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MEU BRASIL

Nas aulas de Redação, no 3º Bimestre, a Professora Ana Lúcia Coutinho trabalhou com os alunos do Sétimo Ano a Literatura de Cordel e, para minha grata surpresa, a disciplina de História foi homenageada pela aluna Victória Araújo, aluna dedicada que abordou a História do Brasil, desde seu “achamento” (ou invasão) até à atualidade.

Compartilho aqui com vocês este material, sendo grato a Deus por ter me dado a oportunidade de ter os melhores alunos. Aproveito para parabenizar a Victória Araújo pela sua originalidade e criticidade na  produção deste material. 🙂

 

Meu Brasil

Em 1500 chegou uns brancos

Dizendo “pau-brasil”!

O índio assustou

Foi um encontro bem hostil.

 

Então começou o escambo

Troca de madeira por um pedaço de pano

O português lucrou,

E o índio com seu espelho ficou

 

O índio achou estava tudo combinado

Que pena!

Anos depois, seria ele o escravizado!

 

A escravidão chegou

O índio chateado ficou

 

Quando viu estava rezando em uma cruz

Foram vestidos por uns caras que falavam

De um tal “Jesus”.

 

Os escravos se entristeceram

E fizeram uma construção

Quilombo, o chamaram.

 

Logo a Princesa Isabel chegou

E ela a lei Áurea assinou

Assim, a escravidão acabou

 

Três poderes foram divididos

Judiciário, Executivo e até Legislativo

Até voto foi decidido

Pena que eram só os “bonitos”:

Homens, brancos e ricos.

 

Mas com o tempo houve várias conquistas

Agora não era só elitista:

Tinha pobre, negro e até feminista.

 

Vargas foi quem consolidou

Os direitos conquistou

A CLT criou.

 

Hoje vivemos uma tal “democracia”

Que é governo do povo

Pena que continua a tal aristocracia.

 

Mentem

Enganam

Governam sem a gente

Roubam enfim…

 

Mas como posso reclamar da política

Se não dá bola para ao paralítico

Se quando recebo o troco errado

No silencio eu fico?

 

Os governantes não querem saber de nada,

Só querem o dinheiro em sua conta bancária.

Os assaltantes estão soltos e armados

O que fazemos

Para não sermos assaltados?

 

Os caminhoneiros realizaram até greve

Para o preço da gasolina baixar

Mas os governantes

Não quiseram comentar.

 

Nosso dinheiro

Que conseguimos com esforço

Só serve para pagar e imposto.

 

Somos escravas do nosso dinheiro

Não temos felicidade

E nem honestidade.

RESUMÃO: COLONIZAÇÃO PORTUGUESA NA AMÉRICA

Olá, queridos alunos e alunas. Um resumão de acordo com aquilo que falamos em sala de aula, os destaques propostos no material didático e a Avaliação que será realizada na próxima quarta-feira!

Em 22 de abril de 1500, Pedro Álvares Cabral aporta na região da atual cidade de Porto Seguro. A Coroa portuguesa toma posse das terras, mas a princípio não teve o interesse de colonizá-la e ocupá-la, uma vez que as especiarias indianas (da Índia, no continente asiático) traziam lucro para Portugal. Assim, as primeiras expedições tinham o interesse de explorar a terra, reconhecer o litoral e mapeá-lo. As expedições exploratórias batizaram algumas regiões e rios do Brasil, como o Cabo de São Roque, a Baía de Todos os Santos e o Rio São Francisco. Um navegador da época que ficou conhecido como o primeiro a registrar que as terras encontradas formavam um continente foi Américo Vespúcio, o que explica o nome América para o “Novo Mundo”.

A princípio, somente uma atividade econômica interessou aos portugueses: a extração de pau-brasil. Ele era importante pois, além de ser uma madeira de lei, também produzia um pigmento de cor vermelha, utilizado para tingir tecidos. Para essa prática, os portugueses praticavam o escambo com os índios, prática onde se faziam trocas diretas de um bem por outro, sem a intermediação do dinheiro. Assim, os índios forneciam o pau-brasil em troca de objetos exóticos, como espelhos, pentes, facões e machados de metal. Todo produto extraído era levado para as feitorias, locais que funcionavam como armazéns e fortalezas, antes que a madeira fosse expedida para Portugal. Eram nas feitorias que se realizavam as negociações e os portugueses estabeleciam alianças com os indígenas.

Em 1532 surge uma maior preocupação com a colonização do solo brasileiro, e Martim Afonso de Souza é enviado com uma expedição colonizadora. ele funda então uma vila no litoral de São Paulo para a produção de cana-de-açúcar e lhe dá o nome de Vila de São Vicente. Os portugueses então tentam estender a prática do escambo para a produção canavieira. Porém, os índios não aceitam a prática, uma vez que a produção do açúcar se constituía de trabalho muito pesado, o que leva a escravização dos indígenas. Com a forte resistência indígena, os portugueses passam então a invadir aldeias e a tratar os nativos como empecilho para a colonização. A Coroa interfere para controlar o impulso dos colonos, uma vez que ela desejava manter os acordos comerciais com os nativos para a extração do pau-brasil.

A Coroa então decide criar no Brasil um sistema que ficou conhecido como Capitanias Hereditárias, com o intuito de impulsionar a ocupação do território, em 1534. As capitanias eram grandes lotes de terra concedidos pelo governo de Portugal para portugueses de posses, da nobreza, que ficaram conhecidos como donatários. Cada um destes donatários ficava assim encarregado de implantar  a colonização em sua capitania, tornando-a produtiva. Assim, a Coroa tirava de si a responsabilidade e os custos para a colonização. O projeto não dá certo, pois muitos destes donatários não conseguiram promover a colonização e, em muitos casos, não houve interesse pelas terras. As capitanias que se desenvolveram de fato foram São Vicente, Pernambuco, Ilhéus e Porto Seguro.

Diante do fracasso das capitanias, D. João III, rei de Portugal, implanta no Brasil o Governo-geral, em 1549. Seu objetivo era tornar a Coroa mais presente na colônia e organizá-la administrativamente. O Primeiro governador-geral foi Tomé de Souza. É neste governo que a presença dos Jezuítas da Companhia de Jesus foi consolidada. Com o intuito de catequizar os índios e ensinar os costumes europeus, considerados superiores pelos portugueses, os padres ajudaram no estabelecimento da colônia. A Igreja Católica tinha uma compreensão de que o índio brasileiro era em certo sentido puro, e não devia ser escravizado, uma vez que a forma de religião indígena era considera ingênua. Porém, os jesuítas acabam enfrentando problemas com os portugueses, pois a Coroa entendia que grupos indígenas considerados rebeldes deveriam ser escravizados, permitindo assim o ataque a diversas aldeias que eram contra os interesses portugueses. Para fazer parte da Companhia de Jesus, os candidatos passavam por rígida disciplina. A Igreja entendia que eles deveriam estar preparados para as privações, uma vez que enfrentariam diversos perigos na colônia.

o segundo governador-geral do Brasil foi Duarte da Costa, que tem de enfrentar diversas invasões, principalmente dos franceses, na região do atual Estado do Rio de Janeiro. Podemos assim perceber que não somente os portugueses, mas os diversos países da Europa estavam interessados nestas terras. No que se refere à religião, é importante lembrar que a França recebeu forte influência do protestantismo e reforma, sobretudo dos calvinistas, ou seja, os adeptos de João Calvino. Com interesses missionários, os protestantes realizam, no dia 10 de março de 1577, o primeiro culto protestante no Brasil. Os planos franceses de evangelização acabam se frustrando, sobretudo por causa das diferenças doutrinárias e, logicamente, a sua expulsão do Brasil.

Por fim, é preciso destacar que os índios, em diversos momentos, tiveram de formar resistência contra a escravização portuguesa. Diversas aldeias foram atacadas e dizimadas, não restando sobreviventes, sepultando diversas culturas. Muitos povos conseguiram sobreviver, mas alguns historiadores estimam que até cerca de 3 milhões de índios podem ter morrido no período colonial. Os ataques, as epidemias e a falta de compreensão da cultura indígena levaram à destruição de boa parte dos povos nativos do Brasil. Porém, muitos sobreviveram,e hoje podemos conhecer melhor estas etnias que fazem parte da constituição do povo brasileiro. No nosso Estado do Espírito Santo podemos destacar a sobrevivência dos tupiniquins e guaranis.

RESUMÃO: COLONIZAÇÃO ESPANHOLA NA AMÉRICA

QUERIDOS ALUNOS,

Abaixo reproduzo um resumo para o estudo da prova desta sexta-feira, que vai ajudar a vocês nos estudos. Lembre-se de ler o material do livro, pois ele complementa o estudo aqui feito.

Então, vamos lá! 🙂

A colonização da América Espanhola aconteceu devido a diversos fatores que pudemos perceber em nossos estudos. Podemos destacar aqueles que podem explicar a facilidade com que os espanhóis conquistaram as diversas comunidades nativas da América. Assim, devemos apontar os seguintes fatores que facilitaram a colonização:

  • armamentos superiores dos espanhóis: o uso de armas de fogo, cavalos e cães colocaram os espanhóis à frente dos povos nativos;
  • aliança entre europeus e povos dominados por astecas e incas: diversas promessas foram feitas para que estes povos entrassem do lado dos espanhóis. Lógico, estas promessas não foram cumpridas.
  • epidemias: doenças trazidas pelos espanhóis, às quais os índios não tinham conhecimento e resistência, entre elas, sarampo, varíola e sarampo, atingiam aldeias, matando centenas de pessoas. Da mesma forma, os europeus também eram atingidos por doenças comuns aos nativos, mas sem muitos prejuízos;
  • a forma como os povos da América entendiam a guerra: os astecas, por exemplo, consideravam que a guerra tinha muitas regras. O objetivo era demonstrar  coragem e capturar o inimigo vivo para usar em sacrifícios, se necessário. os espanhóis não tinham regras: o importante era atacar e vencer.

A presença da Igreja Católica na América foi importante para o processo de colonização. A Igreja vinha com a missão de evangelizar ou catequizar os índios americanos. Era propósito da missão também ensinar aos nativos a cultura e os costumes europeus, considerados superiores aos americanos. Porém, segundo alguns registros históricos, alguns padres se envolveram em abusos contra os índios, provavelmente por causa da religião praticada por eles.  Porém, muitos padres denunciavam essa práticas, buscando a defesa dos nativos americanos. Entre estes padres, se destaca Bartolomé de Las Casas.

A CONQUISTA DO IMPÉRIO ASTECA

Duas pessoas foram importantes para que Hernán Cortez obtivesse êxito: Jerônimo Aguilar e Malinche. Eram os dois que traduziam as conversas entre Cortez e os diversos povos dominados pelos astecas. Malinche, com o tempo, aprendeu o espanhol, o que facilitou a comunicação com Cortez, com quem ela se casaria. O propósito dos diálogos de Cortez com os povos conquistados pelos astecas eram convencê-los a participar da conquista, fazendo até mesmo algumas promessas. Malinche foi peça chave, junto com outros informantes, para a conquista.

Motezuma II acirrou mais ainda a vontade dos espanhóis quando enviou ouro de presente a eles, antes que chegassem a Tenochtitlán. Quando os espanhóis chegam, são bem tratados pelo Imperador. Por fim, em 1521, após Cortez organizar grande expedição, os astecas são conquistados, matando, torturando e queimando pessoas.

A CONQUISTA DO IMPÉRIO INCA

Dois homens são importantes na conquista: Francisco Pizarro e Diego Almagro. Diferente de Cortez, que era um homem com experiência militar e que tinha estudado em uma universidade na Espanha, Pizarro era um homem sem estudos, mas que tinha uma coisa que o impulsionava: a ambição por riquezas.

Pizarro e Almagro se aproveitam da instabilidade política do Império Inca. Naquele período, havia uma briga de sucessão entre Atahualpa e Huascar. Atahualpa é capturado quando vai visitar o acampamento espanhol, que exigem o resgate de uma sala repleta de ouro. O resgate é pago e Atahualpa é morto.

Ao chegar a Cuzco, Manco Capac foi colocado como Imperador. Ele lidera uma rebelião, que foi reprimida com violência.

Pizarro e Almagro lutaram entre si por conta das riquezas. Almagro foi executado pelos partidários de Pizarro que, anos depois, também foi assassinado. Um vice-reinado é estabelecido pelos espanhóis na região, destruindo todas as resistências, organizando a administração da região.

ORGANIZAÇÃO DA COLÔNIA

Diversos órgãos, com funções específicas, foram criados. São eles:

  • Casa de Contratação: Criada em 1503, supervisionava as relações marítimas e comerciais entre metrópole e colônia. Cuidavam da cobrança de impostos e aplicação de leis;
  • Conselho das Índias: Formado por pessoas que nomeavam as autoridades na América, mantendo o contato entre metrópole e colônia;
  • Audiências: Tribunais de julgamento e que realizava funções administrativas, vigiando funcionários coloniais.
  • Cabildo: Formados por grandes comerciantes e proprietários de terras, funcionava como uma Câmara Municipal.

TRABALHO

Duas formas de dominação foram extensamente praticadas na América Espanhola:

  • Encomienda: os índios eram colocado sob responsabilidade dos espanhóis, que deveriam catequizá-los, ensinando o cristianismo. Além disso, deveriam ser civilizados segundo os costumes europeus. Em troca desse favor, o espanhol tinha o direito de fazer os índios trabalharem. Era uma forma de escravidão, apesar de ser chamado de trabalho compulsório;
  • Mita: prática já utilizada pelo sapa inca (imperador inca), da qual os espanhóis se apropriam após a conquista. Assim, os espanhóis fizeram com que os nativos trabalhassem muito em minas de prata e nas haciendas, na produção de alimentos.

Além disso, podemos deixar claro que a forma de colonização destas terras foi na forma de exploração, diferente do que aconteceu na região Norte da América, onde as colônias eram de povoamento. Nas páginas 194 e 195, você encontra mais informações sobre essas formas de colonização.

ALGUMAS CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS DA COLONIZAÇÃO ESPANHOLA

  1. extermínio de diversos povos indígenas da região;
  2. desrespeito à diversidade cultural e religiosa dos povos nativos;
  3. os espanhóis não levaram em consideração a organização social dos povos americanos;
  4. retirada de grande quantidade de riquezas das terras conquistadas;
  5. transmissão de doenças antes desconhecidas dos nativos;
  6. Uso da violência excessiva para dominar os povos, o que levou à morte de milhares de nativos.