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RESUMÃO: COLONIZAÇÃO PORTUGUESA NA AMÉRICA

Olá, queridos alunos e alunas. Um resumão de acordo com aquilo que falamos em sala de aula, os destaques propostos no material didático e a Avaliação que será realizada na próxima quarta-feira!

Em 22 de abril de 1500, Pedro Álvares Cabral aporta na região da atual cidade de Porto Seguro. A Coroa portuguesa toma posse das terras, mas a princípio não teve o interesse de colonizá-la e ocupá-la, uma vez que as especiarias indianas (da Índia, no continente asiático) traziam lucro para Portugal. Assim, as primeiras expedições tinham o interesse de explorar a terra, reconhecer o litoral e mapeá-lo. As expedições exploratórias batizaram algumas regiões e rios do Brasil, como o Cabo de São Roque, a Baía de Todos os Santos e o Rio São Francisco. Um navegador da época que ficou conhecido como o primeiro a registrar que as terras encontradas formavam um continente foi Américo Vespúcio, o que explica o nome América para o “Novo Mundo”.

A princípio, somente uma atividade econômica interessou aos portugueses: a extração de pau-brasil. Ele era importante pois, além de ser uma madeira de lei, também produzia um pigmento de cor vermelha, utilizado para tingir tecidos. Para essa prática, os portugueses praticavam o escambo com os índios, prática onde se faziam trocas diretas de um bem por outro, sem a intermediação do dinheiro. Assim, os índios forneciam o pau-brasil em troca de objetos exóticos, como espelhos, pentes, facões e machados de metal. Todo produto extraído era levado para as feitorias, locais que funcionavam como armazéns e fortalezas, antes que a madeira fosse expedida para Portugal. Eram nas feitorias que se realizavam as negociações e os portugueses estabeleciam alianças com os indígenas.

Em 1532 surge uma maior preocupação com a colonização do solo brasileiro, e Martim Afonso de Souza é enviado com uma expedição colonizadora. ele funda então uma vila no litoral de São Paulo para a produção de cana-de-açúcar e lhe dá o nome de Vila de São Vicente. Os portugueses então tentam estender a prática do escambo para a produção canavieira. Porém, os índios não aceitam a prática, uma vez que a produção do açúcar se constituía de trabalho muito pesado, o que leva a escravização dos indígenas. Com a forte resistência indígena, os portugueses passam então a invadir aldeias e a tratar os nativos como empecilho para a colonização. A Coroa interfere para controlar o impulso dos colonos, uma vez que ela desejava manter os acordos comerciais com os nativos para a extração do pau-brasil.

A Coroa então decide criar no Brasil um sistema que ficou conhecido como Capitanias Hereditárias, com o intuito de impulsionar a ocupação do território, em 1534. As capitanias eram grandes lotes de terra concedidos pelo governo de Portugal para portugueses de posses, da nobreza, que ficaram conhecidos como donatários. Cada um destes donatários ficava assim encarregado de implantar  a colonização em sua capitania, tornando-a produtiva. Assim, a Coroa tirava de si a responsabilidade e os custos para a colonização. O projeto não dá certo, pois muitos destes donatários não conseguiram promover a colonização e, em muitos casos, não houve interesse pelas terras. As capitanias que se desenvolveram de fato foram São Vicente, Pernambuco, Ilhéus e Porto Seguro.

Diante do fracasso das capitanias, D. João III, rei de Portugal, implanta no Brasil o Governo-geral, em 1549. Seu objetivo era tornar a Coroa mais presente na colônia e organizá-la administrativamente. O Primeiro governador-geral foi Tomé de Souza. É neste governo que a presença dos Jezuítas da Companhia de Jesus foi consolidada. Com o intuito de catequizar os índios e ensinar os costumes europeus, considerados superiores pelos portugueses, os padres ajudaram no estabelecimento da colônia. A Igreja Católica tinha uma compreensão de que o índio brasileiro era em certo sentido puro, e não devia ser escravizado, uma vez que a forma de religião indígena era considera ingênua. Porém, os jesuítas acabam enfrentando problemas com os portugueses, pois a Coroa entendia que grupos indígenas considerados rebeldes deveriam ser escravizados, permitindo assim o ataque a diversas aldeias que eram contra os interesses portugueses. Para fazer parte da Companhia de Jesus, os candidatos passavam por rígida disciplina. A Igreja entendia que eles deveriam estar preparados para as privações, uma vez que enfrentariam diversos perigos na colônia.

o segundo governador-geral do Brasil foi Duarte da Costa, que tem de enfrentar diversas invasões, principalmente dos franceses, na região do atual Estado do Rio de Janeiro. Podemos assim perceber que não somente os portugueses, mas os diversos países da Europa estavam interessados nestas terras. No que se refere à religião, é importante lembrar que a França recebeu forte influência do protestantismo e reforma, sobretudo dos calvinistas, ou seja, os adeptos de João Calvino. Com interesses missionários, os protestantes realizam, no dia 10 de março de 1577, o primeiro culto protestante no Brasil. Os planos franceses de evangelização acabam se frustrando, sobretudo por causa das diferenças doutrinárias e, logicamente, a sua expulsão do Brasil.

Por fim, é preciso destacar que os índios, em diversos momentos, tiveram de formar resistência contra a escravização portuguesa. Diversas aldeias foram atacadas e dizimadas, não restando sobreviventes, sepultando diversas culturas. Muitos povos conseguiram sobreviver, mas alguns historiadores estimam que até cerca de 3 milhões de índios podem ter morrido no período colonial. Os ataques, as epidemias e a falta de compreensão da cultura indígena levaram à destruição de boa parte dos povos nativos do Brasil. Porém, muitos sobreviveram,e hoje podemos conhecer melhor estas etnias que fazem parte da constituição do povo brasileiro. No nosso Estado do Espírito Santo podemos destacar a sobrevivência dos tupiniquins e guaranis.

RESUMÃO: ROMA ANTIGA

Olá, queridos alunos.

Vamos a mais um resumão, baseado nos estudos de sala de aulas, nos destaques propostos no livro didático e na avaliação que acontecerá na próxima quarta-feira.

Historicamente falando, Roma, situada na região do Lácio, na Península Itálica, começou a ser povoada em cerca do século VIII a.C., tendo os povos latinos como os primeiros a se organizarem em uma pequena comunidade com várias aldeias. A formação dos povos latinos é resultado do encontro cultural de diversos povos indo-europeus e outros grupos da região do Mediterrâneo. Outros povos, como os gregos, cartagineses, sabinos, italioltas e latinos habitavam a região da Península Itálica, se destacando os povos etruscos.

Economicamente, no princípio, os romanos praticavam a agricultura e o pastoreio, que eram praticados de forma simples e tendo a função de abastecer a própria comunidade. Porém, precisamos destacar que os etruscos foram importantes para a atividade comercial, uma vez que eram hábeis navegadores, introduzindo assim essa atividade no Mediterrâneo.

Devemos destacar também o surgimento mitológico de Roma. Segundo o mito, Rômulo foi o fundador da cidade de Roma e seu primeiro Rei. Rômulo e seu irmão Remo eram filhos do deus Marte e da Reia Silvia, filha de Numitor, Rei de Alba Longa.

Amúlio, irmão do rei Numitor, deu um golpe de Estado, prendeu seu irmão e passou a reinar. Além disso, confinou Reia Silvia, tentando assim destruir a descendência de Numitor. O deus Marte então teria desposado Reia e ela deu à luz aos dois garotos. Amúlio, sabendo do nascimento das crianças, as joga noRio Tibre. Elas são arremessadas às margens do rio, sendo encontradas por uma loba, qu as amamenta e, logo depois, o pastor de oevelhas Fáustulo resgata os meninos e cuida deles, com sua esposa.

Quando Rômulo e Remo se tornam adultos, Remo se indispõe com alguns pastores e é preso. Seu irmão Rômulo o liberta da prisão, mata Amúlio e recoloca seu avô Numitor novamente no poder. O rei então permite que os dois construam uma cidade. Porém, quando chegam à região de Roma, Remo vê seis abutres sobrevoando o monte Aventido. Rômulo vê doze aves sobrevoando o Palatino. Diante da escolha de Rômulo, ele então faz um sulco ao redor da cidade. Remo, enciumado, atravessa o sulco e é morto pelo irmão. Assim, a cidade é construída e Rômulo se torna seu fundador e rei.

Politicamente, os romanos passaram por três períodos históricos: Mornarquia, República e Império.

Com o crescimento populacional, Roma deixou de ser um pequeno povoado para uma grande cidade, passando a ter uma melhor infra-estrutura com redes de esgoto, construção de calçadas, fortificações para a proteção da cidade, e tendo o rei como principal figura. Começava então o período monárquico de Roma. Porém, o rei não era a figura mais importante, pois seu poder era dividido com os patrícios, homens das famílias mais ricas de Roma, formando assim o Senado.

Logicamente, outras classes sociais formavam aquela socieade. Assim, além do rei e dos patrícios, existiam os plebeus, camada social de pequenos agricultores, comerciantes e artesãos, que não tinham direito à participação política, o que gerou diversos conflitos naquela sociedade.  Clientes, em geral parentes de segundo ou terceiro graus dos patrícios, que buscavam assim proteção e apoio de um patrício rico, também podiam ser escravos libertos, estrangeiros e até filhos ilegítimos dos patrícios. Por úlitmo, figuravam os escravos, que eram uma pequena parcela da população, pessoas que se tornavam escravas por causa de dívidas, sobretudo da classe dos plebeus.

Durante o período republicano, a dinâmica política se alterou, principalmente quando nos referimos ao senado, uma vez que plebeus enriquecidos conseguiam agora fazer parte. Além disso, os senadores passaram a ter maior influência em outros aspectos da sociedade. Além disso, graças à sua influência, o exército passou a ser mais favorecido dentro da República romana.

Também neste período houve movimentos para reduzir as desigualdades sociais gerada pela concentração de terras. Duas figuras importantes para tal foram Tibério e Caio Graco, obtendo o apoio da plebe rural, que queria uma reforma agrária. Todos os dois, tribunos da plebe, conseguem alguns avanços. Tibério conseguiu aprovar uma reforma que determinava a repartição de parte das terras públicas com os cidadãos. Os nobres não se agradam da proposta e assassinam a Tibério. Caio Graco alcança então popularidade entre os plebeus e consegue implementar uma reforma agrária em Roma.

Na crise republicana, os romanos contaram com o regime de Triunvirato. O primeiro triunvirato foi formado por Pompeu, Crasso e Júlio César. Já o segundo foi formado por Marco Antônio, Lépido e Otávio Por fim, Otávio Augusto se torna o primeiro imperador de Roma, em 27 a.C.

No período imperial, podemos destacar a figura de Nero, conhecido por sua forma violenta de resolver todas as questões. Um exemplo disso é a forma como ele tratava os cristãos, que por muitas vezes foram condenados e mortos no Coliseu Romano. Um outro fato discutido pelos historiadores é o incêndio em Roma. Segundo especialistas, Nero seria responsável, mas culpou os cristãos pelo fato, o que levou a uma dispersão dos cristãos pelo mundo.

Também durante o império utilizou-se de uma prática chamada panis et circensis, ou seja a política do pão e circo. Com isso, os imperadores ofereciam comida a baixo custo para a população e diversão nas praças e Coliseu. Segundo especialistas, o propósito dos imperadores era justamente maquiar os reais problemas da sociedade romana. Enquanto a população estava feliz com comida e festas, não teriam tempo de se ocupar com os problemas do Império Romano.

 

RESUMÃO: GRÉCIA ANTIGA

Olá, queridos alunos e alunas.

Neste espaço trago para vocês um resumo para a prova da próxima sexta. Ele irá ajudar vocês no estudo. Lembrem-se, porém, de ler o material no livro, que é a base para a prova de vocês.

Então, chega de conversa e, vamos lá! 😉

Precisamos sempre ter em mente que os gregos não se formaram de um só povo, mas de vários, não sendo assim um reino único, mas formadas de diversas cidades, cada uma com seu governo próprio. Se consideravam helenos, pois acreditavam que Heleno, filho de um sobrevivente de um dilúvio provocado por Zeus, era seu ascendente. Ao estes povos se fixarem à região, desenvolvem a agricultura e a criação de animais.

No que se refere à geografia, seu território na Península Balcânica era dividido assim:

  • Continental: existência de várias montanhas;
  • Peninsular: litoral com poucas praias, em muitos casos planalto e montanha terminando no mar, não existindo praias ou portos naturais;
  • Insular: Diversas ilhas ao redor da península.

Em seu período inicial, o povo micênico foi um dos diversos povos vindos do Leste. Ficaram conhecidos por seus grandes palácios e edificações. No que se refere aos palácios, eles se tornam importantes naquela sociedade pois eles não funcionavam somente como morada do rei, mas várias atividades eram desenvolvidas ao redor destes palácios, o que demonstra um domínio monárquico forte.

PERÍODO HOMÉRICO

No Período Homérico, diversas transformações ocorreram. grandes palácios deixam de existir, técnicas de produção de objetos simplificados, com abandono de algumas cidades. A economia passou a ser de subsistência: para consumo próprio. Também neste período, as diferenças sociais começaram a aumentar, com muitos pobres e poucos ricos (não muito diferente de nossa realidade).

Os casamentos eram usados para alianças entre famílias. Apesar de a maior parte da população ser livre, existiam escravos, mas não tão fundamentais naquela sociedade. Somente após o século VIII a.C. é que os escravos se tornam a base do trabalho.

Apesar disso, este período não foi de total decadência, uma vez que as comunidades gregas cresciam e se especializavam cada vez mais na guerra.

PERÍODO ARCAICO

Durante este período, os gregos deixaram de ser uma sociedade camponesa e guerreira e começaram a se organizar, em cerca de 500 a.C., em cidades-Estado, a pólis, cada uma com seu governo próprio.

pólis era o centro urbanizado. Nela se reuniam edifícios públicos, praças, templos e habitações. As terras ao redor da pólis também faziam parte dela, sendo utilizadas para o cultivo. A administração da pólis deu origem à palavra política, tão comentada por nós na sala de aulas.

Além disso, podemos destacar que, neste período, o gregos começaram a ocupar territórios fora da Península Balcânica, alcançando a Ásia Menor, o sul da Itália, diversas ilhas do Mar Egeu e o Mediterrâneo. A junção de todos os territórios gregos neste período se chamava Magna Grécia.

É no século VIII a.C. ocorreu aquilo que podemos considerar uma revolução no Mediterrâneo. O principal motor disso tudo foi a navegação, com barcos e navios criados primeiramente pelos fenícios. Assim, o Mediterrâneo se tornou em uma grande estrada que interligava diversos povos, o que fazia com que diversas culturas entrassem em contato uma com as outras, além da troca de riquezas e bens.

ATENAS

Podemos considerar Atenas como o berço da democracia, apesar de outros povos desenvolverem ideias democráticas.

Porém, é preciso colocar que nem todos tinham direito a essa democracia. Ela pertencia a um pequeno grupo privilegiado, sobretudo de famílias tradicionais. Com o passar dos anos, os comerciantes, começam a exigir direitos políticos e a situação dos pequenos agricultores piorava, se tornando escravos por dívidas. Drácon então reúne todas as leis orais, baseada nas tradições e costumes gregos. Sólon é quem cederá à pressão em 594 a.C., permitindo que comerciantes ricos pudessem votar. Por fim, Clístenes, o “pai da democracia”, promove uma série de reformas entre 508 e 507 a.C., permitindo participação política nunca antes vista. Assim, o cidadão acima de 20 anos podia participar da política e tinha direito a voz e voto.

Devemos lembrar que democracia é uma palavra que significa poder do povo, sendo uma forma de governo onde a vontade da maioria dos cidadãos prevalece. A democracia, como pudemos ver, não era direito de todos. em tese, eram considerados cidadãos somente os homens, a minoria da população. Mulheres, crianças, estrangeiros e escravos estavam fora da democracia.

Duas formas de governos predominaram em Atenas:

  1. Monarquia: poder de uma só pessoa, no caso, o rei
  2. Oligarquia: poder de poucos, sendo estes representantes de famílias mais tradicionais.

Sobre a sociedade ateniense, era formada da seguinte forma:

  • famílias tradicionais: se consideravam descendentes daqueles que fundaram Atenas;
  • Comerciantes e artesãos: cresceram economicamente, passando a exigir participação política;
  • Pequenos agricultores: camada mais pobre, que poderiam se tornar escravos, caso não conseguissem pagar suas dívidas;
  • Escravos: formados por prisioneiros de guerra e pessoas compradas no exterior.

ESPARTA

Os espartanos são um exemplo de desenvolvimento militar na sociedade grega. Seus soldados permaneciam dos 18 aos 60 anos no Exército, isso sem contar os 6 anos de treinamento.

A mulher era de extrema importância na sociedade espartana. É com elas que começava a educação das crianças. Elas eram:

  • responsáveis pela educação das crianças até aos sete anos de idade;
  • eram excelentes administradoras;
  • cuidavam dos negócios da família quando os homens iam para a guerra;
  • conduziam atividades religiosas;
  • influenciavam a atividade de alguns políticos;
  • algumas atá participavam de combates, segundo alguns historiadores.

Percebe-se o militarismo na sociedade espartana desde o nascimento.Crianças eram examinadas ao nascer para decidir se viveriam ou não. Os que eram aprovados, viveriam até aos sete anos com a mãe. Então, eram enviados à escola, permanecendo ali até os doze anos. As meninas, com doze anos, voltava ao convívio com a mãe, e os meninos tinham de sobreviver sozinhos, afastados da cidade, onde eram obrigados a desenvolver habilidades necessárias à sobrevivência.

AS GUERRAS

Das guerras em que os gregos se envolveram, a Gurra do Peloponeso foi de grande importância, entre os anos 431 e 404 a.C.  Esse conflito encerrou o fim da exploração por parte de Atenas sobre as demais póleis.

Dos diversos comandantes que foram às guerras, a figura de Alexandre, o Grande, se destaca. Nascido na Macedônia e educado na Grécia, era grande admirador do pensamento grego. Com apenas 20 anos ele substitui seu pai, Felipe II, no comando do mundo greco-macedônico. Em 334 a.C., ele vai até à Ásia e submete o grande Império Persa, dominando o que hoje conhecemos como Oriente Médio. Com 31 anos era o comandante supremo de um dos mais vastos impérios da História. Ele morre aos 32 anos, provavelmente de malária, em 323 a.C. Seu império foi dividido entre seus generais, o que levou ao enfraquecimento da Grécia, quando enfim foram dominados pelos Romanos.  Os quatro principais generais que substituíram Alexandre foram: Cassandro, Lissímaco, Seleuco e Ptolomeu.

RESUMÃO: COLONIZAÇÃO ESPANHOLA NA AMÉRICA

QUERIDOS ALUNOS,

Abaixo reproduzo um resumo para o estudo da prova desta sexta-feira, que vai ajudar a vocês nos estudos. Lembre-se de ler o material do livro, pois ele complementa o estudo aqui feito.

Então, vamos lá! 🙂

A colonização da América Espanhola aconteceu devido a diversos fatores que pudemos perceber em nossos estudos. Podemos destacar aqueles que podem explicar a facilidade com que os espanhóis conquistaram as diversas comunidades nativas da América. Assim, devemos apontar os seguintes fatores que facilitaram a colonização:

  • armamentos superiores dos espanhóis: o uso de armas de fogo, cavalos e cães colocaram os espanhóis à frente dos povos nativos;
  • aliança entre europeus e povos dominados por astecas e incas: diversas promessas foram feitas para que estes povos entrassem do lado dos espanhóis. Lógico, estas promessas não foram cumpridas.
  • epidemias: doenças trazidas pelos espanhóis, às quais os índios não tinham conhecimento e resistência, entre elas, sarampo, varíola e sarampo, atingiam aldeias, matando centenas de pessoas. Da mesma forma, os europeus também eram atingidos por doenças comuns aos nativos, mas sem muitos prejuízos;
  • a forma como os povos da América entendiam a guerra: os astecas, por exemplo, consideravam que a guerra tinha muitas regras. O objetivo era demonstrar  coragem e capturar o inimigo vivo para usar em sacrifícios, se necessário. os espanhóis não tinham regras: o importante era atacar e vencer.

A presença da Igreja Católica na América foi importante para o processo de colonização. A Igreja vinha com a missão de evangelizar ou catequizar os índios americanos. Era propósito da missão também ensinar aos nativos a cultura e os costumes europeus, considerados superiores aos americanos. Porém, segundo alguns registros históricos, alguns padres se envolveram em abusos contra os índios, provavelmente por causa da religião praticada por eles.  Porém, muitos padres denunciavam essa práticas, buscando a defesa dos nativos americanos. Entre estes padres, se destaca Bartolomé de Las Casas.

A CONQUISTA DO IMPÉRIO ASTECA

Duas pessoas foram importantes para que Hernán Cortez obtivesse êxito: Jerônimo Aguilar e Malinche. Eram os dois que traduziam as conversas entre Cortez e os diversos povos dominados pelos astecas. Malinche, com o tempo, aprendeu o espanhol, o que facilitou a comunicação com Cortez, com quem ela se casaria. O propósito dos diálogos de Cortez com os povos conquistados pelos astecas eram convencê-los a participar da conquista, fazendo até mesmo algumas promessas. Malinche foi peça chave, junto com outros informantes, para a conquista.

Motezuma II acirrou mais ainda a vontade dos espanhóis quando enviou ouro de presente a eles, antes que chegassem a Tenochtitlán. Quando os espanhóis chegam, são bem tratados pelo Imperador. Por fim, em 1521, após Cortez organizar grande expedição, os astecas são conquistados, matando, torturando e queimando pessoas.

A CONQUISTA DO IMPÉRIO INCA

Dois homens são importantes na conquista: Francisco Pizarro e Diego Almagro. Diferente de Cortez, que era um homem com experiência militar e que tinha estudado em uma universidade na Espanha, Pizarro era um homem sem estudos, mas que tinha uma coisa que o impulsionava: a ambição por riquezas.

Pizarro e Almagro se aproveitam da instabilidade política do Império Inca. Naquele período, havia uma briga de sucessão entre Atahualpa e Huascar. Atahualpa é capturado quando vai visitar o acampamento espanhol, que exigem o resgate de uma sala repleta de ouro. O resgate é pago e Atahualpa é morto.

Ao chegar a Cuzco, Manco Capac foi colocado como Imperador. Ele lidera uma rebelião, que foi reprimida com violência.

Pizarro e Almagro lutaram entre si por conta das riquezas. Almagro foi executado pelos partidários de Pizarro que, anos depois, também foi assassinado. Um vice-reinado é estabelecido pelos espanhóis na região, destruindo todas as resistências, organizando a administração da região.

ORGANIZAÇÃO DA COLÔNIA

Diversos órgãos, com funções específicas, foram criados. São eles:

  • Casa de Contratação: Criada em 1503, supervisionava as relações marítimas e comerciais entre metrópole e colônia. Cuidavam da cobrança de impostos e aplicação de leis;
  • Conselho das Índias: Formado por pessoas que nomeavam as autoridades na América, mantendo o contato entre metrópole e colônia;
  • Audiências: Tribunais de julgamento e que realizava funções administrativas, vigiando funcionários coloniais.
  • Cabildo: Formados por grandes comerciantes e proprietários de terras, funcionava como uma Câmara Municipal.

TRABALHO

Duas formas de dominação foram extensamente praticadas na América Espanhola:

  • Encomienda: os índios eram colocado sob responsabilidade dos espanhóis, que deveriam catequizá-los, ensinando o cristianismo. Além disso, deveriam ser civilizados segundo os costumes europeus. Em troca desse favor, o espanhol tinha o direito de fazer os índios trabalharem. Era uma forma de escravidão, apesar de ser chamado de trabalho compulsório;
  • Mita: prática já utilizada pelo sapa inca (imperador inca), da qual os espanhóis se apropriam após a conquista. Assim, os espanhóis fizeram com que os nativos trabalhassem muito em minas de prata e nas haciendas, na produção de alimentos.

Além disso, podemos deixar claro que a forma de colonização destas terras foi na forma de exploração, diferente do que aconteceu na região Norte da América, onde as colônias eram de povoamento. Nas páginas 194 e 195, você encontra mais informações sobre essas formas de colonização.

ALGUMAS CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS DA COLONIZAÇÃO ESPANHOLA

  1. extermínio de diversos povos indígenas da região;
  2. desrespeito à diversidade cultural e religiosa dos povos nativos;
  3. os espanhóis não levaram em consideração a organização social dos povos americanos;
  4. retirada de grande quantidade de riquezas das terras conquistadas;
  5. transmissão de doenças antes desconhecidas dos nativos;
  6. Uso da violência excessiva para dominar os povos, o que levou à morte de milhares de nativos.