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COLONIZAÇÃO ESPANHOLA NA AMÉRICA: A CONQUISTA DO IMPÉRIO ASTECA

A conquista do Império Asteca é atribuída a Hernán Cortez. Em busca de ouro (o que fazia parte do Metalismo europeu), Cortez sai com 11 navios de guerra, 100 marinheiros, 600 soldados, 10 canhões e 16 cavalos, com o objetivo de chegar a Tenotchitlán e dominá-la.. Logicamente, com um pequeno contingente, não consegue dominar a cidade.

Porém, Cortez conhece a Jerônimo Aguilar, conhecedor da língua maia, e também Malinche, que falava tanto a língua maia como a asteca. Malinche foi oferecida a Cortez como prisioneira de guerra, convertida ao cristianismo, sendo a responsável por ajudar os espanhóis na conquista do Império Asteca. Era ela que fazia as traduções entre os povos americanos e europeus. No fim das contas, Malinche acaba se casando com Hernán Cortez. Ela é considerada pelos mexicanos, até hoje, como uma traidora, uma vez que se não fosse pela intervenção dela, os Astecas não seriam conquistados. Porém, veremos mais à frente que outros fatores contribuíram para o processo de conquista.

Precisamos lembrar que os Astecas eram fatalistas, sobretudo com o fim dos ciclos de seu calendário e, como em 1500 era o fim de um destes ciclos, passaram a crer em um possível fim dos tempos com a chegada dos europeus. A vitória só foi possível porque Hernán Cortez se associou a povos inimigos dos Astecas. Para que tivesse êxito, Cortez oferece uma série de benefícios, que não foram cumpridos depois da conquista.

Podemos perceber que Cortez se aproveitou das lendas, da ideia de uma tragédia iminente, da inimizade dos povos dominados e do apoio de Malinche para obter sucesso sobre os Astecas.

Hernán Cortez:

Malinche:

A COLONIZAÇÃO ESPANHOLA NA AMÉRICA: O MUNDO GLOBALIZADO

Os séculos XV e XVI podem ser considerados como o início do processo de Globalização no mundo. Isso se deve principalmente ao fato de que, mais do que em qualquer momento da História, povos de culturas tão diversas se encontram, não sendo mais  a Europa o centro do mundo, mas o achamento de outros lugares habitados no mundo, como a América, fez com que este europeu encontrasse novas realidades totalmente diversas das suas.

Logicamente, não significa que este contato com novas culturas seja positivo. As diferenças levaram a tragédias que marcaram a História. Colombo empreende uma viagem não somente para conhecer novas terras, mas para atender à ambição dos europeus por lucro. Em um período em que o Metalismo era uma forma de demonstrar poder, a possibilidade de encontrar ouro e prata nas novas terras atiçava a gana dos europeus. Em consequência disso, no Caribe, por exemplo, a luta pela posse da terra levou à morte tanto nativos, quanto os europeus que ali chegavam para dominar.

Junte-se a isso a Missão Cristã, que trazia em sua costas o árduo dever de combater as práticas demoníacas dos povos conquistados. Os europeus, compreendo que sua cultura era superior, buscavam de todas as formas ensinar aos povos conquistados aquilo que consideravam superior. E o cristianismo entrava nessa História. Assim, catequizar o nativo e fazê-lo cristão era necessário. Contudo, observe que quem deseja impor uma religião é o homem.

Os europeus, assim, conquistam muitos territórios, formando diversas colônias. Os espanhóis foram responsáveis pelo maior império colonial das Américas. Mas não somente eles, mas portugueses, ingleses, franceses e holandeses também ocuparam terras para explorar e povoar. Cabia às colônias oferecer recursos, matéria-prima e lucro para as metrópoles.

Observa-se, por fim, que este processo de Globalização pelo qual passa o mundo não traz nenhum benefício para as colônias naquele momento. Pelo contrário, grande parte das riquezas dos países conquistados foram levadas para a Europa, para atender aos interesses de um povo que desejava cada vez mais poder e riqueza, mesmo que isso fosse conquistado à custa da exploração do outro.