de grandes nações no mundo. Jim percebeu que se repetem cerca de 10 sinais indicadores divididos em 3 categorias denominadas: Decadência Social, Decadência Moral e Decadência Cultural.

No contexto de decadência social, Jim Nelson percebe o enfraquecimento das leis, a perda da consciência econômica por parte da população e governo e o crescimento da burocracia atrapalhando o desenvolvimento dos negócios e empreendedorismo livre, pois apenas o governo pode crescer. No contexto da decadência cultural, percebe-se o declínio da educação, o enfraquecimento das culturas de base da nação, a perda do respeito pelas tradições históricas e o crescimento do materialismo. E no campo da decadência moral, Nelson percebeu que o crescimento da imoralidade, a descrença dos valores religiosos e por último a desvalorização da vida.

Esse quadro, apesar de histórico é também muito atual, basta observar as informações relacionadas à atual política nacional, o sistema de segurança pública, o sistema de educação nacional, os escândalos religiosos, as famílias desestruturadas, o sistema de saúde, tudo parece se repetir. As esperanças por um mundo melhor, por um futuro diferente para os filhos, diante desse quadro, se vão. O que fazer? Onde encontrar esperança?

Uma campanha organizada pela Igreja Adventista do Sétimo dia teve o objetivo de levar esperança à todos que aceitassem o presente. Presente? Sim, foi distribuído em toda América do Sul, no dia 27 de maio, o livro – Em busca de Esperança. Um livro que apresenta uma alternativa em meio ao caos em que estamos vivendo.

Todos os 634 alunos do Colégio Adventista do Brooklin receberam um exemplar. Além disso, diversas campanhas estão em andamento para levar esperança a esse mundo perdido. Jovens estão se mobilizando para doação de sangue nos hemocentros, pessoas estão trocando um livro por um sorriso nas ruas, outros estão investindo tempo para ouvir as pessoas, outros ainda estão doando agasalhos e roupas de frio. Aliás, já recolhemos em nossa campanha do agasalho no colégio, centenas de roupas que serão entregues a famílias de refugiados e demais necessitados. Há muitas formas de levar esperança, faça parte desse movimento, leve esperança, leve Jesus.

Abraços

Pr. Pedro Moraes

Desmond Doss

Salvar cerca de 75 soldados feridos em meio à guerra parece enredo de filme americano, mas neste caso foi fato. A história do herói da II Guerra Mundial, Desmond Thomas Doss, foi assunto da última aula de cultura geral (31/05) para os alunos do Colégio Adventista do Brooklin.

O que faz de uma pessoa um verdadeiro herói? Com a história emocionante desse homem os alunos perceberam que os heróis são feitos das escolhas que fazem. Desmond Doss decidiu servir ao seu país na guerra, mas não para matar e sim para salvar. Designado para uma companhia de atiradores durante a batalha de Okinawa, tornou-se a primeira e única objeção de consciência a receber a medalha de honra das mãos do próprio presidente.

Foi membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia e os valores e princípios que aprendeu com a Bíblia, o capacitaram a, em uma única batalha, mesmo desarmado, salvar 75 soldados. Uma biografia foi lançada em português com o título, Soldado Desarmado. Em 2016 foi lançado o filme, Até o Último Homem, dirigido por Mel Gibson, famosos ator e diretor com títulos premiados como a Paixão de Cristo.

Além de Doss, outros dois objetores de consciência receberam a medalha da guerra do Vietnã: Thomas W. Bennett e Joseph G. LaPointe Jr. O lendário herói da I Guerra Mundial, Alvin York, pediu o status de objeção de consciência, em 1917, mas foi negado. Doss faleceu em 23 de março de 2006 aos 87 anos.

Mas, afinal, o que seria uma objeção de consciência? Bem, são pessoas que seguem princípios religiosos, morais ou éticos que são incompatíveis com o serviço militar ou força armada. Em um primeiro caso os objetores podem estar dispostos a aceitar um serviço alternativo ao serviço militar. Em um segundo caso, a objeção é a todo serviço dentro das forças armadas. Alguns objetores se consideram pacifistas ou ainda antimilitaristas.

Com o exemplo de Doss e outros, trabalhamos com os alunos a ideia de que verdadeiros heróis são aqueles que muitas vezes nem aparecem, mas no dia a dia se posicionam ao lado daquilo que é correto, ao lado daquilo que vai trazer benefício às pessoas que mais precisam. As escolhas que fazemos, definem quem somos.

Abraços

Pr. Pedro Moraes

Bullying – de que lado você está?

O termo surgiu no Brasil ha alguns anos e define uma situação que se caracteriza por agressões que são intencionais, sejam verbais ou físicas, repetidamente por alguém que se considera mais forte que outro considerado mais fraco. O termo tem origem inglesa bully, que pode ser traduzida como valentão ou brigão. Em nosso contexto o termo é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato. Pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho.

Tema recorrente em escolas e outras instituições de educação, foi a temática de nossa aula de cultura geral desta última quarta-feira (17/05). Todos os alunos das turmas do 5º ao 9º ano participaram da aula que contou com apresentações musicais feitas por alunos, vídeos explicativos e animados além de testemunhos.

Conceituamos o termo e apresentamos vários exemplos daquilo que é e daquilo que não é considerado bullying pela lei brasileira nº 13.185 de 6/11/2015, que Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). Os alunos aprenderam e relembraram dos males que o bullying pode causar, como por exemplo, possível isolamento ou queda do rendimento escolar, doenças psicossomáticas ou algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio.

Para Telma Vinha, doutora em Psicologia Educacional e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o bullying é caracterizado por:

  1. A intenção do autor em ferir o alvo;
  2. A repetição da agressão;
  3. A presença de um público espectador;
  4. A concordância do alvo com relação à ofensa.

”Quando o alvo supera o motivo da agressão, ele reage ou ignora, desmotivando a ação do autor”, explica a especialista.

Percebemos e mencionamos que a atual geração possui dificuldades em lidar com a opinião alheia, o que é um possível reflexo de deficiência do self ou autoimagem, além da autoestima. Se destacou uma entrevista, gravada com uma adolescente, onde ela menciona que uma das reações que teve quando sofreu bullying foi o pensamento de autopunição, pois “o que eu havia feito de errado?” pergunta. Percebe-se que a opinião do agressor e do grupo foi mais importante e mais forte que a própria opinião.

Agora, qual seria o papel da escola na prevenção ao bullying? Bem, são diversas as sensações que as crianças e principalmente os adolescentes tem, como solidão e desespero. Quando os contextos sociais dos indivíduos são ignorados isso pode ser ainda mais grave. O reforço recebido por este contexto leva, muitas vezes, os jovens a desacreditarem no próprio futuro. Enfatizamos que a primeira reação deve ser não se calar!

É sabido que a maioria dos adolescentes e jovens não procuram ajuda da escola, por isso é importante que os educadores estejam atentos às repetições de comportamentos de violência e constrangimento que geralmente acontecem com os estudantes considerados mais frágeis e inseguros, aparentemente incapazes de reação. Nossa recomendação é que pais e professores também sejam educados para uma intervenção adequada. É desejável que família e escola trabalhem juntas e não como oponentes, “empurrando” responsabilidades na educação uns para os outros.

Aqui em nosso Colégio Adventista do Brooklin, tanto a orientação, quanto a pastoral estudantil está sempre procurando fazer o melhor para atender esse grupo e ajudar aqueles que talvez estejam sofrendo calados.

Abraços

Pr. Pedro Moraes