Arquivos mensais: maio 2017

Exercícios da semana – Entrega dia 01 de junho – 9ano A/B

Interpretação de texto – Crônica

O Homem Nu

Fernando Sabino

Ao acordar, disse para a mulher:

— Escuta, minha filha: hoje é dia de pagar a prestação da televisão, vem aí o sujeito com a conta, na certa.  Mas acontece que ontem eu não trouxe dinheiro da cidade, estou a nenhum.

— Explique isso ao homem — ponderou a mulher.

— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que não tem ninguém.   Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.

Pouco depois, tendo despido o pijama, dirigiu-se ao banheiro para tomar um banho, mas a mulher já se trancara lá dentro. Enquanto esperava, resolveu fazer um café. Pôs a água a ferver e abriu a porta de serviço para apanhar o pão.  Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro antes de arriscar-se a dar dois passos até o embrulhinho deixado pelo padeiro sobre o mármore do parapeito. Ainda era muito cedo, não poderia aparecer ninguém. Mal seus dedos, porém, tocavam o pão, a porta atrás de si fechou-se com estrondo, impulsionada pelo vento.

Aterrorizado, precipitou-se até a campainha e, depois de tocá-la, ficou à espera, olhando ansiosamente ao redor. Ouviu lá dentro o ruído da água do chuveiro interromper-se de súbito, mas ninguém veio abrir. Na certa a mulher pensava que já era o sujeito da televisão. Bateu com o nó dos dedos:

— Maria! Abre aí, Maria. Sou eu — chamou, em voz baixa.

Quanto mais batia, mais silêncio fazia lá dentro.

Enquanto isso, ouvia lá embaixo a porta do elevador fechar-se, viu o ponteiro subir lentamente os andares…  Desta vez, era o homem da televisão!

Não era. Refugiado no lanço da escada entre os andares, esperou que o elevador passasse, e voltou para a porta de seu apartamento, sempre a segurar nas mãos nervosas o embrulho de pão:

— Maria, por favor! Sou eu!

Desta vez não teve tempo de insistir: ouviu passos na escada, lentos, regulares, vindos lá de baixo… Tomado de pânico, olhou ao redor, fazendo uma pirueta, e assim despido, embrulho na mão, parecia executar um ballet grotesco e mal ensaiado. Os passos na escada se aproximavam, e ele sem onde se esconder. Correu para o elevador, apertou o botão. Foi o tempo de abrir a porta e entrar, e a empregada passava, vagarosa, encetando a subida de mais um lanço de escada. Ele respirou aliviado, enxugando o suor da testa com o embrulho do pão.

Mas eis que a porta interna do elevador se fecha e ele começa a descer.

— Ah, isso é que não!  — fez o homem nu, sobressaltado.

E agora? Alguém lá embaixo abriria a porta do elevador e daria com ele ali, em pelo, podia mesmo ser algum vizinho conhecido… Percebeu, desorientado, que estava sendo levado cada vez para mais longe de seu apartamento, começava a viver um verdadeiro pesadelo de Kafka, instaurava-se naquele momento o mais autêntico e desvairado Regime do Terror!

— Isso é que não — repetiu, furioso.

Agarrou-se à porta do elevador e abriu-a com força entre os andares, obrigando-o a parar.  Respirou fundo, fechando os olhos, para ter a momentânea ilusão de que sonhava. Depois experimentou apertar o botão do seu andar. Lá embaixo continuavam a chamar o elevador.  Antes de mais nada: “Emergência: parar”. Muito bem. E agora? Iria subir ou descer?  Com cautela desligou a parada de emergência, largou a porta, enquanto insistia em fazer o elevador subir. O elevador subiu.

— Maria! Abre esta porta! — gritava, desta vez esmurrando a porta, já sem nenhuma cautela. Ouviu que outra porta se abria atrás de si.

Voltou-se, acuado, apoiando o traseiro no batente e tentando inutilmente cobrir-se com o embrulho de pão. Era a velha do apartamento vizinho:

— Bom dia, minha senhora — disse ele, confuso.  — Imagine que eu…

A velha, estarrecida, atirou os braços para cima, soltou um grito:

— Valha-me Deus! O padeiro está nu!

E correu ao telefone para chamar a radiopatrulha:

— Tem um homem pelado aqui na porta!

Outros vizinhos, ouvindo a gritaria, vieram ver o que se passava:

— É um tarado!

— Olha, que horror!

— Não olha não! Já pra dentro, minha filha!

Maria, a esposa do infeliz, abriu finalmente a porta para ver o que era. Ele entrou como um foguete e vestiu-se precipitadamente, sem nem se lembrar do banho. Poucos minutos depois, restabelecida a calma lá fora, bateram na porta.

— Deve ser a polícia — disse ele, ainda ofegante, indo abrir.

Não era: era o cobrador da televisão.
Esta é uma das crônicas mais famosas do grande escritor mineiro Fernando Sabino. Extraída do livro de mesmo nome, Editora do Autor – Rio de Janeiro, 1960, pág. 65

Glossário

Vigarice: Ato de trapaça; fraude.

Lanço: Parte de uma escada entre dois patamares sucessivos; o mesmo que lance.

Grotesco: Ridículo, extravagante.

Encetar: Iniciar, começar.

Em pelo: Nu, pelado.

Pesadelo de Kafka: Referência ao escritor checo Franz Kafka, que criou histórias fantásticas com toques de terror e situações incomuns. Muitas vezes, seus personagens se sentiam assustados e em agonia, como se vivessem um pesadelo.

Regime do Terror. Referência ao período da Revolução Francesa compreendido entre 31 de maio de 1793 e 27 de julho de 1794, em que milhares de pessoas foram executadas naguilhotina por se oporem ao governo e às ideias de Maximilien de Robespierre.

Estarrecida. Espantada, horrorizada, perplexa.

Radiopatrulha. Veículo da polícia, equipado com rádio.

Compreensão do texto e análise da organização do enredo

  1. O título da crônica é O homem nu. Que outro título você poderia atribuir ao assunto do texto?
  2. O texto foi escrito no início da década de 1960. Que fatos ou situações nos permitem concluir que a história não se passa nos dias de hoje?
  3. Por que o homem ficou nu?
  4. Por que a mulher não abriu a porta do apartamento quando a campainha tocou?

 

  1. No quarto parágrafo do texto, o homem afirma:

— Não gosto dessas coisas. Dá um ar de vigarice, gosto de cumprir rigorosamente as minhas          obrigações. Escuta: quando ele vier a gente fica quieto aqui dentro, não faz barulho, para ele pensar que       não tem ninguém. Deixa ele bater até cansar — amanhã eu pago.

A atitude dele está de acordo com sua afirmação? Por quê?

  1. Por que a vizinha gritou que o padeiro estava nu?
  2. No final da história, o homem teve de encarar o cobrador da televisão. Escreva uma possível desculpa que ele poderia dar para não pagar a prestação.
  3. Responda a estas perguntas sobre o texto O homem nu.
  4. a) Qual era o desejo do homem nu ao se ver trancado fora de casa?

 

  1. b) O que o impedia de realizar esse desejo?
  2. Assinale a alternativa que expressa o principal conflito do protagonista, isto é, do personagem mais importante de O homem nu.

A oposição entre o desejo e o que impede sua realização chama-se conflito. Pode ser um choque             de interesses, de opiniões, de comportamento entre dois ou mais personagens, ou de um personagem            com a natureza, ou até de um personagem consigo mesmo. É por meio do conflito que se estrutura o       enredo de uma narrativa.

a.(   )O marido quer tomar banho, mas a mulher já se trancou no banheiro.

b(    )O cobrador virá receber a prestação, mas o devedor está sem dinheiro.

c(     )O homem nu está do lado de fora do apartamento e não consegue entrar em casa.

d(    )O elevador começa a subir e o homem nu pensa que é o cobrador.

O momento da narrativa em que a sequência de acontecimentos atinge o  mais alto grau de tensão chama-se clímax.

  1. Qual é o momento de mais tensão, de mais nervosismo no texto?

 

  1. Numere as ações, mostrando a sequência dos acontecimentos.
  2. A porta do apartamento se fecha, deixando o homem para fora.(        )
  3. O marido pega o embrulho do pão.  (        )
  4. O marido põe a água para esquentar. ()
  5. O marido entra no elevador e aperta o botão de emergência.    (        )
  6. A mulher vai para o banho.(        )
  7. A mulher abre a porta. (        )
  8. O homem e a mulher decidem fingir que não estão em casa.(        )
  9. A mulher desliga o chuveiro.(        )
  10. O elevador começa a subir.(        )
  11. O marido tira a roupa para tomar banho. ()
  12. O marido toca a campainha do apartamento.(        )
  13. O cobrador da televisão bate à porta.(        )
  14. O marido grita e esmurra a porta, alertando os vizinhos.(        )
  15. Em vários momentos, o autor criou suspense no texto. Localize dois trechos em que isso ocorre e cite os números dos parágrafos correspondentes.
  16. Retire do texto O homem nu três palavras ou expressões que marcam o tempo na narrativa..
  17. Releia esta frase do texto e faça o que se pede.

            Como estivesse completamente nu, olhou com cautela para um lado e para outro (…)

  1. a) Assinale a alternativa que explica o sentido do trecho sublinhado.

(     ) Expressa uma consequência.

(      ) Indica uma causa.

(     ) Estabelece uma comparação.

  1. b) Reescreva essa mesma frase, substituindo a palavra como por outra palavra ou expressão de sentido equivalente. Faça as alterações necessárias.
  2. Baseado na crônica, reescreva utilizando o seu ponto de vista.

Exercícios da semana – Entrega dia 01 de junho – 8ano

Atividades de Ambiguidade

1. Explique a ambiguidade das frases abaixo:
a)A empregada lavou as roupas que encontrou no tanque.
b) Comi um churrasco num restaurante que era gostoso.
c) Estivemos na escola da cidade que foi destruída pelo incêndio.
d) João e Maria vão casar-se.
e) O juiz declarou ter julgado o réu errado.
f) O policial prendeu o ladrão em sua casa
g) Se você tivesse ido à festa com José, encontraria sua namorada
h) Vi o acidente do barco.
i) Você deve esperar seu irmão e levá-lo em seu carro até o hospital
2. Explique cada um dos sentidos dos textos abaixo:
Texto 1   
Um garoto pergunta para o outro:
– Você nasceu em Pelotas?
– Não, nasci inteiro.
Texto 2  
 Doutor, já quebrei o braço em vários lugares.
– Se eu fosse o senhor, não voltava mais para esses lugares.
Texto 3
O bêbado está no consultório e o médico diz:
– Eu não atendo bêbado.
– Então quando o senhor estiver bom eu volto – disse o bêbado.

3. (Unicamp 2010). Na propaganda do dicionário Aurélio, a expressão “bom pra burro” é polissêmica, e remete a uma representação do dicionário. Explique como o uso da expressão “bom pra burro” produz humor nessa propaganda.

Exercícios da semana – Entrega dia 01 de junho – 7ano

PROCURA-SE! 
Os beija-flores ou colibris estão entre as menores aves do mundo e são as únicas capazes de ficar voando no mesmo lugar, como um helicóptero, ou de voar para trás. Para isso, porém, as suas pequenas asas precisam movimentar-se muito depressa, o que gasta muita energia. Assim, eles precisam se alimentar bastante, e algumas espécies podem comer em um único dia até oito vezes o seu próprio peso. Uau!
O balança-rabo-canela é um beija-flor pequeno que pesa apenas nove gramas e só existe no Brasil. Ele tem as costas esverdeadas e a parte de baixo do corpo na cor canela, com um tom mais escuro na garganta. As penas da cauda, por sua vez, são de cor bronze e têm as pontas brancas. A ave possui ainda uma fina listra branca em cima e embaixo dos olhos.
Assim como os outros beija-flores, o balança-rabo-canela geralmente se alimenta de pequenos insetos, aranha e néctar, um líquido doce produzido pelas flores. Para sugá-lo, essas aves têm uma língua com ponta dupla, que forma dois pequenos canudos.
É comum os beija-flores ficarem com os grãos de pólen das flores grudados nas penas e no bico depois de sugarem o néctar. Assim, acabam levando-os de uma flor a outra, à medida que seguem seu caminho. Como as flores precisam do pólen para produzir sementes, os beija-flores, sem querer, ajudam-nas ao fazer esse transporte e acabam beneficiados também: afinal, o néctar das flores é um dos seus alimentos.
Os beija-flores enxergam muito bem, e muitas flores possuem cores fortes, como vermelho ou laranja, para atraírem a sua atenção. Embora muito pequenas, essas aves são muito valentes e sabem defender seus recursos, como as flores que utilizam para se alimentar. Assim, alguns machos podem até expulsar as fêmeas da sua própria espécie caso elas cheguem perto da comida. Na luta pela sobrevivência parece não haver espaço para gentileza: machos e fêmeas geralmente se juntam apenas na época da reprodução.
O balança-rabo-canela coloca seus ovos de setembro a fevereiro e choca-os durante 15 dias. A fêmea é quem constrói o ninho e também cuida dos filhotes por quase um mês após o nascimento para que eles consigam sobreviver sozinhos.
O pequeno balança-rabo-canela está ameaçado de extinção por conta da destruição do ambiente onde vive, ou seja, do seu habitat. As matas que servem de lar para essa ave estão sendo destruídas de maneira acelerada para a criação de animais, o cultivo de alimentos, a instalação de indústrias e pelo crescimento das cidades. Portanto, precisamos preservá-las para que esse belo beija-flor não desapareça para sempre.
FONSECA, Lorena
12. O balança-rabo-canela é um beija-flor que
(A) pesa apenas nove gramas.
(B) põe ovos o ano inteiro.
(C) possui uma lista branca nas asas.
(D) tem as costas cor de bronze.
13. Em “Assim, acabam levando-os de uma flor a outra, à medida que seguem seu caminho”, o termo destacado refere-se a
(A) brotos em geral.
(B) colibris pequenos.
(C) grãos de pólen.
(D) insetos comestíveis.
14. O balança-rabo-canela, depois de sugar o néctar,
(A) alimenta-se de insetos variados.
(B) auxilia as fêmeas na criação dos filhotes.
(C) contribui para a reprodução das flores.
(D) cuida dos filhotes por quase um mês.
15. Os beija-flores estão ameaçado de extinção porque
(A) comem até oito vezes o seu próprio peso.
(B) o ambiente em que eles vivem está sendo destruído.
(C) gastam muita energia para voar.
(D) têm de lutar constantemente por seus recursos.
16. O texto “Procura-se!”
(A) informa sobre o perigo de extinção dos beija-flores chamados de “balança-rabo-canela”.
(B) inventa algumas características sobre os beija-flores chamados de “balança-rabo-canela”.
(C) traz um relato de experiência científica com os beija-flores chamados de “balança-rabo-canela”.
(D) anuncia que alguém está procurando beija-flores chamados de “balança-rabo-canela” para comprar.
!7. A questão central tratada no texto é
(A) a preservação dos beija-flores. estres.
(B) a reprodução de animais silvestres.
(C) o crescimento das cidades.
D) o hábito alimentar das aves.
18. Ainda em texto explicativo, escolha uma ave ou outro animal de que goste e crie seu texto explicativo-argumentativo.

Exercícios da semana – entrega dia 01 de junho – 6ano

A LUA NO CINEMA

A lua foi ao cinema,

passava um filme engraçado,

a história de uma estrela

que não tinha namorado.

Não tinha porque era apenas

uma estrela bem pequena,

dessas que, quando apagam,

ninguém vai dizer, que pena!

Era uma estrela sozinha,

ninguém olhava pra ela,

e toda a luz que tinha

cabia numa janela.

A lua ficou tão triste

com aquela história de amor,

que até hoje a lua insiste:

Amanheça, por favor!

LEMINSKI, Paulo

  1. De acordo com o poema “A lua no cinema”, a estrela

(A) era pequena e solitária.

(B) parecia grande na janela.

(C) tinha um namorado apaixonado.

(D) viveu uma bela história de amor.

  1. O último verso “– Amanheça, por favor!” sugere que a lua

(A) achou o filme da estrela que tinha namorado engraçado.

(B) acreditava que a estrela era pequena e sem graça.

(C) desejava esquecer a história da estrela solitária.
(D) gostava mais do dia do que da noite.

  1. O texto “A lua no cinema” é um poema por usar

(A) orações.

(B) períodos.

(C) parágrafos.

(D) versos.

  1. Da leitura do poema percebe-se que a estrela

(A) era um astro insignificante.

(B) era uma artista engraçada.

(C) tinha inveja da lua.

(D) tinha uma história feliz.

  1. O poema trata

(A) da solidão.

(B) da tristeza.

(C) da amizade.

(D) do ciúme.

12. Monte uma historia em quadrinho representando a essência da historia apresentada.

Lista de exercícios da Semana – 11 de maio de 2017 – 6, 7, 8 e 9 anos

A vírgula no vestibular de português
“Mas, esta, não é suficiente.”
“Porque, as respostas, não satisfazem.”
“E por isso, surgem as guerras.”
“E muitas vezes, ele não se adapta ao meio em que vive.”
“Pois, o homem é um ser social.”
“Muitos porém, se esquecem que…”
“A sociedade deve pois, lutar pela justiça social.”
Que é que você acha de quem virgula assim?
Você vai dizer que não aprendeu nada de pontuação quem semeia assim as vírgulas. Nem poderá dizer outra coisa.
Ou não lhe ensinaram, ou ensinaram e ele não aprendeu.
O certo é que ele se formou no curso secundário. Lepidamente, sem maiores dificuldades. Mas a vírgula é um “objeto não identificado”, para ele.
Para ele? Para eles. Para muitos eles, uma legião. Amanhã serão doutores, e a vírgula continuará sendo um objeto não identificado. Sim, porque os três ou quatro mil menos fracos ultrapassam o vestíbulo… Com vírgula ou sem vírgula. Que a vírgula, convenhamos, até que é um obstáculo meio frágil, um risquinho. Objeto não identificado? Não, objeto invisível a olho nu. Pode passar despercebido até a muito olho de lince de examinador…
—A vírgula, ora, direis, a vírgula…
Mas é justamente essa miúda coisa, esse risquinho, que maior informação nos dá sobre as qualidades do ensino da língua escrita. Sobre o ensino do cerne mesmo da língua: a frase, sua estrutura, composição e decomposição.
Da virgulação é que se pode depreender a consciência, o grau de consciência que tem, quem escreve, do pensamento e de sua expressão, do ir-e-vir do raciocínio, das hesitações, das interpenetrações de ideias, das sequências e interdependências, e, linguisticamente, da frase e sua constituição.
As vírgulas erradas, ao contrário, retratam a confusão mental, a indisciplina do espírito, o mau domínio das ideias e do fraseado.
Na minha carreira de professor, fiz muitos testes de pontuação. E sempre ficou clara a relação entre a maneira de pontuar e o grau de cociente intelectual.
Conclusão que tirei: os exercícios de pontuação constituem um excelente treino para desenvolver a capacidade de raciocinar e construir frases lógicas e equilibradas.
Quem ensina ou estuda a sintaxe — que é a teoria da frase (ou o “tratado da construção”, como diziam os gramáticos antigos) — forçosamente acaba na importância das pausas, cortes, incidências, nexos, etc., elementos que vão se espelhar na pontuação, quando a mensagem é escrita.
Pontuar bem é ter visão clara da estrutura do pensamento e da frase. Pontuar bem é governar as rédeas da frase. Pontuar bem é ter ordem, no pensar e na expressão.
A vírgula, do filólogo Celso Pedro Luft (1921-1995)
6 ano B – Identificar o tempo de todos os verbos do texto e classifica-lo
7 ano C  – Identifique nos parágrafos em negrito os tipos de sujeito e os seus predicados, bem como o tipo de verbo (se transitivo ou intransitivo)
8 ano B  -Identifique nos parágrafos em negrito os tipos de sujeito e os seus predicados, bem como o tipo de verbo (se transitivo ou intransitivo) e classificar o ultimo parágrafo utilizando a análise morfológica.
9 ano A e B- Exercícios referentes ao 6, 7 e 8 ano