Arquivos mensais: outubro 2018

RESUMÃO: COLONIZAÇÃO PORTUGUESA NA AMÉRICA

Olá, queridos alunos e alunas. Um resumão de acordo com aquilo que falamos em sala de aula, os destaques propostos no material didático e a Avaliação que será realizada na próxima quarta-feira!

Em 22 de abril de 1500, Pedro Álvares Cabral aporta na região da atual cidade de Porto Seguro. A Coroa portuguesa toma posse das terras, mas a princípio não teve o interesse de colonizá-la e ocupá-la, uma vez que as especiarias indianas (da Índia, no continente asiático) traziam lucro para Portugal. Assim, as primeiras expedições tinham o interesse de explorar a terra, reconhecer o litoral e mapeá-lo. As expedições exploratórias batizaram algumas regiões e rios do Brasil, como o Cabo de São Roque, a Baía de Todos os Santos e o Rio São Francisco. Um navegador da época que ficou conhecido como o primeiro a registrar que as terras encontradas formavam um continente foi Américo Vespúcio, o que explica o nome América para o “Novo Mundo”.

A princípio, somente uma atividade econômica interessou aos portugueses: a extração de pau-brasil. Ele era importante pois, além de ser uma madeira de lei, também produzia um pigmento de cor vermelha, utilizado para tingir tecidos. Para essa prática, os portugueses praticavam o escambo com os índios, prática onde se faziam trocas diretas de um bem por outro, sem a intermediação do dinheiro. Assim, os índios forneciam o pau-brasil em troca de objetos exóticos, como espelhos, pentes, facões e machados de metal. Todo produto extraído era levado para as feitorias, locais que funcionavam como armazéns e fortalezas, antes que a madeira fosse expedida para Portugal. Eram nas feitorias que se realizavam as negociações e os portugueses estabeleciam alianças com os indígenas.

Em 1532 surge uma maior preocupação com a colonização do solo brasileiro, e Martim Afonso de Souza é enviado com uma expedição colonizadora. ele funda então uma vila no litoral de São Paulo para a produção de cana-de-açúcar e lhe dá o nome de Vila de São Vicente. Os portugueses então tentam estender a prática do escambo para a produção canavieira. Porém, os índios não aceitam a prática, uma vez que a produção do açúcar se constituía de trabalho muito pesado, o que leva a escravização dos indígenas. Com a forte resistência indígena, os portugueses passam então a invadir aldeias e a tratar os nativos como empecilho para a colonização. A Coroa interfere para controlar o impulso dos colonos, uma vez que ela desejava manter os acordos comerciais com os nativos para a extração do pau-brasil.

A Coroa então decide criar no Brasil um sistema que ficou conhecido como Capitanias Hereditárias, com o intuito de impulsionar a ocupação do território, em 1534. As capitanias eram grandes lotes de terra concedidos pelo governo de Portugal para portugueses de posses, da nobreza, que ficaram conhecidos como donatários. Cada um destes donatários ficava assim encarregado de implantar  a colonização em sua capitania, tornando-a produtiva. Assim, a Coroa tirava de si a responsabilidade e os custos para a colonização. O projeto não dá certo, pois muitos destes donatários não conseguiram promover a colonização e, em muitos casos, não houve interesse pelas terras. As capitanias que se desenvolveram de fato foram São Vicente, Pernambuco, Ilhéus e Porto Seguro.

Diante do fracasso das capitanias, D. João III, rei de Portugal, implanta no Brasil o Governo-geral, em 1549. Seu objetivo era tornar a Coroa mais presente na colônia e organizá-la administrativamente. O Primeiro governador-geral foi Tomé de Souza. É neste governo que a presença dos Jezuítas da Companhia de Jesus foi consolidada. Com o intuito de catequizar os índios e ensinar os costumes europeus, considerados superiores pelos portugueses, os padres ajudaram no estabelecimento da colônia. A Igreja Católica tinha uma compreensão de que o índio brasileiro era em certo sentido puro, e não devia ser escravizado, uma vez que a forma de religião indígena era considera ingênua. Porém, os jesuítas acabam enfrentando problemas com os portugueses, pois a Coroa entendia que grupos indígenas considerados rebeldes deveriam ser escravizados, permitindo assim o ataque a diversas aldeias que eram contra os interesses portugueses. Para fazer parte da Companhia de Jesus, os candidatos passavam por rígida disciplina. A Igreja entendia que eles deveriam estar preparados para as privações, uma vez que enfrentariam diversos perigos na colônia.

o segundo governador-geral do Brasil foi Duarte da Costa, que tem de enfrentar diversas invasões, principalmente dos franceses, na região do atual Estado do Rio de Janeiro. Podemos assim perceber que não somente os portugueses, mas os diversos países da Europa estavam interessados nestas terras. No que se refere à religião, é importante lembrar que a França recebeu forte influência do protestantismo e reforma, sobretudo dos calvinistas, ou seja, os adeptos de João Calvino. Com interesses missionários, os protestantes realizam, no dia 10 de março de 1577, o primeiro culto protestante no Brasil. Os planos franceses de evangelização acabam se frustrando, sobretudo por causa das diferenças doutrinárias e, logicamente, a sua expulsão do Brasil.

Por fim, é preciso destacar que os índios, em diversos momentos, tiveram de formar resistência contra a escravização portuguesa. Diversas aldeias foram atacadas e dizimadas, não restando sobreviventes, sepultando diversas culturas. Muitos povos conseguiram sobreviver, mas alguns historiadores estimam que até cerca de 3 milhões de índios podem ter morrido no período colonial. Os ataques, as epidemias e a falta de compreensão da cultura indígena levaram à destruição de boa parte dos povos nativos do Brasil. Porém, muitos sobreviveram,e hoje podemos conhecer melhor estas etnias que fazem parte da constituição do povo brasileiro. No nosso Estado do Espírito Santo podemos destacar a sobrevivência dos tupiniquins e guaranis.

RESUMÃO: ROMA ANTIGA

Olá, queridos alunos.

Vamos a mais um resumão, baseado nos estudos de sala de aulas, nos destaques propostos no livro didático e na avaliação que acontecerá na próxima quarta-feira.

Historicamente falando, Roma, situada na região do Lácio, na Península Itálica, começou a ser povoada em cerca do século VIII a.C., tendo os povos latinos como os primeiros a se organizarem em uma pequena comunidade com várias aldeias. A formação dos povos latinos é resultado do encontro cultural de diversos povos indo-europeus e outros grupos da região do Mediterrâneo. Outros povos, como os gregos, cartagineses, sabinos, italioltas e latinos habitavam a região da Península Itálica, se destacando os povos etruscos.

Economicamente, no princípio, os romanos praticavam a agricultura e o pastoreio, que eram praticados de forma simples e tendo a função de abastecer a própria comunidade. Porém, precisamos destacar que os etruscos foram importantes para a atividade comercial, uma vez que eram hábeis navegadores, introduzindo assim essa atividade no Mediterrâneo.

Devemos destacar também o surgimento mitológico de Roma. Segundo o mito, Rômulo foi o fundador da cidade de Roma e seu primeiro Rei. Rômulo e seu irmão Remo eram filhos do deus Marte e da Reia Silvia, filha de Numitor, Rei de Alba Longa.

Amúlio, irmão do rei Numitor, deu um golpe de Estado, prendeu seu irmão e passou a reinar. Além disso, confinou Reia Silvia, tentando assim destruir a descendência de Numitor. O deus Marte então teria desposado Reia e ela deu à luz aos dois garotos. Amúlio, sabendo do nascimento das crianças, as joga noRio Tibre. Elas são arremessadas às margens do rio, sendo encontradas por uma loba, qu as amamenta e, logo depois, o pastor de oevelhas Fáustulo resgata os meninos e cuida deles, com sua esposa.

Quando Rômulo e Remo se tornam adultos, Remo se indispõe com alguns pastores e é preso. Seu irmão Rômulo o liberta da prisão, mata Amúlio e recoloca seu avô Numitor novamente no poder. O rei então permite que os dois construam uma cidade. Porém, quando chegam à região de Roma, Remo vê seis abutres sobrevoando o monte Aventido. Rômulo vê doze aves sobrevoando o Palatino. Diante da escolha de Rômulo, ele então faz um sulco ao redor da cidade. Remo, enciumado, atravessa o sulco e é morto pelo irmão. Assim, a cidade é construída e Rômulo se torna seu fundador e rei.

Politicamente, os romanos passaram por três períodos históricos: Mornarquia, República e Império.

Com o crescimento populacional, Roma deixou de ser um pequeno povoado para uma grande cidade, passando a ter uma melhor infra-estrutura com redes de esgoto, construção de calçadas, fortificações para a proteção da cidade, e tendo o rei como principal figura. Começava então o período monárquico de Roma. Porém, o rei não era a figura mais importante, pois seu poder era dividido com os patrícios, homens das famílias mais ricas de Roma, formando assim o Senado.

Logicamente, outras classes sociais formavam aquela socieade. Assim, além do rei e dos patrícios, existiam os plebeus, camada social de pequenos agricultores, comerciantes e artesãos, que não tinham direito à participação política, o que gerou diversos conflitos naquela sociedade.  Clientes, em geral parentes de segundo ou terceiro graus dos patrícios, que buscavam assim proteção e apoio de um patrício rico, também podiam ser escravos libertos, estrangeiros e até filhos ilegítimos dos patrícios. Por úlitmo, figuravam os escravos, que eram uma pequena parcela da população, pessoas que se tornavam escravas por causa de dívidas, sobretudo da classe dos plebeus.

Durante o período republicano, a dinâmica política se alterou, principalmente quando nos referimos ao senado, uma vez que plebeus enriquecidos conseguiam agora fazer parte. Além disso, os senadores passaram a ter maior influência em outros aspectos da sociedade. Além disso, graças à sua influência, o exército passou a ser mais favorecido dentro da República romana.

Também neste período houve movimentos para reduzir as desigualdades sociais gerada pela concentração de terras. Duas figuras importantes para tal foram Tibério e Caio Graco, obtendo o apoio da plebe rural, que queria uma reforma agrária. Todos os dois, tribunos da plebe, conseguem alguns avanços. Tibério conseguiu aprovar uma reforma que determinava a repartição de parte das terras públicas com os cidadãos. Os nobres não se agradam da proposta e assassinam a Tibério. Caio Graco alcança então popularidade entre os plebeus e consegue implementar uma reforma agrária em Roma.

Na crise republicana, os romanos contaram com o regime de Triunvirato. O primeiro triunvirato foi formado por Pompeu, Crasso e Júlio César. Já o segundo foi formado por Marco Antônio, Lépido e Otávio Por fim, Otávio Augusto se torna o primeiro imperador de Roma, em 27 a.C.

No período imperial, podemos destacar a figura de Nero, conhecido por sua forma violenta de resolver todas as questões. Um exemplo disso é a forma como ele tratava os cristãos, que por muitas vezes foram condenados e mortos no Coliseu Romano. Um outro fato discutido pelos historiadores é o incêndio em Roma. Segundo especialistas, Nero seria responsável, mas culpou os cristãos pelo fato, o que levou a uma dispersão dos cristãos pelo mundo.

Também durante o império utilizou-se de uma prática chamada panis et circensis, ou seja a política do pão e circo. Com isso, os imperadores ofereciam comida a baixo custo para a população e diversão nas praças e Coliseu. Segundo especialistas, o propósito dos imperadores era justamente maquiar os reais problemas da sociedade romana. Enquanto a população estava feliz com comida e festas, não teriam tempo de se ocupar com os problemas do Império Romano.