RESUMÃO DE GEOGRAFIA: OCEANIA – 9º ANO

O Continente Oceania é, talvez, o menos conhecido de nós, dado o fato de que não temos nenhuma ligação histórica com aqueles povos. Para ser mais exata, a única ligação que houve entre a Oceania e as Américas se deu no passado, na formação geológica da Terra, uma vez que a configuração da Pangeia ligava este continente à América do Sul, África e Antártida.

Basicamente, os povos da Oceania foram classificados em melanésios, polinésios e micronésios.

Sabemos que o conhecimento dessa região do mundo se deu com as Grandes Navegações Europeias, começando com os espanhóis, e depois por conta dos ingleses e franceses que colonizaram a região. Esses encontros não eram amistosos e, em alguns casos, diversos povos foram eliminados. Podemos citar os maoris, povos nativos da Nova Zelândia, que foram dizimados pelos ingleses. Um outro exemplo são os povos aborígenes que viviam na Austrália, que foram subjugados também pelos ingleses. Acredita-se que do total da população aborígene, apenas 1% conseguiu escapar da dominação inglesa. A Austrália acabou se tornando colônia penal, para onde foram enviados 759 condenados, que deram início à colonização.

Das mais de 10.000 ilhas da Oceania, formadas a partir de erupções vulcânicas (que acontecem até à atualidade), duas se destacam, não somente por sua extensão territorial, mas pela sua importância econômica.

AUSTRÁLIA E NOVA ZELÂNDIA

 

Sobre a formação geológica da Austrália, podemos definir que seu embasamento rochoso  é de rochas ígneas e metamórficas. No Leste do país, existem regiões de montanha que se formaram a partir do movimento de placas tectônicas sobre escudos antigos.

Destaca-se também a Grande Planície Central, formada a partir de sedimentos trazidos de regiões mais elevadas. Além disso, é preciso destacar que a movimentação da crosta fez com que o mar se elevasse, ficando essa região abaixo do nível do mar. Aí existia um mar interior, que desapareceu no decorrer das eras. Com seu secamento, formaram-se diversas rochas areníticas. Um exemplo desse tipo de rocha é o monólito de Uluru, formado por arenito e minerais como o feldspato, o que favorece a sua coloração avermelhada ao nascer do Sol.

Na hidrografia australiana, podemos destacar dois grandes rios: Murray e Darling. Nascendo na Cordilheira Australiana, eles se deslocam pela planície central, desaguando no Oceano Índico. Ainda existem outros rios na Austrália, porém são em sua maioria formados por pequenos cursos d’água de curta extensão.

A Nova Zelândia não tem grandes rios, mas podemos destacar os lagos. Por causa de seu relevo mais acidentado, os rios são mais curtos, destacando-se o Arnold e o Awarau.

No que se refere ao clima, podemos destacar que tanto a Austrália quanto a Nova Zelândia se localizam em uma zona temperada. Por conta disso, e por causa de algumas montanhas elevadas, é possível encontrar picos cobertos de neve. Sua vegetação é de florestas subtropicais. Destacamos também a região costeira da Austrália – a mais povoada -, que possui elevados índices pluviométricos. Os ventos frios do oceano também favorece a formação de um clima árido tropical, além da região desértica do Outback.

A população australiana é a maior da região, tendo o segundo maior IDH global, de 0,933. Segundo dados de 2014, sua população estimada era de 22.751.014 habitantes, com uma densidade demográfica de 2,93 hab./km².

É o país que, junto com a Nova Zelândia, tem o maior número de habitantes de origem europeia. Isso deve ao fato de que essas antigas colônias seguiram um modelo de colonização de povoamento, passando a fazer parte do Reino Unido, com os quais tiveram intenso relacionamento político, econômico e, porque não dizer, social. Assim é que os dois países fazem parte da Commonwealth.

Na economia, os dois países se destacam no setor terciário, que compreende as atividades comerciais e de serviço, o equivalente a 67,4%.  Na Austrália, vale destacar o setor secundário – as indústrias -, que corresponde a 28,9% do PIB, produzindo máquinas e equipamentos, produtos de metalurgia, gráficos e editoriais, bem como madeiras e papel, além de alimentos e bebidas. São também os australianos os maiores produtores mundiais de bauxita, carvão mineral, minério de ferro, cobre, estanho, ouro, prata, urânio, níquel, tungstênio, entre outros. O setor primário corresponde a 3,7% do PIB.

A Nova Zelândia é o maior exportador de ovinos, lã e manteiga do mundo, e também trigo, milho, cevada, maçã e uvas. Em destaque, os manufaturados que, apesar de ser uma produção recente, representa cerca de 25% de todas as exportações. Em suma, seu PIB é formado pelo setor primário (3,6%), secundário (26,6%) e terciário (69,6%).

 

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