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A Mitologia Grega

Para mais informações sobre Mitologia, acesse: https://mitologiagrega.net.br/mitologia-grega/

Texto: J. C. Galahad

Muito já ouvimos falar sobre a mitologia grega, mas afinal o que ela representa? Como influenciou o mundo? Como atravessou tantos anos e segue viva até hoje? Se em algum momento você já fez uma dessas indagações, este artigo é para você. Acompanhe!

A história da mitologia grega começa longe, no século XVIII antes de Cristo, e foi inicialmente propagada pelo mundo na sua forma de poesia oral, uma tradição de cantores Minoicos e Micênicos da época.

Os cantos traziam em suas letras a origem e a natureza do mundo, bem como as atividades e as vidas de heróis, entidades imortais e criaturas disformes. A base da mitologia grega também transmite os significados e origens das práticas ritualísticas e dos cultos aos deuses e deusas.

Somente em 700 a.C. as primeiras fontes escritas da mitologia grega foram encontradas em dois famosos e épicos poemas escritos por Homero – Ilíada Odisseia. No entanto, quando realmente falamos a respeito da essência e dos esforços para explicar a natureza, de fato, são os textos de Hesíodo que contam essa história, especialmente em Teogonia.

A mitologia grega, entretanto, estendeu-se por muitos outros períodos – Arcaico, Clássico e Helenístico – influenciando na cultura, arte e literatura da cultura Ocidental, mantendo-se parte da herança e linguagem do ocidente.

Muito populares, os mitos a respeito dos heróis da Guerra de Tróia e do pós-guerra tornaram-se fonte de mistério e de novas versões, feitas em hinos, peças, arte, outros poemas e tudo o que fosse possível ser feito para explicar e reproduzir tais histórias – dava-se muita ênfase às guerras entre os deuses e aventuras de semideuses e mortais.

No que diz respeito a religião grega antiga, a mitologia estava extremamente presente, consistindo as interações entre deuses e mortais. A maioria dos mitos gira em torno de atos heroicos, como a história de Hércules e os Doze Trabalhos, a viagem de regresso de Odisseu após a Guerra de Tróia Teseu e o Minotauro.

Os seres e criaturas descritos na mitologia foram das mais variadas espécies. Os deuses, por exemplo, eram descritos como divindades com corpos e comportamentos essencialmente humano, no entanto, sua imortalidade era considerada sua característica mais distinta.

Autores definem o antropomorfismo grego com o fato de que deuses são pessoas, não ideias, ilusões ou conceitos. Eles trazem suas descendências e apresentam diferentes interesses e desejos, área de conhecimento, personalidade e outras características, de forma a ilustrar a similaridade com os seres humanos.

Além de deuses e humanos, existiam também os Titãs – gigantes primitivos –  e outras espécies de criaturas polimórficas, como os centauros metade homem metade cavalo, as ninfas da natureza e os sátiros, metade homem metade bode.

 

No início, havia o Caos.

Assim Hesíodo começa a explicar o princípio da criação do mundo, o nascimento dos deuses, a sucessão dos que governavam, a origem dos mortais e suas práticas de sacrifício. Seu objetivo era abordar o tema da melhor maneira possível em linguagem humana.

A partir do Caos, surgiram as primeiras entidades do universo, conhecidas como Deuses Primordiais:

  1. Gaia, a Terra;
  2. Eros, o amor;
  3. Tártaro, o submundo;
  4. Érebo, a escuridão.
  5. Nix, a noite;
  6. Hemera, o dia;
  7. Éter, o ar;
  8. Ponto, o mar;
  9. Tálassa, a vida marinha.

Espontaneamente, Gaia gerou Urano, o céu, quem a fertilizou com seus encantos. A partir dessa união, nasceram os Titãs e as Titânides, conhecidos como “a segunda geração divina”:

  1. Céos, a inteligência;
  2. Mnemosine, a memória;
  3. Crio, o frio;
  4. Febe, a luz da lua;
  5. Hiperião, o fogo;
  6. Tétis, a água salgada;
  7. Oceano, a água doce;
  8. Téia, a visão;
  9. Jápeto, a violência;
  10. Têmis, a lei;
  11. Réia, a fertilidade feminina;
  12. Cronos, o tempo.

Depois do nascimento de Cronos, Urano e Gaia decidiram cessar o nascimento dos Titãs, no entanto, ainda houve a sucessão de criaturas como os Ciclopes e os Hecatônquiros. Esses foram jogados no Tártaro pelo próprio pai, enfurecendo Gaia, que resolveu se vingar: criou uma foice a deu a Cronos, o mais temido dos seus filhos, para castrar Urano.

Após a queda dos Titãs, o novo panteão de deuses se confirmou, sendo os 14 Deuses do Olimpo, sob “supervisão” de Zeus. Essas divindades consistem a terceira e quarta geração de seres imortais, adorados como os principais deuses do panteão grego. São eles:

  1. Zeus, deus dos raios e tempestades.
  2. Héstia, deusa da chama sagrada;
  3. Hera, deusa do matrimônio;
  4. Deméter, deusa da agricultura;
  5. Hades, deus do submundo;
  6. Poseidon, deus dos mares;
  7. Hefesto, construtor dos deuses;
  8. Dionísio, deus do vinho;
  9. Afrodite, deusa do amor;
  10. Apolo, deus do sol;
  11. Ártemis, deusa da lua;
  12. Atena, deusa da sabedoria;
  13. Hermes, mensageiro dos deuses;
  14. Ares, deus da guerra.

Além desses deuses, os gregos também adoravam a outros menores, como o sátiro Pã, as Náiades, as Dríades, as Nereidas, entre outros.

De fato a mitologia grega influenciou bastante a cultura ocidental – inclusive a nossa vida. Já associou amor com Afrodite? Já pensou em Hércules como herói? Lembra do episódio do tendão de Aquiles durante a Guerra de Tróia?

Pois bem, são inúmeros os mitos ajudaram a construir a nossa cultura ao longo da história.

OS JOGOS OLÍMPICOS: DA ANTIGUIDADE GREGA PARA A ATUALIDADE

Falar sobre os Jogos Olímpicos não se resume à atualidade. Desde a Antiguidade Clássica, na Grécia, já eram realizados estes jogos, uma forma de reunir diversos representantes das póleis gregas, celebrando sua cultura helênica, bem como os diversos deuses daqueles povos.

Os primeiros Jogos Olímpicos foram realizados pela primeira vez em 776 a.c., no santuário de Olímpia, cidade esta que fazia referência à habitação dos deuses, o Olimpo. A princípio, as principais modalidades esportivas eram a corrida, o pugilato (parecido com o boxe praticado na atualidade, mas com regras diferentes), e arremesso de disco e dardo. Como eram poucas modalidades e não muitas cidades-Estado representadas, os jogos duravam apenas um dia. Porém, à medida que o tempo passou, as modalidades aumentaram, bem como o número de participantes, durando assim os jogos cerca de uma semana.

Assim como na atualidade, os jogos eram realizados a cada quatro anos.  Algo que nos ajuda a entender como os jogos eram importantes era o fato de que, durante a sua realização, existia o que chamavam de “trégua sagrada”, ou seja, todas a guerras  cessavam. Assim, os expectadores podiam se deslocar até Olímpia sem correr o risco de serem atacados.

Neste período, não somente os jogos eram realizados, mas as pessoas que vinham das mais remotas cidades da Grécia aproveitavam para oferecer sacrifícios a seus diversos deuses. os atletas não somente representavam as cidades pelas quais iam competir, mas também os seus deuses. Assim, o fato de vencer e receber a coroa de louros trazia em si três honrarias:

  1. A honra para o próprio atleta;
  2. A honra dos deuses a que ele representava; e
  3. A honra da cidade que estes atletas representavam.

Até o século IV d.C. os gregos realizavam os jogos periodicamente. Porém, alguns fatores levaram ao fim dos Jogos. Entre eles, podemos citar as guerras que enfraqueciam a Grécia, os problemas econômicos e, principalmente, a dominação romana. No ano de 393 d.C., o Imperador Teodósio I aboliu definitivamente os Jogos Olímpicos.

AS OLIMPÍADAS NA ATUALIDADE

Este homem na foto acima é o responsável pela volta das Olimpíadas. Pierre de Coubertin, Francês, tem a iniciativa de voltar com os Jogos, agora na cidade de Atenas, no ano de 1986.

Para isso ele criou um lema: “O importante é competir”. Era seu propósito estimular as competições esportivas como uma forma de desenvolver a paz entre os povos. Logicamente, os homens dominavam o cenário. Mas  a partir do ano de 1.900 um pequeno número de mulheres puderam participar de algumas modalidades. Na atualidade, as mulheres fazem parte das Olimpíadas de forma consistente, em diversas modalidades, inclusive algumas praticadas no passado somente por homens. Além disso, elas representam mais de 40% dos atletas nos Jogos Olímpicos Modernos.

O Brasil participou da primeira Olimpíada somente no ano de 1.920, na Antuérpia, Bélgica. Naquela ocasião foram enviados 21 atletas brasileiros, todos homens. em 1932 a primeira mulher brasileira vai aos Jogos Olímpicos de Los Angeles. A nadadora Maria Lenke se torna assim a primeira mulher latino-americana a participar de uma Olimpíada.

De 1.932 para cá o Brasil participou de todos os Jogos. Podemos destacar também que em 2.016 as Olimpíadas foram realizadas no Brasil, juntamente com os Jogos Paralímpicos, na cidade do Rio de Janeiro.

A partir deste texto, faça uma pesquisa sobre os Jogos Paralímpicos. A seguir, escreva um pequeno texto, levando em consideração as seguintes informações:

  • O que são os Jogos Paralímpicos?
  • Aponte três modalidades realizadas nestes Jogos e como elas funcionam.
  • Geralmente, em que período são realizados estes Jogos?
  • Qual modalidade dos Jogos Paralímpicos você achou mais interessante?
  • Por que os Jogos Paralímpicos são importantes?

O TEXTO QUE VOCÊ PRODUZIU DEVE SER POSTADO AQUI no “O Blog da História” até o dia 17 de setembro, às 21h. Na hora que postar o texto, lembre de colocar um cabeçalho com as seguintes informações:

  • Nome:
  • Série:
  • Turma:

Vale lembrar que este trabalho vale 5,0 pontos para a disciplina de História no 4º Bimestre letivo.

Então, BOA PESQUISA E BOM TRABALHO!!!

OS GREGOS: UM POVO DE DIVERSOS POVOS

Para uma melhor compreensão sobre os gregos, é preciso ter em mente que eles não eram um povo único. Era uma sociedade formada por diversas cidades-Estado, que eram chamadas de pólis, tendo cada uma delas um governo local.

O que de fato unia os gregos era uma cultura em comum, que envolvia a sua língua, o modo como viviam e encaravam a vida e sua religião. Se consideravam helenos, uma vez que entendiam que eram descendentes de um personagem lendário chamado Heleno, filho do único sobrevivente de um dilúvio provocado por Zeus.

Esses diversos habitantes faziam parte de diversos povos que passaram a habitar a Península Balcânica, criando ali animais e desenvolvendo a agricultura. Outros povos chegaram do leste, fundando outras localidades. Um exemplo disso os aqueus, que também passaram a ser chamados de micênico, por causa da cidade de Micenas.

No que se refere à geografia grega, como mostra o mapa que ilustra este post, ela era formada por uma porção no continente (continental), outra no litoral (peninsular) e um grande conjunto de ilhas (insular).

Os micênicos começaram na Grécia a construção de palácios e fortificações, o que demonstra um forte poder monárquico na região. Também desenvolveram um sistema próprio de escrita, decifrado por Arqueólogos em 1950.

A sociedade micênica era organizada em torno do palácio, lembrando em muito características de Egito e Mesopotâmia. Além disso, durante esse período, apesar de as cidades-Estado serem independentes, sempre se uniam quando algum inimigo atacava a região.

Um conflito deste período que ficou bastante conhecido foi a Guerra de Troia.  Essa guerra fortaleceu a transmissão de histórias de forma oral. a Guerra de Troia sempre foi questionada por diversos historiadores: ela de fato aconteceu?

Ao que tudo indica, é verdade. A Arqueologia foi em busca de informações sobre estas cidades e, de 1870 a 1873, Schliemann fez diversas escavações na região da Ásia Menor e encontrou não somente uma,mas nove cidades.  A sétima cidade tinha marcas de incêndio, e todo tesouro alí encontrado correspondia ao que se sabia sobre os troianos: era a cidade de Príamo.

Após esse período, os micênicos entram em decadênca e, em 1.200 a.C. já haviam se espalhado por diversas regiões ao redor do Mar Morto.

 

Estas informações podem ser encontradas em:

FILHO, Ubirajara de Farias Prestes; Xavier, Edson. História. 2ª Edição. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2014.

OS DEUSES DA MITOLOGIA GREGA

A religião grega teve grande importância para aquela sociedade. De forma geral, seus tinham diversos poderes sobrenaturais, bem como virtudes e defeitos humanos. É como se todos eles fossem seres humanos em tamanho grande, como se fossem gigantes.

Cada pólis grega se apegava a um deus protetor, e os rituais e festas eram uma maneira de estabelecerem relação com os homens. Acreditava-se que os deuses podiam se relacionar com humanos e ter filhos com eles. Assim, estes filhos eram como heróis ou semideuses.

Estes deuses vinham de narrativas míticas que foram passadas de forma oral. Estes mitos tinham o intuito de responder a algumas perguntas que o homem fazia sobre a natureza, a existência humana e origem de tudo que existe.

Os deuses formavam o que os gregos chamavam de Panteão, que era formado pelos seguintes deuses:

AFRODITE: deusa do amor, da beleza, da sexualidade e da fertilidade.

APOLO: deus das doenças e da cura, da beleza, da verdade e da razão.

ARES: deus da guerra;

ÁRTEMIS: irmã gêmea de Apolo; deusa da Lua, da caça, dos animais e do parto e protetora das mulheres.

ATENA (ou PALAS ATENA): padroeira de Atenas, deusa da sabedoria, da guerra estratégica, da justiça e das artes.

DEMÉTER: deusa da agricultura, das colheitas e das estações do ano.

DIONÍSIO: deus do vinho, da loucura e das festas.

HEFESTO: deus dos artífices, do fogo e dos vulcões.

HERA: protetora do casamento, da maternidade e das esposas.

HERMES: mensageiro dos deuses, patrono dos rebanhos, dos viajantes, da ginástica e dos ladrões.

POSEIDON: deus do mar e dos terremotos.

ZEUS: senhor dos deuses e do universo.

Assim, podemos compreender que os gregos eram politeístas, e seus deuses habitavam o Monte Olimpo. Eles criam que estes deuses eram imortais, interferindo na vida dos seres humanos, seja para castigar ou para ajudar.

 

Com informações de:

Marco Pellegrini, Adriana Machado Dias e Keila Grinberg, em #contato História, vol. 1.

Patrícia Ramos Braick e Myriam Becho Mota, em História: das cavernas ao terceiro milênio, vol. 1.