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COORDENADAS DE VIDA – Samuel Fontoura Amodeu T:62

New York, 26 de abril de 2018, 11:45.

Caro leitor, meu nome é Hill Robson, tenho 17 anos e estou estudando em Columbia University – nome estranho para um colégio, né?

Voltando a história, sabe aqueles dias que tem tudo pra serem bons, namorada bonita, notas boas, etc? Então, esse dia foi o contrário. Conheci um militar chamado Jhon no seu pior momento, pelo menos que eu pensava que poderia ser, conhecer a morte. Sim, tinha uma pessoa morrendo do lado do colégio e ninguém viu – pelo que ou por quem eu não sei…

Ele estava com um buraco na perna esquerda, tentei chamar ajuda mas tinha deixado meu celular em casa e ninguém passava por ali. Tentei enfaixar sua perna com meu casaco mas não adiantou muito, então ele me falou uns números estranhos:

– L: 40.6643, L:-73.938-5 40º39’51N 73º56’12″oest…

E morreu. Depois de alguns dias sem dormir, pesquisei na internet e descobri que aqueles números eram coordenadas que levavam ao centro da cidade.

Fui até lá para vero que era mas não encontrei nada, até que avistei uma estátua e nos pés dela havia uma maleta com um livro que continua informações sobre um vírus geneticamente modificado.

Me assustei na hora, o vírus estava em fase de teste e sendo aplicado em animais para ver seu comportamento. Essa droga não os afetou, então passaram para a segunda etapa: aplicar em humanos.

No livro havia um fundo falso com uma dose daquilo. Eu fiquei desesperado, sem saber o que fazer ou em quem confiar, então decidi levá-lo pra casa e não contar para ninguém.

No outro dia chegaram umas pessoas de preto em casa. Era o FBI. Estavam procurando pelo vírus, tenho certeza. Como me acharam? Não sei.

Eles começaram a revistar, olhar, bagunçar, quebrar tudo. Pelo jeito era realmente importante. Eu havia escondido, porém não dentro de casa. Quando eles foram embora, parecia que a poeira havia baixado. Percebi que eles tinham escondido micro câmeras lá.

No dia seguinte peguei uma gota daquela seringa e levei para o laboratório da universidade, para analisar. Descobri ser um vírus cancerígeno, que em menos de um mês poderia matar mais de zilhões de pessoas se caísse nas mãos erradas.

Espera aí. E se já tivessem colocado na comida, pessoas, água?

Então, no dia seguinte, ligo a TV:

– NOTÍCIA URGENTE: PESSOAS DO MUNDO INTEIRO ESTÃO MORRENDO SEM MOTIVO. 60% DA HUMANIDADE ESTÁ MORTA.

Continua…

EU SOU – Mateus Andrade T: 62

Eu sou um super-herói (The Fenix), tenho o poder de alterar a realidade e probabilidade de tudo, eu acho.

Acho que nasci assim. Mais ou menos dez meses atrás meus poderes se manifestaram, eu transformei pequenas sementes e em questão de segundos elas viraram belas árvores. Achei que controlava somente as plantas, mas transformei o cajado em serpente e minhas mãos ficaram mais brancas do que já são; não, desculpe, não fui eu que fiz isso, foi um tal de Moisés.

Enfim, comecei a transformar as coisas e adquiri novos poderes, transformei terra em água, acabando com secas, dei comida para os que precisavam, entre outras coisas.

Só não me considero um Deus, pois Deus só existe um, o nosso Criador. Ele fez tudo e eu quase nada, mas quero fazer mais e mais…

Quero aprender a criar mais do que já crio, que são esses textos e poemas onde tanto me divirto!

QUEM SOU EU? – Sarah Machado T: 62

Olá, meu nome é Vitória e estou aqui para contar minha história.

Eu nasci na cidade de Boston e, em uma cidade grande como essa, descobri que queria ajudar as pessoas. Assim, criei uma ONG de ajuda aos que precisam de amor, esperança, igualdade, paz, comida e até um lar.

As vezes as pessoas acham que essa é uma atitude exaustiva mas é muito pelo contrário, o que eu faço me dá prazer!

Ajudar aos outros é muito mais gratificante que ajudar a si mesmo. Adoro ajudar os outros e guardo os sorrisos em meu coração.

UMA DETETIVE POLIGLOTA – AMANDA COSTA T:62

Hello! Bonjour! Hola! Oi! Enfim, meu nome é Katherine Johnson, eu sou uma detetive particular.

Apesar de ter onze anos eu já sei seis idiomas e sou a mais procurada para solucionar casos. Eu estou aqui hoje para contar alguns de meus mistérios.

O primeiro caso que solucionei foi bem estranho, admito! Era uma mulher francesa que se perdeu de seu bebê na mata e quando o encontrou ele tinha virado um macaco!

Acabei descobrindo que aquele era somente um macaco comum e que ela tinha deixado o bebê em casa. Mas até que foi engraçado (só pra mim), a mulher ficava dizendo:

– Pardon! Pardon! – isso significa “Perdão!”

O segundo caso foi o mais fácil, pois era um cozinheiro italiano que dizia ter visto seu amigo morto no chão e cheio de sangue.

– È stato terribile! – ele me dizia. Isso significa “foi terrível!”.

Quando desvendei o mistério, disse a ele que seu amigo tinha doença no pulmão e ele caiu no chão morto com o pote do catchup na mão, por isso que ele estava todo cheio de sangue, mas ninguém teve coragem de ir até lá ver se era sangue mesmo.

O meu mistério nº 619 era sobre uma menina alemã que tinha desaparecido. A avó dela gritava para mim desesperada:

– Finde es jetzt! – os alemães são estranhos… Esse negócio que ela falou significa “ache-a agora!”.

Achar pessoas não é o meu trabalho, mas eu deixaria uma avó falando sozinha? Deixaria, se eu estivesse de mau humor. E não, eu não estava de mau humor.

E lá fui eu achar a tal da Gisela Schneider! Mas sabe o que encontrei? A menina e os colegas dela no acampamento da escola. E a vó dela sabia! Que raiva que me dá…

– Entschuldigung! – dizia ela, o que significa “desculpe-me”.

Esses foram os casos mais ridículos que eu já solucionei, os outros foram bem mais sérios.

Ao todo já solucionei 705 casos em três anos. Ah, preciso ir, já acabou meu horário de almoço. Bis bald! Hasta luego! À bientôt! Até logo!