BRASIL: UM PAÍS DESIGUAL.

Segundo Edison Adão e Laercio Furquim Júnior podemos dizer que “o Brasil constituiu-se ao longo de sua história em um país de grandes desigualdades, fruto da forte concentração de renda e do elevado nível de pobreza. Em que pese uma sutil melhora na primeira década do século XXI (2001-2010), um recorte histórico mais amplo revela uma situação próxima ao dramático, e aqui não há nenhum exagero. A desigualdade social tornou-se uma triste marca brasileira que excluiu grande parte da população dos padrões mínimos de dignidade e cidadania. Tal situação colocou o país entre os mais injustos socialmente em todo o mundo”.

O Economista Celso Furtado também considera que o Brasil não pode ser considerado um país pobre. É preciso dizer que o conceito de pobreza não obedece a padrões rígidos; a ideia de pobreza varia com o passar do tempo, ou seja, o que a um século atrás seria considerado um sinal de pobreza, hoje não é. Logo, o conceito de pobreza é subjetivo. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) entende que pobreza refere-se à situação de “carência em que os indivíduos não conseguem manter um padrão mínimo condizente com as referências socialmente estabelecidas em cada contexto histórico”. Assim, podemos usar como exemplo o telefone celular. Nos anos 90 ele era um privilégio de poucos, com alto custo tanto do aparelho quanto das contas de linha telefônica, impossibilitando que camadas mais baixas da população possuíssem um aparelho, mas hoje em dia é comum as pessoas utilizarem celular e, em muitos casos, é comum ver pessoas com um IPhone no transporte público.