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RESUMÃO: COLONIZAÇÃO ESPANHOLA NA AMÉRICA

QUERIDOS ALUNOS,

Abaixo reproduzo um resumo para o estudo da prova desta sexta-feira, que vai ajudar a vocês nos estudos. Lembre-se de ler o material do livro, pois ele complementa o estudo aqui feito.

Então, vamos lá! 🙂

A colonização da América Espanhola aconteceu devido a diversos fatores que pudemos perceber em nossos estudos. Podemos destacar aqueles que podem explicar a facilidade com que os espanhóis conquistaram as diversas comunidades nativas da América. Assim, devemos apontar os seguintes fatores que facilitaram a colonização:

  • armamentos superiores dos espanhóis: o uso de armas de fogo, cavalos e cães colocaram os espanhóis à frente dos povos nativos;
  • aliança entre europeus e povos dominados por astecas e incas: diversas promessas foram feitas para que estes povos entrassem do lado dos espanhóis. Lógico, estas promessas não foram cumpridas.
  • epidemias: doenças trazidas pelos espanhóis, às quais os índios não tinham conhecimento e resistência, entre elas, sarampo, varíola e sarampo, atingiam aldeias, matando centenas de pessoas. Da mesma forma, os europeus também eram atingidos por doenças comuns aos nativos, mas sem muitos prejuízos;
  • a forma como os povos da América entendiam a guerra: os astecas, por exemplo, consideravam que a guerra tinha muitas regras. O objetivo era demonstrar  coragem e capturar o inimigo vivo para usar em sacrifícios, se necessário. os espanhóis não tinham regras: o importante era atacar e vencer.

A presença da Igreja Católica na América foi importante para o processo de colonização. A Igreja vinha com a missão de evangelizar ou catequizar os índios americanos. Era propósito da missão também ensinar aos nativos a cultura e os costumes europeus, considerados superiores aos americanos. Porém, segundo alguns registros históricos, alguns padres se envolveram em abusos contra os índios, provavelmente por causa da religião praticada por eles.  Porém, muitos padres denunciavam essa práticas, buscando a defesa dos nativos americanos. Entre estes padres, se destaca Bartolomé de Las Casas.

A CONQUISTA DO IMPÉRIO ASTECA

Duas pessoas foram importantes para que Hernán Cortez obtivesse êxito: Jerônimo Aguilar e Malinche. Eram os dois que traduziam as conversas entre Cortez e os diversos povos dominados pelos astecas. Malinche, com o tempo, aprendeu o espanhol, o que facilitou a comunicação com Cortez, com quem ela se casaria. O propósito dos diálogos de Cortez com os povos conquistados pelos astecas eram convencê-los a participar da conquista, fazendo até mesmo algumas promessas. Malinche foi peça chave, junto com outros informantes, para a conquista.

Motezuma II acirrou mais ainda a vontade dos espanhóis quando enviou ouro de presente a eles, antes que chegassem a Tenochtitlán. Quando os espanhóis chegam, são bem tratados pelo Imperador. Por fim, em 1521, após Cortez organizar grande expedição, os astecas são conquistados, matando, torturando e queimando pessoas.

A CONQUISTA DO IMPÉRIO INCA

Dois homens são importantes na conquista: Francisco Pizarro e Diego Almagro. Diferente de Cortez, que era um homem com experiência militar e que tinha estudado em uma universidade na Espanha, Pizarro era um homem sem estudos, mas que tinha uma coisa que o impulsionava: a ambição por riquezas.

Pizarro e Almagro se aproveitam da instabilidade política do Império Inca. Naquele período, havia uma briga de sucessão entre Atahualpa e Huascar. Atahualpa é capturado quando vai visitar o acampamento espanhol, que exigem o resgate de uma sala repleta de ouro. O resgate é pago e Atahualpa é morto.

Ao chegar a Cuzco, Manco Capac foi colocado como Imperador. Ele lidera uma rebelião, que foi reprimida com violência.

Pizarro e Almagro lutaram entre si por conta das riquezas. Almagro foi executado pelos partidários de Pizarro que, anos depois, também foi assassinado. Um vice-reinado é estabelecido pelos espanhóis na região, destruindo todas as resistências, organizando a administração da região.

ORGANIZAÇÃO DA COLÔNIA

Diversos órgãos, com funções específicas, foram criados. São eles:

  • Casa de Contratação: Criada em 1503, supervisionava as relações marítimas e comerciais entre metrópole e colônia. Cuidavam da cobrança de impostos e aplicação de leis;
  • Conselho das Índias: Formado por pessoas que nomeavam as autoridades na América, mantendo o contato entre metrópole e colônia;
  • Audiências: Tribunais de julgamento e que realizava funções administrativas, vigiando funcionários coloniais.
  • Cabildo: Formados por grandes comerciantes e proprietários de terras, funcionava como uma Câmara Municipal.

TRABALHO

Duas formas de dominação foram extensamente praticadas na América Espanhola:

  • Encomienda: os índios eram colocado sob responsabilidade dos espanhóis, que deveriam catequizá-los, ensinando o cristianismo. Além disso, deveriam ser civilizados segundo os costumes europeus. Em troca desse favor, o espanhol tinha o direito de fazer os índios trabalharem. Era uma forma de escravidão, apesar de ser chamado de trabalho compulsório;
  • Mita: prática já utilizada pelo sapa inca (imperador inca), da qual os espanhóis se apropriam após a conquista. Assim, os espanhóis fizeram com que os nativos trabalhassem muito em minas de prata e nas haciendas, na produção de alimentos.

Além disso, podemos deixar claro que a forma de colonização destas terras foi na forma de exploração, diferente do que aconteceu na região Norte da América, onde as colônias eram de povoamento. Nas páginas 194 e 195, você encontra mais informações sobre essas formas de colonização.

ALGUMAS CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS DA COLONIZAÇÃO ESPANHOLA

  1. extermínio de diversos povos indígenas da região;
  2. desrespeito à diversidade cultural e religiosa dos povos nativos;
  3. os espanhóis não levaram em consideração a organização social dos povos americanos;
  4. retirada de grande quantidade de riquezas das terras conquistadas;
  5. transmissão de doenças antes desconhecidas dos nativos;
  6. Uso da violência excessiva para dominar os povos, o que levou à morte de milhares de nativos.

COLONIZAÇÃO ESPANHOLA NA AMÉRICA: A CONQUISTA DO IMPÉRIO ASTECA

A conquista do Império Asteca é atribuída a Hernán Cortez. Em busca de ouro (o que fazia parte do Metalismo europeu), Cortez sai com 11 navios de guerra, 100 marinheiros, 600 soldados, 10 canhões e 16 cavalos, com o objetivo de chegar a Tenotchitlán e dominá-la.. Logicamente, com um pequeno contingente, não consegue dominar a cidade.

Porém, Cortez conhece a Jerônimo Aguilar, conhecedor da língua maia, e também Malinche, que falava tanto a língua maia como a asteca. Malinche foi oferecida a Cortez como prisioneira de guerra, convertida ao cristianismo, sendo a responsável por ajudar os espanhóis na conquista do Império Asteca. Era ela que fazia as traduções entre os povos americanos e europeus. No fim das contas, Malinche acaba se casando com Hernán Cortez. Ela é considerada pelos mexicanos, até hoje, como uma traidora, uma vez que se não fosse pela intervenção dela, os Astecas não seriam conquistados. Porém, veremos mais à frente que outros fatores contribuíram para o processo de conquista.

Precisamos lembrar que os Astecas eram fatalistas, sobretudo com o fim dos ciclos de seu calendário e, como em 1500 era o fim de um destes ciclos, passaram a crer em um possível fim dos tempos com a chegada dos europeus. A vitória só foi possível porque Hernán Cortez se associou a povos inimigos dos Astecas. Para que tivesse êxito, Cortez oferece uma série de benefícios, que não foram cumpridos depois da conquista.

Podemos perceber que Cortez se aproveitou das lendas, da ideia de uma tragédia iminente, da inimizade dos povos dominados e do apoio de Malinche para obter sucesso sobre os Astecas.

Hernán Cortez:

Malinche: