RESUMÃO: GRÉCIA ANTIGA

Olá, queridos alunos e alunas.

Neste espaço trago para vocês um resumo para a prova da próxima sexta. Ele irá ajudar vocês no estudo. Lembrem-se, porém, de ler o material no livro, que é a base para a prova de vocês.

Então, chega de conversa e, vamos lá! 😉

Precisamos sempre ter em mente que os gregos não se formaram de um só povo, mas de vários, não sendo assim um reino único, mas formadas de diversas cidades, cada uma com seu governo próprio. Se consideravam helenos, pois acreditavam que Heleno, filho de um sobrevivente de um dilúvio provocado por Zeus, era seu ascendente. Ao estes povos se fixarem à região, desenvolvem a agricultura e a criação de animais.

No que se refere à geografia, seu território na Península Balcânica era dividido assim:

  • Continental: existência de várias montanhas;
  • Peninsular: litoral com poucas praias, em muitos casos planalto e montanha terminando no mar, não existindo praias ou portos naturais;
  • Insular: Diversas ilhas ao redor da península.

Em seu período inicial, o povo micênico foi um dos diversos povos vindos do Leste. Ficaram conhecidos por seus grandes palácios e edificações. No que se refere aos palácios, eles se tornam importantes naquela sociedade pois eles não funcionavam somente como morada do rei, mas várias atividades eram desenvolvidas ao redor destes palácios, o que demonstra um domínio monárquico forte.

PERÍODO HOMÉRICO

No Período Homérico, diversas transformações ocorreram. grandes palácios deixam de existir, técnicas de produção de objetos simplificados, com abandono de algumas cidades. A economia passou a ser de subsistência: para consumo próprio. Também neste período, as diferenças sociais começaram a aumentar, com muitos pobres e poucos ricos (não muito diferente de nossa realidade).

Os casamentos eram usados para alianças entre famílias. Apesar de a maior parte da população ser livre, existiam escravos, mas não tão fundamentais naquela sociedade. Somente após o século VIII a.C. é que os escravos se tornam a base do trabalho.

Apesar disso, este período não foi de total decadência, uma vez que as comunidades gregas cresciam e se especializavam cada vez mais na guerra.

PERÍODO ARCAICO

Durante este período, os gregos deixaram de ser uma sociedade camponesa e guerreira e começaram a se organizar, em cerca de 500 a.C., em cidades-Estado, a pólis, cada uma com seu governo próprio.

pólis era o centro urbanizado. Nela se reuniam edifícios públicos, praças, templos e habitações. As terras ao redor da pólis também faziam parte dela, sendo utilizadas para o cultivo. A administração da pólis deu origem à palavra política, tão comentada por nós na sala de aulas.

Além disso, podemos destacar que, neste período, o gregos começaram a ocupar territórios fora da Península Balcânica, alcançando a Ásia Menor, o sul da Itália, diversas ilhas do Mar Egeu e o Mediterrâneo. A junção de todos os territórios gregos neste período se chamava Magna Grécia.

É no século VIII a.C. ocorreu aquilo que podemos considerar uma revolução no Mediterrâneo. O principal motor disso tudo foi a navegação, com barcos e navios criados primeiramente pelos fenícios. Assim, o Mediterrâneo se tornou em uma grande estrada que interligava diversos povos, o que fazia com que diversas culturas entrassem em contato uma com as outras, além da troca de riquezas e bens.

ATENAS

Podemos considerar Atenas como o berço da democracia, apesar de outros povos desenvolverem ideias democráticas.

Porém, é preciso colocar que nem todos tinham direito a essa democracia. Ela pertencia a um pequeno grupo privilegiado, sobretudo de famílias tradicionais. Com o passar dos anos, os comerciantes, começam a exigir direitos políticos e a situação dos pequenos agricultores piorava, se tornando escravos por dívidas. Drácon então reúne todas as leis orais, baseada nas tradições e costumes gregos. Sólon é quem cederá à pressão em 594 a.C., permitindo que comerciantes ricos pudessem votar. Por fim, Clístenes, o “pai da democracia”, promove uma série de reformas entre 508 e 507 a.C., permitindo participação política nunca antes vista. Assim, o cidadão acima de 20 anos podia participar da política e tinha direito a voz e voto.

Devemos lembrar que democracia é uma palavra que significa poder do povo, sendo uma forma de governo onde a vontade da maioria dos cidadãos prevalece. A democracia, como pudemos ver, não era direito de todos. em tese, eram considerados cidadãos somente os homens, a minoria da população. Mulheres, crianças, estrangeiros e escravos estavam fora da democracia.

Duas formas de governos predominaram em Atenas:

  1. Monarquia: poder de uma só pessoa, no caso, o rei
  2. Oligarquia: poder de poucos, sendo estes representantes de famílias mais tradicionais.

Sobre a sociedade ateniense, era formada da seguinte forma:

  • famílias tradicionais: se consideravam descendentes daqueles que fundaram Atenas;
  • Comerciantes e artesãos: cresceram economicamente, passando a exigir participação política;
  • Pequenos agricultores: camada mais pobre, que poderiam se tornar escravos, caso não conseguissem pagar suas dívidas;
  • Escravos: formados por prisioneiros de guerra e pessoas compradas no exterior.

ESPARTA

Os espartanos são um exemplo de desenvolvimento militar na sociedade grega. Seus soldados permaneciam dos 18 aos 60 anos no Exército, isso sem contar os 6 anos de treinamento.

A mulher era de extrema importância na sociedade espartana. É com elas que começava a educação das crianças. Elas eram:

  • responsáveis pela educação das crianças até aos sete anos de idade;
  • eram excelentes administradoras;
  • cuidavam dos negócios da família quando os homens iam para a guerra;
  • conduziam atividades religiosas;
  • influenciavam a atividade de alguns políticos;
  • algumas atá participavam de combates, segundo alguns historiadores.

Percebe-se o militarismo na sociedade espartana desde o nascimento.Crianças eram examinadas ao nascer para decidir se viveriam ou não. Os que eram aprovados, viveriam até aos sete anos com a mãe. Então, eram enviados à escola, permanecendo ali até os doze anos. As meninas, com doze anos, voltava ao convívio com a mãe, e os meninos tinham de sobreviver sozinhos, afastados da cidade, onde eram obrigados a desenvolver habilidades necessárias à sobrevivência.

AS GUERRAS

Das guerras em que os gregos se envolveram, a Gurra do Peloponeso foi de grande importância, entre os anos 431 e 404 a.C.  Esse conflito encerrou o fim da exploração por parte de Atenas sobre as demais póleis.

Dos diversos comandantes que foram às guerras, a figura de Alexandre, o Grande, se destaca. Nascido na Macedônia e educado na Grécia, era grande admirador do pensamento grego. Com apenas 20 anos ele substitui seu pai, Felipe II, no comando do mundo greco-macedônico. Em 334 a.C., ele vai até à Ásia e submete o grande Império Persa, dominando o que hoje conhecemos como Oriente Médio. Com 31 anos era o comandante supremo de um dos mais vastos impérios da História. Ele morre aos 32 anos, provavelmente de malária, em 323 a.C. Seu império foi dividido entre seus generais, o que levou ao enfraquecimento da Grécia, quando enfim foram dominados pelos Romanos.  Os quatro principais generais que substituíram Alexandre foram: Cassandro, Lissímaco, Seleuco e Ptolomeu.

3 comentários sobre “RESUMÃO: GRÉCIA ANTIGA

  1. Precisamos sempre ter em mente que os gregos não se formaram de um só povo, mas de vários, não sendo assim um reino único, mas formadas de diversas cidades, cada uma com seu governo próprio. Se consideravam helenos, pois acreditavam que Heleno, filho de um sobrevivente de um dilúvio provocado por Zeus, era seu ascendente. Ao estes povos se fixarem à região, desenvolvem a agricultura e a criação de animais.

    No que se refere à geografia, seu território na Península Balcânica era dividido assim:

    Continental: existência de várias montanhas;
    Peninsular: litoral com poucas praias, em muitos casos planalto e montanha terminando no mar, não existindo praias ou portos naturais;
    Insular: Diversas ilhas ao redor da península.
    Em seu período inicial, o povo micênico foi um dos diversos povos vindos do Leste. Ficaram conhecidos por seus grandes palácios e edificações. No que se refere aos palácios, eles se tornam importantes naquela sociedade pois eles não funcionavam somente como morada do rei, mas várias atividades eram desenvolvidas ao redor destes palácios, o que demonstra um domínio monárquico forte.

    PERÍODO HOMÉRICO

    No Período Homérico, diversas transformações ocorreram. grandes palácios deixam de existir, técnicas de produção de objetos simplificados, com abandono de algumas cidades. A economia passou a ser de subsistência: para consumo próprio. Também neste período, as diferenças sociais começaram a aumentar, com muitos pobres e poucos ricos (não muito diferente de nossa realidade).

    Os casamentos eram usados para alianças entre famílias. Apesar de a maior parte da população ser livre, existiam escravos, mas não tão fundamentais naquela sociedade. Somente após o século VIII a.C. é que os escravos se tornam a base do trabalho.

    Apesar disso, este período não foi de total decadência, uma vez que as comunidades gregas cresciam e se especializavam cada vez mais na guerra.

    PERÍODO ARCAICO

    Durante este período, os gregos deixaram de ser uma sociedade camponesa e guerreira e começaram a se organizar, em cerca de 500 a.C., em cidades-Estado, a pólis, cada uma com seu governo próprio.

    A pólis era o centro urbanizado. Nela se reuniam edifícios públicos, praças, templos e habitações. As terras ao redor da pólis também faziam parte dela, sendo utilizadas para o cultivo. A administração da pólis deu origem à palavra política, tão comentada por nós na sala de aulas.

    Além disso, podemos destacar que, neste período, o gregos começaram a ocupar territórios fora da Península Balcânica, alcançando a Ásia Menor, o sul da Itália, diversas ilhas do Mar Egeu e o Mediterrâneo. A junção de todos os territórios gregos neste período se chamava Magna Grécia.

    É no século VIII a.C. ocorreu aquilo que podemos considerar uma revolução no Mediterrâneo. O principal motor disso tudo foi a navegação, com barcos e navios criados primeiramente pelos fenícios. Assim, o Mediterrâneo se tornou em uma grande estrada que interligava diversos povos, o que fazia com que diversas culturas entrassem em contato uma com as outras, além da troca de riquezas e bens.

    ATENAS

    Podemos considerar Atenas como o berço da democracia, apesar de outros povos desenvolverem ideias democráticas.

    Porém, é preciso colocar que nem todos tinham direito a essa democracia. Ela pertencia a um pequeno grupo privilegiado, sobretudo de famílias tradicionais. Com o passar dos anos, os comerciantes, começam a exigir direitos políticos e a situação dos pequenos agricultores piorava, se tornando escravos por dívidas. Drácon então reúne todas as leis orais, baseada nas tradições e costumes gregos. Sólon é quem cederá à pressão em 594 a.C., permitindo que comerciantes ricos pudessem votar. Por fim, Clístenes, o “pai da democracia”, promove uma série de reformas entre 508 e 507 a.C., permitindo participação política nunca antes vista. Assim, o cidadão acima de 20 anos podia participar da política e tinha direito a voz e voto.

    Devemos lembrar que democracia é uma palavra que significa poder do povo, sendo uma forma de governo onde a vontade da maioria dos cidadãos prevalece. A democracia, como pudemos ver, não era direito de todos. em tese, eram considerados cidadãos somente os homens, a minoria da população. Mulheres, crianças, estrangeiros e escravos estavam fora da democracia.
    Dos diversos comandantes que foram às guerras, a figura de Alexandre, o Grande, se destaca. Nascido na Macedônia e educado na Grécia, era grande admirador do pensamento grego. Com apenas 20 anos ele substitui seu pai, Felipe II, no comando do mundo greco-macedônico. Em 334 a.C., ele vai até à Ásia e submete o grande Império Persa, dominando o que hoje conhecemos como Oriente Médio. Com 31 anos era o comandante supremo de um dos mais vastos impérios da História. Ele morre aos 32 anos, provavelmente de malária, em 323 a.C. Seu império foi dividido entre seus generais, o que levou ao enfraquecimento da Grécia, quando enfim foram dominados pelos Romanos. Os quatro principais generais que substituíram Alexandre foram: Cassandro, Lissímaco, Seleuco e Ptolomeu.

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